Drumming Song
1 Oneshot
Era uma adorável e fresca tarde de outono quando o policial Parrish corria pela floresta. Parrish corria fora da estrada, porém não muito longe. Estava ouvindo Bon Jovi em seu aparalho de músicas quando notou que havia um carro prateado estacionado próximo à uma curva na estrada. Ficou imaginando de quem seria e porque o carro estaria parado justamente naquele local. O policial olhou em volta à procura de mais alguém. Não encontrou nada além de alguns pássaros voando no céu.
Parrish continuou com sua corrida enquanto pensava em que tipo de criatura sobrenatural ele seria. Como ele poderia não saber de si próprio o que ele era? Sentia-se frustrado por não ter percebido sobre Scott, Lydia e os outros há mais tempo, mas ficou ainda mais ao saber que era um deles e não sabia exatamente o que ele era. O policial, sem perceber onde corria ao certo, colado à seus pensamentos, tropeçou numa raíz de árvore. Xingou mentalmente com vergonha de si mesmo.
O policial suspirou, encarando o cenário ao redor. Estava na antiga propriedade dos Hale. Logo à sua frente estava a casa incendiada que fora cenário de vários shows de horrores. Num terreno mais baixo, próximo ao local onde Parrish tropeçou, havia um portão de aço com grades. Curioso, o policial entrou. Ninguém ia para aqueles lados, então era pouco provável que alguém o pegasse espionando por aquele túnel.
O túnel era escuro, um pouco úmido e bem baixo, porém, logo Parrish chegou ao fim do mesmo, encontrando-se num corredor com várias salas. O lugar era mal iluminado, porém a energia parecia estar funcionando, visto que a luz de uma das salas estava acesa. “Mas por que a luz estaria acesa se ninguém vem aqui!?”, perguntou-se Parrish. O policial pegou uma barra de metal um pouco enferrujada que estava no chão e andou pelo corredor passando por três portas. A quarta porta verde de metal estava aberta e era de onde a luz vinha. A luz piscava sem parar. Parrish apertou a mão na barra segurando-a com mais força. Ouviu um estalo e logo depois uma arma apareceu diante de seu rosto. Atrás da arma, o braço imóvel de Chris Argent estava estendido. Os dois relaxaram, permitiram-se um sorriso e então se abraçaram.
- Que surpresa vê-lo aqui, policial.
- Digo o mesmo. Você não estava com os caçadores?
- Ainda estou... Só fiz uma pausa para pegar algumas coisas que deixei em Beacon Hills que poderiam nos ajudar. Equipamentos e coisas do tipo.
- Sim, mas duvido muito que você tenha deixado aqui.
Chris e Parrish sorriram um para o outro.
- Não. Minha irmã Kate, antes de se transformar no que é hoje, torturou Derek Hale nesta sala. Foi onde Allison, minha filha, descobriu tudo.
- Entendo. Então você está apenas recordando os bons tempos?
- Mais ou menos... Sim. – Chris suspirou.
- Me desculpe. Acredito que isso seja delicado para você.
- Não. Tudo bem. – Chris finalmente guardou a arma na coldre. – E você? Andou torturando Derek aqui também?
- Não, mas se você me deixar ser seu parceiro de crime... – Ambos riram novamente.
Chris notou que desde que apontara a arma para Parrish, o policial estava mais relaxado. Claro que um achava que o outro era uma ameaça até se verem, mas ainda assim. Parrish parecia estar tenso com algo e a agradável conversa com o caçador o fizera relaxar um pouco.
- Como este lugar ainda tem energia? – Perguntou Parrish quebrando o momentâneo e estranho silêncio. – Kate? – Ele presumiu.
Chris fez que sim com a cabeça.
- Eletricidade é uma arma eficaz contra lobisomens. Você pode impedi-los de se transformar ou, quem sabe, dependendo da arma que você usar, pode transformá-los de volta para a forma humana. Kate não queria que Derek fugisse, ele só conseguiu porque ele estava muito puto com o tio dele e pretendia matá-lo.
