Duas Metades De Mim
28 dilema
Notas iniciais
oi amores!
primeiro, que saudade de vocês! mil desculpas pela demora gente, é que o puto do meu irmão quebrou meu pc, tou sem net indefinidamente =/
não sei exatamente quando vai dar pra postar, mas como essa fic já tá terminada no papel, vou postar CAPÍTULOS DUPLOS TODOS OS SÁBADOS. semana que vem mesmo já devo estar postando o ultimo capítulo *chora*
já estou sendo expulsa aqui, passei rapidinho pra dar um oi e postar pra vocês. não me abandonem tá? eu juro que mesmo se demorar um pouco nunca vou deixar nenhuma fic incompleta.
espero que gostem do capírulo
beeijos
primeiro, que saudade de vocês! mil desculpas pela demora gente, é que o puto do meu irmão quebrou meu pc, tou sem net indefinidamente =/
não sei exatamente quando vai dar pra postar, mas como essa fic já tá terminada no papel, vou postar CAPÍTULOS DUPLOS TODOS OS SÁBADOS. semana que vem mesmo já devo estar postando o ultimo capítulo *chora*
já estou sendo expulsa aqui, passei rapidinho pra dar um oi e postar pra vocês. não me abandonem tá? eu juro que mesmo se demorar um pouco nunca vou deixar nenhuma fic incompleta.
espero que gostem do capírulo
beeijos
POV Elena
Meu estômago se agitou nauseantemente. A voz que gritara meu nome era masculina!Estiquei o pescoço com o sangue gelado e me deparei com Jeremy, sua expressão ferina, os olhos faiscando de raiva. Bonnie passara os braços ao redor dos ombros dele em uma atitude restritiva.Então, em um movimento rápido demais para meus reflexos humanos, Damon nos girou na cama. Suas pernas estavam ocultas debaixo do edredom, ele todo de costas para mim, seu braço virado puxando minha cintura de modo que seu corpo cobrisse o meu.- Jared. Macumbeira. – cumprimentou Damon com naturalidade – Timing perfeito como sempre, parece que advinham quando a gente está prestes a conseguir um pouco de ação por aqui.- MEU NOME É JEREMY.- Foi o que eu disse – Damon deu de ombros, indiferente.Eu me pressionei mais contra ele, tocando seus braços em um aviso mudo. Irritar Jeremy não parecia uma boa idéia com ele tão furioso...- Jer, calma – Bonnie murmurava para ele, tentando puxá-lo para longe – A gente não devia ter entrado assim. Não é culpa deles.- Não é culpa deles? – meu irmão rosnou uma risada sarcástica – Que eu saiba, o namorado da Elena é o Stefan.Ai. Essa doeu.- E que eu saiba você não tem nada a ver com isso – retrucou Damon, friamente controlado – Cuida da sua vida, Jared.- Ela é minha irmã – rebateu Jeremy – Tenho todo o direito de me meter.- E Stefan é meu irmão, por mais que eu não me orgulhe disso – Damon olhou para mim de relance e abriu um sorriso malicioso – Tenho tanto direito quanto você de “me meter” nos assuntos deles. Só que eu prefiro encarar a expressão de um jeito mais literal, sabe...Todo o meu sangue parecia ter se concentrado no meu rosto.- Damon! – eu protestei indignada.Estava tão morta de vergonha que não conseguia pensar em nada coerente para acrescentar.E tinha medo da reação de Jeremy ao jeito petulante e irônico de Damon ao lidar com a situação.- Jer, não! – Bonnie o puxou com força e se espremeu contra o batente da porta para contorná-lo e empurrar seu peito, barrando o caminho quando ele ameaçou avançar em nós – Não vale a pena. Se acalme.- Apagar o sorrisinho arrogante da cara dele? Vale a pena sim – grunhiu Jeremy.Bonnie o olhou com cara de quem sabia que nem em um milhão de anos ele ganharia uma briga com Damon.- Damon pára – eu sibilei irritada – Você só está piorando as coisas!Eu me apertei frustrada contra as costas dele e cravei as unhas em seus antebraços. Ele rangeu os dentes e se inclinou um pouco, como que para se livrar do contato. Sua postura defensiva me pegou de surpresa.Jeremy respirou fundo, sua atenção voltada para Bonnie. Assim como eu já tinha visto o toque dele acalmá-la, a recíproca evidentemente era verdadeira.O toque de Damon também me acalmava. Por que eu não conseguia fazer o mesmo com ele?- Você estava certa – Jer disse, o canto de sua boca se retorcendo com desagrado.