Dream Soldiers
4 Capítulo III – O retorno daquele que nunca deveria ter partido
Era uma manhã de sol, do início de abril, os alunos da Okinawa(antigo Abingdon e Rosarius) tentavam se acostumar as novos ajustes feitos desde o início do ano, agora era uma escola mista mas sem perder o rigor de sempre. Com a mudança nas diretorias isso ocorreu naturalmente ao longo do tempo, no entanto ainda causava muita estranheza aos alunos mais graduados na escola. As aulas seguiam um prumo natural até o meio do dia quando um barulho começou a se aproximar da escola, os alunos logo correram para saber o que estava acontecendo e se depararam com uma cena de cinema um helicóptero militar pousava no campo de futebol da escola. De dentro dele sai uma pessoa de longos cabelos brancos com pontas negras, tendo mais ou menos 1,80 m de altura e usava roupas militares. Ao longe a única característica que podia ser vista era de que ele ou ela usava um tapa-olho do lado esquerdo, ao descer do helicóptero e dizer algumas palavras as pessoas que estavam lá dentro ele deu uma ordem de partida ficando ali durante um tempo e depois entrando para o complexo estudantil. Após isso ele não deixou mais rastros.
Foi no começo do segundo período que ele reapareceu, entrando na sala de cap abaixado não deixando seus olhos a mostra e headphones no último volume, que deixavam claro seu gosto por animes e mangas.
Sensei: Alunos, temos um aluno que foi matriculado hoje. Por favor recebem o bem. Apresente-se.
Kael: Prazer, eu sou Kael Malvolo Krumnacher III....Isso é tudo.
Sensei: Peço que retire os seu headphones e sente-se ali naquela cadeira próxima a janela na terceira fileira.
Kael: Certo.
Agora de mais perto, os alunos viram que ele tinha duas cicatrizes que se cruzavam formando uma cruz na sua bochecha direita, sendo que uma dessas cicatrizes atravessavam o seu olho, finalmente ele tira o seu cap deixando a mostra olhos opacos perdidos como se vissem mais horrores do que alegrias, ajeitando seus longos cabelos, quando em pé chegava a altura de seus tendões de aquiles, e pondo os seus coturnos recém engraxados sobre a mesa ele se manteve assim até o termino da aula. Foi quando as meninas de plantão resolveram fazer o seu “questionário” ao novo aluno, que para o encanto delas respondeu:
–Desculpem-me, mas não gosto de alimentar esperanças de ninguém. Já existe alguém que preencheu o meu coração, com licença.
Com suspiros, gritinhos e risinhos as garotas ficaram na sala a fofocar quem seria esta pessoa. Ao sair da sala Kael dá uma última olhada para turma fixando seus olhos em uma pessoa em especial. Sendo que esse olhar fora captado por algumas meninas, uma em especial era uma pessoa mais próxima de uma futura duquesa.
Thabata: Ojou-sama,ojou-sama. O aluno novo estava olhando para a senhora!
Mary: Sério, nem percebi... – por algum motivo ela sentia um vazio – Tomara que ele seja uma boa pessoa – ela segurava instintivamente o seu indicador no qual havia um anel.
Kael anda pelos corredores sendo observado por todos os alunos que cochichavam “Por que um militar está aqui? Eles não têm uma escola própria?” e “Será que há algum criminoso na escola?” e coisas do gênero, aquilo entediava ele. Suas mentes nem imaginava o que realmente se passava por trás da estadia dele naquela escola e nem muito menos podiam saber que tipo de militar ele era. Mesmo que em seu uniforme houvesse uma dica, como o brasão dos DreamSoldiers Alpha Team e a sua patente incrista logo abaixo. Hora do almoço, normalmente um caos para se conseguir qualquer coisa, em qualquer escola, a não ser que você seja um militar mal encarado, nesse caso as coisas se tornam mais simples.
Mesmo antes, ele já não gostava de multidões com seu lanche em mãos ele foi para o terraço perto da caixa d’água da escola e ficara sentado, pensando...
????: Ótimo lugar, não acha Alpha Taichou? – disse uma voz feminina
Kael: Quem está ai? – disse ele procurando rapidamente.
????: Não se preocupe, não sou sua inimiga. Pelo menos por agora. – ela dava um sorriso malicioso.
Kael: O quer dizer com isso? – ele já chegava com a mão a uma faca escondida em seus coturnos.
????:Brincadeira, eu só li o que estava escrito no seu brasão! – ela amarrava os seus cabelos em um rabo de cavalo – Só não sei o que significa “D” e o “S”, você pode me dizer?
Kael: Se eu falar alguma coisa terei de matá-la ou torná-la da minha família para que não seja perseguida. – ele sentava-se de costas para ela.
????: Nossa! Perigoso. Você deve ser de algum esquadrão especial ou algo do tipo. É, é isso! Por isso sigilo absoluto!
Kael: Mas ou menos isso. Mas você pode me dar licença, eu gostaria de me manter sozinho, agradeceria se você cooperasse.
????: Impossível! Esse também é o meu lugar favorito! Não posso deixar isso pra você de mão beijada, fã de Akiba!
Kael: QUE?
????: Seus headphone, ele possui um desenho que eu conheço é bem antigo por sinal..... – ela parecia ser esforçar para lembrar — ......HELLSING! Lembrei!
