Notas iniciais
Olá, meus(minhas) caros(as) leitores(as)! Apenas passando para dar aqueles avisos básicos. Essa é a minha primeira short fic em desenvolvimento cuja história já está planejada e em andamento, por isso, eu peço para que comentem para saber como estou andando e para saber a opinião de vocês com relação à história, vocês são muito importantes e cabe a mim dizer que cada comentário é um grande incentivo para a continuação da história. Ah, acho que eu não preciso ressaltar que plágio é crime, né? Então eu espero que não tenha de me envolver em confusões por conta disso, essa é uma história completamente original e de minha autoria, cópias não serão admitidas. Então é isso minhas pessoas bonitas, desejo uma boa leitura! Beijinhos e até o próximo capítulo!

— ...?

Anthony e Rachel se entreolharam assustados, sem entender porque o indivíduo à frente deles fazia um gesto na direção da dama que aparentemente nunca havia o visto.

— A garota do detergente!

— ...Huh?! ...Oh! É você...!

— Garota do detergente...?

O moreno indagou em um sussurro para Rachel, que ao que parecia reconheceu-o pela sentença que ele havia liberado.

— É uma longa história...

— Respondeu-o, e então o loiro pareceu fechar a cara.

— Não se meta no meu caminho como naquele dia, não demonstrarei benevolência. Isso é tudo.

Ele anunciou e em seguida se retirou em um olhar de total desprezo, o que deixou-a de queixo caído.

— Qual é a desse cara?!

— Pensei que se conhecessem...

— Não, não. Eu só ajudei ele a fazer compras...haha....Mas foi só isso.

— Entendo...Ele é David Bittencourt, nós três estudaremos na mesma sala. Ele é o violinista mais reconhecido da universidade e o nosso representante de turma.

— (Ele é isso tudo...? Que coisa, nem parece.) Ah, legal. Não é como se eu me importasse, vou apenas ignorar ele como o requisitado e ser feliz.

— ...Você não sabia?

Abrindo um sorriso a quase cair na gargalhada, Rachel logo se virou com um olhar sério o analisando exigindo uma resposta.

— Quê?

— Você é a vice, não tem como ignorar ele.

— AHN? Desde quando isso? E a democracia? Não! Não aceito!

— Não tem jeito, o vice e o suplente sempre são sorteados...E dessa vez você foi a sortuda por ser a vice e eu o suplente, que coincidência, não?

— Então eu sou auxiliar dele e você é meu auxiliar? Que saco...Tudo bem, então se prepare porque você vai ter bastante trabalho...Nunca fui nada disso no colegial e nem sei como funciona direito.

— Eu fui representante de classe a minha vida quase que inteira e realmente não é nada demais, então ser vice deve ser moleza, não se preocupe.

— Ok....

— Geralmente o primeiro dia é para conhecer os professores e saber as informações necessárias além de conhecer a universidade apropriadamente.

— Ah, é? Então vamos andar.

— Sim, sim...

Dando um passo à frente, Rachel seguiu um caminho entre curvas pela universidade a ver as salas vazias e perfeitamente limpas à medida que ao se virar, via Anthony ao seu lado e tinha a certeza de que agora não estava sozinha mas também, temendo que quando se virasse um momento depois, ele não estaria lá. Era aterrorizante, não aguentaria se ele o fizesse novamente.

— Ei, Rachel...

— Diga.

— A última carta que eu enviei...Você a leu?

— A última...? A que comentava sobre lady Tierney e suas manias chatas?

— Oh..Então não chegou em você...Que bom.

— ...? Sinto o cheiro de uma indireta...O que tem a carta? Você cometeu algum crime que me contou via carta e agora está está arrependido?

— Pare de ser paranoica! Não é nada demais, de verdade.

Entre uma risada, ele disse devido ao palpite que nada tinha a ver com o que havia escrito, apenas despertando ainda amais a curiosidade avassaladora da morena.

— Desembucha, estou falando sério.

— Definitivamente não.

— É a primeira vez que você nega assim tão aflito...Você escreveu algo pervertido? Seu maldito...

— Quêêê? Claro que não, sou um homem decente.

— Então está vermelho porque? Isso cheira a crime.

— Quem está corado? Você só está tendo um surto de paranoia.

Passando a dar passos largos em uma risada sem graça, forçando uma voz séria, Rachel foi atrás dele motivada,

— Não fuja! Esclareça isso! Ei...Anthony!

