Dungeoneer - Interativa

13 Galo e Biske vão para a final


Notas iniciais
2014 se foi, E QUE NÃO VOLTE NUNCA MAIS! Capítulo novo, com referências a Hunter x Hunter. Boa leitura!

Após duas lutas emocionantes, o narrador anunciou os outros finalistas: Galo, que enfrentará o Uroro e Biske, que enfrentará a Loren. Mas antes das lutas começarem, o juiz determinou uma pausa de meia hora.

– Quer dizer que eu vou enfrentar um galo na final? Esse título já é meu – gabou-se Uroro.

– Olha que você pode levar uma bicada – provocou Loren.

– Quer apostar?

– É claro. Sua luta é antes da minha, se você ganhar eu luto a final pelada.

– Não que eu esteja interessado em ver, mas aceito a aposta.

– Está bem, e se eu ganhar, deixe eu ver ... ninguém merece te ver sem roupa, então eu quero que você dê um beijo no Junpei.

– Tá doida? Me inclui fora dessa – reclamou Junpei.

– Fique tranquilo Cabeça de martelo, duvido que ela ganhe – disse Uroro.

– Combinado – os dois apertaram as mãos.

– Só faltava essa. Deixa eu recapitular, eu tenho que torcer pro Uroro ganhar e pra Loren perder? – Junpei parecia confuso.

– Só se você quiser que ela tire a roupa e que o Uroro não te beije – informou Hyugi.

Enquanto todos aguardavam a primeira luta da final, cinco homens com espadas e armaduras invadiram a área dos competidores e pareciam procurar por alguém.

– O líder deles está portando uma zampakutou, isso pode ser um bom ou mau sinal – Uroro falou para apenas ele mesmo ouvir.

– Desculpem senhores, o torneio de hoje já está quase acabando, as inscrições serão reabertas amanhã de manhã – o juiz se dirigiu aos invasores.

– Chefe, o capitão falou que nós podemos reconhecer os alienígenas por suas roupas cafonas – um dos homens comentou.

– É verdade, e eu nunca vi essa roupa que esse cara tá usando – completou outro, apontando para o terno que o juiz usava.

– Prendam-no! – o chefe ordenou, enquanto os outros gentilmente arrastaram o juiz para fora do local do torneio – o mestre Zerus ficará muito satisfeito por capturarmos um dos seres de outro mundo.

Hyugi foi tentar ajudar o pobre narrador, mas foi impedido por Uroro.

– Deixe, eles não vão machuca-lo. Demos sorte de que eles acharam que o juiz era um de nós, se nos reconhecessem antes de estarmos com nossas armas definitivas, teríamos sérios problemas, ainda mais porque um deles é um shinigami.

Após o juiz ter sido retirado do local, todos ficaram comentando a respeito do fim da luta do dia, então a gatinha que fazia as inscrições subiu no tablado.

– Infelizmente o nosso juiz teve um pequeno problema com a justiça, mas o show não pode parar, então vamos começar a final masculina. Após muitos combates dramáticos, temos dois iniciantes como finalistas, vamos aplaudir Uroro Morpheu e Galo.

Os competidores subiram no tablado, sob as palmas da plateia. A nova juíza finalmente autorizou o início da luta.

Uroro segurou sua espada, enquanto analisava o oponente, que não passava de um galo de penas brancas e crista vermelha, medindo dois metros de altura. O shinigami tinha prestado pouca atenção nas lutas anteriores do seu oponente, mas não era tão tolo a ponto de desprezá-lo.

– Muito bem Galo, vamos ver do que você é capaz.

– Pó pó.

Uroro deu várias espadadas no galo, mas a cada investida, o galináceo escapava dando um pequeno passo para trás.

– Uroro ataca insistentemente, enquanto o Galo apenas recua, será que isso significa a superioridade do homem sobre as aves? – narrava a juíza.

– Ele está acuado, hoje vou comer frango assado – disse Uroro, sorrindo.

Após muitas investidas, o Galo estava no limite do tablado e não tinha mais como recuar, então o competidor humano atacou com a intensão de furar o pescoço do animal, então o Galo escapou simplesmente voando, aterrissando nos ombros do shinigami, que não aguentou o imenso peso e caiu no chão.