Kael: Então você também curte? Animes e mangás? – ele parecia começar a interessar.
????: Eu não na verdade, quem gosta é um colega meu mais como convivemos bastante, acabo lembrando de uma coisa ou outra.
Kael: Ah! – ele perde o interesse na conversa.
*Sinal da Tarde*
????: Bem hoje nesta batalha, você venceu! Mas a guerra não terminou! Tchau, Alpha Taichou!
A garota pulou dali e pegou as escadas, deixando Kael que não parecia tão apressado. Mas a frente a garota se encontrou com outro garoto.
????: E ai? Como está o Taichou? – disse o garoto.
????: Não mudou nada. Parece a mesma coisa, de algumas semanas atrás. Desde aquela carta ele não me pareceu muito feliz desde então.
????: Mas conseguiu tirar alguma coisa dele?
????: Nada, ele é preparado. Mesmo numa escola ele preparava um ataque, algo como uma faca nas suas botas. Ele não parece se acostumar vivendo em “paz” momentânea.
????: É, temos um taichou e tanto! Não é pessoal?
Das sombras surgem mais 12 sombras que pareciam estar ali desde o começo da conversa. Voltando as aulas, Kael soltava as respostas como metralhadoras estão programadas para disparar em grandes quantidades, os professores a cada nova resposta se surpreendiam com a imensa inteligência dele. As meninas da sala só ganhavam mais um motivo para adorá-lo e os garotos só mais um para odiá-lo. O dia passou sem mais problemas, tirando o reflexo absurdo que ele mostrou a se desviar de uma bola de papel que vinha nas suas costas, nada de mais ocorreu. No fim do dia o diretor lhe disse que estava muito feliz de estar na escola e agradeceu pessoalmente a gorda doação feita pelo próprio Kael a escola(não irei citar quantias, isso soa muito deselegante. É como dar um presente e dizer o preço) e que amanhã seria providenciado o seu uniforme escolar. Na saída com sua mente, mais aliviada por pensar que retornaria finalmente a seu quarto ele pode para pensar que a garota que falara com ele mais cedo lhe parecia muito familiar, entretanto não se preocupara muito no assunto.
Seguindo o seu caminho de costume, uma cena a quase esquecida parecia se repetir, só que ela parecia mais atenuada dessa vez. Duas meninas, uma delas parecia estar desmaiada enquanto a outra estava tentando acordá-la, preocupadíssima. Um grupo de cinco homens montados em motos as cercavam, pelos seus olhos pareciam que boa coisa eles não iriam fazer se as pegassem.
Kael: Hei! Seus merdas! Estou falando com vocês! Vocês são tão inúteis que têm que atacar em bando para conseguir uma garota e ainda por cima muito mais jovem para a idade de vocês!
Bosozoku1: O moleque.....Ferrou galera chegou milico!
Ao vê-lo todos eles pensaram em fugir, no entanto um mente brilhante, se isso pode se chamar de brilhantismo, avisou que era só um contra cinco então ao invés de fugir eles resolveram cercar Kael com suas motos, fazendo movimento circular para não deixá-lo fugir eles finalmente pegaram suas correntes e facas borboleta para preparar um ataque. Nesse momento Kael arqueou os ombros e bufou.
Kael: Vocês não vão dar nem pro treino da tarde. É realmente uma pena que vocês tenham me encontrado de tão mau humor.
Um deles depois da afronta tomada tentou investir um ataque nas costas de Kael, que se esquivou para trás e com deu uma cotovelada no peito dele e um soco na cara desnorteando-o, nesse embalo ele segurou o mesmo e jogou contra outro que estava na frente. Abaixando rapidamente ele pegou sua faca de sobrevivência da perna e esperou o próximo ataque, os caras meio surpresos e amendrotados se arrumaram como puderam e finalmente fugiram. Kael então se dirigiu até as meninas.
Kael: Sua amiga está bem? – ele checava o pulso da menina – O que eles fizeram a ela?
Mary: Nada. Mas eles vieram de surpresa então numa tentativa de esquiva um deles deixou um taco de baseball no caminho e ela acabou “se atingindo”, nisso ela desmaiou.
Kael: Entendo. — disse ele enquanto coçava o nariz com dedão(o famoso “tapinha” com o dedão) – Mas vocês fazem o que aqui, estão esperando alguma coisa? Ou alguém?
Mary: ............ Eu estava esperando a minha carona chegar. – ela demora a responder algo nele parecia lhe estar incomodando.
Kael: Por que não espera na escola? Lá é mais seguro do que aqui. Além de ser muito afastado, você deveria se preocupar com a sua segurança e a de seus amigos em primeiro lugar. Vamos. – disse ele estendendo a mão.
Mary: Para onde? – ela finalmente começa a juntar as peças da sua memória.
Kael: Para a escola. Para aonde mais iríamos, você deve esperar em um lugar em segurança você e sua amiga.
Mary: Não precisa, Kael.....
Os dois ficam surpresos, um por pensar que aqueles que se envolveram com ela haviam sofrido algum tipo de lobotomia, para esquecê-lo e ela por se lembrar da última memória com ele. O que a deixara levemente aterrorizada desde então. Num silêncio sepulcral a outra menina acorda vendo os dois se encararem com cara de espanto.