No fim das contas, passou a maior parte do tempo o cutucando sobre o assunto, mas ele apenas mudava de assunto ou de vez em quando corava levemente de forma tímida, o que apenas a fez tomar a conclusão: Tem coisa nessa carta!

Com a vinda da noite, todos os alunos foram obrigados a se retirar do local e como era noite, Anthony se dispôs a levar ela para casa, o que aceitou já que naturalmente suspeitava de todos e a maioria dos homens pareciam maus.

— É aqui que você mora?

— Uhum, e daí?

— Qual o número?

— Que invasão é essa? Abusado, hein.

— É que...

— 502.

— Mentira...

— O que foi? tem algo de errado?

Subitamente pálido, ela logo ficou inquieta se perguntando se havia entrado em uma furada ao escolher aquele apartamento com o pai.

— Somos vizinhos!

— Tá de sacanagem?! Acabou a paz! Acabou!

— Isso não é bom? Você não vai mais ficar solitária ou ter medo de me perder,

— E quem está solitária e com medo de perder você? Seu idiota! Estou ótima, sou uma mulher independente.

— Mulheres independentes também se sentem sozinhas, sabia?

— Cale-se, está me desconcentrando.

— Desconcentrando de quê? Você nem está fazendo nada.

— Shhh!

Com ambos entrando no elevador, apenas ainda mais motivado a arrancar os verdadeiros sentimentos da boca da mulher — tarefa difícil demais -, seguiu os passos acelerados dela e se encostou na parede ao lado da porta dela em pura provocação, com um enorme sorriso ao ver que as mãos dela tremiam e tinha dificuldade de encaixar a chave na fechadura junto de bochechas rosadas, cruzou os braços e apenas se foi quando a mesma entrou rapidamente para dentro de seu apartamento e em seguida fechou a porta em um estrondo, acabando por libera ruma risada pelas ações da morena.

— Esse cara...Encarando os outros quando estão tentando abrir a porta...

"Você não vai mais ficar solitária ou ter medo de me perder," Novamente passou em sua mente, o que apenas a fez corar e, por puro orgulho, balançou a cabeça e irritou-se com sua própria reação. Havia passado os últimos dez anos sem ser incomodada por um único garoto sequer, então agora ele aparece e vira tudo de cabeça para baixo? Aquilo era inaceitável, ainda não se sentia preparada.

— Preparada...? Para quê?! Que diabos eu estou pensando? Amor e Anthony são dois mundos, e bem diferentes, por sinal.

Em um suspiro pesaroso agora imersa no silêncio do apartamento, tirou os sapatos a os deixar em seu devido lugar adiante da porta porém, ao se virar, viu algo branco no chão e ao que parecia ...era uma carta, da irmã Maria.

— "Achei que devia a entregar agora, no momento certo. Reflita e seja feliz, minha querida." Como assim?

Sem entender o enigma na carta da irmã, quando viu dentro do envelope, encontrou uma outra carta que parecia ligeiramente desgastada, pela data nesta era de dez anos atrás, dois dias após se mudar e se tornar uma Moreland, e o remetente...

— Anthony?! Aaah, então essa é a famosa carta que ele tanto tem medo? Eu vou ler isso é agora!

E assim que a morena se pôs a abrir com cuidado o papel desgastado, abriu a carta com certa desconfiança e logo o que leu a deixou de cabeça para baixo.

— Eu estou bêbada? ... Não...definitivamente ele está se confessando para mim. Ele é idiota? Pareço um padre para escutar confissão?

Em uma risada baixa e sem graça, logo o ar ficou tenso.

— O que eu faço?

No próximo dia, após se aprontar depois de um café da manhã mais cedo que de costume, E ao ter certeza que definitivamente não estava sendo seguida ou avistada pelo moreno, ela suspirou em alívio a seguir na rua que levava para a universidade.

— Anne, SOS.

— O que foi agora? Me ligando cedo da manhã e sussurrando... Você foi sequestrada?!

— Não! Algo terrível aconteceu.

— Fala logo, menina!

— Sabe o Anthony?

— Sei..E daí?

— Nós nos reencontramos na mesma universidade, estudamos na mesma sala, mesma carteira e estamos no mesmo apartamento!

— Isso não é maravilhoso?! Só pode ser o destino. Me assustando desse jeito...Pensei que você tinha sido atropelada ou algo sério.

— Maravilhoso...Maravilhoso?! Aonde no mundo isso é maravilhoso?! A última carta que ele me deu há dez anos depois de alguns dias que eu fui adotada...

