Dungeoneer - Interativa
3 Então é por isso que o seu nome é Sortudo
Notas iniciais
Beatrice abre os olhos, ainda desnorteada. Não sabia onde estava, tampouco que dia ou hora era, mas aos poucos foi se lembrando do que havia acontecido. Sim, agora suas memórias voltaram, lembrou que estava indo para a escola com a sua melhor amiga e que estava prestes a ser atropelada por um caminhão.
– Loren, cadê você? – Beatrice levantou-se rapidamente, em busca da sua amiga.
Finalmente, Beatrice se deu conta de que não estava no portão da escola, na verdade, não parecia estar em lugar algum que já esteve antes. Também percebeu que alguns garotos chegaram perto dela, um deles se assustando bastante ao vê-la.
– O quê, é você? – surpreendeu-se Junpei ao ver a garota.
– Obrigado Sortudo, trouxe uma gatinha de seios grandes – comemorou Kon.
Instintivamente, Beatrice deu um tapa na cara do garoto de cabelos laranja.
– Me respeita! – brigou ela.
– É Kon, você vive apanhando de mulher mesmo – sacaneou Junpei.
– Que nada, foi só um tapinha de amor – disse Kon.
– Agora chega de palhaçada, vocês dois tem que me explicar direitinho como eu vim parar aqui e o que fizeram com a Loren.
– Resumindo, não estamos mais na Terra, mas num lugar chamado Dungeoneer, aqui tem monstros, magia e uma pedra que fica filosofando. Ah, e quem te trouxe pra cá foi um macaco voador chamado sortudo – resumiu Junpei.
– E você quer que eu acredite nisso? Se não me disser AGORA onde está a Loren, vocês estão ferrados.
– Junpei, Kon, venham cá – a voz do Sortudo os chamava.
O trio correu para ver o que ele queria, e obviamente, Beatrice se assustou ao vê-lo.
– Quê? Quer dizer que você existe mesmo?
– Prazer, meu nome é Sortudo. Estou vendo que você conheceu os outros heróis.
– Eu conheço esses dois desde o primário. Mas cadê a Loren?
– A outra mulher? Olhe para lá.
Todos olharam na direção que Sortudo indicou e puderam ver a Loren em pé, olhando distraída para o horizonte. Logo, Beatrice correu ao seu encontro.
– Loren, que bom que você está bem!
– Estou bem sim, nunca ouviu falar que vaso ruim não quebra? – riu a garota – mas sei lá, por algum motivo tenho a impressão que já estive nesse lugar.
– Deve ser só impressão. Você adora filmes de fantasia não é? Deve ser parecido com algum que você já viu.
– É, acho que você está certa – sorriu a loira.
Depois dessa breve conversa, Loren percebeu que Junpei e Kon estava ali olhando para elas.
– O que, vocês dois? Já sei, fui atropelada pelo caminhão, morri e vim parar no inferno – supôs a garota.
–“Eu devo ter morrido e vim pro céu” – pensou Beatrice enquanto olhava para o Kon.
– Que inferno o quê, vocês é que estão nos devendo um encontro, pague agora – brigou Junpei.
– Ah é, tá aqui o seu encontro – Loren partiu para cima do grandalhão, acertando uma joelhada na sua barriga.
O quarteto ficou brigando por vários minutos, até que finalmente Sortudo conseguiu acalmá-los e explicar às garotas tudo o que estava acontecendo.
– Deixa eu ver se entendi, eu estava tranquila indo pra escola, então você, que é um macaco voador falante, nos tirou de lá e nos trouxe pra um mundo com monstros, magia e um monte de doideiras para lutar contra sei lá o que? – resumiu Loren.
– Basicamente – ratificou Sortudo.
As amigas, ao mesmo tempo, começaram a bater no pobre macaco, que teve que voar até ficar longe do alcance delas.
– Vocês deveriam estar agradecidas, se eu não tivesse feito isso vocês teriam morrido atropeladas! E outra, se me matarem vocês nunca vão conseguir voltar para casa – brigou Sortudo.