Thabata: Ojou-sama, não poso deixa-la por um momento que já se envolvera com alguém.
Kael: Ela não se envolvera com ninguém – ele voltara ao seu estado anterior de calmaria – eu que não deveria ter me envolvido novamente. Adeus. – ele vai dando as costas para as duas.
Thabata: Hei, hei. Que falta de cavalheirismo a sua! Deixar duas damas assim e ainda por cima dar as costas para as duas! Você não obteve educação na sua família?
Kael: Desculpe-me, entretanto a única coisa que me fora ensinada fora a arte da guerra. – ele se distanciava mais – e cuide bem do meu anel, ouviu! Duquesa! – seu tom de voz parecia um ultimato.
Mary apertara ainda mais contra o seu peito, Thabata que não entendia nada ficou sem entender e preferiu não perguntar até por que ficava nítido na cara de sua mestra que aquele garoto de alguma forma fazia ela sofrer, uma dor mais profunda que qualquer outra. Kael fora se questionando sobre o que aconteceu e chegou a uma única conclusão que os laços que ele fez foram suficientemente fortes para que as memórias não se apagassem mas sim fossem para o subconsciente. Tendo em vista esse pensamento, quantos dos seus empregados lembrariam dele e quantos achariam que ele acabara de voltar de um internato da Alemanha, sua dúvida durou poucos minutos ao atravessar a porta ele vê Shizuka e ela sorri ao vê-lo.
Shizuka: Bem vindo, Mestre. Espero que se sinta em casa depois de passar tanto tempo longe dela.
Kael: O que você quer dizer com isso?
Shizuka: É que Krumnacher-sama não reside aqui desde os seus 10 anos. Por isso, que.... – ele saíra antes que ela terminasse a frase – Krumancher-sama?
Kael: NÃO ME SIGA, SHIZUKA! – ele gritara a ponto de todos os outros empregados prestarem atenção.
Shizuka de certa forma se sentira meio triste, era uma coisa que ela mesmo não sabia explicar mas aquelas palavras pareciam corta-lhe como navalha, Kael chega a porta do seu quarto e bica a porta que abre lentamente, ele complementa num empurrão e vai a sua cama ao perceber que algo faltava ele chamou todos os empregados na sala.
Kael: Quem entrou em meus aposentos?
Ninguém respondera.
Kael: Andem, respondam a uma simples pergunta! – sua respiração aumentava, assim como sua ira – Quem entrou e pegou uma caixa que estava lá?
Novamente não houvera resposta, com isso Kael alcançara um nível de irritação que nem ele mesmo vira nele, ele pegara a sua faca e pensara e tacar contra eles, no entanto seu autocontrole o disse para não fazê-lo e ele tacara a faca contra a mesa que ficara presa em pé.
Kael: Vou perguntar mais uma e única vez. – sua respiração se aprofundava como tentasse se acalmar, mas não conseguisse – Quem entrou nos meus aposentos?
Shizuka: Eu entrei, meu senhor. – ela tomara a frente e ficara em reverencia a sua frente.
Kael parecia que iria bater nela seus punhos se cerravam mais e mais a ponto de se escutar o atrito do couro de suas luvas, toda via ele parara estalara o seu pescoço e voltara a tentar se acalmar.
Kael: Onde está a caixa? Shizuka.
Shizuka: No meu quarto, mas eu não ousei abrir. Mesmo sabendo que era endereçado a mim. Por que não conseguia entender por que o senhor da casa me daria um presente.
Kael: Senhor da casa? Como assim? Onde estão os meus pais? – esquecendo o real assunto que o fizera fazer tudo aquilo.
Naoya: Eles foram para as bases avançadas na África do Sul, parece que as coisa naquele continente podem culminar para uma 4º guerra.
Kael: Não, se isso fosse ocorrer eles me chamariam. Obrigado, Naoya e o resto está dispensado. Menos você Shizuka, quero que vá a seus aposentos e me traga a caixa e também quero que me traga qualquer coisa que esteja endereçado a minha pessoa que esteja em seu aposento.
Shizuka: Tudo bem, Krumnacher-sama.
“Krumnacher-sama, por que ela não se lembra! Logo ela! Porra!” – ele dera um soco na parede que ficara a marca de seu punho. Alguns minutos se passaram e ela batera a porta do quarto dele com a ajuda de Naoya, ele trazia uma caixa maior nas mão junto com umas bolsas e ela trazia a caixa que havia pego no quarto dele.
Kael: Deixe-nos a sós Naoya, quando sair feche a porta.
A porta se bate e Kael fica sozinho com Shizuka, ele pega uma cadeira e sem dizer nada pede para ela se sentar. Avaliando tudo que ela trouxe ele pode perceber que suas memórias ainda estavam ali presentes na vida dela, mas ele não entendia por que ela não relembrava das coisas assim como Mary se lembrou.... Isso o irritava profundamente, saber que aquela que ama não lembra de nada depois dos seus 10 anos.
Kael: Ayaname Shizuka, por que você não se lembra de mim? – ele parecia frágil, toda a sua postura e olhar penetrante se perderam. – É por causa das cicatrizes, do tapa-olho, o fato do meu cabelo estar diferente. Eu não me esqueci de nada.
Shizuka: O que quer dizer Krumnacher.....