— O que tem ela?

— Você não entende? Ele se confessou para mim! E agora, o que eu faço?

— Woa, ele é corajoso. Quem teria a audácia de ficar contigo? Nem eu, se fosse homem...Tem que ter muita determinação.

— COMO É QUE É?

— ... Bom dia, Rachel.

Quando estava no portão principal da universidade, acabou falando em um tom mais alto e em alguns centímetros dela estava ele...Anthony....Droga, havia esquecido que ele era um aluno exemplar e sempre chegava mais cedo.

— Escuta, Razinha, ele é um garoto muito bom, eu daria uma chance para ele. Pense direitinho nisso.

— S-Sim, Anne, eu comprar a ração, byee.

— Ração? ... Ei, Rach--

E assim ela desligou o telefone a joga-lo na bolsa com uma rapidez assustadora.

— Bom diaa, Tony.

O retrucou animadamente a ver que ele parecia um tanto desconfiado.

— Você tem um cachorro?

— Não, até parece!

— Então para que comprar ração?

— (Merda.) Para fazer uma máscara, se você fosse mulher entenderia.

— Máscara de ração? S-Se você diz...

Parecendo segurar a risada, ele logo deu de ombros e revirou o olhar, parecendo ainda estar sonolento. Ficou o fitando por alguns instante. Ele queria a carta de volta, pelo que parecia, então ele havia desistido dela? O amor que ele sentia há dez anos se foi? E de qualquer forma...porque estava preocupada?

— Foi dormir tarde ontem?

— Um pouco..Porque?

— Nada.

— Quem nada é peixe, vamos, me diga. Está preocupada com a minha vida privada?

— Eu já disse! Nothing.

— Certo, certo...Vamos para a sala, então.

— Uhum.

E assim eles fizeram. Porém a diferença é que ele logo foi rodeado pelos milhares de colegas dele (rapazes e fãzinhas dele) e ela ficou lá na cadeira dela olhando para a paisagem fora da janela forever alone.

Suspirou pesarosamente e quando se virou, viu uma garota sentada na cadeira do Anthony a fitando com um olhar doce e inocente.

— Olá, é um prazer, eu sou Faith Spinrad.

— Oh...Rachel Moreland.

— Me perdoe, eu percebi ontem que você estava sozinha e bom...eu também sempre fiquei sozinha, então...

Ela tentou explicar de maneira tímida a brincar com os dedos, era uma garota de cabelos lombos e ruivos presos em um coque com uma franja adorável que cobria sua testa, olhos verdes como duas esmeraldas, pele branca como a neve e as bochechas com quase a mesma tonalidade dos cabelos. Era uma garota muito fofinha.

— Está tudo bem, você pode falar comigo quando quiser.

— De verdade? Então podemos ser amigas?

— Uh...Claro!

— Que bom, estou tão feliz!

Rachel ficou fitando a reação da ruiva, cujos olhos brilhavam de alegria pelo simples fato de ter aceitado ser amiga dela. Piscou em surpresa e ela revirou o olhar, tímida.

— Então, Faith. Com quem você divide a carteira?

— Você não sabe? David. O representante.

— Que azar...Eu estou com aquele troço ali, ó.

Apontou discretamente com o olhar para Anthony e seguidamente se virou para a figura da colega.

— David é um rapaz legal. Anthony? Eu sempre admirei ele bastante, vocês parecem se dar bem....

— Legal, é? ....Nem tanto, de verdade.

— Por falar nisso...Todos os alunos estão com pares do mesmo sexo, apenas eu e você estamos diferentes, teremos que mudar isso. Falarei para o David ficar com o Anthony.

— (Faith é um anjo, glória. Agora pelo menos na sala vou conseguir me concentrar na aula.)

— Vamos ficar juntas!

Ela disse com aquela animação adorável e Rachel apenas assentiu em um pequeno sorriso.

E assim que o famoso David colocou os pés na sala, Faith foi a primeira a se levantar e voar em cima dele. O que a impressionou.

— Porque? Você não gosta de ficar comigo?

— Não é isso! Não é apropriado e justo com os outros estudantes...

— Entendo...Irei resolver isso.

Inevitavelmente acabou escutando a conversa atrás dela enquanto fingia estar distraída, então quando sentiu os braços de Faith rodearem seus ombros e pescoço em um abraço por trás, piscou em surpresa a virar ligeiramente o rosto.

— Eu consegui! Vamos, eu ajudo você a carregar seu material.

