Drama Total - A Corrida Amazônica INTERATIVA
21 Capítulo 20 - S.O.S Amazônia - Parte 1
Notas iniciais
Chris – Estamos de volta com esta cerimônia de eliminação. Eu já tenho o resultado, mas antes de revelá-lo, irei fazer uma pergunta a cada um dos nossos participantes. Fox, você acha que estaria nessa berlinda se não fosse pela Thiara?
Fox – Sim, acho que mesmo sem a indicação indireta dela, eu já era alvo do outro grupo, então eu não escaparia dessa cerimônia não.
Chris – Giselle, você se tornou uma participante que joga sozinha e se revoltou contra todos os outros. Você acha que conseguirá jogar desta forma?
Giselle — É claro, eu sou independente e mais forte do que todos imaginam, com certeza chegarei bem longe.
Chris – E Kirby, como você foi parar nessa berlinda? Brady poderia ter te salvado, por que não o fez?
Kirby – Acho que o Brady tomou uma decisão mais sentimental do que estratégica, ele estava grato pela Magia o ter imunizado, então eu compreendo a decisão dele.
Chris – Bom, hoje um de vocês sairá, e por incrível que pareça, não será você... Giselle!
Giselle – IUHU!!! *Ela levantou entusiasmada* ME SEGUREM!
Chris – Kirby e Fox. A previsora do tempo e o fotógrafo, vocês passaram por muitas coisas durante o programa. Enquanto um foi empedrado, a outra ficou sem memória, um se pôs contra seus amigos, a outra as manteve por perto, um procurou por resolver pendências, a outra procurou por vingança. E acho que, de uma forma ou de outra, ambos conseguiram o que buscavam, ainda que não da forma que esperavam. Qualquer um de vocês dois poderia ser interpretado pelo público como um vilão, mas ele entende o lado de vocês. Vocês estão nessa berlinda por que vocês precisam estar, um de vocês continuará por que precisa recomeçar, e aquele que sair, é por que precisa... Quem continua no jogo, é você...
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Giselle olhava os dois competidores, ansiosa.
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Fox começou a chorar, limpando as lágrimas logo em seguida.
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Kirby olhou para o céu, não sendo possível identificar se ela olhava uma estrela ou esperava o começo de uma chuva.
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Chris – Kirby, parabéns, você continua.
Kirby – Isso!
Chris – Agora, as duas podem descer as escadas e retornar ao jogo.
Kirby e Giselle desceram os degraus, Fox se levantou do toco da árvore.
Chris – Alguma coisa a dizer?
Fox — Não... Eu acho que não tinha como ser diferente, esse jogo não era pra mim mesmo. *Sorriu*
Chris – Bom, você foi o único participante que não foi para uma berlinda sendo o mais votado, você tem mérito por isso, conseguiu fugir da berlinda por muito tempo, que é o grande objetivo do jogo.
Fox — É, eu cheguei ao Top 10, e isso foi bom. Estou feliz de ter chegado até aqui.
Chris — Então, coloque o capacete e deixe se levar pela tirolesa, pois seu jogo acabou de acabar.
Fox se prendeu à tirolesa e pulou.
Chris – E agora sobraram 9. Estamos na reta final, e ainda temos muitas surpresas. Quem será o derrotado do próximo episódio? Descubra isso e muito mais em...DRAMA... TOTAL... A CORRIDA AMAZÔNICA!
...
Giselle chega correndo para se juntar aos outros, com Kirby caminhando logo atrás. Ela gritava e dançava, Blair e Bertha sorriram ao ver Kirby, assim como Brady. Magia se pôs a chorar, e Thiara foi abraçada por Ken. Jéssica olhava toda a cena de braços cruzados, ela revirou os olhos e entrou para a cabana das garotas.
Fox – Eliminado com 1.5% dos votos
Giselle – Continua com 72% dos votos
Kirby – Continua com 26.5% dos votos
***
>>Dois dias antes do começo da temporada
Um ônibus parou em um ponto de Manaus. Dele, desceu um homem rechonchudo de bigode, um magrelo de óculos quadrados, uma mulher de casaco de pele e dois homens grandes.
Godinez – Finalmente, finalmente! Chegamos à Amazônia!
Rogerio — Engraçado, não sabia que a floresta amazônica tinha tantos prédios e casas. *Disse um dos homens grandes*
Bernadete – A Floresta Amazônica fica para lá, inteligência. *Revirou os olhos*
Godinez — Silêncio! Vocês não querem chamar a atenção. Vamos, peguem as coisas e vamos caminhando.
O homem rechonchudo tomou à frente, sendo seguido por sua trupe. Eles adentraram a floresta, maravilhados com a beleza do lugar.