Kael: Não me chame assim! – ele grita, por sorte o quarto é acusticamente isolado – Você é a única pessoa que eu gostaria que não me chamasse assim. Maldita corporação!! – ele arrasta tudo que estava na estante jogando ao chão.
Shizuka se encolhe na cadeira acuada, pelo modo inquisidor e amedrontador que Kael se mantinha. Kael para e percebe o que estava fazendo e tenta fazer um carinho nela, no entanto o medo dele era maior fazendo-a fugir mesmo sentada de suas mãos. Essa tentativa fere o orgulho e o coração de Kael que pede que ela se retire.
Kael: Espera! Pode ficar com isso. – ele entregava a caixa que estava endereçada a Shizuka.
Shizuka: Não tem problema, Krumn....
Kael: Não – ele cerrara os punhos por um breve momento – me chame assim. Prefiro que me chame pelo nome, então pegue. – ele entregava mais uma vez.
Com certa relutância ela aceita a caixa e sai do quarto e Kael fica sozinho na casa pela primeira vez. Era uma estranha sensação não haver uma viva alma que fosse em sua residência, a algum tempo atrás haveria um certo cochichar correndo pelas paredes que eram dos empregados da casa que por seu pedido podiam usar da casa livremente, mas com os últimos acontecimentos as coisas aparentemente pioraram.
Kael: Acho que nunca deveria ter saído, – ele começara a desligar todas as luzes da casa e retirara o seu tapa olho – assim é bem melhor. Acho que nunca vou me acostumar a isso. – ele olhava o tapa olho em sua mão.
Durante um combate ele sofreu dois grandes cortes na face e um deles lhe causara um grave ferimento no seu olho direito, que o impossibilitaria de enxergar como durante um tempo, no entanto sua visão nunca seria a mesma. Agora seu olho direito possuía um grau de fotofobia tão avançado devido ao ferimento que o simples contato com luz artificial indireta o faria ter serias dores, chegando a leve sangramento. Kael estava sentado no sofá do salão principal de frente para a lareira que estava apagada, por causa do olho, ele escutava “Eyes wide shut” de Shostakovich. Naquele momento o mundo parecia tão mais calmo tão mais ameno era como se todo o peso que ele carregasse nas costas se tornassem mais leves do que plumas. Então nos meios de seus devaneios a campainha toca.
Kael: Naoya, não acenda nenhuma luz. E me diga quem está na porta e a esta hora. – passava das 22 horas naquele momento.
Naoya: Como quiser senhor, quem acaba de chegar e uma mulher que diz ser sua colega de escola e deseja conversar com o senhor. E ela não aceitara não como resposta, palavras dela.
Kael: Colega de escola, quem diabos poderia ser? – ele se levantava colocando novamente seu tapa olho. Mande a entrar, traga me duas canecas, bem cheias e geladas.
Naoya: Sim, senhor.
Kael anda até a lareira para acende-la e ligar algumas luzes. Quem chegara era nada menos que Mary e ela não parecia muito feliz.
Kael: O que você deseja? – disse ele apontando um lugar para se sentar.
Mary: Entender você...Não, é que....Deixe-me explicar....
Kael: Primeiro sente-se Naoya está trazendo algo para nós, segundo organize seus pensamentos e por último diga o que realmente quer dizer.
Mary: É que... – seus ombros relaxam e ela se senta – Não consigo, não é possível. Você para mim é um enigma! – ela inconscientemente apertava o anel em suas mão.
Kael: O que você quer dizer com isso? – ele se recostou na poltrona onde normalmente seu pai sentava.
Mary: Eu quero saber por que você se foi? Não me incomodava o fato de você ser militar ou não. Naquele dia eu fiquei imensamente grata a você, você realmente me ajudou! E aposto que você sabia quem eu era.
Kael: Sabia, como sei de muitas outras coisas. Também sei que uma Duquesa vindo de bom grado a casa de um Dream Soldier não repercute bem.
Mary: Não vim aqui como duquesa... – ela retira o cordão e fica a olhar o anel – Vim aqui como sua amiga. Quero te ajudar, ou pelo menos tentar.
Kael: As coisas que eu faço e convivo estão além das suas capacidade. Não seria algo que você possa fazer. – ele ajeitava os seus cabelos.
Mary: Você não mudou, eu sei. Você só está agindo assim pra....
Kael: Você realmente acha que sabe de alguma coisa sobre mim? – ele apoiara os cotovelos sobre a coxa e cruzara os dedos – Você tem noção de dor? Solidão? Esquecimento? Não quero ser rude, mas sua vida aparentemente deve ser um mar de rosas e das mais caras.
Mary: Isso me ofende, sabia. Não posso e nunca terei as mesmas experiências que você, entretanto tentar conviver com elas sozinho só piora as coisas. E para sua informação e tenho as noções das quais você perguntou – ela parecia perdida, seus olhos estavam focados no anel mas sua mente não o via.
Kael: Explique-se.
Mary: Eu só a filha de Faustus Silverius Constatinos, um duque de grande poder e renome mundial. Minha vida sempre foi pautada e regrada, nunca ao menos possui um tempo onde eu parasse e me visse brincando de boneca. Meus pais nunca foram muito presentes não os culpo até por que eles possuem suas responsabilidades. Eu era um sorriso falso atrás de um corpo vazio, não tinha muitas alegrias longe da escola, até aquele dia.
