Dream Soldiers
3 Capítulo II – O Baile de Natal
O natal chegara e ele sem muita demora fora com os convites para mostrar a Shizuka.
Kael: Shizuka, Shizuka, Shizuka!
Naoya: Olá, Kael-sama. Deseja alguma coisa?(mordomo do Kael)
Kael: Eu queria falar com a Shizuka, onde ela está?
Naoya: Ela foi a cidade, comprar algumas coisas e disse que voltava antes do chá da tarde.
Kael: Obrigado, Naoya
Kael sai correndo pra garagem gritando.
Kael: Sakura! Sakura! Sakura!
Sakura: O que foi cara?
Kael: Me ajude, falei com o Naoya e ele disse que a Shizuka foi a cidade, mas só que eu não... Entendeu?
Sakura: Não.
Kael: Esquece, entra no carro e me leva a cidade, tenho que fazer algumas coisas também. Como eu não achei a Chitose no caminho você vai seu minha guarda costas por um dia.
Naquele dia ele fora desesperadamente comprar um presente de natal para Shizuaka, pois ele acreditava que fosse isso que ela também iria fazer. Até por que todo ano ela da um presente a ele e nunca houve uma troca, nesse natal ele queria fazer diferente ele também queria entregar algumas coisa a ela o problema e que ele não sabia o que entregar. Ele ficara um bom tempo procurando e por final comprou algo que para ele era muito significativo e para ela também seria e voltou o mais depressa que pode para encontrar um lugar para esconder o seu presente.
Kael: Obrigado, Sakura. Te devo uma! Fui!
Ele saira correndo e trombara com alguém no meio do trajeto que era exatamente a Shizuka desesperado ele ajudou e saiu correndo para a sua casa o que normalmente já é tratado como suspeito por qualquer um dos seus empregados pessoais.
Shizuka: O que foi esse tornado?
Sakura: Era o Kael, ele comprou um presente para você. Mas só vai te entregar depois da festa.
Shizuka: Que festa? – ela realmente parecia surpresa – Não esperava tanto.
Sakura: Pelo que a Chitose me contou, ele defendeu a Duquesa de Dumeque de uns tarados na rua, desde então essa menina tem falado com ele. E considerando as atitudes que Kael toma não duvido muito que essa menina se afeiçoe por ele.
Shizuka: O que você quer dizer com isso?
Sakura: Ele é gentil, prestativo, forte, saber ouvir, inteligente entre outros adjetivos que eu poderia dar a ele. Caras iguais ao Kael, são joias raras que são dificilmente encontradas. Sendo que fomos nós mulheres que ensinamos a eles grande parte das coisas que ele sabe. Não é Chitose. – que acabava de chegar a conversa.
Chitose: O Kael ele pode ser, ele tem essa capacidade, de se tornar o par ideal para qualquer mulher. Por que como a Sakura disse, eu, você, Sakura, sua mãe e a mãe dele. Ele têm uma ótima base feminina.
Shizuka: É verdade, não é difícil se afeiçoar a pessoa dele quando ele retira aqueles headphones.
Chitose: Putz, ainda têm os headphones.
Sakura e Shizuka: O que tem os headphones?
Chitose: Tirando o fato que eles são de Akiba, nada de mais. O problema é o que ele fazem com Kael.
Sakura: Ah, é. Ele se torna praticamente o carinha mal, mas com um coração do bem. Algumas meninas gostam disso.
Shizuka: Aí, meu deus a hora! Me desculpem!
Shizuka estava com bastante folga por sinal, no entanto lhe doía saber que seu filhote possivelmente estava abandonando o ninho. Ela gosta muito dele, mas por passar por tanta coisa e vê-lo crescer, ela já não sabe mais o que realmente deseja nele. Ela já não sabe como vê-lo. Pois escutando as palavras de Sakura e Chitose, sua mente começou a mudar o seu olhar, Kael realmente já não era mais uma criança que dormia agarrado a seu corpo em noites de tempestade. Agora ele era uma homem que gostava de ver os raios caírem. “Por que meu peito dói? Isso não deveria estar acontecendo, eu sou a mãe dele, quero dizer a babá dele! Não posso sujar nossa relação com esses tipos de pensamentos libidinosos.” ela finalmente saira correndo para o seu quarto para se arrumar enquanto Kael via tudo do seu quarto graças as suas habilidades latentes de soldado perfeito ele percebeu tudo. Ou quase tudo....