Parrish levantou as sobrancelhas enquanto balançava a cabeça desviando o olhar para outros instrumentos de tortura na sala. Havia armas comuns, cabos, uma besta, lâminas (facões e pequenas adagas), dois socos ingleses, flechas e outros instrumentos usados por caçadores.
- Como vocês conseguem? Digo, eles eram pessoas normais.
- Por isso temos o código. “Nós caçamos aqueles que nos caçam”. Não saímos por aí matando qualquer lobisomen que vemos pelo caminho.
- Aproveitando que você entende dessas coisas sobrenaturais, o que você acha que eu poderia ser?
- Eu não sei. Quando Lydia me pediu uma cópia do bestiário, achei que seria interessante dar uma olhada e ver se acho algo que poderia estar se referindo à você. Porém, acredito que a nossa amiga banshee vai dar um jeito nisso.
Chris falou sorrindo tentando animar Parrish, mas não foi bem isso o que aconteceu. Parrish desviou o olhar. Deu de costas e com raiva bateu numa mesa de metal com alguns instrumentos cortantes, jogando-os longe, em seguida.
Parrish sentiu uma leve mão sobre seu ombro nu. O toque de Chris parecia ter acalmado o policial. Parrish encarou Chris sobre o ombro revelando o brilho alaranjado nos olhos.
- Por que você está aqui? – Perguntou Chris
Parrish afastou-se da mão de Chris e da mesa, onde deixou a marca de suas mãos.
- Eu estava correndo e me perdi em meus pensamentos. Quando me dei conta estava próximo à residência dos Hale e achei um túnel. Entrei por curiosidade e imaginando no show de horrores que um dia essa casa já foi. Além disso achei que talvez tivesse algo que pudesse me ajudar a “me encontrar” aqui.
- Essa casa nem sempre foi um show de horrores. Boas pessoas moravam aqui... Bom, nem todas, mas...
- Entendi o que você quis dizer.
A luz, que piscava sem parar estorou dando um susto em Chris e Parrish. O caçador pegou uma lanterna que havia levado e acendeu. Apontou para o policial perguntando se o mesmo gostaria de continuar ali e ver as outras salas. Parrish não tinha mais nada para fazer, pois havia ganhado o dia de folga, então por que não continuar ali?
Parrish seguiu Chris, que estava com a lanterna. Os dois voltaram para o corredor e entrariam na sala do lado da que estavam. Mesmo não sendo um corredor muito extenso, Parrish aproximou-se de Chris. O coração do policial batia rápido. Não havia nada ali que pudesse machucá-lo, mas ainda assim ele sentia como se estivesse em perigo. Na mente de Parrish havia um barulho estranho, que parecia querer jogá-lo no chão sempre que o mesmo olhava para Chris. Tropeçou novamente sem saber ao certo onde, porém não foi de encontro ao chão, mas de encontro aos braços do caçador.
- Obrigado. — Falou Parrish vermelho de vergonha.
- Você está bem?
- Sim, é que... Às vezes eu sinto como se estivesse em perigo mesmo não estando.
- É a sua curiosidade consumindo você.
- Você parece estar familiarizado com essa curiosidade – Disse o policial desesperado por tirar a atenção de Chris de seu rosto vermelho de vergonha tentando esquecer o estranho tamborilar em sua mente.
- Eu estive assim quando me disseram sobre os lobisomens. Quando meu treinamento começou. Fiquei ansioso. – Chris tirou a luz do rosto de Parrish e começou a procurar por um interruptor ou algo do tipo que o tirasse do escuro. Havia uma alavanca no canto do quarto. Chris ficou tentado a puxá-la, mas seu instinto caçador dizia que não deveria sair por aí puxando a primeira alavanca que visse. Ainda assim, puxou e, após um estouro, a luz invadiu o cômodo – Até que eu matei o primeiro lobisomem. Ele gritou tanto que às vezes quando deito para dormir eu ainda escuto a voz dele.