Kael não intervira, ele simplesmente olhara para o lado.
Mary: É verdade! Você me aparece do nada, xingando horrores para aqueles homens e simplesmente me salva. Garotas gostam de um herói caso você não saiba – ela dara uma risada, Kael rira de volta mas fizera de tudo para esconder – Você fazia parecer que toda essa nossa sociedade corrompida pelo dinheiro e poder ser tão insignificante, você isso parecer mais nítido no dia que iríamos almoçar juntos. Outras meninas....
Kael: Agora eu sou uma menina, ou você esta fazendo piada com o meu cabelo?
Mary: Não é isso que eu quis dizer só queria falar que outros ficariam facilmente impressionado, mas você... Como posso dizer....
Kael: Larguei o foda-se.
Mary: Isso! Até a Thabata me confirmou isso depois ela realmente se afeiçoou a sua pessoa mesmo sendo um mestre ou um empregado você trata a todos como iguais. Você é amável, legal, confiável e acima de tudo.... – ela interrompera sua frase.
Kael: E acima de tudo? O que você iria complementar?
Mary: E acima de tudo – ela começava a corar – eu creio que você não deveria ter partido. Por mais que nossa convivência tenha sido curta por assim dizer – ela corava cada vez mais – você ocupou um grande espaço na minha vida.
Kael não respondera, ele se levantara ela não ousou mover um músculo sua mente estava em muitos devaneios só de pensar que ele se levantou, sendo que quase todos eles levavam a um beijo e alguns eram tão libidinosos que não podem ser descritos nestas linhas. Mas nada do que ela pensou se concretizou, naquele mesmo momento o mordomo de Kael apareceu com uma bandeja nela havia duas canecas com um liquido amarelo espumante e uma travessa de petiscos de frutos do mar (se você preferir a famosa barca de restaurante japonês).
Kael: Você não faz a mínima ideia, mas mesmo assim pretende se manter ao meu lado?
Mary: É o que eu desejo, eu quero te tirar de sua aparente solidão. Quero te fazer sorrir mais vezes e sobre o seu cabelo ele está bem legal assim, gostaria que o meu crescesse tanto assim.
Os cabelos da Mary eram curtos mal passavam dos ombros eram cacheados e loiros bem bonitos e combinavam com suas feições finas, lhe davam um ar de grande aristocrata.
Kael: Genética. – ele pegava uma das canecas.
Mary: O que?
Kael: Genética, minha genética. Ela é quatro vezes mais rápida do que a de vocês. No meu sangue corre uma espécie de modificador de DNA que me da certas vantagens e desvantagens.
Mary: Sério, mas qual seria o problema do metabolismo quatro vezes acelerado?
Kael: Nunca me leve a um lugar e me deixe com fome, é problemático. Muito problemático! – Ele dava um grande gole na bebida.
Mary: O que é isso?
Kael: É uma bebida alemã, ela meio amarga mas é muito boa quando gelada. Prove. – lhe entregando o copo.
Ela bebe uma porção considerável.
Kael: Sua opinião?
Mary: Me sinto meio diferente, é realmente meio amargo mas nessas condições fica boa. Qual é o nome dela? – seu estado estava diferente do normal, mas mesmo assim ela bebia outra porção.
Kael: Cerveja.
Mary já não escutava para sua primeira dose de álcool fora muito(considere aquelas famosas canecas de filmes nórdicos, aparentemente cabe uns 500 a 700 ml dentro de cada copo)ela já estava fora do seu estado natural de menina recatada e envergonhada.
cNo dia Seguinte...d
Mary despertava com uma dor de cabeça colossal e em aposentos que ela não reconhecia como sendo seus, ela durante um tempo ficou a identificar o lugar quando sua capciosa memória a fez lembrar que ela não retornou para casa, neste exato momento vinha Kael de roupão e com uma toalha na cabeça secando os cabelos.
Mary: Kael? – sua cabeça latejava e sua visão estranhamente não se focava direito.
Kael: Mary, por que você não me avisou? – ele pegava um secador de cabelo – Se você falasse algo antes nada disso aconteceria.
Mary: Do que está falando? Onde estou para ser preciso?
Kael: Na minha casa para ser mais exato ainda no meu quarto, me impressiona como você entrou no meu quarto.
Mary: C-C-Como assim? – ela se encolhe atrás dos lençóis, tentando se esconder – O que estou fazendo aqui?
Kael: Nós conversamos ontem, aí eu te ofereci uma bebida da qual você é fraca nisso seu estado de espírito se alterou um pouco e quando eu menos percebi você estava desmaiada no sofá da sala.
Mary: Que vergonha, me desculpa!
Kael: Na verdade, foi bem divertida a nossa noite. Praticamente eu não dormi, até por que você não me deixava. Você parecia insaciável ontem. Também não era para menos depois de 5...não foram 7.... Não me recordo com exatidão quantas você bebeu ontem.
Ao ouvir essas palavras as piores coisas vieram a sua mente. Ela sabia que a bebida em questão era alcoólica pois ela já tivera experiências demais com vinhos, não ocorrera nada de muito grave, no entanto dessa vez as palavras dele não mantinham ela excedera qualquer limite do bom senso e fizera algo tão “louco” que Kael não conseguira dormir.