E foi feito assim, agora a sala estava em perfeita ordem e quando o sinal do intervalo soou, puxou Faith em um pulo saindo voando da sala.

— O-O que foi, Rachel?

— Desculpa...Eu odeio ficar muito tempo sentada.

— Ah, entendi,

Ela assentiu inocentemente e se sentiu a super mentirosa quando ela de fato pareceu ter enganado ela com aquilo. Parecia que o único que conseguia ver por trás da fachada dela era Anthony mesmo.

— Você falou de mim, mas você e o David se dão bastante bem também, não é?

Disse e seguidamente deu uma mordida na maçã que havia consigo, só após percebendo o rosto enrubescido da ruiva.

— Isso é...Porque ele é meu noivo.

E ao escutar isso, quase engasgou de surpresa. Desde quando sentar com o noivo era impróprio? E como um garoto mesquinho daqueles havia conseguido arranjar uma namorada adorável dessas? O mundo não faz sentido.

— Você tem um gosto estranho, Fafa.

— "Fafa"?

— Perdão, eu tenho mania de criar apelidinhos.

— É tão fofo, eu adorei!

— Ah...Que bom...

— E você, Rah? É a garota mais bonita da universidade. Está namorando?

— A vida não é fácil assim, sabe....Embora ...Ei, posso te contar um segredo?

— Claro que pode.

— Sabe aquele estúpido? Ele...ele....se confessou.

— "Aquele estúpido"...Anthony? Sério? Que lindo, você ficam muito bem um com o outro.

— Lindo? Não sei se isso é lindo, mas...AI, QUE SUSTO!

Conversava com a ruiva entre sussurros até que quando voltou a erguer o olhar por trás da figura da colega, viu aquele maldito loiro a fitando com os braços cruzados em indiferença.

— Precisamos conversar.

— A-Agora?

— Imediatamente.

E com a tonalidade ríspida de sua voz, ficou assustada pela pobre Faith, que não pareceu demonstrar alteração na calma por causa daquilo. Talvez ele fosse naturalmente rude e ela tivesse acostumada.

— Nos vemos na sala.

— Siiim.

Acenou para a ruiva apenas fitando a silhueta dos dois se afastando um ao lado do outro. Só então se levantando e se alongando a ver um grupinho de garotas falando em um tom audível.

— Esses dois são o casal mais estranho da escola;

Disse uma garota e as outras manifestaram-se.

— Porque?

— David parece estar se casando consigo mesmo, sempre investe e a noiva dele parece não dar bola nenhuma. É como na última vez que ele estava conversando em uma animação surpreendente com ela, nunca havia visto o senpai sorrir, e ela pareceu não dar importância nenhuma.

— Que estranho...

Escutando o suficiente, apenas se afastou prudentemente escolhendo não criar um tumulto. E mesmo que criasse um, não poderia mudar a opinião que elas tinham de Faith, ela conhecia-a e pelo pouco que sabia, era uma menina muito gentil, não merecia ser julgada assim por conta dos problemas que tem na vida pessoal dela.

— Nós também precisamos.

Escutou um sussurro por trás de seu ouvido e ao escutar as garotas gritarem em entusiasmo, já logo soube que era Anthony. Sendo subitamente pega e arrastada em seus ombros.

— EI! PONHA-ME NO CHÃO AGORA, SEU TANSO!

— Fique quieta, está causando tumulto sem motivo.

— Se você não me largar, eu vou gritar, estou falando...

Dessa vez, ele a obedeceu e a colocou sobre o chão, olhando ao redor, pareciam estar nos fundos do colégio, não tinha ninguém lá mas era um lugar muito agradável. com um banco de madeira e diversas árvores de cerejeira, era o local perfeito para ler algo sem perturbações.

— Que lugar bonito...

Comentou com os olhos brilhando, até que viu ambas as mãos do rapaz cercarem sua cabeça a imprensar ela sobre a parede.

— O-O...O que foi?

— Você esteve me evitando o dia inteiro e agora té mesmo troca de lugar. Acho que mereço uma explicação.

— Para de exagerar, tá? Todo mundo da turma está com duplas do mesmo sexo, porque deveríamos ser os únicos diferentes? Não é justo com os outros.

— É realmente isso?

— O...! Você está muito perto.

Retrucou a se espremer na parede tentando se afastar na medida que ele se aproximava de seu rosto em um semblante mais que sério.

— Tem mais coisa, eu te conheço.

— A-A carta...Eu encontrei.