O cômodo era quase idêntico ao outro, só estava vazio. Provavelmente Kate queria ter um cômodo reserva para o segundo beta que ela caçava na época (que era Scott, no caso).
- Você está nervoso. – Disse Parrish encarando Chris, que estava de costas revirando cada pedaço do cômodo com o olhar. – O que é?
- Kate transformou este lugar numa prisão sobrenatural.
- Isso porque ela não conhece A Casa Dos Ecos.
Chris riu. Não resistiu a piadinha do policial. Parrish sentiu-se feliz por fazer o caçador sorrir.
Parrish aproximou-se de Chris ficando lado a lado do caçador. Não conseguia entender o porquê, mas tudo parecia estar em câmera lenta para o policial desde que o barulho de tambor em sua mente começou. Ele encarou Chris, que era ligeiramente mais alto do que ele. O caçador havia aparado a barba, Parrish notou. E o corpo. Chris parecia estar um pouco mais musculoso por debaixo daquelas roupas desnecessárias. Provavelmente se preparando para caçar a irmã. Parrish encolheu os ombros como se tivesse levado um tapa, imaginando o quão difícil deveria ser para Chris, que perdera sua família, ainda ter que caçar a própria irmã.
Chris percebeu que Parrish o encarava e fitou o rapaz de volta umidecendo os lábios inconcientemente. O coração de Parrish acelerou. O tamborilar ficou mais alto.
Parrish balançou a cabeça rapidamente despertando-se de seus pensamentos antes de responder a pergunta de Chris, que a repetiu ao notar que o policial estava desfocado.
- O que foi, policial?
- Nada. Foi só... – Parrish fitou Chris novamente. Não pôde evitar – Minha curiosidade.
- Tome cuidado.
Parrish estremeceu. Essas duas palavras pareceram uma despedida. Chris virou-se de costas e foi em direção à porta de metal.
- Não tem nada para mim aqui. – Terminou o caçador.
Parrish queria gritar o nome de Chris e implorar para que o mesmo não fosse embora. Queria ficar com ele um pouco mais. Queria continuar a ouvir sua voz. Se pudesse, sequestraria o Argent e roubaria o carro que estava parado na estrada.
O carro!
- Quer uma carona, policial? – Parrish sorriu
Chris deixou Parrish em casa, imaginando o que estaria acontecendo com o policial. Estava agindo estranho. Chris sorriu para si mesmo e foi embora após receber um sorriso de Parrish da porta de casa.
Parrish subiu as escadas de sua casa e foi direto ao banheiro. Deixou o celular tocando músicas, despiu-se e foi tomar banho. Ficou pensando na conversa que teve com Chris durante aquele dia. Pensando em como estava agindo estranho perto do caçador.
“Eu sou um policial, por amor de Deus! Por que estou agindo assim!?”
Parrish lembrou-se de quando tropeçou e caiu nos braços fortes de Chris e riu de si mesmo sob o chuveiro enquanto a água corria seu corpo nu. Ficou imaginando como deveria ser difícil para Chris voltar à Beacon Hills e lembrar-se de que foi naquela cidade onde perdeu sua família. Ele provavelmente devia estar se sentindo sozinho e triste. Provavelmente devia estar querendo alguma companhia. Parrish olhou para baixo notando que estava excitado.
Chris estava em seu escritório terminando de arrumá-lo. Deixaria a casa fechada até que retornasse ou que terminasse de caçar e tivesse tempo de parar para pensar no que fazer com ela. Chris pegou uma foto que estava com Allison e sua esposa que estava em cima da mesa. Os três estavam felizes num campo florido. O caçador percebeu que havia um par de olhos brilhando ao fundo atrás de um arbusto. “Scott”, ele pensou e riu sozinho. Na época, Scott ainda era um beta e havia dado um tempo no seu namoro com Allison, mas nunca deixou de cuidar da jovem.
