Dungeoneer - Interativa
38 Nunca confie em mergulhadores.
Notas iniciais
Depois de passar dias caminhando, Biske e seu companheiro chegaram novamente na entrada da Floresta Amazônica.
– Chegamos. Tá na hora de virar humana! – Biske tomou a poção humanizadora – estranho, não sinto nada diferente.
– Tente se transformar em sua forma monstruosa e vê se ainda consegue – sugeriu o garoto.
– Ou posso simplesmente entrar na floresta, se a barreira não me impedir significa que eu virei humana.
Biske caminhou tranquilamente em direção à trilha que conduzia para o interior da mata, e como previsto, ela conseguiu entrar sem qualquer impedimento. O seu amigo correu para alcançá-la e os dois começaram a andar pela trilha. Depois de horas caminhando pela mata, eles deram uma pausa.
– Essa floresta é gigantesca, você faz alguma ideia de como encontrar a rainha fada? – perguntou o garoto.
– Vou seguir meus instintos. E por falar nisso, você tem alguma noção de quanto dias se passaram desde que saímos do castelo da Rainha da Matéria?
– Se minhas contas estiverem corretas, treze dias.
– Ótimo, o Zerus falou que só poderia dar um cacete na rainha fada depois de quatorze dias. Ainda não confio naquele cara, mas por enquanto vou seguir o que ele falou, amanhã eu pego essa fada maldita e descubro o que aconteceu com a minha rainha!
Eles continuaram andando aleatoriamente pelas trilhas. A mata era muito fechada e era difícil até saber se era dia ou noite, mas a julgar pelo tempo que estavam caminhando, já estava próximo do anoitecer.
– Senhora Biska, já deve estar anoitecendo, podemos armar acampamento?
– Nesse lugar tanto faz estar de dia ou de noite, mas se estiver cansado podemos parar um pouco. E não esqueça, é Biske.
Quando eles sentaram para descansar, ouviram algo se movendo no mato e parecia estar perto deles.
– Ouviu isso senhora?
– Ouvi sim. Deve ser algum animal, e espero que seja comestível.
A mulher ficou em silêncio a fim de localizar a suposta refeição, então rapidamente pulou na moita e agarrou alguma coisa.
– Me solta, me solta! – um homenzinho verde de orelhas pontudas gritava desesperadamente.
– Olha, é um gnomo – disse o amigo da Biske.
– Ah sim, é um gnomo, acenda a fogueira! – ordenou a loira.
– Por favor, não me coma, eu faço qualquer coisa! – o gnomo implorava.
– Qualquer coisa? Se você me levar até a rainha fada eu não te como – propôs Biske.
– A rainha Catenária? Não posso, forasteiros não são permitidos...
– Que pena... Bom, eu nunca comi um gnomo, será que é gostoso? Estou prestes a descobrir.
O gnomo se debatia tentando se livrar do seu terrível destino, mas apesar de estar em sua forma humana, Biske era bastante forte e o ser não conseguiu fugir de maneira alguma.
– Está bem eu levo vocês até lá, apenas me solte.
– Nem pensar, só vou te largar quando eu estiver cara a cara com a rainha. Vai falando pra onde temos que ir.
Sem ter alternativa, ele obedeceu. Biske e seu amigo foram andando, enquanto o gnomo foi falando quais caminhos seguir.
*****
Era noite no reino das fadinhas felizes. A rainha Catenária, quando estava se preparando para deitar na grama e dormir, olhou para o céu estrelado.
– A galáxia Muito Distante e o planeta Vegeta estão quase se alinhando e eu presa neste lugar sem poder fazer nada. Se eu morrer estarei apenas pagando pelo meu erro do passado, mas e quanto a Dungeoneer? O príncipe Edward morreu sem me comer e assim, não existe sucessora para mim. Segundo a Beatrice, Zerus plantificou a rainha da matéria, e a rainha cujo nome não pode ser pronunciado... Ela é muito forte, apenas espero que o me sonho profético esteja correto.
*****
Zerus estava andando pelos corredores do castelo, acompanhado de cinco soldados da outrora guarda da rainha Cunegundes e também algumas camareiras e coisas do tipo. Repentinamente, a bicha mor sentiu uma tonteira e quase caiu no chão.
– Zerus, o senhor está bem? – uma das mulheres tentou segurá-lo.
