Dumb
4 Capítulo 4
Notas iniciais
-Quando eu era pequeno, bem menor meus pais brigavam feio por tudo que lado, meu pai batia na minha mãe e ela não reclamava, pois se preocupava comigo e com meu irmão. Quando eu tinha 8 anos aconteceu a pior coisa da minha vida, meu pai me estrupou. Ele estava bêbado e minha mãe não estava em casa e então ele me disse que não ia doer era só uma amostra de afeto diferente e não era pra contar pra ninguém, muito menos pra sua mãe. Ele me puxou pro quarto deles e enfiou seu pênis em minha boca e me fez chupar, me batendo em meu rosto quando eu o machucava com meus dentes. Eu nem podia pensar em derramar seu gozo, senão eu era espancado. Depois dessa cena ele adormeceu no chão e eu com a boca cheia de gozo eu bebi e não contei a ninguém. Logo disso virou uma obsessão pro meu pai, ele me estrupava todo dia, de madrugada ele me acordava e me levava pro outro quarto e me fodia, e nem podia pensar em gritar ou fazer algum barulho que era suspeito. Eu apanhei muito, e fui machucado várias vezes por esses atos dele, mas eu amava minha mãe e então eu não contei a ninguém. Um dia minha mãe não agüentou mais ele bêbado e a espancando, ele foi expulso de casa e sem aceitar isso ele invadiu nossa casa e matou minha mãe a marchadas sem dó e muito menos piedade, eu ouvi um barulho e fui ver o que estava acontecendo, quando eu entrei e me escondi no guarda-roupa e vi minha mãe ser morta bem na minha frente na cama. Meu pai fugiu e nunca mais eu o vi. Com esse segredo eu selei em minha boca e ficou para sempre guardado. Ao passar dos anos eu fiquei assim, depois da morte da minha mãe, menti pro Mikey e pra minha avó, tentei ser feliz e esquecer tudo, mas era impossível... Até você aparecer Frank e me fazer colocar tudo isso para fora através desse bloquinho que você está lendo, muito obrigado por entrar na minha vida e me ajudar nisso. Desde o primeiro dia que eu te vi na escola eu fiz esse desenho. –Ele me mostrou o desenho conforme que eu fui lendo. –Eu achava você legal, descolado, bad boy e muito bonito, mas infelizmente eu não tinha coragem de me aproximar como você percebe, eu não falo e você me acharia idiota, mas pelo contrário você me ajudou muito com esse problema que eu tenho e graças a você eu consegui me expressa não em fala, mas por gestos e escrita. Eu sei que não é muito, mas esse pequeno tempo que passamos juntos significou muito para mim. Eu não quero você como amigo, eu quero você mais do que isso se for possível como namorado. Foi amor à primeira vista isso eu garanto.
Ele estava chorando quando eu terminei de ler, eu o abracei-o.
-Está tudo bem Gee. De nada, e graças a você eu consegui sentir algo por alguém sem ser eu mesmo.
-Eu te amo Frank. Mesmo eu sendo um idiota.
-Tá... GERARD! VOCÊ FALOU!
-EU FALEI! –Ele gritou me abraçando.
-Sim e sua voz é muito linda. Você só precisava que alguém te ouvisse, ou melhor... Entenda-te. Mesmo você se expressando na escrita e gestos. O importante é que você fala agora e colocou pra fora tudo que você sentia, só não achou a pessoa certa.
Ele me deu um beijo bem na minha boca, fiquei vermelho novamente.
-Você fala demais Frank. –Ele me disse com aquela voz angelical.
-Perdão. Você acha que é melhor contar tudo isso a sua avó e o seu irmão?
-Não. Eu sei que é errado mentir, mas às vezes a mentira conforta e a verdade te machuca eu acho melhor deixar assim mesmo. Pelo menos eu coloquei tudo pra fora, não é bom guardar só para si você acaba se machucando a si mesmo e as pessoas ao seu redor.
-Exatamente, por isso Gerard eu quero que você chore, grite, bata... Faça qualquer coisa pra expressar o que sente. Só não pare de falar ou se corte no banheiro. Eu sei que parece ser a melhor solução, mas o certo é uma simples conversa pode te ajudar.
-Eu estava morto por dentro. E você me ajudou a voltar à vida. Obrigado Frank. Eu tenho medo de chegar uma hora e simplesmente desabafar não vai adiantar mais.
-Desabafar pra a pessoa que te ama sempre é a melhor solução e eu sempre estarei aqui pra você Gerard.... Sempre. –Eu o beijei.
-Promete?
-Prometo.
-Frank, eu sempre pensei que fosse uma pessoa infeliz, mas agora... Eu não tenho certeza do que sinto.
-Gerard, a felicidade não existe se você não fizer acontecer. Ela realmente não existe, é momentos como esse que estamos juntos que nos fará feliz. Só devemos lembrar e fazer mais desse momento e você verá que existe felicidade.
-Teremos muitos momentos como esse, né?
-Quantos você quiser. Só levante a cabeça e siga em frente eu sei que parece difícil ou impossível, mas eu estarei com você e segurarei sua mão e quando você cair eu te levantarei, pois só fica no chão quem quer.
-Ou simplesmente não tem uma mão como eu tenho.
-Exato. Gerard, quer ser meu namorado?
-Quero. Só se prometer que sempre estará comigo e me ajudar em tudo.
-Prometo e você pode me contar qualquer coisa que eu te ajudarei a resolver.
Ele me abraçou forte e naquele momento eu soube que minha vida iria mudar pra sempre. Descemos como se nada tivesse acontecido e o Mikey ainda estava jogando vídeo game.
-Mikey, se você morrer sou eu. –Disse o Gerard sentando no sofá ao meu lado.
-Claro, só deixa eu.... GERARD! VOCÊ FALOU!
-Sim, eu falei. Eu descobri que eu preciso levantar a cabeça e seguir em frente, fazer meu momento feliz e não ficar no chão, pois só fica lá quem não tem uma mão ou quem quer. –Ele me olhou feliz.
-O que dizer? –Mikey me perguntou confuso.
-Nada. Quando for maior irá entender.
Quando avó do Ways chegou ela ficou tão feliz que abraçou o Gerard tão forte que o deixou roxo de falta de ar. Naquela noite comemos lasanha pra comemorar o Gerard falando.
No dia seguinte, estava tudo mudado, nada que nós conhecemos existia, estamos bem curados... Vamos assim dizer. Gerard estava falando e só isso que importava e eu ganhei um novo amor e alguém pra eu me preocupar de verdade. Li muito sobre psicologia naqueles livros e eu tive uma boa conversa com meus pais e agora eles se importam mais com a palavra “família” algo que não existia em seus vocabulários.
Uma simples conversa com palavras certas podem mudar sua vida ou seu dia e então não as deixe de usar.
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