Junto com o crepúsculo a neve vinha junto, caindo levemente pintando a paisagem de branco, com toda sua pompa ele vestiu o traje de gala militar que ele possui do DSAT(DreamSoldier’s Alpha Team) e esperava por sua bela dama que vinha num belo vestido rodado preto com detalhes brilhantes, um decote na medida, nem muito insinuante e nem muito freira, seu cabelo vermelho estava encaracolado(ela fez Babelise – acho que é assim que se escreve. XP) e ficava belíssimo com as joias que ela havia recebido do Steves(esse cara tenta namorar com ela desde que ela começou a trabalhar na casa, na época ela ainda era estudante e ele com seus 29 anos, continua um taradão).
Kael: My lady! Você está estonteante, sem palavras para dizer como me impressiono com sua beleza.
Shizuka: My lord, me sinto lisonjeada com suas palavras. Inclusive posso dizer o mesmo de sua pessoa, você está impecável!
Kael: O mais difícil foi arrumar o meu cabelo sozinho, a única coisa que sei fazer com ele é um coque. Foi difícil pentear e secar para ele ficar bonito desse jeito.
Shizuka: Vamos para onde?
Kael: Temos uma festa para ir, os convites estão no meu sobre tudo, nos iremos a uma festa de uma amiga. O nome dela é Mary Anne, ela me pediu para que eu fosse e nas condições que eu me encontrava senti que seria linchado se me recusasse.
Shizuka: Quer dizer que o meu soldado sentiu medo? – ênfase no meu – Ora o que aconteceria aos DreamSoldier’s se isso acontecesse?
Kael: Não sei, mas por alguns momentos vocês do sexo feminino sabem serem bem assustadoras.
Shizuka: Mas eu nunca fiz isso a você.
Kael: É, e também é por isso que eu te amo tanto. Não seria metade do homem que sou hoje se não fosse sua presença ao meu lado – ele a abraçava.
A diferença entre os dois não era muito grande algo com seis ou sete anos de diferença de idade, na altura ele quase chegava já a sua altura(isso se ela estiver sem salto alto). Nesse momento Shizuka se sentiu tão confortável com as palavras e o abraço acalorado de Kael que quase se esqueceu do tempo ao seu redor.
Kael: Nossa carruagem chegou, vamos? – disse ele lhe estendendo a mão – My lady.
Shizuka: My lord...
Os sentimentos dela se confundiam com o prazer de ser mãe coma vontade de ser amada por algo tão puro e sincero “As palavras que Chitose e Sakura proferiram eram extremamente verdadeiras, só agora posso dizer isso com certeza.” pensava ela que era levada por Kael para dentro da carruagem. A viagem fora breve para ambos, pois os dois não se cansavam de admirar um ao outro, chegando a casa de Mary, eles foram recebidos como convidados de honra. A própria Mary fora buscá-los na porta da festa, ela usava um vestido branco com cristais muito brilhantes ele lembrava os vestidos das épocas áureas da idade média.
Mary: Por aqui Kael e....
Kael: É, bem essa é a Shizuka. Eu a convidei para um... como posso dizer.... – ele ficava envergonhado em dizer.
Shizuka: Um encontro hoje, não é Kael? – ela abraçava o braço dele.
Mary: Kael e Shizuka-senpai, venham por aqui. A festa começou não faz muito tempo.
Kael: Ainda bem, me preocupei um pouco em me atrasar, vamos my Lady. – estendendo a mão para Shizuka.
Shizuka: My lord, vamos. – ela corou ao olhar nos olhos de Kael.
“Por que sinto desconforto ao ver essa cena? Ele é só meu amigo, alguém cuja a força eu posso contar! Mas... – ela segurava o anel que ele havia dado – Esse desconforto me desagrada e muito, ao ver Kael e Shizuka-senpai juntos, será....” ela não quis continuar a pensar depois disso e os levou para o salão principal onde ocorria a festa. Com a chegada dele houve um certo silenciar do salão, ninguém ali esperava que alguém que não fosse do alto escalão, estaria presente. Mary por se sentir mais confortável ao lado dele e de Shizuka ficou com eles e se manteve por perto até que seu pais chegaram.