– Não toque em mim! – ele literalmente deu uma dedada na garganta da mulher, instantaneamente caiu morta, para o espanto de todos.
– Senhor, ela era apenas uma camareira e queria ajudá-lo, não havia necessidade de matá-la! – protestou um dos soldados.
– Eu não gosto que me toquem sem minha permissão, e se você não desparecer do meu campo de visão nos próximos dois segundos, irá se unir a ela.
– Ele é poderoso, mas não pode vencer a todos nós, é hora de nos livrarmos desse louco de uma vez por todas. MOTIM!
Quando um dos guardas gritou motim, vários shinigamis surgiram, até que cerca de trinta homens estavam ao redor do Zerus.
– Desista Zerus, nesse momento destituímos o seu posto. Venha conosco até a masmorra, onde permanecerá até o fim dos seus dias! – bradou heroicamente o homem que iniciou o motim.
– Uma masmorra com grade, algemas, chicotes... tentador, mas não pretendo utilizar nada disso com nenhum de vocês.
Imediatamente uma infinidade de flores brotou do piso do castelo e rapidamente elas cresceram até ficar gigantes.
– Flores? Quer nos atacar com flores? – zombou o guarda.
Logo as flores começaram a se mover e atacar os revoltosos, que tentaram inutilmente cortá-las. Em poucos segundos, as plantas golpearam a todos com seus enormes espinhos que eram mais afiados do que espadas, e em pouco tempo todos estavam mortos.
– Que tentativa patética de revolta...
Ele viu que algumas das empregadas do castelo estavam encostadas na parede tremendo de medo, então ele fez com que suas flores as matassem imediatamente,
– Vocês deveriam ficar agradecidas por eu acabar com suas existências miseráveis. Não preciso mais de guardas, empregados nem de castelo. O multiverso será o meu castelo há há há há há.
Zerus continuou tranquilamente caminhando até chegar ao seu quarto. Como fazia todas as noites, abriu a janela e ficou admirando o céu noturno.
– Quem diria que vocês conseguiriam abrir o caminho de luz... mas é tarde demais, não chegarão a tempo de salvar a Rainha da Matéria. E por falar nisso, também preciso de um plano B com relação à Rainha da Energia, caso aquela loirinha feia e o moleque ruim de cama falhem, mas isso eu posso deixar por conta dos meus companheiros.
*****
Biske e o garoto sem nome seguiram o caminho indicado pelo gnomo refém até chegar a um local onde a trilha acabava, dando lugar a trepadeiras impenetráveis.
– E agora, desembucha logo pra onde temos que ir – disse Biske, impacientemente.
– Abrir-te monte de trepadeiris!
Ao proferir as palavras mágicas, as plantas se abriram, desobstruindo o caminho. Eles passaram e os forasteiros perceberam que o aspecto da floresta mudou radicalmente. As árvores eram altas e muito coloridas, assim como o chão. Além disso, a mata deixou de ser tão fechada, de forma que era possível ver o belo céu estrelado.
– Estamos no coração da floresta, posso ir embora agora? – pediu o gnomo.
– Ainda não, só quando eu estiver de frente para a rainha.
Ele olhou ao seu redor e viu uma pequena fada loira com um mini vestido verde voando por ali.
– Ali, aquela é a rainha! – gritou o gnomo?
– Rainha? Onde? – a fada não entendeu.
Assim, Biske soltou o gnomo e correu na direção da fada e quando a alcançou, segurou no seu pescoço.
– Cadê a Rainha Bestial? – a gori... mulher gritou.
– Não... se...i...arggg – a fada mal conseguia respirar, muito menos falar.
– Se não contar agora vou apertar mais – Biske apertou mais forte, mas ainda assim a fada não disse nada.
– Senhora Biska, estou certo de que essa não é a rainha fada – disse o seu companheiro.
– Como você sabe?
– Pra começar, ela acabou de morrer.
– Morrer? Que nada, ela só está fingindo, vou soltá-la pra você ver como ela vai sair voando.
Biske de fato a soltou, porém a fada não saiu voando, ela apenas caiu imóvel no cão.
– Ela não tá respirando, é normal acontecer isso com fadas?
Enquanto a dupla tentava, sem sucesso, reanimar a fada, uma comitiva de fadas, gnomos, leprechauns e outros seres que parecem que saíram de algum filme da Xuxa se aproximaram deles.