– Iehh, então tem como voltar pra casa? Seja lá o que temos que fazer, tô dentro – empolgou-se Junpei.
– Realmente há como vocês voltarem para casa – Sortudo voltou para o chão – eu os trouxe a Dungeoneer porque a profecia diz que quatro heróis vindos de outro mundo irão destruir um grande mal que está para surgir, e assim que o derrotarem, poderão retornar.
– Não existe mal absoluto, tampouco bem absoluto, é tudo questão de ponto de vista.
– Quem disse isso? – perguntou Beatrice.
– Ah não, essa pedra continua filosofando – reclamou Kon.
– Hum, vejo que ela continua com pensamento e fala mesmo eu tendo sugado sua magia, que pedra esplendida – disse Sortudo.
– Penso, logo existo – falou a pedra.
– Tá tudo muito bom, mas o que temos que fazer agora? – perguntou Junpei.
– Precisamos chegar ao castelo para apresenta-los à rainha, mas antes disso, as mulheres precisam despertar seus poderes.
– Poderes? Estou começando a gostar desse lugar – disse Loren.
– Despertate poder das gostosis – Sortudo levantou suas mãos e emanou uma luz dourada – Pronto, vocês já despertaram os seus poderes, podem testá-los agora.
– Só isso? Eu e o Kon tivemos que entrar num labirinto, lutar com monstros, quase morremos e elas só receberam uma luzinha e já despertaram os poderes? – protestou Junpei.
– Isso se chama cavalheirismo, você não sabe o que é isso porque é um cavalo – falou Kon.
Beatrice ignorou a discussão dos garotos e resolver testar seus novos poderes, que de alguma forma que ela não conseguia explicar, pareciam claros em sua mente. Ela olhou fixamente nos olhos do Kon e ele falou involuntariamente.
– Eu gosto de queimar o anel.
– Há há há, eu bem que desconfiava – sacaneou Loren.
– Ih, sai pra lá que eu não gosto dessas coisas – falou Junpei.
– Peraí, não fui eu que falei isso, eu gosto de peitos – gritou Kon.
– Você é uma psíquica. Sua força e rara, e com certeza será muito útil em nossa jornada – disse Sortudo.
– Psíquica, de psique, alma. Mas os conceitos de alma são diversos, tendo tradições que a consideram como uma espécie de outro eu que excede o corpo físico e é imortal, sendo característica apenas dos seres humanos, enquanto outras culturas consideram a alma como sinônimo de razão de existir, podendo ser estendida a animais e objetos.
– Cala a boca pedra – todos gritaram juntos.
– Vai Loren, teste o seu – incentivou Beatrice.
A loira fechou os olhos e se concentrou, então suas roupas desapareceram por frações de segundo, mas o suficiente para arrancar baba e causar reação em certas partes dos corpos dos meninos. Em seguida, surgiu uma armadura branca que cobria só o extremamente necessário, deixando sua pele exposta. Além disso, apareceu em suas mãos uma espada muito longa, porém fina.
– Que poder maneiro, ficou linda – disse Beatrice, empolgada.
– Esse é o melhor tipo de roupa para mulheres, as que não cobrem quase nada – falou Kon.
Beatrice, Kon e Junpei ficaram comentando sobre a armadura e a espada da Loren, que não falou muita coisa, por algum motivo parecia chocada. Sortudo apenas observava e sussurrou para apenas ele ouvir.
– Não é possível, não pode ser ela...
Antes de seguir viagem, nossos heróis foram para uma estalagem, afinal, os rapazes haviam passado a noite procurando pela pedra filosofal. E por falar nela, ela continuava filosofando, atrapalhando o sono de todos.
Na manhã seguinte, todos se levantaram, comeram alguma coisa que não sabiam que era, só que tinha o gosto bom, e então continuaram sua jornada.
– Agora vamos para o castelo encontrar a tal rainha? – perguntou Junpei.