????: Kael Malvolo Krumnacher III, apresentar-se!
Kael: Hai! – mantendo sentido imediato.
????: Então foi você que salvou minha filha?
Kael: Sim, senhor. Me vi no dever de agir e agi, senhor. Para o bem de sua filha, senhor. – ainda mantendo sentido.
????: Pode descansar, soldado. Muito obrigado pelo que fez. – dando lhe um forte aperto de mão seguido de um abraço.
Kael: Não fiz mais do que o meu dever, senhor.
Faustus: Não precisa me chamar de senhor, me sinto mais velho dessa forma. Meu nome é Faustus e essa é minha esposa Silena.
Kael: Prazer em conhece-los. E repito as palavras ditas a sua filha, estou a seus serviços caso precise deles Kael Malvolo Krumnacher III, a suas ordens.
Silena: Bom saber que existem jovens que ainda vivem como cavalheiros. Fico muito encantada em conhece-lo Kael Krumnacher. Você deve ser o primeiro amigo homem que ela traz para que nos conheçamos.
Kael: Sério? – ele soltava o seu cabelo – Pensei que ela fosse mais sociável?
Faustus: Está dizendo que minha filha não é sociável?
Kael: Não, senhor! – ele aparentou um certo medo da pergunta de Faustus – O que queria dizer é que no dia que nos encontramos novamente ela estava rodeada por meninas da escola, pensei então que ela possuísse muito amigos.
Mary: Nem tanto, aquelas são as meninas que me “idolatram” – ela fazia aspas com os dedos – por assim dizer. Na verdade minhas amigas você conheceu, naquele dia.
Kael: Ah, sim. – as feições dele endureceram drasticamente ao lembrar do dia – foi um dia que tornaram desagradável. Oh, my lady – dando a mão para Shizuka – me concederia está música.
Shizuka: Claro, my lord. Com licença.
Kael: Com sua licença, senhor e senhora Dumeque. – eles se afastam e vão para o centro do salão bailar ao som da música suave que tocava.
Silena: Ótimo rapaz, não é minha filha?
Mary: Sem sombra de dúvida minha mãe, ele acima de tudo é muito gentil. Ele inclusive.... – ela segura o anel que estava preso em um cordão por debaixo de suas vestes.
Silena: Ele inclusive? Não ira completar a frase?
Mary: É por que.... Eu....
Faustus: Não pude deixar de ouvir, entretanto percebo claramente interesse seu neste garoto. Ou estaria errado?
Mary: .........
Silena: Seja rápida, minha filha. Seja rápida.
Ela sorriu suavemente e ficou a ver Kael e Shizuka bailar no meio do salão graciosamente, dando rodopios e floreios era como se os dois estivessem em plena sincronia. “Isso me causa uma certa inveja.” pensava ela que e nenhum momento depois que Kael se distanciou ela largou o anel. As horas prosseguiram e os presentes foram dados, a ceia fora comida e os convidados conversavam pelo salão, Kael se distanciara com Shizuka e fora pegar duas taças para que pudessem conversar melhor. No caso isso não ocorreu quando ele voltava ele percebia que um outro homem flertava com Shizuka e pela primeira vez ele percebeu que não precisava de seus headphones para arrebentar aquele cara de porrada.
Kael: Com licença, este homem está te incomodando?
Shizuka: Não, ele inclusive já estava se retirando.
Kael: Ótimo, então vamos para a varanda. O tempo está agradabilíssimo lá fora. – disse ele enquanto a puxava pelo braço, entretanto ele percebe que ela não o acompanha e vê que o homem a segurava do outro lado.
????: Ei,garoto. Não está vendo que isso é uma conversa de adultos! Está atrapalhando.
Kael: - ele estala o pescoço – Quem concedeu a você o direito de encostar sua pútridas mãos nela, solte-a. – ele estava mais sério do que o de costume.
Shizuka: Kael, isso é um mal entendido. Para, não há necessidade disso.
As palavras não alcançavam a mente de Kael.