Chris deu um salto ainda sentado devido ao susto que levou quando o telefone tocou. Ele descansou a foto sobre a mesa e atendeu.
- Parrish? – Disse ele ao reconhecer a voz do outro lado da linha.
Chris voltou dirigindo até a casa de Parrish. O policial havia convidado-o para comerem pizza. A princípio, Chris ia recusar o convite. Ainda não tinha terminado de arrumar as suas coisas, mas ele não queria ficar a noite toda sozinho. Além disso, Chris se divertia com Parrish, achava o policial engraçado e bonito.
Espera... Bonito?
Chris balançou a cabeça rapidamente afastando o pensamento. Estacionou o carro e, após um suspiro, foi até a porta da casa do policial. Não demorou muito e Parrish já estava na porta atendendo o convidado, sem camisa, deixando Chris um pouco constrangido. Só um pouco.
- Desculpe por isso. Eu acabei de sair do banho e deixei a pizza no forno. – o policial estava com um sorriso grande e suspeito no rosto.
- Tudo bem. Só cuidado para eu não me apaixonar. – Brincou Chris deixando Parrish vermelho de vergonha... mais uma vez.
Os dois entraram e foram para a cozinha. Ficaram conversando sobre o que pretendiam fazer dali para frente, quais seriam os planos futuros deles.
- Ah... Eu devia vestir uma camisa... Já volto.
Chris queria dizer que não havia problema. Parrish podia ficar com os músculos definidos à mostra, mas achou que ficaria estranho (mais estranho, na verdade), então simplesmente levantou as sobrancelhas enquanto tomava o resto da bebida.
- Por que você me chamou exatamente? – Chris perguntou quando Parrish voltou munido de uma camisa preta apertada.
- Só achei que gostaria de uma companhia, já que você está sozinho. – Chris fitava os olhos do policial enquanto o mesmo falava. Era um olhar terno e ao mesmo tempo cheio de fogo. O que acabava sendo um pouco irônico. – Você parece querer uma companhia.
Chris riu do último comentário. Será que estava tão óbvio assim?
Os dois sentaram-se e se deliciaram com as pizzas. Conversaram e riram bastante. Ambos estavam mais do que felizes. A tensão de Parrish e a sua curiosidade o consumindo haviam desaparecido, assim como o vazio em Chris parecia menor. Aquela foi a primeira noite em que os dois estavam de fato alegres. No entanto, o estranho barulho que Parrish ouvira em sua mente desde que encontrara-se com Chris naquela tarde, continuava.
Chris estava próximo à pia, lanvando a louça enquanto Parrish o fitava sorridente.
- Se quer dizer algo, diga, policial.
“Tem um barulho de tambor em minha mente que começa quando você está perto. Eu posso jurar que você também ouve. É um barulho tão forte! [...] Mais alto que sirenes, mais alto que sinos. Mais doce que o paraíso e mais quente que o inferno!”
- Só tentando imaginar o porquê de você estar lavando a louça. Saia daí. Eu arrumo isso tudo depois.
Parrish levantou-se e aproximou-se de Chris, que agora exugava as mãos, fitando-o.
- Eu tenho que ir. – Disse o caçador por fim – Infelizmente. Tem sido uma noite ótima – falou com um sorriso enorme no rosto.
Parrish apertou a mão de Chris fortemente, demorando a soltá-la e quando o fez, Chris deu-lhe um abraço.
- Quando eu estiver fora, não vou me esquecer de você.
- Nem eu, Chris... Nem eu.
- Hm, esta é a primeira vez que você me chama de Chris.
Parrish ficou sem palavras. Ambos foram em direção à porta. Chris pegou o seu casaco e o vestiu, despedindo-se de Parrish mais uma vez.