– Isso mesmo, mas ainda temos que percorrer um longo caminho até chegar – respondeu Sortudo.
– Tomara que ela seja gata – torceu Kon.
– Como você é desagradável, não sabe falar de outra coisa que não seja mulher? –reclamou Beatrice.
– Estou brincando, você sabe que só tenho olhos pra você – galanteou Kon, fazendo sua colega fica vermelha de vergonha.
– Reis e rainhas são típicos de sociedades que acreditam no inatismo, onde existem ideias e poderes que antecedem ao nascimento. Porém, nos tempos atuais, vem crescendo a crença no empirismo e que não há poder hereditário.
– Aaahhhhh não aguento mais! – Junpei pegou a pedra e arremessou para longe – pronto, me livrei dessa coisa.
– É, ganhou meu respeito grandão – apoiou Loren.
– Depende, qual é o seu conceito de respeito?
Todos se assustaram, e quando procuraram quem falou isso, viram a pedra filosofal cuidadosamente alojada ao lado do grupo.
– Que merda foi essa? – assustou-se Junpei.
– Parece que ela voltou – disse Sortudo.
– O capitão óbvio ataca novamente – ironizou Kon.
Junpei tentou de todas as formas se livrar daquela pedra, jogou fora várias vezes, deu socos, espadadas, enterrou, mas sempre ela aparecia novamente.
– Af, desisto – conformou-se o carateca.
– Acho que vamos ter que aprender a conviver com ela – disse Beatrice.
– No caminho vamos passar perto da casa da minha ex-namorada, que é uma das maiores especialistas em artefatos mágicos desse mundo. Talvez ela conheça alguma forma de se livrar dessa pedra – falou Sortudo.
– É garotos, até o primata alado já teve namorada e vocês não – sacaneou Loren.
– Não seja por isso, eu estou disponível – Kon fez uma pose sensual.
– Tá, e o que tem demais numa macaca voadora? – desdenhou Junpei.
– Vamos logo gente, quanto mais rápido formos, mais rápidos nos livramos da pedra, chegamos ao castelo, salvamos o mundo e vamos pra casa – apressou Beatrice.
O grupo continuou caminhando, passando por belas cidades, também por cidades feias, até que chegaram a uma floresta. O chão era de uma terra cinza e muito seca, as árvores tinham em torno de cinco metros de altura, e a maioria não tinha folhas nem flores, apesar do clima ser quente.
– Que floresta estanha – observou Beatrice.
– Essa é a floresta do medo. Tem este nome porque as pessoas tem medo de entrar nela, só os mais corajosos se aventuram – disse Sortudo.
– O medo é reflexo da ignorância – falou a pedra.
– Mas por que isso, tem muitos monstros aqui? – perguntou Loren.
– Não, é que há muito tempo atrás, houve uma grande batalha nessa floresta, então surgiu o boato de que os espíritos dos mortos ainda assombrar este lugar. Mas fiquem tranquilos que é apenas uma lenda, eu mesmo já estive aqui várias vezes e nunca me aconteceu nada – informou Sortudo.
Os heróis continuaram andando até o anoitecer.
– Estamos chegando? – perguntou Kon.
– Está perto da casa que falei, poderemos passar a noite lá – disse Sortudo.
Após mais uma hora de caminhada, eles avistaram uma pequena casa, iluminada por dentro, onde havia duas espadas cruzadas pregadas na sua porta. Sortudo deu três batidas.
– Quem é? – a voz de um garoto vinha de dentro da casa.
– Estou procurando pela Braquistócrona, diga que é o sortudo.
O silêncio reinou por uns instantes, que foi quebrado por uma piadinha do Junpei.
– Braquistócrona? Essa macaca deve ser feia pra caramba.
A porta rangeu e finalmente foi aberta. Todos puderam ver uma mulher alta, com olhos vermelhos grandes e levemente puxados. Seus cabelos eram longos e também vermelhos, e ela usava um vestido azul longo bem discreto, mas que deixava claro que se tratava de uma mulher com belas formas.