????: É Kael, quem você pensa que é para falar comigo desse jeito? Eu sou um....
Kael: Foda-se quem você é ou deixa de ser. Eu já falei uma vez não gosto de falar uma segunda. Solte-a porco imundo.
O homem a puxa para mais perto fazendo seus corpos ficarem colados e segura sua face como se fosse beija-la a força, a situação já estava tomando dimensões onde os outros convidados já percebiam claramente o que acontecia.
Kael: Quem é você? – ele fechara os olhos, virara sua cabeça para outra direção e respirara bem fundo.
????: Eu sou o Ba....
Kael: Foda-se o seu título, quero que você enfie-o no seu orifício anal! Se preferir! Quero o seu nome!
????: Veja como fala comigo soldado! – disse ele exaltando a voz e jogando Shizuka ao chão – Tudo isso por causa de uma piranha.
Kael cada vez respirava mais fundo, Mary percebeu o que estava prestes a acontecer ela temia que Kael fizesse como fez com aqueles três, ele fora impedir, entretanto o seu pai intervira no caminho.
Kael: HAHAHAHAHAHAHAHA!!!!! – rira ele tão alto que até aqueles que se recusavam a ver começaram a prestar atenção – Veja como fala você civil – sua última palavra saira como um cuspe.
Alfonso: Você acha que intimida Alfonso de Conterei! Você deve....
Kael pega ele pela jugular, sua raiva a esse ponto era mais do que nítida Shizuka tentara intervir, mas Kael só dera um olhar e ela parara.
Kael: Agora, EU te pergunto. Você sabe quem eu sou? Você tem noção de com quem acaba de mexer? Você sabe que mulher você acaba de mexer? Creio que não pois não teria a audácia de tratá-la assim na minha frente.
Alfonso: Olha..... – ele toma um tapa na cara.
Kael: Cala boca que eu não terminei de falar. Porra. – ele já falava entre os dentes – Eu sou Kael Malvolo Krumnacher III, para sua informação um capitão. Sabe da onde? – dizia ele com sarcasmo – Da DSAT, vou descriptografar para sua torpe mente entender. DreamSoldier Alpha Team! Você sabe muito bem que isso significa.
Jogando ele ao chão ele parou com seu coturno em cima do peito de Alfonso que nem respirar conseguia naquela altura do campeonato. Kael, já estava no auge de sua irritação qualquer movimento errado ali custaria a vida de alguém naquele recinto. Ele levantou a cabeça e olhou no rosto de cada um.
Kael: Acho muito cômico quando vejo o rosto de cada um de vocês seus bando de burgueses de merda! Obvio que não posso generalizar a algum de vocês que se salvam, mas o resto é tudo um bando de merda. Vejam vocês, todos vocês, me olhavam com desprezo, me fuzilavam com os olhos por que não pertencia a este núcleo. Entretanto foi descobrir que sou um DreamSoldier que as coisas mudaram, ninguém nem respira. Vocês pecaram e pecaram e muito, se não fosse NÓS soldados para proteger esse cú preso de vocês duvido que vocês estariam com essa porra de rei na barriga que vocês têm. Duvido! Venha, my lady Shizuka. – ele estendia a mão a ela, que até nesse momento estava com certo medo de se aproximar dele – Ela é muito mais nobre que vocês, ela lutou, batalhou e mesmo assim por não ter a porra desse maldito SANGUE AZUL, não conseguiu quase nada dos seus sonhos. Mas HOJE isso é uma realidade diferente, HOJE eu quero compartilhar os sonhos delas por que isso me fortalece e me felicita. E não vai ser um bando de burguês filha da puta que vai me impedir! – ele dera um soco no lado de Alfonso – Fica esperto, pois você sabe o meu segredo. Agora nunca se sabe quando um time de DS’s ira bater na sua porta, fica esperto. Vamos, my lady. Não há mais clima para me manter neste ambiente.
Shizuka: Claro, my lord. Desculpe.....
Kael: Não se desculpe por nada, a não ser os donos da casa por ocasionarmos esse circo. Desculpe-me senhor e senhora Dumeque, aposto que isso nunca ocorrerá novamente.