– E o Galo em uma manobra inesperada derrubou o oponente. E agora, qual será o desfecho dessa emocionante luta? – vibrava a narradora.

– Vai Uroro, ganha esse frango, quero ver a Loren pelada! – gritava Junpei.

– Eu sei que não vou poder usufruir de tal prazer visual, mas torço por ele porque o prêmio será muito útil para o nosso grupo – comentou Hyugi.

– Vindo do Uroro é capaz dele ficar com o dinheiro todo pra ele. Eu estou tranquila, tenho certeza que vocês só vão me ver sem roupa nos seus sonhos – Loren estava muito confiante.

Na arena, Uroro estava caído de bruços, então o galo começou a bicar sua nuca e costas, rasgando sua roupa e provocando dolorosos ferimentos. Após várias tentativas, finalmente o shinigami rolou no chão e depois se levantou, se livrando dos ataques do inimigo.

– Você é forte, mas conseguirá me vencer com esse seu cérebro de galinha. Tome isso!

Uroro voltou a atacar, e o galo continuou recuando assim como da última vez. Quando a ave estava na iminência de cair fora do tablado, o loiro tentou furá-lo novamente, e quando o galo voou, Uroro deu um salto a fim de golpeá-lo enquanto estava no ar. Nesse momento o galo, que voava um pouco mais alto do que o salto do seu oponente, golpeou o pescoço do shinigami com suas esporas, provocando um grave sangramento e fazendo com que ele caísse de cara no chão.

– Uroro caiu com uma forte hemorragia, e agora, será a sua derrota? – a narradora vibrava.

O loiro ensaiou levantar-se, mas a perda de sangue foi tanta que ele ficou muito tonto e enfim, desmaiou.

– E o vencedor é...o Galo!

– Cocorocóo – o galo cantava, ao som dos gritos da plateia.

– Cacete, o galo ganhou de perfex – Junpei estava perplexo.

– É Junpei, não é dessa vez que você vai ver a Loren nua – comentou Hyugi.

– Eu sabia – Loren começou a fazer alongamentos – agora eu tenho que me preparar porque aquela baixinha deve ser carne de pescoço.

A Biske, assim que citada, apareceu ao lado dos nossos heróis.

– Estou ansiosa por essa luta, adorei o jeito que você humilhou a Frederica, aquela pretensiosa. E com o dinheiro do prêmio eu posso pagar um jantar romântico em um restaurante fino tá bom Hyugi?

– Sinto muito, estou em uma heroica missão e terei que recusar – falou o garoto.

– Porra, será que eu sou o único homem desse grupo? A garota bonitinha tá afim de você e tu tá fugindo, a Loren só falta se esfregar na cara do Sony e ele fica lerdando, o Kon dá cantada em todo mundo mas nunca chegou chegando na Beatrice e o Uroro só quer saber de pegar na espada. É por isso que dizem que Deus não dá asa a cobra – Junpei falava em tom de revolta.

– De qualquer maneira, o galo já saiu do tablado e estão tirando o que sobrou do amigo de vocês, logo vamos ser chamadas.

Dito e feito. A juíza anunciou a última luta do dia.

– E finalmente chegamos à final feminina, onde a veterana Biska...

– É Biske – corrigiu Biske.

– Certo, a veterana Biske enfrentará a estreante Loren Raisen. A Biske é muito experiente e venceu todos os torneios dos quais participou, mas Loren teve uma vitória espetacular na semi-final e conquistou o público com sua habilidade e beleza, então sem mais enrolação, subam ao tablado finalistas!

As competidoras se apresentaram, ao som da plateia que gritava freneticamente torcendo para Loren.

– Você tem apoio em massa dos homens e tenho que admitir que fico com inveja, eu sou magrelinha e não tenho seus atributos, mas lembre-se que a luta é decidida entre nós duas.

– Concordo. Vamos lutar!

Loren formou sua armadura, e percebeu que a sua espada, perdida na última luta, simplesmente estava em sua mão.

– Que maneiro, minha espada voltou.

– Tenho que te avisar que...seu peito tá aparecendo.