– Não acha que é muita cara de pau aparecer aqui depois de tudo que você me fez? – disse a mulher com muita raiva.
– Achei que você já tinha superado isso. Não é que eu não gostasse mais de você, mas sabe que tenho uma missão e ter uma mulher fixa não seria possível – falou Sortudo.
– Quer dizer que esse mulherão era a namorada do macaquinho e ainda por cima ele que terminou com ela? Estou nesse mundo só faz uns dias e já tô odiando – reclamou Junpei.
– Não fique triste linda mulher, eu tenho muito amor para dar – gritou Kon partindo para abraçar a Braquistócrona, porém antes de tocá-la, levou um soco da Beatrice e caiu no chão.
– Esses são os heróis de outro mundo que irão salvar Dungeoneer? – perguntou Braquistócrona.
– São eles mesmos – respondeu Sortudo.
– Podem entrar. Mas saiba que eu estou fazendo isso pelo nosso mundo, e não por você – disse a mulher.
Todos entraram. A casa era bastante simples, com paredes feitas de barro, porém mesmo já estando de noite, cristais luminosos presos ao teto garantiam uma iluminação perfeita em seu interior.
– Desculpe perguntar, mas você é uma mulher perfeita, e o Sortudo um macaquinho, como vocês faziam pra...ah....estacionar o carrinho dele na sua garagem? – perguntou Loren.
– Há, e imagina o que sairia se eles tivessem filhos? – falou Junpei.
– O casamento é a formalização da reprodução – filosofou a pedra.
– Parem com essa palhaçada, temos coisas sérias para falar com ela. Querida, em minha jornada para conduzir os heróis do outro mundo até a rainha, peguei a pedra filosofal, e agora ela está nos deixando loucos e não conseguimos nos livrar dela – contou Sortudo.
– Quer dizer que pegaram a pedra filosofal? Se ferraram – disse Braquistócrona.
– Ele já jogou fora, bateu, enterrou, mas sempre ela volta – falou Beatrice.
– Só existe uma maneira de se livrar da pedra filosofal, é entrega-la para alguém que voluntariamente aceite ficar com ela – informou Braquistócrona.
– Então é por isso que aquele monstro deu ela pra agente – concluiu Kon.
– Braquistócrona, pelos velhos tempos, você poderia ...
– Nem pensar! – gritou a mulher.
– Penso, logo existo.
– CALA A BOCA PEDRA! – gritaram todos.
– Temos que arranjar alguém que fique com essa pedra antes que ela nos deixe loucos – falou Kon.
Por causa dessa discussão, todos esqueceram da voz masculina que havia falado com eles antes da porta ser aberta, até que Loren percebeu um garoto mais ou menos da idade deles, com cabelos negros levemente arrepiados e olhos azuis, que apenas observava o grupo em silêncio, acariciando um hamster branco com manhas pretas que estava em seu colo.
– Oi garoto, qual é o seu nome? – perguntou Loren com uma voz aveludada.
O rapaz olhou para Braquistócrona, e esta balançou a cabeça positivamente.
– Eu sou Sony Vlade.
– Prazer, sou Loren Raisen.
– Quem é ele? – indagou Sortudo, um tanto irritado.
– Ah, é só o meu escravo.
– Escravo...hum, interessante – disse Loren.
– Estou brincando. É só um garoto que não tinha pra onde ir e o acolhi em minha casa em troca de ajuda com os meus afazeres – informou Braquistócrona – Sony, eles devem estar cansados, prepare uma sopa de sapo e camas para eles dormirem.
– Sopa de sapo? Eca – reclamou Beatrice.
Em pouco tempo, a sopa ficou pronta, que mesmo a contra gosto de alguns, foi comida por todos. Em seguida, Sony conduziu os visitantes para um porão, que revelou um quarto espaçoso com uma cama de casal aparentemente muito confortável, além disso, havia três colchões cuidadosamente arrumados no chão.