- E você me deve cinqüenta pratas, baby – Bonnie abriu um sorriso brincalhão.- Não podiam pelo menos ter batido? – Damon resmungou.Raiva cintilou nos olhos do meu irmão. Bonnie estava indo tão bem! Será que Damon não podia simplesmente calar a boca por DOIS MINUTOS?Resolvi mudar de tática e tentar amansá-lo como Bonnie fazia com Jer. Envolvi sua cintura com os braços suavemente e me inclinei para sussurrar em seu ouvido. Estremeci um pouco com o contato de meus seios contra suas costas firmes, porém felizmente eu estava absorta demais no fato do meu irmão estar ali vendo o irmão do meu namorado só de cuequinha comigo pelada atrás dele para sentir desejo.- Damon – eu murmurei baixo o bastante para que só ele me ouvisse – Não vamos conversar com ele de cabeça quente, tá? Espere que ele se acalme primeiro. Por favor, não seja agressivo agora. Nem zombeteiro. Ou irônico. Melhor ainda, fica quieto um pouquinho tá? Vamos deixar que ele tenha tempo pra digerir isso e se acalmar.Ele soltou um grunhido rouco e se inclinou para interromper o contato de novo. Senti um aperto no peito. Por que ele estava fazendo aquilo? Eu queria o Damon carinhoso e compreensivo de volta, não o zombeteiro e frio! Por que eu não conseguia fazê-lo relaxar?- Nós batemos – a resposta veio de uma Bonnie quase tão constrangida quanto eu – Aconteceu uma coisa e bom... – ela corou um pouco – para ser sincera eu meio que consegui ouvir uns...hã... barulhos lá debaixo, mas o Jeremy insistiu em falar com a Elena.- Eu não ouvi nada – ele declarou defensivamente.- Porque você não é uma bruxa, Jared. Na próxima vez escute a sua namorada antes de invadir quartos alheios – espetou Damon.- Cala a boca, esse quarto nem é seu! – Jeremy lançou um olhar fulminante a Damon, aparentemente desistindo de corrigi-lo.Saiu batendo os pés e rosnou por cima do ombro, antes de sumir na dobra do corredor:- Preciso sair daqui.- Valeu pelo aviso Capitão Óbvio! – gritou Damon para ele.Bonnie e eu bufamos ao mesmo tempo.
- Não quer seguir o exemplo da diva enfurecida? – sugeriu ele — Volte daqui a duas horas, mãe de Ná, estamos ocupados. Se quiser prever os números pra ganhar na loteria e se mandar com o dinheiro também é uma ótima idéia. Excelente. Leve o Jared contigo e todo mundo sai ganhando. Nem me dei ao trabalho de tentar tocá-lo. Ele já tinha se afastado duas vezes, não estava nem um pouco a fim de uma terceira rejeição. Ignorei sua piadinha e perguntei:- Por que o Jeremy insistiu para vocês falarem comigo?- Stefan ligou – ela escolheu as palavras cuidadosamente, atenta à minha reação – Ele queria saber como você está.Senti com impacto uma onda de choque.Stefan.- Ele deve estar voltando para casa agora – ela acrescentou.E lá estava outra vez a culpa.Assim como os lampejos do ataque na floresta.E eu já não tinha certeza se Stefan era tão bom e inocente assim.- Obrigada Bonn – eu não sabia como, mas consegui fazer minha voz sair firme e neutra.Ela assentiu e foi embora fechando a porta atrás de si com um estalo leve. Puxando um lençol comigo, comecei a dar voltas pelo quarto, nervosa. Eu não sabia o que fazer, ou o que pensar. Os dois estavam me julgando, tanto Bonnie quanto Jeremy, embora Jer fosse mais direto. Ele deixava claro o desagrado e a recriminação em seus olhos e expressão, enquanto Bonnie tentava esconder e se esforçava para ser uma boa amiga, mesmo que o desapontamento e o desgosto fossem visíveis no fundo dos seus olhos, se eu prestasse bastante atenção.As poucas pessoas que sabiam de meu envolvimento com Damon me julgavam. Tanto faz, todo mundo julga todo mundo mesmo. E até parece que eu não sou o monstro traíra aqui. Eu sou, total, admito e me arrependo, mas o que eu posso fazer? Contar para Stefan e provocar uma guerra entre ele e o irmão? Não contar e continuar a traí-lo até ser pega, e provocar uma guerra entre ele e o irmão? Terminar com ele, ficar com Damon e provocar uma guerra entre os irmãos? Terminar com Damon e ficar me arrastando infeliz pelos cantos