Loren olhou para baixo e percebeu que sua armadura ainda estava quebrada, enquanto o sangue jorrado dos narizes masculinos quase inundava o local. Instantaneamente ela voltou às suas roupas normais, sua espada tendo sumido também.

– Amiga, você está com um problema, se você ficar com sua arma geral vê seu mamilo polêmico, se cobrir fica sem espada, e agora?

– Pára de papo e vem pra mão – Loren fechou seus punhos e partiu para cima da adversária.

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Beatrice já estava a dias caminhando na direção do Sol poente. Passou por belos campos e pequenas cidades, sempre se valendo do seu poder de sugestão para se livrar dos perigos que encontrou pelo caminho, assim como conseguir comida e abrigo.

Era uma manhã ensolarada, como quase todas em Dungeoneer, Beah havia acabado de sair da casa de uma velhinha aonde passou a noite e continuou sua jornada. Andou por horas, até chegar a uma floresta muito fechada, repleta de árvores muito altas e com enormes copas. O caminho que a mulher misteriosa em Vila de Cava indicou passava por ali, e a floresta parecia tão grande que seria impossível contorná-la.

– Droga, tenho que dar um jeito de entrar nessa selva.

Ela ficou andando na periferia da mata até encontrar uma pequena trilha na qual entrou. O caminho era escuro e difícil, repleto de galhos, pedras e insetos que tornavam a jornada da nossa garota nada fácil. Em certo momento, devido à baixa visibilidade, ela não percebeu que estava caminhando para um precipício e então caiu nele, rolando vários metros até chegar ao chão.

– Ai ai...devo ter quebrado alguma coisa.

Beatrice apalpava seu corpo verificando a gravidade dos seus ferimentos, e felizmente ela sofreu apenas alguns arranhões e uns hematomas, que doíam pra caramba mas não iam matá-la.

Apesar da dor, ela se levantou para avaliar onde estava. Por mais que alguns raios de luz passassem pelos galhos das árvores e iluminassem um pouco o lugar, era impossível ver o Sol e saber para onde ir e para piorar, Beah estava em um lugar aonde a trilha se dividia em outras dezessete. Ela não conseguia voltar porque o abismo que caiu era muito íngreme e ela não conseguiria subir, e não tinha ideia de qual dos dezessete caminhos levaria ao seu destino, então a garota tomou a decisão mais sábia para aquele momento: sentou e chorou.

– Buá, a Loren estava certa, eu nunca devia ter me separado do pessoal e vindo nessa busca louca sozinha..snif, agora eu vou morrer nesse lugar.

– Não chore menina – dizia uma voz muito fina.

Beah se levantou, procurando quem estava tentando consolá-la, então ela viu um estranho ser rosa e muito gordo, lembrando muito um chiclete gigante. Ele segurava um garfo e uma faca, além de ter um guardanapo amarrado ao seu pescoço.

– Não chore, a carne fica dura se a presa estiver triste quando for comida.

Foi nesse momento que Beatrice percebeu o perigo que estava correndo, então tentou usar o seu poder psíquico.

– Veja bem, você é um cara grande e eu sou magrinha, sou pele e osso – ela mostrou sua fina canela – viu, eu não vou matar sua fome.

– Não tem problema, você vai ser o aperitivo, depois eu encontro um prato principal. Vou te comer vou te comer.

O monstro cantava, andando ao encontro da Beah com a intensão de comê-la. Como viu que sua sugestão não iria funcionar, ela arremessou o seu punhal para se livrar dele, porém ele o segurou facilmente.

– Obrigado, essa faca é bem mais afiada do que a minha.

Ele pulou e cima dela e a imobilizou com o seu peso. Ela chorava e gritava por socorro.

– Que parte eu como primeiro, tem lombo, tem maminha, são tantas opções.

Quando ele estava prestes a fincar seus talheres na garota, um cipó enroscou no braço do monstro, o deixando paralisado.

– Que interessante, um Magin Boo, há tempos que não via um por aqui.

Allan surgiu diante deles, com uma expressão muito séria.

– Me solte, tenho que terminar essa refeição – Boo reclamava.

– Já que gosta tanto de comer os outros, seu fim será virar comida.