Kael: Mary, o que foi algum problema? Não está se sentindo bem? Qualquer coisa eu aviso a escola que você terá de se ausentar hoje, eu assumo a responsabilidade.
Outra palavra de grande impacto, falta-lhe forças para pedir ou falar qualquer coisa relacionada a ontem, ela queria lembrar para ter certeza, entretanto sua memória estava vacilando e ela não sabia diferenciar o que ela realmente fez com o que ela sonhou. Sua mente estava para pirar quando ela desmaiou, sua última visão foi de Kael correndo e a segurando. Quando ela acordou ela estava numa ala médica Kael estava ao seu lado sentado numa cadeira tomando um soro azul na veia do seu braço esquerdo, ele estava com seu headphone escutando algo bem alto!
Mary: Kael – sua voz saia fraca, percebendo ela o cutucou.
Kael: Oi! Você acordou, que bom. Estamos em casa, ainda e não iremos a escola hoje você deve se recuperar você está tomando umas bolsas de glicose para se recuperar melhor.
Mary: Você que fez isso.
Kael: Nop, foi um médico que eu chamei. É de confiança ele só atende a militares e seus familiares.
Mary: ...... – ela imaginava a desculpa dada por Kael para fazê-lo atende-la, ela riu ao imaginar tudo.
Kael: Vejo que já está melhor, já está até rindo!
Mary: Só estava imaginando coisas. Posso te contar uma coisa.
Kael: Conta, sou todo ouvidos. – ele se sentava virado pra ela
Mary: Eu fico feliz que você voltou ao seu estado normal, quando digo normal é o seu lado descontraído que eu conheci a 4 meses atrás.
Kael: Muitas coisas aconteceram, se eu continuasse daquela forma acho que eu não seria respeitado. Mas fico feliz que você esteja feliz – ele abre um largo sorriso em resposta.
Os dois ficam simplesmente fitando um ao outro durante alguns minutos, quando finalmente rompendo clima(para a tristeza de Mary) Shizuka entra trazendo um telefone.
Shizuka: Krumnacher-sama, é o senhor Dumeque ao telefone.
Mary: Meu pai! Me esqueci completamente!
Kael: Fica de boa e é Kael para você mocinha! – ele apontava para a Shizuka
Kael se afasta da sala deixando somente Shizuka e Mary na sala aas duas se olham sérias sem dizer uma palavra.Até que Shizuka se sentindo desconfortável se vira como se procurasse alguma coisa da enfermaria, passado alguns breves minutos volta Kael fazendo um sinal de positivo para as duas e retorna a falar no telefone. Mais alguns minutos e finalmente a conversa termina ele vem trazendo o telefone e entrega a Shizuka e se retira logo em seguida.
Kael: Era o seu pai mesmo, mas eu já resolvi tudo e expliquei a situação. Para minha grande sorte a minha voz e parecida com a do meu pai pelo telefone, ele compreendeu tudo.
Mary: Mas o que você falou mais especificamente?
Kael: Algo como cavalos, um machucado e nós estarmos cuidando de você. Alguma coisa do gênero, depois eu repasso a gravação da conversa.
Mary: Hã!?
Kael: Minha casa tem grampos telefônicos, postos por minha pessoa. Para minha segurança e prevenção. Mas agora descanse é o melhor que você precisa fazer meu soro logo irá acabar eu vou sair e só devo retornar pelo final da tarde se precisar de alguma coisa peça a Shizuka ou ao Naoya.
Mary: Mas, como você sabe que eu vou ficar?
Kael: Sua pergunta agora foi a confirmação, mas se realmente você quisesse ir embora ontem mesmo você viria de carro pra cá e não de táxi. – ele retirava a agulha do seu braço e colocava uma faixa com algodão e saia da sala.
Após a saída dele, Mary, se manteve durante alguns minutos até que a bolsa acabasse, ao termino ela sai da sala e encontra numa espécie de carrinho, igual aqueles de hotel onde se carrega comida, um bilhete escrito por Kael:
“Mary,
Espero que se sinta em casa, junto com esse bilhete tem a chave de dois quartos, o meu e o de hospedes, fique onde se sentir mais confortável.
Kael Malvolo Krumnacher III”
Ela saiu da ala e fora andando e vira que a parte médica era destacada da casa principal, com a claridade do dia ela pode perceber a grandiosidade da casa onde ele morava.
Naoya: É impressionante, não é Krumnacher-ojou-sama?
Mary: Oi? – ela não acreditava no que escutara.
Naoya: Só estou comentando o fato da senhora estar observando a secular residência dos Krumnacher. Fora o avô de Kael que fizera esta casa.
Mary: Você sabe as dimensões?
Naoya: Só sei que são 200m2 de terreno, mas agora de sua licença pois devo fazer o almoço. Deseja alguma coisa Krumncher-ojou-sama? Ou devo preparar algo a gosto de meu mestre, para a senhora provar.
Mary: Prepare algo que lhe melhor convir. Mas por que está me chamando assim?
Naoya: É a forma que todo mordomo deve tratar a sua ou seu superior. – ao terminar a frase ele se afastou.
Mary ainda andava meio confusa, o sol estava forte para aquela hora do dia e fazia bastante calor ao dar alguns passos para a direção da residência ela quase desmaiara novamente, isso só não aconteceu pois duas pessoas a carregaram muito rápido para residência.