enquanto ele além de pegar metade da população feminina, talvez mate pessoas pela cidade? Não só talvez, como até provavelmente. Ele se torna perigoso quando está chateado, como uma bomba prestes a explodir.Com qualquer opção, sempre acontece uma catástrofe.E sem falar na possibilidade de Stefan estar ligado aos assassinatos e ter voltado a beber sangue humano. Será que ele pode mesmo ter...?Não, não. Stefan nunca faria algo como isso. Nunca.Era tanta coisa para se pensar ao mesmo tempo!Como sair da confusão que eu mesma criei sem que ninguém se machuque (tirando eu é claro, mas é diferente porque eu mereço), descobrir quem está por trás dos assassinatos, se há alguma ligação com Stefan, Damon...Damon era outra fonte de apreensão. Ele estava mais imprevisível do que nunca, oscilando entre seu jeito zombeteiramente sedutor e indiferente de antes, o lado carinhoso e protetor que ele mostrava quando estávamos sozinhos e o leão faminto e irresistível que ele sabia muito bem ser quando queria me tirar do sério. Ou seja, quase sempre. Eu ficava louca, sem saber com qual dos três lidaria no minuto seguinte. Era ao mesmo tempo excitante e perigoso. Só que, por mais que eu o amasse e soubesse que ele me amava, por mais que a nossa ligação fosse incrível na cama, eu não tinha certeza se poderia dar certo fora dela. Damon era instável demais e eu estava em um momento delicado, precisava muito do apoio dele quando todos os outros eram contra nosso envolvimento. Ele já tinha me provado que poderia dar certo ao cuidar de mim mais cedo. Ele sabia ser carinhoso e cuidadoso, estaria lá quando eu precisasse.Mas e a barreira entra nós?O confronto com Bonnie e meu irmão mostrara que ainda havia pelo menos uma última barreira entre nós, que Damon ainda não conseguira transpassar. Percebi quando tentei acalmá-lo e ele não deixou. Eu queria o que Jeremy e Bonnie tinham, aquela troca de olhares especial, aquela compreensão mútua e a habilidade de sempre apoiarem um ao outro, a entrega incondicional e cega. O que, um dia, Stefan e eu quase tivemos. Só que era mais frágil, muito menos intenso do que meus sentimentos por Damon. Com Stefan, olhando para trás agora, eu percebia a combinação de uma boa química e uma amizade terna. Um amor descomplicado e constante. Eu o amava, mas de um jeito completamente diferente do que amava Damon. Podia aprender a vê-lo como apenas um amigo, talvez.O que me assustava era não conseguir ver isso com Damon. Não conseguia mais me lembrar de como eram as coisas entre nós antes daquela nossa primeira noite, não conseguia me livrar do desejo, mesmo agora. Sentia seus olhos azuis queimarem em mim enquanto eu andava pelo quarto, talvez se perguntando em que eu estava pensando.Eu sentia medo. Pela primeira vez admiti pra mim mesma que sentia medo, e era um medo que não tinha nada a ver com Stefan ou com a culpa por o estar traindo.Eu tinha medo da rejeição de Damon, tinha medo que ele se cansasse de mim e procurasse outras garotas, ou que não confiasse em mim como eu confiava nele, ou que ele deixasse alguma barreira erguida entre nós movido pelo seu pavor da intimidade mais profunda. Tinha medo de não tê-lo por perto quando desmoronasse, ou ainda pior, desmoronar por causa dele. Ele tinha o poder de me devastar total e completamente, e isso me apavorava. Fui parada por mãos grandes e frias, que me arrancaram daquele mar de pensamentos perturbadores.Surpresa, larguei o lençol, que caiu aos meus pés. Os olhos azuis de Damon escureciam, descendo por meu corpo e acompanhando cada centímetro da pele como uma carícia. O desejo me deixou atordoada e quente.Era a volta do leão faminto.Ele resmungou alguma coisa em italiano e se abaixou para pegar meu lençol. Quando ergueu a cabeça, seus lábios estavam a milímetros das minhas coxas. Prendi a respiração, tensa e arrepiada. Ele murmurou algo que não entendi e puxou minha perna de modo a encaixá-la em seu ombro. Depois sua língua tocou a pele sensível da minha coxa e eu gemi alto, tremendo da cabeça aos pés. Ele foi beijando demoradamente, despertando fogo em minha coxa, que se espalhava por todo o resto do corpo e se quebrava em ondas de eletricidade. Minhas pernas pareciam agora manteiga derretida, e eu teria caído se não tivesse apoiada nele. Sua boca alcançou minha virilha e eu senti o calor de seu hálito, então fui atingida por uma onda violenta de prazer.Ofegando quase tanto quanto eu, Damon pôs minha perna no chão e recuou. Eu quase caí, ainda mole e desorientada. Ele me puxou com sua rapidez habitual e senti meus seios colidirem com seu peito largo.