Allan jogou uma semente próximo ao Magin Boo. A semente eclodiu em frações de segundos e dela brotou uma enorme planta carnívora, que devorou o monstro, arrotando logo em seguida.

– Você está bem? – o rapaz estendeu a mão ajudando Beah a se levantar.

– Estou – ela estava trêmula – obrigada por me salvar.

– Você não deveria estar aqui, é muito perigoso.

– Eu estou em uma importante missão, mas me perdi. Onde eu estou?

– Você está na Floresta Amazônica, a maior e mais perigosa do mundo. Não sei que missão é essa, mas tenho certeza que não irá sobreviver aqui sozinha. Volte de onde veio.

– Não posso, preciso chegar ao Lago Hylia, Por favor, me ajude a chegar lá.

– Isso fica do outro lado da floresta, a travessia é muito longa e perigosa, não posso te fazer o que está me pedindo.

– Por favor...

Allan tentava se manter firme, além do poder mental da Beatrice agir sobre ele, era difícil resistir àqueles brilhantes olhos violetas com uma dona tão bela.

– Se ele não quiser te levar eu levo.

Beah se assustou e olhou para a outra pessoa que surgiu naquele momento.

– Tá doido Kenta, você se perde até dentro de casa.

– Linda garota, te levo a esse lago, mas antes disso posso te levar ao paraíso.

Beatrice não sabia o que pensar, mas aquele estranho a deixava assustada.

– Não liga pra ele, é só um idiota que tá três meses tentando encontrar a saída da floresta.

– Meu nome é Kenta, e nossa, você é a mulher mais linda que eu já vi, seus cabelos cor de mel, seus olhos violetas, seus seios fartos com mamilos rosados, e essa pintinha na virilha dá um toque especial, combinando com sua depilação perfeita.

A garota não dizia uma palavra e ficou sem entender como aquele estranho sabia tantos detalhes sobre o seu corpo, já que a roupa tampava essas partes.

– Não é educado usar sua visão de raios-X em uma garota que você acabou de conhecer – repreendeu Allan.

Nesse momento que Beah entendeu o que aconteceu: de alguma forma, aquele rapaz conseguia enxergar além de suas roupas, então com muito ódio, ela deu um soco em seu nariz.

– Ai, doeu – reclamou Kenta.

– Não use essa visão em mim!

– Tá bom, eu prometo.

– Eu não ia te levar ao lago Hylia, mas se eu te largar esse tarado não vai te deixar em paz, então serei seu guia até lá.

– Obrigada! – Beah sorriu.

– Está certo, vamos te levar – disse Kenta.

– Vamos? – estranhou Allan.

– Claro, eu adoro essa floresta e sou o seu melhor amigo.

– Cara de pau!

– Deixe ele vir, tenho certeza que ele aprendeu a lição – falou Beatrice.

– Depois não diga que eu não avisei – alertou Allan – vamos logo, a caminhada será longa.

Allan entrou em um dos muitos caminhos, sendo seguido pelos outros.

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Loren deu um soco com sua mão direita bem no rosto de Biske. O golpe foi tão rápido que a franzina garota não conseguiu ter qualquer reação, apenas recebeu o poderoso ataque, sendo arremessada para longe.

– Eu esperava mais de você – comentou Loren.

– Você é forte, teremos uma boa luta.

Raisen voltou a atacar, e dessa vez, Biske desviou o rosto da direção do soco. Nossa heroína, que vem ganhando experiência em combate com uma velocidade surpreendente, usou seu punho esquerdo para socar o estômago da oponente.

– Loren acerta novamente a Biska, mostrando sua superioridade! – disse a narradora.

– Você tá pegando pesado – disse Biske à sua oponente.

– Quando você vai parar de palhaçada e começar a lutar de verdade? – Loren já estava irritada.

– Está bem, vamos pro combate.

Biske atacou com socos e chutes, e Loren foi se esquivando. Em um contra-ataque, a terráquea deu uma cotovelada com vontade no nariz da oponente, mas surpreendentemente, o golpe parece não ter provocado qualquer efeito em Biske.

– Você está escondendo o jogo, meu cotovelo teria quebrado o nariz de uma pessoa normal.

– É verdade, eu não sou o que pode se chamar de pessoa normal. Vamos lutar.

