Notas iniciais
Olaaaa minhas divas e flores, desculpem a demora, eu tive problemas emocionais e eles afetaram meu lado criativo, milhares de vezes eu sentei na frente do notebook e nenhuma ideia bateu, e isso me deixou meio depressiva e na mina casa tava tendo uns problemas e tals.... Maas chega de drama, de chororo e de melancolia kkkk AGRADEÇO A TODAS QUE COMENTARAM! obrigado por não me abandonarem... Boa leitura :)

Draco ainda observava as estrelas brilhantes, ele sorria lembrando da sua infância. A castanha havia encostado a cabeça em seu ombro, mas ele não se importara. Ouviu ela soltar um suspiro longo e achou aquilo estranhamente meigo. A lua brilhava igualmente as estrelas, mas possuía uma luz única. Olhou o seu relógio e percebeu que o jantar já havia iniciado a meia hora, suspirou frustrado por não poder mais ficar admirando as estrelas.

–Parece que não vamos poder ficar mais tempo culpando as estrelas Granger...- ele riu, e esperou uma resposta que não veio – Granger?!

Olhou para o lado e percebeu que a garota ressonava profundamente. Sua face continha uma expressão serena e ela tinha os lábios róseos levemente abertos. Ele sentou-se e começou a cutucar a castanha.

–Vamos Granger, acorda garota! – ele a chamava enquanto cutucava seu ombro – Granger! Vou deixar o Filch pegar você...

Seus cutucões se tornaram mais grosseiros na esperança de conseguir acordá-la, mas ela apenas agarrou a grama e sussurrou algo inaudível, voltando a ressonar profundamente. Draco tentou de várias formas acordar a garota, mas em nenhuma delas obteve sucesso. E por fim tomou a decisão menos agradável para ele.

–Você até que tem o sono pesado, ein Granger?!- ele falou sozinho e riu, antes de pegar a garota no colo – Até o Goyle pesa menos que você...

Ele brincou, mas na verdade para ele, ela era mais leve que uma pena. Ali em seus braços ela parecia uma boneca de porcelana, com as feições doces e a pele pálida como leite. Ela se encolheu, aconchegando-se em seu colo. Folgada.pensou.

Os corredores do castelo estavam vazios, já que, obviamente todos os alunos estavam jantando no Salão Principal. Draco andou com a castanha no colo tranquilamente, quando já estava chegando perto da entrada do salão dos monitores, ouviu uma voz conhecida.

–Quem diria...- a voz a suas costas dizia – que um dia Draco Malfoy, um Sangue-Puro rico e Príncipe da Sonserina, tocaria numa Sangue-Ruim Grifinória como Hermione Granger ou sequer a carregaria no colo! Só posso estar vendo coisas ou tomei muito vinho mesmo – a voz riu.

–Achei que não ligava para preconceito de Sangue...Nott! – Malfoy disse indiferente, virando-se e encarando o moreno.

–E não ligo...- Theodore disse enfiando as mãos nos bolsos da calça – e pelo visto, você não liga mais...não é mesmo, meu amigo?

– Preconceito de Sangue acabou quando Potter venceu a guerra! – ele disse com descaso. – E o que você quer Nott?

–Calma Draquinho...- Nott disse zombeteiro e Malfoy fechou a cara – Afinal não é todo dia que se vê, você ser caridoso com um inimigo...Tem certeza de que sua saúde mental está saudável?- o sonserino riu e Malfoy trincou o maxilar de ódio.

–E você Nott...por onde andava?- Draco revidou – Fugiu como um frangote medroso para a França?

Ele soltou uma risada irônica e viu o garoto a sua frente cerrar os punhos. Theodore Nott sempre fora alguém neutro na guerra. Quando de fato, a guerra iniciou-se, ele se mudou para a França afim de evitar conflitos, já que seu pai apoiava Voldemort veemente. Foi junto com sua mãe morar com sua avó até quando a guerra acabou, ele regressou a Inglaterra, seu pai havia sido morto, mas ele não ligava, ele nunca fora um bom pai. Dias depois do interro, ele recebeu uma carta de McGonnagall o convidando a retornar para Hogwarts.

–Pelo menos eu não me aliei a Voldemort... – ele disse se aproximando de Draco.

–Você sabe muito bem que eu não tive escolha Theo...- Draco fechou os olhos tentando evitar lembrar do passado. Theodore quase sorriu ao ouvir seu apelido ser pronunciado pelo seu velho amigo.

–Sim, eu sei meu amigo...tempos difíceis aqueles- ele disse pensando.

A amizade de Draco Malfoy e Theodore Nott era bem antiga, já que as mães de ambos eram amigas, eles cresceram juntos. Ou seja sua amizade era tão velha quanto eles.

–Você ainda não me explicou por que está com Granger...- ele disse quando o clima ficou mais ameno.

Theodore passou o dedo indicador pelo rosto da menina traçando suas feições e parando finalmente nos lábios dela. Ambos perceberam quando os pelos da garota se eriçaram, Theo deu um sorriso malicioso e Draco revirou os olhos.