Kozue: Você está bem? Krumncher-ojou-sama.
Mary: Eu...Eu...Eu estou bem, só um pouco de tontura.
Sakura: É esse sol mãe ele está matando, não aguentei ficar muito tempo embaixo dele e dentro da garagem está um forninho. É bem provável que na atual condição de Krumnacher-ojou-sama, ela também não se sinta bem.
Mary: Quem são vocês?
Kozue: São Makihara Kozue, professora de equitação de Kael e esta minha filha Sakura ela é a motorista dele e sua também, Krumnacher-ojou-sama.
Ela se levantou rapidamente assustando mãe e filha, ela dera um passos para trás e pusera a mão em seu peito procurando pelo anel que não se encontrava mais com ela. Ao notar a ausência dele a primeira coisa que veio a sua mente foi “Cuide bem do meu anel, ouviu, Duquesa!” ela entrara em desespero.
Mary: Não, não pode ser? Eu não posso ter perdido?
Kozue: Algum problema, Krumnacher-ojou-sama?
Mary: Muitos! Primeiro, não entendo o por que de vocês me chamarem assim e segundo perdi o meu mais precioso tesouro....
A porta da sala se abre, entrando ao aposento Shizuka carregava algo nas mãos e sua expressão não era lá muito receptiva.
Shizuka: A ordem saiu de mim. Todos os empregados devem chamá-la dessa forma, até por que depois do que eu presenciei ontem... “Por que sinto esse desconforto ao relembrar da noite passada?” E creio que o que esteja procurando seja isso. – ela segurava um cordão com o anel.
Mary: Obrigada – ela pega logo em seguida – Não me perdoaria por perder meu primeiro presente.
Sakura: Como assim, ojou-sama?
Mary: Acho que posso falar a vocês.... Eu acho.... – ela cora levemente – Ele – apontando para uma pintura onde Kael estava – fora a primeira pessoa que me dera um presente sem esperar nada em troca ou por mera obrigação. Sendo que pelo que me recordo....
Shizuka: Este é o anel que seu bisavô deu a ele em herança, benzido pelo próprio papa da época. Um dos preferidos dele.... – ela se retirava do aposento – Juntamente com um anel que ele usa no anelar da mão esquerda.
Sakura: Anelar?
Kozue: O que vem depois do dedo médio, aquele que frequentemente usa no trânsito, minha filha. Apesar de eu não gostar de ver isso numa dama.
Sakura: Desculpa – ela ri envergonhada.
Enquanto mãe e filha estão conversando Mary sai lentamente indo na direção dos quartos mais precisamente o do Kael e se deita na cama abraçada ao travesseiro dele, pensando no quão longe ela foi em uma única noite. Ela a se sentia dividida, por ter quebrado uma das regras mais puras da igreja, no entanto conflitando com isso ela se preenchia de alegria de saber que quem a fez “pecar” era alguém a quem ela muito estimava e ama.
Kael: Mas você dorme.
Mary: V-V-Você já chegou? – ela sai correndo para recepcioná-lo – Não esperava a sua volta.
Kael: Meus retornos nunca são esperadas. Conviva com isso. Mas para estar aqui já deve estar bem melhor.
Mary: Sim, estou bem melhor. Tive uma leve tontura, mas deve ter sido ocasionado pelo calor.
Kael: Sei, calor.... – as palavras dele pareciam querer dizer outra coisa.
Mary: O-O-O que está querendo dizer?
Kael: Nada, até por que minhas funções vitais são diferentes da sua. Então calor....É como frio, uma “função” da natureza, para equilibrar as coisas.
Mary: Sei. — aquelas palavras não diminuíam a sua preocupação – Mas,.... eu queria te perguntar... uma coisa.
Kael: Sou todo ouvidos,pode falar enquanto me troco no closet.
Mary: É que a Shizuka, falou que ficamos.....
Kael: Mais íntimos?
Mary:É? – ela quase berrara na sua resposta.
Kael: Não é de se esperar que ela pensasse isso, até por que ela nos pegou no ato... Na verdade depois daquilo podemos dizer que sim. Até por que – Mary desmaia – MARY!!
Mary acorda na cama com Kael a sua direita e Naoya entrando com um carinho com diversos doces e um chaleira no primeiro patamar e no segundo uma bacia com panos umedecidos. Kael cantarolava algo que parecia muito melodioso e bonito ao ouvidos da Mary.
Mary: Ela parece meio triste.
Kael: Oi? Ah, você acordou. Mas o que parece meio triste?
Mary: Sua música, eu acordei com você cantarolando uma música. E ela parecia meio triste.
Kael: É “My Song” depois eu te mostro, mas eu acho que isso é um ponto de vista, ela parecer triste. Na verdade ela reflete a verdade que veio do coração da autora.
Mary: Que profundo e belo.
Kael: Assim como você... – Kael se levanta deixando-a na cama – Você quer alguma coisa? Algum doce? Um chá? Ou algo do gênero?
Mary: Você – ele da uma risadinha – poderia repetir o que disse?
Kael: Desculpe-me ma eu tenho uma memória muito ruim...
Mary: Seu bobo!