– Quem diria que aquela casinha escondia um quarto desses – comentou Loren.
– Ora, achou mesmo que uma das maiores especialistas em artefatos mágicos do mundo seria pobre? Aquela casa é apenas para não chamar a atenção de ladrões – disse Sortudo – agora chega de papo, temos que dormir para seguir viagem amanhã.
As mulheres correram e deitaram na cama de casal.
– Essa é nossa – disse Beatrice.
– Eu tenho medo do escuro, posso dormir com vocês? – Kon deitou no meio das garotas.
– Nem pensar – elas empurraram o rapaz no chão
– Durmam cedo, amanhã temos que seguir viagem – Sortudo subiu as escadas.
– Ué, achei que o macaco ia ficar com agente – estranhou Junpei.
– Que coisa. Você vai ficar aqui com agente? – Loren perguntou ao Sony.
– Sim, eu sempre durmo aqui – respondeu o garoto.
– O sono é o presságio da morte: Shakespeare – disse a pedra.
– Foda-se: Nelson Rodrigues – respondeu Loren.
– Fiquem quietos, eu quero dormir – reclamou Beatrice.
Os homens deitaram nos colchões e as garotas permaneceram na cama, porém, antes que pegassem no sono, sentiram o teto, ou melhor, o chão do andar de cima balançando.
– Terremoto! – gritou Kon.
Logo após, todos puderam ouvir gemidos vindos do andar de cima.
– É, o primata tá se dando bem – comentou Loren.
– Meu deus, ela é zoófila, que nojo – disse Beatrice.
– Será o que nasce do cruzamento de um macaco falante voador com uma mulher? – indagou Junpei.
– Por favor, o senhor Sortudo disse para dormirem, e vocês não deveriam ficar falando sobre a intimidade da senhora Braquistócrona – repreendeu Sony.
– Que bonitinho, ele defende a dona, adorei – provocou Loren.
Depois de uma hora, a melodia do amor que vinha da parte de cima parou, mas mesmo assim, o sono dos aventureiros ficou prejudicado, já que a pedra filosofal não parava de falar. Com o nascer do sol, Sony levantou-se, preparou algo para todos comerem e os chamou para sentarem à mesa. Todos se sentaram inclusive Sortudo e Braquistócrona.
– Aê, mandaram ver ontem a noite – falou Junpei.
– Temos que partir logo, quero chegar ainda hoje no porto para pegar a tartaruga – desconversou Sortudo.
– É verdade. Talvez vocês ainda não tenham noção disso, mas vocês tem uma missão muito importante, e não apenas esse mundo, como também o de vocês, depende do sucesso dela. Vou dar um presente que os ajudará nessa jornada – Braquistócrona entregou uma sacola de marrom de pano para o grupo.
– Uma bolsa, obrigada – disse Beatrice.
– É uma sacola guardiã, você pode colocar quantas coisas quiser dentro dela que ela nunca ficará cheia, nem pesada – explicou Braquistócrona.
Quando já estavam todos na porta da casa se despedindo, Sony ficou na frente da armeira, ergueu sua cabeça e começou a falar.
– Essas pessoas vieram de outro mundo para salvar o nosso, irão se arriscar para acabar com o mal. Por favor, me deixe ir com eles e ajuda-los, eu sei que posso contribuir com alguma coisa.
– Se o Sortudo aceitar não vejo problema – disse Braquistócrona.
– Por favor macaquinho lindo, deixa vai – pediu Loren.
– Tudo bem, se a Braquistócrona confia em você, eu também confio – consentiu Sortudo.
O garoto sorriu, pegou uma pequena trouxa de roupas, seu hamster e se uniu ao grupo.
– Adeus senhora, muito obrigado por tudo – despediu-se Sony.
– Até breve, e seja feliz. E Sortudo, eu te odeio – disse Braquistócrona.
– Eu também te amo. Um dia eu volto – falou Sortudo.
Os heróis então partiram apressados rumo ao seu destino.
Fale com o autor