- Por que você parou? – reclamei, em uma voz manhosa que nem eu reconheci.- Porque se eu tivesse sentido seu gosto não conseguiria mais parar. E seu namorado está vindo. – ele pronunciou a palavra namorado com ênfase, como se fosse um palavrão.Ouvi sua voz profunda e grave,rouca de desejo, mas não entendi o que ele disse. Ainda estava entorpecida demais. Abraçada a ele, pele contra pele, separados apenas por sua cueca boxer, eu podia sentir como ele estava excitado.- Por que você se afastou quando eu te abracei? – a pergunta escapou antes que eu pudesse conter minha língua afobada – Eu estava tentando fazer você relaxar e você ficou se desviando de mim.- Me fazer relaxar? – ele soltou uma sonora gargalhada.- O que tem de engraçado nisso? Ele parou ao ver que eu estava ficando irritada.- Estava tendo o efeito contrário, mia bella – ele explicou – Nós já estávamos... hum... empolgados quando seu irmão e a madame Zoraia surgiram do nada. Eu ainda estava vulnerável e você ficou pressionando esse corpo delicioso nas minhas costas... não consegui me concentrar direito no que estava acontecendo. Foi por isso que fiquei tão defensivo, eu mal conseguia me controlar. E você sabe como eu odeio perder o controle. Fiquei bastante irritado comigo mesmo.Então não era uma barreira! Ele não queria me afastar de propósito. Só queria recuperar o controle...Um sorriso satisfeito foi se abrindo em meu rosto, principalmente ao notar como seus olhos percorriam meu corpo em relances.- Você devia se cobrir – ele comentou com a voz rouca – enquanto eu ainda consigo manter minhas mãos longe de você.Eu ri e peguei uma muda de roupa no armário de mogno. Ele era tão mais rápido que eu... nos breves segundos que levei para escolher minhas roupas, ele já tinha se vestido. Estava inteiramente vestido quando olhei outra vez para ele, que encarava minha mão parecendo um pouco incomodado, apesar do que tinha acabado de dizer.
- Você deixa roupas no quarto dele – comentou sem entonação.- Quem está sendo o Capitão Óbvio agora, hem? – provoquei com uma risada. - Deve ser a convivência com o seu irmão. Ou com o meu, talvez.- Nós namoramos há muito tempo. Esqueceu de quantas noites eu já dormi aqui?Seu rosto se tornou cauteloso, escondendo o que quer que ele não queria que eu visse. E eu percebi, tarde demais como sempre, que tinha dito a coisa errada.- Me espere – eu disse – Vou só tomar um banho rápido.Foi então que cometi o maior erro da noite.Eu o abracei e o beijei, como queria tanto fazer. Só não contava que o desejo voltasse com força duplicada quando ele aprofundou o beijo e eu percebi que reagia com mais violência que o de costume por eu estar sem roupas e ele vestido.[POV Damon]Por que é tão difícil me controlar quando estou com ela?Achei que tinha domado meu corpo rebelde, pelo menos até o beijo que me pegou de surpresa. Eu estava ocupado demais me perguntando por que diabos me incomodou saber que ela deixava roupas no quarto de Stefan. É claro que ela deixava. Os dois passaram mais de dois anos sem se desgrudar e eram numerosas as manhãs em que eu chegava e a encontrava na cozinha, inundada pelo aroma de café fresco. O que eu não sabia dizer era o motivo da explosão de possessividade que nublava meus sentidos ao pensar nela com Stefan.Nunca fui um cara ciumento. Já estive com mulheres casadas, noivas, namorando, solteiras, com todos os status possíveis. Não me incomodava antes. Não até tê-la pela primeira vez.Então eu enfiei na cabeça que só eu podia tê-la.Ela era só minha.E eu me tornara um dos idiotas apaixonados de quem sempre debochei.