Rene — Olhem, o Rio Amazonas. Sabiam que ele é o maior rio do mundo, ele nasce no lago Lauri, lá em Andes dos Perus, passando por todo o norte da América do Sul, floresta amazônica e terminando no Oceano Atlântico? *Falou o magrelo*
Reginaldo – Têm cobras nesse rio? *Perguntou o outro homem grande*
Rene — Segundo lendas, sim. Inclusive, há uma lenda que fala de uma cobra chamada Norato, extremamente enorme.
Rogerio – AAAAAH! VAMOS EMBORA, VAMOS EMBORA!
Godinez — São lendas, idiota. É só para assustar criancinhas, é óbvio que essas coisas não existem. Vejam, aqui parecem um bom local para passarmos a noite, montem as barracas, amanhã começaremos o nosso trabalho. *Sorriu*
Seus capangas assentiram e fizeram o que ele havia mandado. Ali, no meio da floresta, os cinco adormeceram. Logo, o sol batera em seu rosto.
Godinez – O GRANDE DIA! *Levantou sorridente, abrindo os braços e batendo no rosto de Rene*
Rene – Outch!
Godinez – Vamos, vamos, não podemos perder tempo, temos clientes esperando por esses troncos de árvores, e animais preciosos.
Bernadete – Espera, que barulho é esse?
Uma van parou ali próximo. Os cinco engatinharam para ver do que se tratava.
Chris – FINALMENTE, O GRANDE DIA! ESTOU TÃO ANIMADO PARA O COMEÇO DA TEMPORADA. *Começou a saltitar, sorridente* Quando os participantes chegam, Chef?
Chef — Amanhã de manhã, mas o ônibus só os trará daqui a dois dias, na estreia do programa. Eles não se conhecerão antes disso.
Chris – Ainda falta tudo isso?! Bom, tudo bem. *Deu de ombros* Vamos pessoal, instalem as câmeras, quero captar cada parte da Amazônia!
Chef – A Floresta é enorme. E também, só temos autorização para utilizar algumas partes dela.
Chris – Hum... Certo, então coloquem as câmeras em todas as partes que podemos usar, será uma temporada única, então iremos extrair o máximo que conseguirmos da floresta.
Godinez – Malditos canadenses! *Ele rangeu*
Reginaldo – Eu amo o Drama Total! Uma temporada no Brasil, que legal! *Seus olhos brilharam* Será que ainda estão aceitando inscrições?
Godinez – Cala a boca, seu cabeça de bagre, nosso objetivo é outro! Mas eles aqui podem estragar tudo com esse tanto de câmeras.
Bernadete – E o que nós vamos fazer agora?
Godinez – Vamos nos esconder, mas quero assistir esse programa para nos mantermos informados.
Rogerio — ÊEEEEH!!! *Bateu palminhas* Fiquei sabendo que a Gretchen iria participar dessa temporada!
Godinez bateu a mão em sua testa.
Godinez – Peguem as coisas, vamos ficar na primeira caverna que encontrarmos.
Rene – Essa floresta é tão estranha, eu posso jurar que senti olhos nos observando.
Godinez — Não diga bobagens... AAAH! *Ele caiu. Seus cadarços estavam amarrados uns aos outros* Quem foi o engraçadinho?
Um pequeno tornado se formou em cima de uma árvore, aparecendo o sapeca Saci.
Saci – Hihihi.
Assim, os cinco continuaram a caminhar. Como dito, entraram na primeira caverna que encontraram.
Bernadete – Chefe, não será ruim para os negócios demorarmos para entregar o que nos foi pedido?
Godinez – No começo sim, mas veja bem, esse reality pode fazer com que as pessoas se interessem mais pela beleza que há neste lugar, ou seja... Mais pedidos! *Sorriu*
Rene — Você é tão inteligente! *Sorriu*
Godinez – Eu sei. Vamos esperar um pouco, trabalharemos muito depois que o programa estrear.
...
Um vento forte se formou novamente.
Saci – CURUPIRA! CURUPIRA! VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR.
Curupira – O que foi? *Ele arqueou uma de suas sobrancelhas*
Saci – Chegaram pessoas novas por aqui, uma gentinha estranha!
Curupira – O quê?! Turistas?
Saci – Pareciam pesquisadores.
Curupira – Bom, se for apenas uma visita, então estará tudo bem.
Saci – Bom, eu ouvi dois caras falando sobre uma espécie de programa de televisão, e parece que vai chegar mais gente.
Curupira – Programa de TV? Estão achando que a nossa floresta é um cenário que podem utilizá-lo?
Saci – Por isso que eu vim correndo te contar.
Curupira – Certo. Quero todo mundo de olho nesse pessoal do programa, e se eles fizeram alguma coisa... Pagarão muito caro.