Biske atacou, dessa vez com mais velocidade. Loren não conseguia se esquivar, então para se defender, usava a palma das mãos para bloquear os golpes. Suas mãos doíam a cada soco que bloqueava, mas ela não via outra maneira de evitar ser golpeada.

– Agora isso tá ficando interessante – Loren dava um sorriso de satisfação.

A garotinha não disse nada, apenas continuou atacando, e Loren continuava se defendendo e estudando alguma forma de contra atacar. Em um dos socos, nossa loirinha viu uma abertura na guarda da oponente bem na altura da costela, então ela a chutou, a acertando. Mas logo após ser golpeada, o braço de Biske brilhou, e ela se preparava para dar um soco.

– Fudeu.

Biske deu o soco com a mão que brilhava. Loren usou as duas mãos para bloquear o ataque, mas ainda assim, foi jogada quase para fora do tablado, e suas mãos doíam muito.

– Ai...desgraçada.

Loren checou suas mãos, e concluiu que uma delas estava fraturada.

– Biska deu um ataque poderoso que Loren não pôde conter, e parece que está com um grave ferimento. E agora, qual será o desfecho desse emocionante duelo de gigantes?

– Percebi como você luta. Meus golpes não te machucaram porque você tem um tipo de armadura invisível, e quando teve a oportunidade, concentrou essa armadura no seu punho e me lascou toda não é verdade?

– É quase isso, você é bem esperta. Só que não é uma armadura invisível, eu cobri meu corpo com Nen, e na hora do ataque, concentrei setenta por cento dele no meu punho, fazendo com que meu soco tenha o peso de um elefante. Estou admirada por você ainda estar de pé.

– Nen?

– Nen, cosmo, reiatsu, ki, energia espiritual, soma, chacra, é tudo a mesma coisa.

– Obrigada pela aula mas eu quero lutar.

Loren voltou a atacar, porém os seus movimentos eram limitados pois uma de suas mãos estava inutilizada. Ela lutava heroicamente, até mesmo atingindo a adversária, mas devido à proteção de nen não conseguiu causar um dano significativo. Em um momento de descuido, Biske deu mais um mega power soco que dessa vez atingiu a barriga da Loren, que caiu no chão sentindo muita dor e cuspindo sangue.

– Loren foi seriamente ferida, será que é o seu fim?

O silêncio tomou conta do local, até que da plateia, Kon deu um grito.

– Levanta Loren, se você não tomar conta de mim vou dar em cima de toda garota que eu ver pela frente!

– E eu vou junto – Sony embarcou na onda.

– Você apostou que ia ganhar, reaja! – Hyugi gritou também.

Todos foram se contagiando e rapidamente, todos estavam gritando seu nome, a apoiando. Mesmo cambaleante, Loren se levantou, para alegria da nação.

– Tem certeza que vai continuar? Você está sem condições de lutar e eu não quero te matar, mas por outro lado não vou entregar a luta.

– E quem disse que eu quero que você facilite – Loren limpou o sangue de sua boca – ainda não sei como, mas vou te vencer.

Ela reuniu forças e voltou a atacar. Assim como anteriormente, Biske foi dar seu soco, porém dessa vez, Loren conseguiu se esquivar, suas unhas se tornaram garras e ela golpeu o tórax da adversária, que estava com sua proteção enfraquecida, pois deslocou a maior parte do seu nen para o braço. As garras rasgaram a pele de Biske, que ficou com o vestido tingido de vermelho pelo sangue que escorria.

– Loren usou suas poderosas garras e praticamente rasgou a Biske, o combate está muito equilibrado e não faço ideia de quem será a vencedora – a narradora vibrava.

Biske deu um sorriso, que foi respondido igualmente pela Loren. Apesar de ambas estarem feridas, todos podiam ver a felicidade que aquela luta estava provocava nas duas.

– Você é sinistra, faz muito tempo que não tenho uma luta tão boa – falou Biske.

– No meu caso, eu nunca tive uma luta como essa. Tenho que admitir que sem a minha espada a coisa tá preta pro meu lado, mas depois de ver você fazendo sua mão brilhar algumas vezes, acho que já sei como fazer igual.