Tomada pela pressão e o olhar exigente dele, acabou liberando as palavras, após o ato cobrindo a boca com as mãos horrorizada consigo mesma.

— ...?! Como?!

— Irmã Maria me enviou e como você parecia querer ela de volta, eu pensei que você tinha desistido de mim e devia ser muito doloroso me ver novamente, por isso eu quis ter um pouco de distância, e...

Começou a falar desaceleradamente e os olhos do rapaz se abriram em surpresa pela reação dela,

— É isso? Esse tempo todo você estava preocupada pensando que eu tinha desistido de te amar?

— Sim, desculpa...

— Você é mesmo uma besta.

— COMO É QUE É?!

— Se meu amor fosse tão fugaz, eu não teria me declarado logo para você, de todas as pessoas, em primeiro lugar.

— ...! Que bacana...

— E a sua resposta é? Duvido que não tenha pensado sobre isso incansavelmente.

— Você realmente se acha! Porque eu perderia meu tempo pensando em você?!

O retrucou a avermelhar da cabeça aos pés sem saber direito como responder aquilo. Poderia o rejeitar como havia feito com todos os outros desde sua adolescência, mas porque as palavras se recusavam a sair?

— Isso é um "sim"?

— DESCUBRA POR CONTA PRÓPRIA!

O respondeu com sua gentileza usual, sentindo um calor irritante, passou a se abanar com as próprias mãos buscando por uma saída dali, até que quando virou o rosto viu a proximidade dele, inevitavelmente tendo os lábios capturado pelos dele. Abriu os olhos em surpresa sem saber direito como reagir, pousando as mãos sobre os ombros dele, até o momento que sentiu seu toque sobre sua coxa, o empurrou tentando o máximo ser delicada, embora nunca possa ser uma Faith da vida, ela tentou pelo menos.

— Aonde você acha que estamos?! Na universidade, sua mula!

— Então quer dizer que fora dela não tem problema?

— É CLARO QUE TEM!

Ao escutar o sinal, abriu um sorriso a correr para a sala de aula, sendo seguida pelo rapaz atrás de si, parecendo estar com o humor aprimorado. Agora, era oficial. Pela primeira vez na vida, tinha um namorado e a sensação de deixar sua zona de conforto era estranha demais.

Após a aula, de tarde não conseguiu o ver, praticamente, já que ele estava em uma das salas privadas praticando o piano. Enquanto isso, ela estava sentada naquele banco atrás da universidade, se concentrando em compor uma música, imaginando a melodia com satisfação.

Quando por fim terminou o treinamento do dia, se espreguiçou no banco neste instante vendo uma silhueta familiar se aproximar.

— Oh! Fafa!

— Rachel? Oi!

Quando ela por fim viu a morena, se aproximou e sentou ao seu lado energética como o usual.

— Como foi com o boy?

— Eh? Ele ficou muito bravo, reclamou que não dou atenção para ele e que você é uma má influência...

— ELE QUE É.

— Diga, Rah, vocês se odeiam?

— Não é ódio...é tipo...ódio?

— Porque?? Ele é tão doce.

— É claro que ele vai ser doce contigo, é a noiva dele....É uma longa história. Mas diga, como vocês se conheceram?

Buscando rapidamente por um assunto, perguntou interessada já que ela devia ter muita paciência para lidar com aquele lá.

— Uh...Foi há dez anos, ele estava tocando o violino dele em uma rua perto da casa do meu pai. A multidão ia e vinha mas ninguém dava atenção para ele. Então eu me senti péssima por ele e me aproximei discretamente para conseguir escutar melhor. Ele estava tocando uma música agradável...Fur Elise, eu acho.

— Fur...Elise?

— Sim, é a preferida dele. David sempre foi um grande admirador de Beethoven e Mozart. Então...Quando ele terminou de se apresentar naquele dia, ele olhou ao redor e estava muito triste por ser uma pessoa invisível, por isso eu deixei na capa do violino dele que estava aberta no chão o dinheiro que eu tinha restante da passagem do trem. E foi assim que nos tornamos amigos, até que eu descobri que ele era de uma família nobre e estávamos noivos sem consentimento. Como era el, eu acabei aceitando, embora eu veja mais como uma amizade do que amor.

— Pois eu acho que você não deveria fazer isso... Uma prisão em um amor platônico não deve ser muito agradável.

— Você está certa... No entanto eu decidi me esforçar para ser uma boa noiva, eu realmente não quero o machucar e agora eu acho...eu acho que eu estou realmente gostando dele.

