Dramione - New Perspective.

3 Uma noite no quarto ao lado.


Notas iniciais
espero que gostem, obrigada pelos reviews >
enfim, só queria explicar uma coisa : Eu vejo muitas fics dramione por aí, em que eles dois, simplesmente se olham e BUM! se apaixonam '-' Comigo não vai ser assim ok? ou seja, eu irei criar um romance u_u mas é óbvio que eu vou criar um clima algumas vezes heheh :3
Espero que apreciem essa idéia, e aqui está outro capítulo procêis
No próximo, a Hermi já vai cair na gandaia u_u

{...}

O quarto dele era exatamente igual ao meu, a não ser pelo fato de estar completamente bagunçado. Roupas no chão, e uma mala vazia jogada ao canto me fizeram perguntar a quanto tempo ele estava ali.

-Não repare na bagunça. – Ele disse, displicente. Eu revirei os olhos e perguntei:

-Onde está o telefone?

Ele olhou em volta do quarto, procurando. Merlin, como alguém pode ser tão desorganizado?

-Hã... Eu acho que... Ali. – Ele apontou para uma cômoda, ao lado da cama. O telefone estava quase escondido no meio da bagunça. – Mas eu acho que a recepcionista não vai atender às três e meia da manhã.

Eu bufei, indignada.

-Eles têm que atender. E se não atenderem, você vai ter que me ceder o sue quarto. Você me botou nessa enrascada, esqueceu?

Ele riu, se lembrando da brincadeira.

-Não posso nem sequer ouvir música? Você é quem deve ter sono leve, Granger.

-Eu não tenho sono leve. Estava no volume máximo. – Respondi, irritada. – Além do mais... As camareiras nunca arrumam isso aqui?

-Isso aqui, Granger, é a minha bagunça, e eu odeio que mecham nela. Peço para as camareiras não virem. Mas pode perguntar qualquer coisa, eu sei onde ela está. – Ele estufou o peito, orgulhoso.

-Tipo... O telefone? – Perguntei, cética.

Ele se embaraçou, mas logo respondeu:

-Eu o achei em segundos, você viu. E afinal, você vai ligar ou não?

Revirei os olhos novamente, e disquei o número da recepcionista.

-Desculpe Srta. Granger, mas a única cópia da sua chave está com a camareira, e ela só estará de volta às seis. Mas se desejar outro quarto é só descer aqui e pegar a chave. – Ela disse, numa voz de desculpas.

Eu olhei para minha camisola. Como eu poderia descer daquele jeito, sendo que todas as minhas roupas estavam no apartamento? Acho que eu podia esperar três horas.

-Ah, não obrigada. Vou esperar a camareira chegar. Desculpe o incômodo.

Desliguei o telefone.

-E então? – Malfoy falou, presunçoso.

-Você vai ter que me aguentar por três horas.

-O quê? – Ele se sentou na cama. – Por quê?

-Porque você me meteu nessa. E até às seis horas, eu vou ficar aqui. E eu pretendo dormir. – Eu disse, o empurrando da cama. Ele caiu no chão, enquanto eu entrava debaixo do edredom.

-Ei, eu fico com a cama! – Ele bufou.

-Nananinanão. Você fica aí no chão, olha só, é acarpetado, bem confortável. – Eu segurava o riso. Ele olhou cético pra mim, e então eu continuei: — Você é quem causou isso lembra? E por favor, vista alguma coisa.

Joguei uma camiseta que estava jogada no chão pra ele, acertando seu rosto.

-Não, obrigada, eu estou muito confortável. – Ele respondeu, tirando a camiseta do rosto e jogando-a de volta pra mim tentando me acertar.

-Ah, tanto faz então. – respondi, indiferente. – Boa noite, cara de fuinha.

-Boa noite, sabe-tudo petulante. – Ele respondeu, irritado.

E então eu adormeci.

***

Abri os olhos lentamente, e a claridade os invadiu. O sol fraco de Londres entrava pelas frestas da cortina, me atingindo bem no rosto.

-Droga... – Resmunguei, me virando de costas para a luz.

-Bom dia Granger. – Malfoy disse, todo alegre. – Hora de acordar e de dar no pé do meu quarto.

-Que horas são? – Perguntei numa voz rouca.

-Seis horas em ponto. Acabei de ligar pra recepcionista, a camareira está vindo trazer sua chave.

Abri os olhos. Ele estava do mesmo jeito de ontem, sem camisa, com uma calça jeans. Mas agora exibia um sorriso de alívio por eu finalmente poder ir embora. A camareira bateu na porta.

-Finalmente. –Ouvi Malfoy correr para a porta, e voltar. – Aqui está, sua maldita chave.

-Hm... Me dê mais cinco minutos. – Eu resmunguei, ainda sonolenta.

-Nem cinco, nem dez, vamos logo Granger, eu dormi no carpete por sua causa!

Eu ri baixo, me lembrando do que eu o fiz passar. É, afinal, estávamos quites agora. Me levantei da cama, ainda de olhos semiabertos.

-E... Hã... Por favor, vista seu roupão, antes que eu faça alguma loucura. – Malfoy atirou-o pra mim.

Eu ainda tonta de sono, perguntei, divertindo-me:

-Que tipo de loucura?

Eu me aproximei lentamente dele, e quando ele se afastou, tenso, não pude conter o riso.

-Já não me encrencou o bastante? – Ele perguntou, com um sorriso torto, mas ainda afastado.

Vesti o meu roupão, peguei meu cartão — chave, e saí em direção ao meu apartamento.

-Até mais. – Acenei da porta. – E eu aconselho que não me incomode de novo, agora que sabe os estragos que eu posso causar.

Sorri e logo abri a porta do meu quarto, entrando e finalmente me vestindo, para descer e pegar a minha cópia da chave.