- Me espere – ela disse – Vou só tomar um banho rápido.Depois me abraçou e começou a me beijar, primeiro suavemente, então com mais ardor. Aprofundei o beijo. Estava ficando louco ao sentir sua pele cremosa e macia contra minhas roupas, sem nada a cobrir suas curvas provocantes. Uma pequena parte do meu cérebro percebeu que eu não agüentaria aquilo por muito tempo. O desejo voltara com toda a força, ainda mais feroz depois da primeira frustração. Chegava a ser doloroso. Elena começou a arrancar minhas roupas com violência, e eu estava atônito e excitado demais para impedi-la. Ela parecia um animal selvagem, rasgando minha camisa, me arranhando. Fazia com que eu me lembrasse da noite em que me vendara e brincara com a língua e as mãos por todo o meu corpo.Ela não devia me acariciar desse jeito, não devia me provocar tanto! Louco de desejo, eu a fiz se encaixar em mim ainda em pé. Gemi com seu calor me envolvendo, e, ancorado bem dentro dela, imprensei-a contra a parede, segurando seus pulsos, prendendo seus braços abertos contra o papel de parede frio, investindo cada vez mais inclinado sobre ela, até que não havia uma parte do seu corpo que não tocasse o meu. Correntes elétricas e arrepios zuniam em minha pele e ela gritou, fazendo-me grunhir em resposta. Depois começou a se contrair ao meu redor, e eu me senti desnortear. Meu corpo tremia e, tomado por um prazer enlouquecedor, eu me sentia como um adolescente sem controle nenhum. Em pouco minutos nós explodimos juntos, aos gritos.Atordoado e exausto, escorreguei pela parede com ela esparramada em meu peito.Elena sorriu para mim, aquele sorriso radiante e cheio de paixão que era só meu.Acariciei seu rosto e a puxei contra mim, deliciando-me com o encaixe de nossos corpos. Ali era o lugar dela. Nos meus braços. Comigo. Fazendo com que eu me sentisse completo, vivo, quase humano.- Ainda bem que é só com você – murmurei mais para mim mesmo que para ela.- Só comigo o quê? – ela se espreguiçou contra meu peito e passou os braços ao redor de meus ombros, lânguida.- Que eu fico tão vulnerável. Em momentos como esse eu seria presa fácil para qualquer vampiro recém-criado. Você me deixa totalmente entregue, micetta, eu sinto minha consciência se esvair em momentos assim.Fora mais uma reflexão que uma declaração de amor, eu li em seu rosto que ela sabia. E um sorriso terno partiu seus lábios, um sorriso de aceitação que mexeu em algo muito profundo em mim. Algo que nunca fora tocado antes. Eu sabia que ela estava me mudando, derrubando a última barreira, expondo coisas que eu enterrara fundo em minha escuridão, trazendo à superfície tudo que eu ocultava. Se a mudança era para melhor ou pior não sei, nem me importo. Nada importa. Só ela.- O que significa micetta? – perguntou ela, seu delicado dedo percorrendo a linha do meu maxilar.- Gatinha – respondi – Eu te chamei de micetta? Sabe que faz muito tempo que eu não falava italiano?- Hum. Não faz não. Já te ouvi falar italiano muitas vezes.- Eu quis dizer com alguém que não seja você. Faz tempo que não vou à Itália. Me acostumei a falar só inglês nos últimos vinte anos, e não vou à Itália tem uns quarenta. Pensando bem... talvez volte um dia. Sinto um pouco de falta.- Quero ir com você – ela pediu.Uma porta batendo no andar debaixo interrompeu minha resposta.- Stefan! – ouvi a voz da macumbeira - Eu estava preocupada com você! Tá tudo bem?- Tudo, Bonnie – respondeu a voz irritante do meu irmão – Elena está lá em cima?- No seu quarto – confirmou a mãe de Ná despreocupada.- Damon? – Elena deslizou suas mãos macias e pequenas em meus braços – Tudo bem? Por que você ficou tenso? Ouviu alguma coisa?Seu toque quente me fez relaxar.E o som dos passos de Stefan me trouxe um dilema. Eu diria que ele chegara e estava subindo? Ou deixaria que ele nos descobrisse abraçados no chão, sem roupas?Eu tinha poucos segundos para me decidir.
Fale com o autor