Dito isso ele saiu porta a fora empurrando qualquer um que estivesse em seu caminho. Shizuka pela primeira vez vira o lado perverso, assim como Mary e boa parte dos convidados, ela estava realmente assustada e não sabia como agir.
Kael: Não se afaste. – ele parecia mais fraco do que o habitual.
Shizuka: Sim, Kael? – ela o abraçou.
Kael: Eu acima de tudo, devo-lhe pedir desculpas. Não deveria ter agido daquela forma. Mas agi, águas passadas não movem moinhos, você não sabe como aquela situação me tirou do sério. Nunca pensei que um dia fosse fazer o que fiz hoje por alguém.
Shizuka: Fico lisonjeada em saber.
Kael: Saiba que eu sei de quase toda a sua história, ouço meus pais conversarem constantemente, e também saiba que todas as palavras que proferi hoje são a mais pura verdade que flui em meus pensamentos e sentimentos. E espero que eles possam te alcançar, assim como sua beleza e amor me alcançaram.
O clima mantinha os dois cada vez mais próximo, suas mentes gradativamente se apagavam e começavam a se unir a partir daquele plano de fundo vazio e branco. Seus rostos estavam cada vez mais próximos já era possível cada sentir a respiração do outro, seus lábios chegaram a se tocar, porém no último instante Shizuka hesitou e acabou abraçando-o mais forte ainda. Depois disso os dois ficaram simplesmente abraçados até chegarem em casa, sem dizer nenhuma palavra.
Ao chegar na residência as luzes ainda estavam acesas e o barulho do heliporto podia se ouvido Kael aparentando estar meio deprimido com o que ocorreu se soltou de Shizuka e foi para o seu quarto antes que seus pais percebessem e entrando em seu quarto ele trancafiou-se, sendo que devido ao seu gosto musical seu quarto possui um um isolamento acústico impossibilitando qualquer um do lado de fora saber o que ocorre do lado de dentro. O que preocupou bastante os funcionários na manhã seguinte.
Saori: Kael, Kael! – batendo na porta – Kael! Estamos atrasados para o treino de hoje levante-se. Temos muito que trabalhar!! – não havia resposta de dentro do quarto.
Naoya: Saori, algum problema?
Saori: É o Kael, ele não está respondendo e a porta está trancada. Acho que algo que ocorreu ontem não foi muito agradável – pensara ela em palavras.
Naoya: O que disse?
Saori: Faz esse favor, chame a Shizuka, fale que seu pimpolho está passando mal. Ela deve aparecer em segundos aqui.
Naoya: Não estou acreditando que isto seja certo, entretanto tendo em vista uma situação como essa creio que só ela conseguira tirá-lo de dentro de seus aposentos.
Naoya vai até os aposentos de Shizuka, que dentre todos os empregados era o que continha mais “regalias” por assim dizer, todas dadas por Kael, ela estava sentada numa escrivaninha com um papel de carta na mão, seus ombros se movimentavam como se ela estivesse chorando.
Naoya: Shizuka? Algum problema? A porta estava aberta, então...
Shizuka: Nenhum problema, — sua voz não mentira ela realmente estava chorando – você precisa de alguma coisa, Naoya?
Naoya: É Kael-sama, ele está trancado no quarto e não responde a nenhuma forma de contato. O que me leva crer que ele esteja doente.
Shizuka se levanta abre uma gaveta e pega uma chave e sai na frente de Naoya. “O que aconteceu?” perguntava-se Naoya que não entendia uma vírgula do comportamento de sua colega de trabalho. Chegando a porta de Kael ela tentara utilizar a chave mas foi inútil a fechadura não se movera nem um pouco.
Fernando: Não adianta, ele selou o quarto dele. – que passava no corredor naquele instante.
Saori: Como assim selou? Ele se trancou permanentemente lá dentro?
Fernando: Não, ele simplesmente aceitou que deveria largar as suas atitudes infantis e finalmente se tornar um homem. – ele vê Shizuka, que ainda tenta abrir a porta – Devo agradecer a você Ayaname, pelo que meu filho me disse tudo foi por sua causa. Obrigado.
