Notas iniciais
Hey garotas! Bem, depois de séculos sem atualizar, aqui estou eu de volta com um novo cap. de apresentações das Selecionadas (que, por acaso, será o último das apresentações da Seleção do Yuri). Quero pedir desculpas pelo nosso sumiço. Eu e a Lu não abandonamos vocês ou a fic, só estávamos sem tempo para escrever, sem falar que também essa não é a nossa única fanfic. Em compensação, já conseguimos trocar bastantes ideias, já decidimos o que vai acontecer nos próximos cap. e estamos planejando criar um blog! E fiquem de olho nas notas finais, que o primeiro desafio da fanfic está rolando (e é pra todas as Selecionadas, okay?)

P.O.V Yuri:

Tudo bem. Eu sei que não devia tomar o meu café-da-manhã antes de terminar a conversa entre as Selecionadas, mas o que eu poderia fazer se uma criada muito gentil entregou um suco de frutas vermelhas divino? Tá, eu que pedi, mas não atrapalhou nenhuma conversa, certo?

Mal havia acabado o suco quando vi uma Selecionada chegando, então me apressei para depositar o copo em um canto do sofá enquanto a garota se aproximava.

Lesley Rose Young, Vossa Alteza. Mas me chame só de Les. – A Selecionada com um sorriso iluminado e levemente moleque fez uma reverência.

– Se é assim, me chame somente de Yuri. – Tentei entrar no jogo, também com um sorriso. – Hum... Agora, mudando de assunto, eu acho que já ouvi esse sobrenome em algum lugar.

– Ah, provavelmente foi da minha mãe Rebecca, a escritora dos livros “As aventuras de Inocence Lewis”.

Olhei-a boquiaberto.

– Sério mesmo? Porque eu adoro os livros dela.

– É. Quer dizer, eu sou a filha adotiva dela, mas ainda sim ela é a minha mãe.

– Bem... De qualquer modo, deve ser incrível ter uma mãe escritora famosa, mesmo que adotiva.

– Não tanto quanto ter um pai que é o rei.

Touche.

Nós dois sorrimos, mas não passou muito tempo até continuarmos a conversar.

Depois dessa conversa, eu claramente estaria mentindo que não mudei o meu conceito de conhecer uma pessoa.

Antigamente, eu esperava que conhecer uma pessoa era saber quem eram seus parentes, amigos próximos, história e esses dados. Entretanto, eu percebi que conhecer uma pessoa era saber a sua personalidade, era conhecer as suas verdades e mentiras, era, acima de tudo, entendê-la.

E isso foi o que aconteceu com Lesley: eu descobri que ela era uma pessoa alegre, moleca e extremamente divertida. Uma pessoa que me fazia me sentir mais feliz, mais completo, como se ela fosse a peça que faltava no meu quebra-cabeça.

Tenho que ser bem franco que deixei me impressionar ao ver a Selecionada a minha frente.

A sua postura era ereta e revelava uma ponta de orgulho, como a de um nobre, o seu queixo erguido e as feições frias, mas com algo que me parecia ser um sentimento sonhador. Apesar de eu nem tê-la conhecido, sabia que seria aprovada pelos nobres e que não seria uma Selecionada fraca.

– Me chamo Amélie Edyte Boursheis Strobel, príncipe Yuri. – Ela inclina sutilmente o corpo em uma postura respeitosa.

Durante toda a minha vida, eu aprendi a reconhecer a personalidade das pessoas pelo seu andar, e não foi diferente no caso de Amélie. Seu andar era decidido como o de um aventureiro que parte para uma expedição, mas também frio como um iceberg que vaga pela imensidão de um mar gelado.

– Prazer. – Deixei com que um pequeno sorriso iluminasse o meu lábio enquanto a Selecionada sentava-se. – Então, Amélie, como está sendo a Seleção para você?

Ela pareceu um pouco pensativa, mas não demorou muito para responder.

– Interessante. Acho que é assim que devo chamar a possibilidade de conhecer pessoas da minha idade depois de tanto tempo trancada em casa com pais ausentes e sem amigos.

– Hum... História um tanto trágica, e não duvido que haja segredos nela.

A Selecionada deu um pequeno sorriso enquanto levantava do assento e dirigia-se à porta.

– E com certeza há. Entretanto, você não vai descobri-los. Pelo menos não hoje.

Querem saber de uma coisa? Acho que a Seleção começou a ficar interessante.

Eu acreditava que era uma pessoa incapaz de surpreender-se. Entretanto, essa minha teoria foi quebrada assim que a nova Selecionada de Illéa fez a sua reverência e sentou frente a mim.

O seu vestido era uma mistura harmônica entre branco e um tom de creme, mas seus braços e ombros eram ocultos por uma jaqueta de couro e, sem esquecer o toque final, uma echarpe xadrez envolvia o seu pescoço.

– Parece estar surpreso ou é impressão minha? – Ela brincou com um sorriso divertido. – Carollaine Scodelario Petrova.

– Surpreso? Você acha? – Ironizei, deixando claro no meu tom de voz o sarcasmo. – Príncipe Yuri, mas você já sabe.

– Não sabia que príncipes são tão sarcásticos. – Carollaine sorriu de canto para mim.

– E eu não sabia que Selecionadas conseguiam inovar tanto com suas roupas. – Elogiei-a, mas sem sair do nosso “jogo”.

– Obrigada, mas... Você gostou? De verdade?