Ela se levanta num sobressalto e o abraça, sem reação Kael fica de braços estendidos e finalmente a abraça reciprocamente, “Parece que ela está começando a ocupar um lugar significativo em meu peito”,pensou ele. Os dois após um tempo se olham nos olhos e começam a se aproximar mas nesse momento Shizuka entra no quarto.
Shizuka: Desculpe, krumnacher-goushijin-sama. Volto em outra hora.
Kael: Shizu.... –ela saira em disparada do quarto — ...ka. Eu tenho que ir atrás dela.
Mary: Por que? – ela não o largava.
Kael: Ultimamente ela quase não aparece no meu quarto, então se ela veio até aqui deve ser algo realmente importante. Por isso tenho de ir perguntá-la, por isso você poderia me soltar?
Mary o solta e ele sai andando de encontro a ela que segurava um papel na mão que na hora Kael reconheceu como sendo sua carta de “despedida”. Seu sangue gelou, ela poderia ter se lembrado, mas como se ela ainda o chamava de forma diferente da habitual. Nesse momento ele mediu muito suas palavras para saber o que poderia fazer para tê-la como era...
Kael: Shizuka? Aconteceu alguma coisa? Ou é algo que precisa da minha permissão?
Shizuka: Krumnacher-sama, o que significa esta carta? Eu a li mais não entendo o seu conteúdo, ma mesmo assim meu peito dói como se algo muito importante me fosse arrancado.
Kael: É por que lhe arrancaram algo muito importante – ele se aproximava dela, agora ele estava da mesma altura que ela – nesse quatro meses muita coisa aconteceu, mas eu juro que será pra melhor e você entendera – ele a abraça forte – eu prometo que nunca mais irei partir novamente.
Por mais estranho que as coisa lhe parecessem Shizuka se sentiu protegida em um abraço acalorado que ele dera, ela já havia sentido isso anteriormente era um sentimento que ela conseguia se lembrar muito bem e inconscientemente ela o abraçara em resposta.
Shizuka: Isso é então é uma promessa? Krum....Kael-sama... – ela ainda se abraçava a ele
Kael: É uma promessa, nunca mais abandonarei aos meus companheiros desta casa e muito menos você!
Naquele mesmo dia Kael fizera um pronunciamento no jantar chamando a todos os seus empregados da residência a se juntar a mesa com ele.
Kael: Hoje, vos digo que estou contente e ao mesmo tempo descontente em ter regressado a minha casa, os motivos são os mais diversos poderia ficar falando por horas eles se necessário fosse, entretanto gostaria de lhes dizer que as regras antes impostas por meus pais podem se esquecer delas, a partir de agora a minha casa também pertence a vocês, até porque se não vocês por vocês nem casa eu teria. E que está liberado o acesso de vocês a qualquer aposento a salvo dos quartos que pertencem a meus pais que a partir deste momento se manterá trancados. E outra coisa a partir de hoje uma pessoa que me é muito especial recebera um presente, o qual eu creio que ela estava esperando a muito tempo. Shizuka.
Ela se levanta e para ao lado dele ele lhe entre um papel que estava dobrado e a encoraja a abrir.
Kael: Uma vez meus pais me disseram que você tinha um sonho de ingressar na faculdade, HOJE posso ajuda-la com isso. Você é a mais nova Ca loura da faculdade de Tokyo.
Shizuka: Mas...Como....Eu nem ......
Kael: Eu simplesmente fui ao reitor e apresentei alguns fatos da sua estória e o seu currículo escolar e nada mais. Eu prometo que não estende a minha influência. Era como eles já esperassem a sua presença a ilustre Ayaname Shizuka.
Todos no recinto batem palmas e congratulam Shizuka fora uma noite muito leve e feliz depois disso todos foram dormir somente Kael que fora para sala e ficara lá escutando suas músicas clássicas, só para não perder o costume com tudo apagado.
Shizuka: Kael-sama, ainda está acordado?
Kael: Estou, você..... Esqueça. O que te traz aqui tão tarde... – ele vê que ela só estava vestindo um baby-doll(N.A.:acho que é assim que se escreve) – da noite.
Shizuka: Não me olhe dessa forma – ela se protege com os braços.
Kael: Me desculpe, mas não pude evitar de me seduzir com sua beleza – ele se levanta e vai em direção dela.
Shizuka: Eu vim aqui por que queria agradece-lo. Kael-sama tem sido muito estranho desde que chegou mas posso perceber que é uma ótima pessoa.
Kael: Eu sempre fui bom para com meus empregados,vocês que não se lembram disso.
Shizuka: Como assim?
Kael: Com o tempo você ira entender, my lady – no sistema de som tocava uma valsa, nesse momento ele chamava Shizuka para dançar.
Shizuka ao escutar as palavras dele a música tem um leve lapso de memória se lembrando da noite em que ele e ela saíram juntos e dançaram em um grande salão iluminado.
Kael: Alguma coisa aconteceu, Shizuka?
Shizuka: Eu me lembro dessa cena, my lord. Mas não total exatidão.
Kael: Não me importa! Já fico extremamente feliz que não tenha me esquecido por completo! – ele pega a sua mão e a conduz numa valsa praticamente as escuras, havia somente uma leve luz no local que vinha de uma luminária que Shizuka havia trazido.
Os dois valsavam descontraidamente e felizes cada um com sua respectiva felicidade, mas era inegável que ambos estavam felizes. Só devia ser doloroso para que observava de fora...
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