– Quem são vocês forasteiros? – perguntou uma fada com a altura de uma humana.
– Rainha, eles mataram a Kennya! – comentou uma das fadinhas pequenas.
– Filhos da puta! – praguejou um gnomo azul.
– Então você que é a rainha? Vou te dar uma sova!
Biske fechou o seu punho e correu para cima da rainha. Os acompanhantes da grande fada entraram na frente do golpe a fim de proteger sua soberana, então eles levaram o soco em seu lugar e decolaram ao estilo Equipe Rocket.
– Agora somos só nós duas – Biske deu um sorriso sádico e fez suas mãos brilharem – vai me dizer o que fez com a minha poderosa magnânima e quase tão bela quanto eu rainha ou vou ter que abrir o seu cérebro e comer o seu centro de memória pra descobrir?
– Então você é do reino bestial – Catenária, ignorando sua posição como rainha da energia, se curvou diante da adversária.
– Dá pra parar de babação de ovo? Me mostra logo onde está a Rainha Bestial que eu posso pensar em não quebrar suas costelas.
– Calma, temos muito o que conversar – disse a fada.
– Conversa com meus punhos!
Biske acertou um soco bem na cara da Catenária, que caiu no chão. Em seguida ela concentrou seu nen (ou cosmo, ki, soma, reiatsu, raki ou sei lá o que) nos pés e deu uma seção de chutes na rainha caída.
– Pára Biska, você não pode matá-la ainda! – o acompanhante da Biske tentava segurá-la.
– Está certo – Biske parou de chutar – seja lá o que tiver a dizer, seja rápida.
– Curati euzinha! – Catenária usou um feitiço de cura nela mesma, e em seguida levantou – eu poderia ter te impedido de me dar essa surra, mas de certa forma, eu mereci isso. Sentem, tenho que contar o que aconteceu em uma noite como essa há mais de cem anos.
– Veremos o que você vai inventar pra dizer que não tem nada a ver com o desaparecimento da minha rainha – resmungou Biske.
– Aí que você se engana, eu tenho muito a ver com isso, mas por favor ouçam o que irei contar.
Na hora que se seguiu, a rainha contou tudo que disse à Beatrice no capítulo 16.
– Deixa eu ver se entendi, você recebeu Zerus no seu exército, ele te convenceu de que a Rainha Bestial estava tentando acabar com o seu reino então você fez uma macumba que desapareceu com a minha rainha? – recapitulou Biske.
– Em uma visão simplória sim.
– Então a traga de volta imediatamente!
– E se eu pudesse acha que eu já não teria feito? Passei anos pesquisando os efeitos do feitiço de banimento que utilizei, e o que descobri foi que ela foi mandada para o vazio entre diferentes universos, provavelmente entre Dungeoneer e o universo logo abaixo. Se não existisse a barreira que nos impede de deixar a floresta, certamente eu ou meus súditos teríamos encontrado alguém capaz de resgatá-la.
– Resumindo, ela vai continuar desparecida. Bem, já que eu não posso te matar por causa dessa história de rainha coisa e tal, vou te bater até você entrar em coma!
– Espere, eu ainda não terminei!
– Putz, lá vem mais conversa, mas anda logo!
– Como Rainha da Energia, tenho sonhos que na verdade são premonições.
– Hum, é mesmo? Então porque não previu que o Zerus ia fuder todo mundo?
– Eu era muito jovem e ainda não sabia usar bem os meus poderes. Recentemente, tive uma visão de que a rainha Bestial, de alguma forma, conseguiu voltar para Dungeoneer.
– Mentira! Se ela tivesse voltado, certamente já teria dado as caras no nosso reino (a menos que ela tivesse encontrado um rodízio no meio do caminho).
– Já falei o que tinha para dizer. Não estou pedindo para acreditar em mim, então não posso fazer mais nada.
– Nisso você está certa, vou te dar uns cascudos depois vou pra casa!
Biske preparou um poderoso golpe, porém antes de acerá-la, viu uma labareda atingindo o corpo da fada.
– De onde veio isso?
– Saia da frente Biska, você demora demais!
A mulher hulk procurou por quem disse tais palavras e viu o seu companheiro, porém ele estava diferente, seus olhos estavam vermelhos, seus caninos demasiadamente protuberantes, os cabelos maiores e arrepiados, ele também estava bastante musculoso e com veias saltadas pelo rosto e corpo.