- Até mais, policial. – Chris, para a surpresa dos dois deu-lhe um selinho.
O policial ficou estupefeito com o que tinha acabado de acontecer. Os lábios de Chris Argent acabaram de tocar os seus. Parrish fitou os olhos de Chris, que à essa altura já havia corado.
- Me desculpe, Parrish... E-Eu não sei o que me deu. Eu... Eu...
Parrish puxou Chris e beijou-lhe. Sua língua invadindo a boca do caçador enquanto os braços de um escorregavam no corpo do outro. Os corações dos dois batendo cada vez mais forte. Foi quando Parrish finalmente entendeu que as batidas de tambor que ouvira o dia todo, eram, na verdade, seu coração disparado.
Pararam apenas porque eram mortais e precisavam de ar, ainda assim, fitando-se.
- Você não quer ficar mais um pouco? – Disse Parrish
Eles estavam com os rostos juntos, um sentindo a respiração ofegante do outro. Chris segurou o rosto de Parrish, encarando aqueles lindos olhos.
- Acho que posso ficar mais um pouco.
O policial fechou a porta e voltou a beijar Chris, que tirava o casaco enquanto deleitava-se com o doce toque dos lábios de Parrish.
- O dia inteiro.. – Parrish tentava falar entre os beijos que dava e recebia de Chris – eu... teve... esse barulho...
- Que barulho? – Perguntou Chris sentindo a respiração ofegante de Parrish em seu rosto.
- É como um tambor. Um barulho de tambor. Sempre que eu me aproximava de você.
Parrish afastou-se de Chris, indo em direção à escada.
- O barulho era... mais alto do que uma sirene... Mais alto do que sinos... Mais doce do que o paraíso e ainda assim mais quente que o inferno... Se é que você me entende.
Chris avançou contra Parrish, agarrando-o pela cintura, pressionando o corpo do policial contra o seu. Parrish tirou sua camisa preta, que há pouco colocara, e depois retirou a camisa de Chris. Já cansado de estar longe da boca do policial, Chris levou seus lábios aos lábios de Parrish. Os dois trocavam beijos e carícias, encostados na parede mais próxima.
- Hei... Lá em cima... Eu tenho algo para você. — "Enquanto movo meus pés em direção ao seu corpo, eu posso ouvir essa batida que enche minha cabeça e fica mais alta e mais alta."
Chris sorriu maliciosamente.
- De repente você ficou bem comunicativo.
- Me faça calar, então.
Enquanto subiam as escadas Chris agarrou Parrish por trás enquanto movia seu rosto suavemente sobre o rosto de Parrish e sua mão sobre o peitoral do mesmo, indo em direção à sua calça.
- São só mais alguns degraus, Chris.
- Ainda estamos longe.
Após chegarem ao quarto de Parrish, Chris fora jogado na cama pelo policial.
- Você é o culpado pelo maldito barulho em minha mente. – O policial dizia sorrindo enquanto subia na cama, engatinhando por cima de Chris – Agora está na hora de acabar com isso. — Parrish deitou-se sobre Chris, voltando a beijá-lo até que ambos despiram-se e se amaram naquela noite.
Chris acordou horas depois. Estava nos braços de Parrish. Ambos nus sob o lençol. Chris sorriu para si mesmo ao perceber que não havia sido um sonho, porém... Ele tinha que ir. Os outros caçadores ainda aguardavam por ele e ele ainda não havia pego a irmã, que até o momento só dera trabalho. Ele queria ficar ali, para sempre nos braços de Parrish... até o fim dos tempos.
Chris levantou-se devagar para não acordar Parrish que dormia profundamente procurando por suas roupas no chão. O Sol estava para sair e logo o policial levantaria também. Chris pensou em esperar Parrish acordar para se despedir apropriadamente, foi quando percebeu que ambos já se despediram.
- Eu voltarei por você. – Ele disse baixinho fitando Parrish. – É uma promessa.
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