– É uma longa história, quem sabe um dia eu lhe conte.- Draco tentou escapar, mas Theo impediu.

–Vá deixar ela no dormitório e volte para conversarmos...- ele impôs – Não quero desculpas Draco, pois tanto quanto você, eu desejo retomar nossa amizade.

De fato, uma das coisas que Draco mais desejava era retomar sua amizade com Theo.

–Boa noite Lindinha!- ele disse docemente e beijou a testa de Hermione – Sonhe comigo.

Draco revirou os olhos e riu, Theodore Nott era uma das poucas pessoas que o faziam rir espontaneamente, e naquela noite Hermione fora incluída na lista.

Ele adentrou no Salão Comunal que estava vazio, foi em direção ao quarto da castanha, e a deixou em sua cama de cobertas vermelhas. Observou a garota agarrar as cobertas e cobrir o rosto, o que o fez rir. O quarto dela estava bem organizado e por todos os lados havia livros.Uma vez Sabe- tudo sempre Sabe-tudo. Pensou ironicamente revirando os olhos.

–Espero que você não tenha pesadelos esta noite Granger... — disse antes de fechar a porta do quarto dela e sair.

Saiu do quarto da garota, e encontrou Cho Chang no Salão Comunal, ela lhe lançou um sorriso sedutor, e ele teve que se conter para não fazer um gesto obsceno. Ela levantou do sofá que estava sentada e andou parando ao seu lado.

–Hoje nós temos ronda Draco – falou com a voz mansa, e ele revirou os olhos – Espero que seja pontual...

Ela sorriu mais uma vez e saiu rebolando como uma lacraia. Ele ficou enojado com o atrevimento de Chang, e pela primeira vez constatou que Hermione Granger tinha razão. Cho Chang era sim uma atirada.

Ele saiu do Salão e andou pelos corredores a procura de Nott. Foi ao corredor onde haviam se encontrado e não o achou. Suspirou resignado e foi para o Salão Principal. Muitos alunos o encararam com cara de desgosto, mas ele encontrou Nott na mesa da Sonserina, ele estava conversando com duas garotas que mascavam chiclete e lhe lançavam olhares maliciosos.

–Então a mulher queria entrar no banheiro, sendo que eu estava lá dentro... — ele contava – E eu tipo “ Qual é tia?! Ta ocupado, vai procurar outro vai, mulher!’’...E ai ela chutou a porta e me mandou juntar Cocô de Unicórnio...

As garotas riram da piada sem graça de Theo e Draco revirou os olhos com tamanha estupidez.

–Nott...acho que tínhamos assuntos a tratar, certo?- Disse cinicamente.

–Ah é mesmo Draquinho...- ele sorriu ao ver Draco, que estava a um passo de esganá-lo. – Meninas tenho que ir...amanhã nós nos vemos minhas flores...

Ele beijou as duas garotas na bochecha e saiu andando com Draco. Quando chegaram no corredor, Draco deu um tapa na cabeça de Theo e sorriu vitorioso ao ver a cara de dor do amigo.

–Ai Draco!- ele reclamou passando a mão na cabeça – Por que Merlin você fez isso, sua doninha albina!?

–Já te falei que detesto esse apelido ‘’Theozinho’’...- ele riu

–Você sabe que eu te amo né?!- ele zombou e Draco fechou a cara – Tá, tá bom Draco... aff pra onde foi seu bom humor?

–Pra Bulgária, e sem previsão de volta... — ele disse e o amigo revirou os olhos.- Vamos para a Sala Precisa conversar...

–Sala o quê?

Theo ficou confuso, mas ao ver a seriedade do amigo, endireitou-se. Eles caminharam até chegar a entrada da Sala Precisa, Draco deu três voltas, desejando uma sala comum. Depois de alguns instantes uma porta apareceu e os dois passaram por ela.

A sala que Draco desejara era quase igual ao Salão Comunal da Sonserina, só que mais simples. O verde e o cinza predominavam, havia um sofá e uma poltrona, uma lareira com chamas crepitantes e o resto era vazio, o que constituía um cenário quase sombrio. Suspirando, Draco sentou no sofá, enquanto Theo jogou-se na poltrona, deitando de ponta cabeça e encarando Draco curiosamente.

–Então, Draco... — ele iniciou – O que você tem a dizer?

– O que faz você pensar que eu tenho algo a dizer?- Malfoy sibilou num tom rude, mas logo emendou – Desculpe...

–Tudo bem – O moreno suspirou, já estava acostumado com a rudeza do outro – Qual é?! Você não tem nenhuma pergunta para me fazer, Draquinho...?

– Nott...da próxima vez, que você me chamar de Draquinho, eu te dou uma passagem só de ida para o St. Mungus!- Draco disse num tom perigoso.

Theo engoliu seco, mas riu.

– Okay Malfoy!- ele levantou as mãos num gesto de rendição, e se endireitou na poltrona. – O que você quer saber de mim...?