– Impossível, você precisaria de anos de treino para dominar a técnica de dividir seu nen em partes diferentes do seu corpo.

– Alguém falou em dividir?

A mão que não estava quebrada da nossa heroína brilhou tão intensamente que ofuscou a visão de todos os presentes e enfim, ela deu um poderoso soco em sua oponente, que ficou tão perplexa que sequer teve alguma reação, recebendo totalmente o golpe, caindo no chão aparentemente desacordada. Segundos depois o brilho se dissipou, e todos viram Biske caída e Loren de pé, porém ofegante e tonta.

– E a campeã é a estreante...

Antes que a juíza anunciasse o resultado da luta, Bisque se levantou.

– Você é louca e ao mesmo tempo incrível, garota. Eu odeio minha forma verdadeira, mas serei obrigada a usá-la.

Bisque começou a crescer até ficar com cerca de cinco metros de altura. Seus músculos incharam, ficando com o aspecto parecido com os do incrível Hulk, e suas feições ficaram envelhecidas e masculinizadas.

– Que isso, ela virou a mulé do Belo – Kon, da arquibancada, se assustou.

– Eu sabia que tinha alguma coisa de errado com ela – falou Hyugi.

A plateia ficou atônita, até que Loren, mesmo tonta e sem energia atacou, mas quando ela deu o golpe, a mulher gigante segurou seu braço, a ergueu bem alto e a arremessou contra o chão, abrindo um enorme buraco . Depois disso, Loren não se levantou mais.

– A luta foi emocionante, e a surpreendente vitória é da ....Biske!

A plateia ficou dividida com esse resultado. Parte do público aplaudiu, parte vaiou a campeã, que rapidamente voltou à sua forma de menininha.

– Que merda, todos nós perdemos, até a Loren foi derrotada pelo Hulk versão feminina, por isso eu odeio esse mundo – praguejou Junpei.

– Pelo menos adquirimos experiência – Hyugi tentava consolá-lo.

– E perdemos dinheiro – completou Junpei.

Loren foi retirada ainda inconsciente da arena, e logo os campeões Galo e Biske foram chamados para a cerimônia de premiação.

– Esse foi o torneio mais emocionante de todos, e eu me sinto honrada por ter assumido às pressas o posto do nosso antigo juiz, que foi preso pelas tropas da rainha depois de terem recebido uma denúncia anônima de uma gata. Muitos estreantes tiveram uma bela participação, mas no fim, os campeões foram dois veteranos. E vamos a premiação: Galo, você pode escolher entre vinte boladas ou um enorme saco de milho oferecido pelo nosso patrocinador Mundo Animal.

O galo apenas foi até o saco de milho e começou a comer.

– E você Biske, vai querer o dinheiro ou o saco de milho?

– Tá me chamando de galinha? É claro que eu quero o dinheiro.

A campeã pegou o dinheiro, o guardou e foi embora. Aos poucos, tanto os competidores quanto a plateia foram partindo.

*********************

Já era o dia seguinte quando Loren e Uroro acordaram. Eles estavam deitados em camas em um lugar que parecia uma enfermaria medieval, e seus amigos estavam reunidos em torno deles.

– Até que enfim acordaram –falou Junpei.

– Não fala assim Junpei, os dois tomaram uma sova na final – repreendeu Hyugi.

– Você perdeu, muito ruim – Loren provocou Uroro.

– Olha quem fala, pelo que me falaram você perdeu também.

– É, mas eu fui derrotada pela esposa do Hulk e você perdeu pra um galo.

– E de perfex – completou Junpei.

– Quanto temos de dinheiro agora? – perguntou Kon.

– Vamos ver, tínhamos cinco boladas, gastamos quatro com as inscrições, uma eu paguei esse hospital pra vocês, os merréus eu usei pra comprar comida para nós e para o Hamlet então somando tudo temos...nada!

– Quer dizer que vamos sair do Mart com menos dinheiro do que chegamos? – Junpei parecia desesperado.

– Não se preocupem com isso, eu tenho um plano – disse Loren, dando um sorriso malicioso.

Notas finais
É isso, espero que tenham gostado. Boas páscoa e até o próximo.