Notas iniciais
Desculpem a demora, semana de provas D:
aqui está , espero que gostem :) Desculpem, eu sei que está curto, fiz correndo D: mas o próximo promete!
Me pergunto quando vou ganhar outra recomendação u.u

Abri os olhos, acordada pela luz do sol. As cortinas estavam abertas, o que provavelmente iria me irritar, se eu desse a mínima pra isso agora.

Eu estava deitada ao lado dele. Seu peito subia e desci com uma respiração descompassada. O sol fazia sombras nas dobras dos lençóis. O cabelo dele estava adoravelmente bagunçado. Os pés estavam pra fora do cobertor.

Ele tinha me dito que nunca conseguia dormir direito. Bem, agora ele parecia não ter mais esse problema.

Me xinguei por sentar na cama um pouco brutamente, acordando-o.

–Hmm? – Ela abriu os olhos sonolento.

– Bom dia. – Afastei os cabelos de seus olhos.

–Que horas são?

–Hora de comprar um relógio. – Respondi. – Falando sério, eu não tenho nem idéia.

–Só sei que estou com fome. –Ele disse. – Vamos sair pra comer alguma coisa.

Me levantei envergonhada. Ainda estava sem minhas roupas, mas agora o quarto estava claro. Lá vinha minha insegurança de novo.

Draco me olhou de cima a baixo, me deixando mais envergonhada. Então, acho que ele percebeu o quanto eu estava embaraçada.

–Sabe, eu acho que eu não disse isso ainda. – Falou. – Mas... Cara, você é muito linda.

Eu sorri, e esse elogio me tornou um pouco mais desinibida. Comecei a me vestir.

***

Paramos em um café, em uma das esquinas da rua do hotel. O sol já nascia no horizonte, mas o café estava lotado de pessoas com afazeres, ligando em seus celulares, ou escrevendo em seus notebooks. Nós parecíamos tão calmos, e eles tão estressados, correndo de um lado para o outro. Isso era Londres.

–Sabe, -Comecei. – Nós devemos ter algum problema. Tem uma assassina à nossa procura, e mesmo assim, nem sequer nos lembramos dela ontem. Essas pessoas só têm seus empregos, e andam correndo de um lado pro outro.

–Vai ver as nossas definições de “coisa importante” são diferentes. – Ele deu de ombros.

– E a nossa seria o quê? – perguntei.

–Você sabe o quê. – Ela deu um sorrisinho torto.

–Sei sim. – Repeti o sorriso. – Mas... Não sei, não devíamos estar preocupados com a cabelo de ratazana?

–Vamos fazer o que eu sempre fiz: só nos preocuparmos na hora. – Respondeu.

–Você é realmente muito irresponsável. – Observei.

Ele me deu um olhar pensativo.

–Quando você me encontrou disse que queria apenas curtir a vida. É isso que vamos fazer. Vamos deixar os problemas pra lá.

–Se você diz... – Dou de ombros. – Mas então... Qual é o plano agora?

–Não faço idéia.

–Como assim não faz idéia? Alguma hora ela vai vir atrás da gente!

–É. Que tal um jantar hoje? – Ele sorriu.

–Draco, eu estou falando sério. A gente precisa pensar em alguma coisa. Já parou pra pensar que nós podemos realmente morrer se ela nos achar? Nós podíamos ter morrido na casa dos gritos!

Isso pareceu acordá-lo.

–Eu vou pensar em alguma coisa. Prometo. – Ele respondeu, com a voz rouca.

Uma mocinha com o cabelo preso num rapo de cavalo bem forte apareceu com nossos cafés.

–Se precisarem de mais alguma coisa... – Ela olhou sugestivamente pra Draco. Senti uma pontada de raiva, mas ele não deu realmente nenhuma atenção à ela.

Ficamos em um silêncio constrangedor depois disso. Ele parecia estar pensando, e eu relembrando o incidente na casa dos gritos, agora que eu mencionara ele.

Então me lembrei de uma coisa que Draco tinha falado.

–Então.... Você disse jantar?

Ele finalmente me olhou, e o sorrisinho torto reapareceu em seu rosto, me fazendo melhor.

Notas finais
REVIEEEEEEEEEEEEEEEEWS?