— Você "acha"?

Rachel murmurou com pena do casal, aquilo com certeza só iria trazer coisa ruim, não tem como um amor que não é mútuo dar certo e se forçar a amar é apenas inútil.

— E você e o Anthony? A notícia está correndo pela universidade.

— Aquele basbaque...Foi ele que espalhou isso?

— Não...As fãs dele estavam comentando pelo corredor ainda pouco.

— É verdade, eu decidi dar uma chance para ele.

— Você gosta dele?

— Claro que gosto, ele é meu melhor amigo.

— E..Você ama ele?

— E-Eu acho...

— Então estamos na meesma coisa! Mas vocês não estavam juntos há alguns dias então eu suponho que não foi por causa de um casamento arranjado como no meu caso...Então...Porquê?

— Sabe, estivemos juntos na infância e até mesmo agora ele sempre foi tão bom comigo...consegue me entender melhor que eu mesma...quando ele se declarou eu não consegui encontrar objeções, por isso pelo menos uma chance...eu decidi dar.

— Dê o seu melhor também então, Rah.

— Siim.

~ 3 meses depois

— Rah, quando é o seu aniversário?

Repentinamente Faith perguntou no horário de intervalo no meio da conversa na sala de aula totalmente fora do contexto do assunto, que era sobre como seria o próximo ano.

— 26 de Maio.

— Oh, é amanhã! No dia do passeio!

— É...mas que passeio?

— Você não soube? Os professores disseram que querem que tenhamos contato com a natureza e nos separou em duplas.Vai ser algo como uma trilha para variar um pouco do ambiente tenso na universidade.

— Ah, tranquilo então.

— Porque você nunca me disse? Vamos comemorar depois, sim?

— Okay, okay.

— Eu estou tãão feliz! Você gosta de chocolate?

— Uh..Gosto sim.

— Perfeito! Não se preocupe, vai ser perfeito. Eu vou dar o meu melhor para te dar o melhor aniversário de 24 anos!

— Você é tão gentil, não se esforce demais.

Mais alegre que a própria aniversariante, acabou por rir e a avisando em um olhar sério, que aparentemente ela ignorou e apenas podia esperar para ver no quê esta história iria dar.

Com a vinda da noite, estava completamente exausta e se despediu de Faith morta de cansaço, seguindo até o portão principal aonde lá estava Anthony a aguardando. Abriu um sorriso que fez com que o rapaz também o fizesse, porém ele parecia preocupado com algo, o que a deixou incomodada e depois de algum tempo, tomou a coragem de perguntar para ele durante o percurso até o apartamento.

— Tem algo errado?

— Sim, muito. Dois problemas.

— O que foi?

— Amanhã é seu aniversário.

— E...?

— Eu...tenho uma viagem de negócios.

Abatida com a notícia, logo sua franja cobriu seus olhos à medida que ela forçava um sorriso a fitar o chão.

— Não é nada demais, os negócios da sua família são mais importantes. (De novo ele está indo para longe...)

— Rachel...

— Está tudo bem, apenas dê o seu melhor. E o outro problema?

— Faith, ela desmaiou há alguns dias e eu a carreguei até o hospital.

— E daí?

— Ela...tem osteossarcoma.

— Boa viagem.

Horrorizada com as notícias, apenas subiu a escadaria do apartamento sozinha para não ter de escutar mais, agora tudo fazia sentido, o motivo dela ser tão delicada e não gostar de fazer muita pressão no próprio corpo...Ela havia escondido isso dela por todo esse tempo. Porque? Ele é tão idiota, não deveria apenas pensar no bem dos outros o tempo todo e em si mesma também. E para adicionar estava sendo novamente abandonada pelo namorado. Aquele sonho agora estava se tornando em um...

Pesadelo.

Notas finais
Oie pessoinhas, sou eu de novo! Passou rápido, né? Bom, se vocês curtiram ou não, eu peço que comentem suas opiniões e venho esclarecer algumas duvidas antes de ir. Eu irei postar os capítulos em um intervalo de uma semana para que eu não fique muito sobrecarregada e possa ter tempo para fazer meus afazeres cotidianos apropriadamente. Sobre o horário, eu sou muito imprevisível, então o horário que eu terminar o capítulo eu devo postar, então fiquem atentos(as), Acho que por enquanto é isso...Agradeço desde já e espero que tenham gostado! Até a próóximaa! kissus ~