Dumb
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordei com sono e sem vontade de me levantar da cama, nem deveria ter aberto os olhos hoje. Meu nome é Frank Iero, tenho 16 anos e um fodase me grande pra você, babaca, eu sou meio revoltado com tudo um mau caminho para seus filhos, um bad boy!
Olhei pro relógio e estava atrasado, pra variar. Fui ao banheiro, fiz o que tinha que fazer e me troquei e desci, roubei um toddynho na geladeira, peguei minha mochila e fui. Meus pais, quem precisa deles? Aprendi me virar sozinho, eles nunca ficam em casa mesmo e então eu tenho que saber a me virar.
Fui caminhando até a escola e pulei o muro, pois o portão já estava fechado e os alunos não devem ultrapassar, mas fodase. Eu sou baixinho, mas é super fácil pular aquilo.
Entrei na escola sem preocupações e fui ao banheiro fumar e esperar o intervalo, fiquei passando a ponta do compasso nas portas do banheiro escrevendo ou desenhando algo retardado.
Bateu o sinal e fui o intervalo, o banheiro encheu de fumantes que nem. Eu sai e fui caminhando e do nada meu celular tocou e eu fui ver o que era e sem querer eu bati em alguém.
-Ei cara! Olha por onde você anda!
O garoto não me respondeu e começou a ajuntar os papeis que eu tinha derrubado.
-Ei! Eu estou falando com você.
Segurei em seu braço e ele me olhou, aqueles olhos me paralisaram, aquele rosto e aquele cabelo.
-Perdão eu não queria te machucar. –Peguei seus papeis caído.
Ele balançou a cabeça negativamente, talvez estivesse falando que eu não tinha o machucado, mas quem era aquele cara? Nunca ninguém tinha me cantado assim antes.
Ele então pegou todos os papeis e foi embora no corredor sem me dizer nada, nem “desculpa” ou “obrigado”, bem eu não me importei e fui lá fora tentar esquecer, mas aquele rosto não saia da minha cabeça ele era tão inocente e bonito.
Já tive algumas experiências com homens, quero dizer eu já beijei um homem e já namorei um, mas nada tão oficial e nem nada só foi uma experiência que eu quis passar.
Tocou o sinal e eu fiquei dormindo em todas as aulas até eu ir embora. Peguei minhas coisas e fui saindo e com esperança em achar o garoto que eu tinha esbarrado hoje, mas eu não achei em lugar nenhum.
Decidi seguir meu caminho então. Mais para frente eu encontrei um garoto nerd sofrendo de bullying e com alguma razão eu quis ajudá-lo. Frank dando uma de bonzinho.
Xinguei eles e os enfrentei.
-Você está bem? –O ajudei a levantar.
-Ah estou sim, isso sempre acontece e é meu terceiro mouse que quebraram. –Ele me disse triste.
-Eu sinto muito.
-Mikey Way.
-Frank Iero. –Eu estendi a mão.
-Legal. Gosta de vídeo game?
-Adoro.
-Quer ir até em casa jogar? Eu comprei um jogo novo, só que meu irmão não é muito bom no vídeo game e eu não gosto de jogar sozinho.
-Isso seria bem legal Mikey, mas eu tenho que ir pra casa. Eu preciso estudar eu não entendi nada na matéria hoje porque eu dormir e eu preciso de nota.
-Você quer ajuda pra estudar?
-Cara, eu acabei de conhecer e você me convida pra ir à sua casa? Não tem medo de eu ser algum maníaco ou algo do tipo?
-Eu não tenho amigos e então foi legal o que você fez com aqueles moleques eu acho que seria uma boa forma de agradecimento, não acha?
-Ah bem não foi nada.
-Vem Frankie. Posso te chamar assim né? Eu te ajudo a estudar.
-Pode e eu adoraria um pouco de ajuda mesmo.
Fomos juntos até a casa do Mikey e ficamos conversando sobre coisas como: Jogos, música, escola (acredite) e outras coisas de nerd.
-Nossa, sua casa não é muito longe da minha. –Eu disse impressionado.
-Sério? Somos quase vizinhos então. Pode entrar, minha avó só chega de noite e então temos a tarde toda só pra nós.
Entrei. A casa do Mikey era linda e arrumada, me sentei no sofá e na mesa à frente eu coloquei alguns livros de matemática e outras matérias que eu deveria ter estudado hoje.
-Qual é sua dificuldade?
-Tipo, tudo?
-Certo, vamos começar pela matemática eu vou te passar uns exercícios e vou te explicar, tudo bem? Seus pais não ligam de você estar aqui?
-Fodase. E obrigado por me ajudar Mikey.
Mikey foi muito atencioso comigo me explicando e tudo que eu não entendia ele me explicava de outro modo.
-Nunca pensei que matemática fosse tão fácil!
-Eu te disse.
Eu ouvi um barulho na escada e eu olhei.
-Gerard, esse é o Frank da escola, ele me ajudou com uns babacas. –Disse o Mikey me apontando.
-Ah eu te conheço, você foi o garoto que embarrou em mim.
Ele nada me respondeu, somente acenou , olhou pra baixo e foi até a cozinha.
-Ele não gosta de mim? –Eu perguntei meio triste.
-Não é isso, o Gerard só não fala.
-Ele é mudo?
-Não. Ele só cansou de falar... Ele se fechou não fala mais nada. Não é sua culpa, ele só se fechou pro mundo.
-Por quê?
-Ninguém sabe. Ele tem seus motivos, mas ele não quer contar ou falar pra alguém e então ele fica consumindo tristeza, ódio e tudo pra si.
-Você já tentou levá-lo em um psicólogo ou algo do tipo?
-Ele não quer ir e não vamos forçá-lo a falar.
-E o que sua avó diz disso tudo?
-Ela faz de tudo pra ele falar, mas ele não diz nada. Ela fala que vai chegar a hora certa de ele falar.
Gerard chegou com três cocas e me deu uma com vergonha.
-Não quer ficar com nós aqui? –Eu perguntei.
Ele fez um sinal estranho com a mão.
-Desenhando. –Disse o Mikey. –Gerard aprendeu os sinais dos mudos e ele fala assim, às vezes ninguém entende e então ele escreve.
E então ele subiu com sua coca.
-Eu vou conversar com ele. –Eu disse.
-Tenta. Ele não conversa a mais de três anos.
Porque eu estava tão determinado a falar com aquele menino? Porque eu me importo tanto? Se eu quiser fazer isso eu certamente precisarei saber os sinais do mudo e um pouco de psicologia, para entender o que passa na cabeça dele.
Estudamos bastante e quando eu vi que já estava anoitecendo eu resolvi ir embora.
-Frank, amanhã você passa aqui pra irmos pra escola? –Perguntou Mikey.
-Claro. Eu vou aprender a acordar na hora certa agora que eu tenho amigos.
-Amigos? Quer dizer eu e o Gerard?
-Sim, vocês são meus únicos amigos naquela merda de escola. Amanhã eu vou passar na hora certa.
-Tudo bem e o obrigado.
O despedi e fui até minha casa que não ficava muito longe dali.
Fale com o autor