– É você... qual é o seu nome mesmo? – perguntou Biske.
– Você nunca quis saber o meu nome, porque eu haveria de te dizer agora? Agora vaza, tenho que terminar de matar essa fada.
– Tá maluco tá doidão é? Se você matá-la, o mundo acaba.
– Já olhou para o céu? Passou de meia noite, o alinhamento já começou há há há há há!
– Não sei de que merda é essa que tu tá falando, mas vou te dar uma lição moleque abusado.
A guerreira armou sua base de combate, porém antes de atacar, o garoto incorporado bateu o pé no chão provocando um pequeno terremoto, fazendo a loira cair no chão.
– Você é totalmente humano, como ficou assim de repente?
– Não precisava lembrar que sou totalmente humano, mas não por muito tempo. Zerus me deu as instruções de como proceder, assim que o alinhamento começasse, deveria tomar a poção demonizadora e matar a rainha Catenária.
– Eu sabia que aquele cara não era confiável!
– Se sabia disso, porque praticamente me obrigou a comer ele? Aquilo foi desagradável, mas pelo menos depois que eu tirei o meu mergulhador da piscina dele conversamos um pouco e ele fez a proposta de me tornar permanentemente um demônio se eu eliminasse essa rainha.
– Mas por que você aceitou essa insanidade?
–Por quê? Você não tem noção do que é ser um humano em um reino de monstros, os olhares de pena e desprezo, não ser capaz de uma tarefa simples como demolir uma montanha como os todos os outros, e por aí vai.
– Então parece que a rainha fada estava falando a verdade sobre Zerus. Sendo assim, vamos lutar até a morte!
O garoto provocou outro terremoto, mas dessa vez, Biske concentrou sua energia nos pés e assim conseguiu dar um enorme salto na direção do demônio.
– Toma isso! – a mulher deu um soco bem em cheio na cara do inimigo.
– Nem doeu!
Depois de receber o golpe, o rapaz agarrou o braço da adversária e a arremessou contra uma grande árvore, que foi arrancada do chão.
– Puta que pariu – ela avaliava o dano no seu corpo – se pelo menos eu pudesse assumir a minha forma verdadeira...
– Vamos acabar logo com isso, foi bom te conhecer.
O garoto encheu os pulmões com ar, e em seguida, soprou chamas suficientes para provocar um grande incêndio.
*****
Em frente ao Templo dos alimentos de gosto duvidoso, Braquistócrona, Loren e Sony olhavam o caminho de luz desaparecer, assim como seus quatro amigos.
– Espero que eles fiquem bem... – Loren disse baixinho.
– Vão ficar. Cada um deles enfrentou sozinho um inimigo poderoso nos templos, certamente os quatro juntos conseguirão vencer Zerus – disse o Sony, tentando tranquilizá-la.
– Desde quando você é tão otimista? – Loren estranhou.
– Desde que contrariei todas as expectativas e venci o rei dos hollows sozinho.
– Nem tive tempo de perguntar, como ficou a cidade? – perguntou Bráqui.
– Estão bem. Depois que o rei morreu, os hollows sobreviventes fugiram.
– E por falar nisso, o que faremos agora? – perguntou Loren.
– Agora só resta esperar. Eu queria ir pra casa, mas depois dos ataques dos enviados de Zerus, ela já deve estar destruída. Que tal passarmos uma temporada na Vila da Areia?
– Com todo respeito Dona Bráqui, odiei aquele lugar, tem que passar por deserto e aquela velha me dá medo – reclamou a loira.
– Eu posso nos levar pra Ilha dos Alimentos Gigantes, comemos e depois decidimos o que fazer – sugeriu Sony.
– Adorei, por isso eu te amo – Loren deu um beijo no rapaz.
– É uma boa, podemos dormir por lá também. É provável que amanhã a luta dos heróis contra o Zerus já tenha terminado, de uma maneira ou de outra – disse Bráqui.
Sony abriu o portal e quando estava prestes a entrar nele com as mulheres, foi interrompido por um homem usando um chapéu com listras verdes e brancas.
– Desculpem interromper o programa gastronômico de vocês, é que o dever os chama!
– Ah, é você de novo Urahara – disse Bráqui, com tom de desânimo.