– Sim. Ou você achou que eu somente falei isso por maldade?

– Não é isso, é que... – Ela deu de ombros e suspirou. – As pessoas não gostam muito do meu estilo. E não só do meu estilo, mas das minhas fases.

– Como assim fases? – Perguntei meio incerto.

– Não sei se você tem esse problema, mas eu venho procurando o meu jeito de ser, por isso, venho aderindo diferentes fases ao longo da vida, sendo que o meu estilo as reflete. E essas fases não são sempre bem-vindas. – O seu olhar triste me encarou. – Entendeu agora?

Acenei positivamente com a cabeça, sem poder negar que alguma admiração por Carollaine invadia o meu coração.

Eu estava fazendo pequenas anotações mentais sobre cada uma das Selecionadas, para conseguir memorizar os seus nomes, quando percebi que uma garota muito linda já estava sentada em um sofá.

– Ah... Olá. – Falei, tentando recuperar o foco. Devo ter feito um papel de bobo, mas a garota apenas sorriu.

– Prazer, eu sou Dianne Aron.

Continuei conversando. Poucos detalhes reveladores entregamos um ao outro, o mais especial que descobri sobre Dianne era que ela é italiana.

– Uma coisa que tenho observado há muito tempo, Dianne, é que você tem uma beleza excepcional. Só para saciar a minha curiosidade, você poderia me responder se é uma modelo, atriz e outra coisa? – Perguntei em certo ponto da conversa.

– Muito obrigada, mas não! Sou uma atleta, mais especificamente, uma corredora, por isso o meu corpo é tão bonito. – Ela fala com uma pitada de orgulho na voz.

Continuamos a conversar, principalmente sobre ela e as suas “aventuras” desde treinos com a sua única família, a tia Gertrudes, e campeonatos em que ela representava a Itália.

– Dianne, a conversa está muito boa, mas infelizmente já ultrapassamos o tempo. Espero que não se importe de acabar por aqui. – Falei consultando o relógio. Céus, havíamos demorado mais dois minutos do que eu previra...

Com uma reverência sutil, ela foi embora. Observei o seu rebolar ao andar e não conseguia deixar de pensar o quanto o meu coração batia forte perto dela.

Se eu precisasse escolher três palavras para definir a garota na minha frente, com certeza seriam: bela, ousada e poderosa.

Lisa Morrew*, uma Selecionada de Nova Ásia, era o tipo de pessoa que só de olhar sabemos que consegue acabar com uma pessoa só em palavras ou manipulá-las, sem falar que provavelmente era mimada pelos pais.

– Prazer, Vossa Alteza. – Ela inclinou-se em uma reverência e sentou-se.

– Prazer. – Sorri levemente. – Então, como era a sua vida antes da Seleção?

– Era muito boa. Vim de uma família rica, então nunca precisei trabalhar. – Lisa deu uma pequena pausa antes de prosseguir. – E a sua vida?

Um sorriso de canto pintou os meus lábios. Eu havia conversado com as outras garotas sobre a minha vida, mas acho que nenhuma me perguntou tão rapidamente sobre mim.

– Normal se comparada com a de qualquer outro príncipe. – Respondi quase que automaticamente.

– E as vidas dos príncipes são normais? – Ela me indagou, com um pequeno sorriso no rosto?

– Acho que é relativo. A normalidade é como um padrão estabelecido por uma sociedade, mas acredito que esse padrão muda de acordo com a sociedade. – Falei.

– Não estou surpresa por você dar uma resposta tão bem elaborada. – Ela falou, me elogiando indiretamente.

– Não a acho grande coisa, pelo menos não tanto quanto a sua beleza. – E essa foi a minha chance de elogiá-la indiretamente, arrancando-lhe um sorriso.

É, não tenho dúvidas de que ela vai ser uma Selecionada e tanto.

Também tive mais outras três conversas.

Uma foi com Eline Djetsen**, uma holandesa muito divertida e um pouco infantil, órfã e que vive com os seus tios que a adoram. Ela com certeza é muito divertida.

Também conversei com outra holandesa, Cecília Larina. Não tenho dúvidas de que ela é uma pessoa legal, mas ela mal conversou e, praticamente, passou em branco como uma pequena estrela que apaga entre outras.

Por último, tive a chance de conhecer a alemã Camile Edens, uma garota que poderia ser fantástica, mas preferia o lado da arrogância, o que era uma pena.

Pelo visto, a Seleção vai começar.

Notas finais
*Link: http://cdn.superbwallpapers.com/wallpapers/celebrities/olivia-wilde-4572-2560x1600.jpg (o link não está no texto como os outros por estar dando defeito) ** Link: http://www.wtae.com/image/view/-/27590644/highRes/3/-/maxh/480/maxw/640/-/4u8brjz/-/Chloe-Grace-Moretz-in--If-I-Stay--jpg.jpg (mesmo motivo do anterior) Sobre o desafio, vocês mandarão para nós aquela fichinha abaixo preenchida: Nome da Selecionada: Música-tema da Selecionada: Motivo de escolha da música: Mandem para nós até o dia 30/09, ou seja, até o final do mês. Pode ser por MP ou comentário, mas se for por MP, lembre-se de que quem cuida da Seleção do Yuri sou eu (Floco de Verão) e quem cuida da Seleção do Hector é a Lu Vasquez. P.S.: Iremos fazer uma votação e as mais votadas terão um prêmio surpresa, então caprichem! Beijos, - Floco de Verão.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.