–Por que você foi para a França? – Draco perguntou apoiando os cotovelos nos joelhos, e apoiando o rosto nas mãos.

–Ah Draco... — Theo suspirou resignado – Eu detestei a guerra desde o momento que Voldemort ressurgira, mas também me recusava a juntar-me a Ordem da Fênix...- ele revirou os olhos- minha vó me mandou uma carta, me convidando a passar uma temporada com ela na França, e naquela oportunidade eu abandonei a Inglaterra junto a minha mãe.

Draco finalmente entendera o amigo. Antigamente achava que ele havia fugido por medo, mas era algo totalmente diferente.

–Mas...- Draco gesticulou olhando nos olhos castanho-esverdeados de Theo – Por que você não me avisou?

–Draco, eu fiquei muito chateado quando descobri que você havia se tornado um Comensal da Morte – Theo afundou o rosto nas mãos – eu... Eu... Já não confiava mais em você e eu fui para França, uma semana depois de ter descobrido o que você havia se tornado.

Theo e Draco suspiraram evitando se encararem, mas as memórias os atingiram como uma flecha acerta seu alvo.

Draco estava mais uma vez chorando no banheiro. A Marca Negra em seu braço queimava, como se estivessem pressionando ferro quente contra sua pele. Os cabelos estavam totalmente desalinhados e os olhos úmidos pelo choro. As mangas de sua camisa branca estavam arregaçadas, deixando evidente assim, A Marca.

Ele lavava seu rosto inúmeras vezes, buscando apagar os vestígios do choro, o que era uma tarefa um tanto trabalhosa. Murta estava mais uma vez tentando conversar com ele, mas ele a deixava falando sozinha.

Escutou passos se aproximando, enxugou o rosto e antes que pudesse ocultar a marca com o tecido da camisa, uma voz falou.

–Então você se tornou mesmo um deles né? – a voz continha uma mágoa palpável – Um comensal da Morte...

Um riso amargo ecoou pelo banheiro deserto, e a espinha de Draco gelou.

–Theo... Não é o que você está pensando... — Draco virou-se, falando suplicante – Não foi uma escolha Theo!!!

–Você prometeu... — as lágrimas de raiva nasciam nos olhos de Theodore – Quando éramos crianças você prometeu... Prometeu que nunca iria se tornar um servo dele Draco, você mentiu! SEU TRAIDOR!

O berro de Theo fez Draco estremecer. Ele nunca se imaginara naquela situação e sua mente formulava possíveis soluções, todas falhas.

–Theo, por favor, me escuta... — Draco quase chorava.

–Escutar um cara que não cumpre suas próprias promessas!?- ele disse irônico – Desculpa, mas eu sou inteligente pra discernir as coisas que faço!

E antes que Draco pudesse dizer algo, Theo saiu do banheiro com os pulsos cerrados. A vida de Draco, havia ido definitivamente para o buraco. Ele perdera a dignidade, a liberdade e seu único amigo verdadeiro.

– Tia Cissa, me mandou semanas depois uma carta... — Theo falou com os olhos fechados – Ela me explicou toda a sua situação, no começo, eu não quis acreditar, mas depois me convenci de que ela jamais mentiria para mim, e a culpa pesou...

Theo recostou-se na poltrona e suspirou, olhando a lareira.

–Draco... — ele inicio suplicante — Eu peço desculpas por não ter te compreendido, acredite a coisa que eu mais sinto falta é a sua amizade.

– EU que peço desculpas por ter quebrado nossa promessa!- Draco declarou – Afinal promessas foram feitas para serem cumpridas...

–Okay!- Theo concluiu – Mas vamos parar com essa melancolia, por que isso não é pra mim!

A frase de Theo deixou o clima mais ameno. E Draco riu.

–Você ta tentando pagar pelos seus erros né?- Theo perguntou e o loiro assentiu – Carrregar a Granger nos braços, tá incluído nisso?

Theo riu da cara pasma do amigo, com certeza ele não esperava aquela pergunta.

–Erm...sei lá...- Draco dizia desconcertado enquanto Theo chorava de rir – Eu não ia deixar a garota congelando lá fora né? Por que depois iam dizer que eu tinha matado ela... Para de rir Theodore Nott!

–Foi mau cara! – ele ainda ria. – A Granger não é de se jogar fora, meu amigo...

–O que você tá insinuando?- Draco cerrou os olhos

–Ah sabe, você e a Granger- Nott ria – Romeu e Julieta, duas famílias que se odeiam e muitos beijinhos Draquinho!

Theo riu ainda mais e Draco o acompanhou. Aquilo era algo insano, mas muito bom.

And I feel alright, and I feel alright

(E eu me sinto bem, e eu me sinto bem)

'Cause I worked it out, yeah I worked it out

(pois eu resolvi isso, é eu resolvi isso)

I'll be doin' this, if you had doubt

(E farei assim, se você duvidar)

Till the love runs out, till the love runs out

(Até o amor acabar, até o amor acabar)

Notas finais
Música é Love Runs Out, OneRepublic