Ele continuara a andar e descera as escadas, Shizuka finalmente cedeu e caiu aos prantos ali mesmo em frente a porta dele Saori e Naoya a apararam e a tiraram dali levando-a até a cozinha onde ela mostrou a carta e explicou tudo o que aconteceu. Os funcionários ficaram em choque ao final de tudo e alguns foram tentar elucidar tudo o que aconteceu diretamente com Fernando, o pai dele. Sakura, Chitose e Shizuka, que fora levada contra a sua vontade, encontraram Fernando na biblioteca, ele aparentava estar calmo demais para alguém que está ciente dos últimos acontecimentos.
Sakura: Fernando-sama, podemos roubar-lhe uns minutos da sua atenção?
Fernando: O que desejam? – ele não se virou para elas, ele se manteve de costas na sua poltrona.
Chitose: Nós funcionários estávamos conversando e acabamos sabendo de algumas coisas muito conflitantes sobre o seu filho, Kael. E nós que gostamos muito dele, queríamos ouvir do senhor o que aconteceu?
Fernando: Ele decidiu que deveria trilhar o caminho que lhe foi decidido, sem mais delongas ele finalmente entendeu que deveria se tornar um DS(DreamSoldier,não confunda com o portátil da Nintendo).
Sakura: Mas senhor, por que disso tudo tão repentinamente? Ele nem se despediu! Ele simplesmente falou que iria e foi?
Fernando: Creio que ele recebera ordens superiores as minhas, até porque em questões militares meu filho é mais graduado do que eu. Mas e não me engano creio que ele fora com o seu time, seguidos,por Beta,Gama e Delta para Austrália.
As três mulheres presentes arregalaram seus olhos em espanto ao ouvir aquelas palavras, nos últimos anos a Austrália tem sido palco de uma guerra sangrenta que já ocasionou mais de 120mil mortos para ambos os lados.
Chitose: O senhor está me dizendo que ele....
Fernando: Se não entendeu, vou repetir, ele fora par Austrália. Agora ele deve estar recebendo o briefing de como operar nesse momento.
Sakura: Quando ele deve voltar? – as lágrimas já desciam em rosto.
Fernando: Ele mesmo me deu um prazo que queria estar de volta em 4 meses.
Chitose: E se...
Fernando: Nada ira acontecer, estamos falando do meu filho aqui. Ele falou que estaria de volta em 4 meses, então daqui a 4 meses ele estará em casa, agora saiam pois tenho outros assuntos a tratar.
Ele as deixou na biblioteca pensando e muitas coisas, finalmente elas se entre olharam e foram conversar o resto com o pessoal que ficara tão atordoado quanto elas. Nada depois disso ocorrera de relevante e 4 longos meses se passaram, para todos que o conheceram...
�o,;�o��_Z�x1 �� ela corava – é porque me impressiona o fato dele ter vindo tão afoito atrás de um artefato tão diminuto.
Thabata: É por que este artefato lhe é muito importante creio que aquele borrão voltando seja ele, novamente.
Ele veio segurou a mão dela e deixou algo gelado dentro dela e voltou em disparada, para o clube de kendô. Quando ela abriu a mão, lá estava o anel de São Jorge, que eles conversaram mais cedo. Junto com um papel.
“Mary,
Obrigado por hoje, foi rude de minha parte ter saído daquela forma eu deveria ter contornado a situação. Como prova de que realmente quero me desculpar deixo a seus cuidados o meu anel de São Jorge, benzido pelo próprio papa. Espero que lhe traga muita sorte, felicidade e amor.
Kael Malvolo Krumnacher III”
Thabata: Eles realmente não percebem que seus atos fazem que cada vez mais gostemos deles, não é ojou-sama.
Mary: É... – ela parecia estar em outro planeta.
Thabata: Há!! Peguei a senhora, está toda derretida pelo Kael-sama que se entregou de primeira, mas antes de tudo precisamos saber relação dele com a Shizuka-senpai.
Mary: Verdade. – ela ainda não havia voltado – “Eu ganhei um presente de alguém que nem conheço, mas mesmo assim meu coração está descompassado. É estranha essa sensação, mas eu gosto dela, aguardarei ansiosamente pelo baile de solstício de inverno.” – ele ria alegremente enquanto segurava o anel dele.
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