– O alinhamento começou – Kisuki apontou para alguma coisa no céu – e as dimensões estão totalmente bagunçadas, seria até perigoso passear pelo vazio entre elas como vocês estavam prestes a fazer.
– Fico profundamente agradecida, mas que dever é esse que você está falando? – perguntou Loren.
– Vou direto ao ponto. Estranhos visitantes de outro mundo chegaram à Dungeoneer nos últimos dias e estão provocando caos por onde passam. Alguns dos meus antigos companheiros shinigamis estão dando conta deles, como uma mulher de cabelos verdes que usava uma máscara e gritava “Venha Cobra”. Também tinha um tal de Yamcha junto com ela.
– Eram muito poderosos? – perguntou Sony.
– O Yamcha levou um golpe e morreu balbuciando algo sobre um Vegetal ter roubado sua namorada ou coisa assim. O Shunsui deu um jeito na mulher estranha, me disseram que quando a ouviu gritando “venha cobra”, ele se propôs a fornecer a dele. Pelo que eu soube, os dois saíram juntos pra um lugar mais reservado e não foram mais vistos.
– O papo tá muito interessante, mas o que você quer de nós? – insistiu Braquistócrona.
– Um pequeno exército está se aproximando da Floresta Amazônica, acredito que eles querem matar a Rainha da Energia. Venho pedir humildemente para protegê-la.
– É um pedido digno, mas estamos muito longe e pelo que eu saiba, Sony nunca esteve lá e não pode nos levar – disse a ruiva.
– Sem problema, eu posso abri um Sentamon pra vocês.
O homem girou um cajado e um portal se abriu.
– Eu já programei as coordenadas para a entrada da floresta, podem ir que chegarão rápido e em segurança.
Todos entraram, primeiro Bráqui, depois Sony e por último a Loren.
– Seu moço, por que não vai vir com a gente? – perguntou a loira.
– Pra evitar a fadiga. Boa sorte!
O portal fechou e o trio começou a correr pelo túnel aberto. Correram por alguns minutos e finalmente, saíram em frente a uma floresta.
– Esse lugar é tão... escuro – comentou Loren.
– Já está de madrugada, é natural – disse Bráqui.
– E agora, ficamos de guarda esperando esse exército aparecer? – indagou Sony.
– Não é uma boa estratégia. Essa selva é enorme e possui inúmeras entradas, é mais garantido entrar e ir logo para a floresta que tem dentro da floresta – explicou Braquistócrona.
– Ah? – Loren não entendeu nada.
– Depois eu explico – ela tirou da sua bolsa um bastão, o sacudiu e ele começou a brilhar – com essa luz podemos procurar uma entrada.
– A senhora conhece bem esse lugar? – perguntou Sony.
– Digamos apenas que foi aqui que eu conheci o Sortudo – ela continuou andando, procurando alguma trilha – achei uma entrada, vamos logo e se formos rápidos chegamos ao amanhecer.
Eles seguiram o que a ferreira recomendou. Bráqui entrou na mata, porém o casal foi impedido por uma espécie de barreira invisível.
– Que merda é essa? – Loren tentava forçar a entrada, sem sucesso.
Foi então que Braquistócrona parou, percebeu que os seus companheiros não conseguiam prosseguir e parou para falar com eles.
– Então o que a Beatrice contou estava certo, existe uma barreira que só permite a passagem de humanos.
– Então eu não posso entrar – disse Sony.
– Pára tudo! Eu sou totalmente humana, por que eu não consigo entrar? – estranhou Loren.
– Quem sabe tenha um hollowzinho aí dentro de você? – Bráqui deu um sorriso e então continuou seu caminho mata adentro – me esperem onde estão, vejo vocês quando eu voltar.
A mulher sumiu entre as árvores, sob os olhares chocados dos seus amigos.
– Será que você tá grávida?
– Vou deixar pra me desesperar mais tarde, no momento eu tô é com fome.
– Com certeza tem algum animal comestível por aqui, vamos procurar!
Assim, os dois foram caçar alguma coisa. Simultaneamente, Braquistócrona corria rapidamente pela mata, falando consigo mesma.
“Será que você estava certo Sortudo? Oh meu amor, como eu sinto sua falta, espero que com essa história de alinhamento, dimensões retorcidas e esses troços que só você e o Urahara entendem, finalmente você reapareça.”
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