Dread Of The Grave.

3 Uma má noite pra se rezar.


Notas iniciais
No embalo, o segundo capitulo

Cap 1-Bernardo- Uma má noite para se rezar.

Havia deixado Pedro na igreja enquanto ia buscar minha carteira no mercado, não tinha duvida, ela não estaria mais lá, uma pena, havia deixada meus baseados e umas notas falsas lá, na verdade estava apenas passeando pelas ruas da cidade que eu tanto odiava, e que ao mesmo tempo, jamais conseguiria sair de dentro, muitas fábricas, muitos ladrões, muita gente, preferiria bem mais ficar num lugar isolado, só eu e um ou dois amigos, olhando o sol e ouvindo jazz, mas isso era impossível, estava condenado a uma vida ridícula dentro de uma cidade em ruínas.

Quando cheguei ao mercado, fui recebido por uma noticia feliz, minha carteira ainda estava lá, nas mãos de cinco menores de idade que estavam comprando vodka barata com o meu dinheiro, mas ao menos não tinham achado a maconha dentro dela, algo de bom ao menos. Lentamente me aproximei dos meninos sorrindo, fui diretamente ao que segurava a garrafa de vodka, ele eras alto, pálido e magro feito um zumbi, e pior de tudo, parecia não ter mais de 14 anos, já os outros dois eram um pouco menores, mas eram bem mais velhos e com mais cor, era obvio quem vendia as drogas para ele, provavelmente em troca de alguns favoreces chatos:

-Garoto, a carteira é minha, me devolva por favor....-Falei educadamente de inicio.

-Deixa de ser idiota seu velho! Achei essa porra lá dentro e agora é minha!!- O Garoto já estava completamente bêbado.

- Deixe de ser tonto garoto....Só me dá a carteira. — Falei, dessa vez encostando no garoto, mas os dois traficantes se aproximaram de mim, um de cada lado, me olhando enquanto davam risadas.

-Ei John, o Padre quer a carteira dele, devemos dar? — Falou o Traficante A

- Não seu Gordy.... Acho que ele tá muito sabichão, só por que tem roupas estilosas... Acho que sem elas ele ficaria melhor!

Ao mesmo tempo, os dois se lançaram sobre mim, evitei facilmente com um paço para trás, admito, agora havia me irritado, só queria a minha carteira, ainda por cima DEPOIS de eles já terem roubado meu dinheiro, eram três idiotas, e eu ia levar dois deles comigo. O Traficante A tentou me socar depois de ter evitado cair no chão,recebi um soco na lateral das costas, e revidei com m gancho de direita, fazendo ele cair no mesmo instante:

-Você lêem a bíblia? Sou Padre, mas na verdade, só decorei um trecho, querem ouvir? — Esquivei de um chute do traficante B- O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens de mal.....

Quando comecei a falar o verso, abri meu casaco e de dentro dele peguei dois revolveres, calibre .50 ambos, e fiz um sinal com a cabeça, provocando os dois traficantes a virem para mim, e ambos caíram, agora com facas, mas eu apenas brincava, escapando dos movimentos deles, enquanto recitava mais frases do verso, sem nunca nem pensar em usar as armas em minhas mãos:

-. Abençoado é aquele que, no nome da caridade e da boa-vontade pastoreia os fracos pelo vale de escuridão, para quem ele é verdadeiramente seu irmão protetor, e aquele que encontra suas crianças perdidas......

Segurei o braço de m deles que passou perto de mais do meu torax, porém, não conseguiu me acertar, colando ele ao meu lado e deixando a arma da minha mão direita, que o segurava, apontada para seu queixo, e nesse mesmo momento apontei a minha arma da mão esquerda para o outro que vinha em minha direção, que basicamente congelou ao ver a arma apontada a ele:

-. E eu os atacarei, com grande vingança e raiva furiosa àqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: chamo-me o Senhor quando minha vingança cair sobre você.

Atirei nos dois ao mesmo tempo, me sujando completamente de sangue. Não que eu ligasse, só queria minha carteira mesmo, e no fim ganhei um ataque de dois traficantes gays e genéricos. Fui ao menino, que agora estava encolhido no canto, ainda segurando a garrafa, e minha carteira estava na frente dele, peguei ela e tirei de dentro um baseado, mas pensei um pouco e num movimento forte tirei a garrafa de vodka das mãos deles e falei tomando um gole do gargalho :

-Diga não as drogas.

Fui andando a no caminho de volta para igreja, tomando goles e mais goles da vodka durante o caminho, sem ficar bêbado, ainda. Mas havia sinais claros que devia estar bem mais bêbado do que eu pensava, primeiro, estava cambaleando, segundo, todo o quarteirão que eu andava se encontrava em totais ruínas, ok, aqui era um favela abandonada, mas haviam casas vazias para cachorros defecarem aqui, e terceiro e ultimo, sabe a cena dos elefantes cor de rosa do filme Dumbo? Sei que é antigo, mas acho que estou vendo um elefante rosa, de pé em duas patas, e com bíceps:

-Eu tenho que parar de beber.

Ignorei minha alucinação e fui embora, agora sim, estava completamente bêbado, esquecendo do PEdro, ou do macarrão, estava andando a toa pela cidade com uma garrafa de Vodka na mão, vi um ou dois bares abertos, mas infelizmente eles não deixavam caras já bêbados entrarem, se não eles sabiam que eu não ia beber muito mais, então apenas andei e comecei a cantar enquanto dava pulos pela cidade industrial.

-I'm singing in the rain....

Fiz acho que pelo menos oito número musicais, até apagar, e quando acordei, não estava mais dentro da cidade, estava fora, numa colina próxima, com a vista completamente bloqueada por uma fábrica que ficava logo na frente da colina, decidi que devia voltar a igreja, Pedro devia estar com fome, e esperando por mim, então me levantei deixando a garrafa vazia de vodka para trás, porém, não consegui nem começar a descer a colina sem antes perceber que ainda estava completamente bêbado.

-Porra dumbo!! Eu já to sóbrio e você ainda tá aqui?!

Falei ao ver o elefante rosa subindo a colina, a passos lentos e sem tirar os olhos de mim, e logo percebi, estava realmente sóbrio, então aquele cara devia ter ido embora, então, sem querer discutir a realidade de um mundo onde tinha um elefante cosa andando em duas patas e com bíceps humanos, apenas saquei meus revolveres e olhando para baixo, ascendi um baseado, e soltando uma baforada, falei em voz alta enquanto apontava minha armas para ele:

-Que bom, estou num filme dá disney....