Saci – Sim, senhor. Vou avisar ao Boto, à Iara e os Mapinguaris. *Ele girou, desaparecendo em meio à ventania*.
...
Chef – Chris, você lembra o que o cara disse quando chegamos? Sobre criaturas estranhas que vivem por aqui?
Chris — Você acreditou naquela história?
Chef – Dizem que essas lendas do folclore brasileiro realmente existem, e que uma pessoa já virou pedra pelas mãos da própria Cuca.
Chris – E daí? Não passaram o antídoto?
Chef – Bem... Sim.
Chris — Então, não é como se fôssemos dar de cara com ela, não é? *Riu*
Chef deu de ombros, olhando para os lados.
>— Durante o Episódio 5 “Não Rebaixados, Não Cansados, Não Quebrados”
Os cinco assistiam ao programa gravado pela tela do celular, já que não podiam ver ao vivo.
Reginaldo – AI MEU DEUS! Esse desafio de culinária está tão concorrido.
Rene – O Shomari tem tudo para ser um finalista, espero que ele vença.
Bernadete – VAI, TINA!
Rogerio — *Chorava* A Magia devia estar nesse desafio, por que ela saiu? Por quê?!
Godinez – Muito bem, cansei de ficar aqui! *Ele se espreguiçou* Vamos começar o trabalho, já tive muitas ligações e temos muitos pedidos.
Rene – Como vamos fazer isso? Há câmeras por todo o lado, e se formos pegos?
Godinez – Pelo dinheiro vale o sacrifício, vamos.
Os cinco saíram da caverna, carregando suas coisas. Eles caminharam devagar, tomando cuidado para que não fossem vistos pelas câmeras.
Godinez – Shh, olhem.
Todos se esconderam de trás de um arbusto.
Rene – Vejam, é a equipe dos Micos! Vou pedir um autógrafo para a Jéssica...
Godinez — Não, seu idiota. Não vê as câmeras? Estão gravando!
Rogerio — Então o programa não é ao vivo?
Bernadete – Claro que não, eles editam. *Revirou os olhos* Esse é o episódio que vai passar amanhã.
Reginaldo – Podemos perguntar quem saiu, já que não terminamos de assistir?
Godinez — Não, e é bom calarem a boca, se não...
Rene – Essa não!
Os cinco assistiram quando a equipe dos Micos foi capturada por índios.
Reginaldo – Eles vão morrer! *Tampou a boca, horrorizado*
Rogerio – De onde esses índios saíram? Como ninguém percebeu eles antes?
Godinez – Hum... *Uma lâmpada se acendeu sobre sua cabeça* Tive uma ideia. *Sorriu*
Os outros quatro se entreolharam curiosos. Uma mulher escutou uns barulhos nos arbustos, ela deu uma última olhada na equipe dos Micos indo embora, e foi olhar o que era. Estava com um bebê nos braços.
De repente, os cinco vigaristas estavam vestidos como índios.
Godinez — Olá!
A mulher arqueou a sobrancelha.
Godinez – Somos índios da tribo... Hãn... Japaris!
Mulher – Nunca ouvi falar dessa tribo.
Rene — É por que... Somos índios da parte da floresta do Peru, é isso.
Todos os outros concordaram.
Mulher – Oh! Não sabia que existiam tribos lá. Me acompanhem.
Eles a seguiram, sorridentes.
>— Durante o episódio 8 “Homens em pele de Lobo”
Os cinco retornavam para juntos dos índios, após guardarem os machados e as gaiolas dentro de troncos de árvores, e escondido madeiras e animais dentro de uma caverna.
Bernadete — Vocês ouviram? Será que realmente há um lobisomem solto pela floresta?
Godinez – Isso é só mais uma lenda *Revirou os olhos, quando seu celular tocou* Oh, parece que temos mais encomendas para amanhã.
>— Durante o episódio 10 “Intrigas, Mentiras e mais Intrigas”
Chris – AH MINHA NOSSA! FOX ESTÁ EMPEDRADO! EMPEDRADO! AS LENDAS ERAM VERDADEIRAS, O QUE FAREMOS?
Chef – EU NÃO SEI! POR QUE ESTÁ GRITANDO?
Chris – ESTOU DESESPERADO! MANTIVE A CALMA NA FRENTE DOS COMPETIDORES, MAS NÃO SEI O QUE FAZER.
Chef – ACALME-SE, HOMEM. *Ele de um tapa no rosto de Chris* Nós temos os antídotos lembra? EU DAREI UM JEITO NISSO!
Chris – Por favor, meu herói, por favor. Não quero ser preso de novo, a cadeia é horrível, não posso torturar ninguém lá.
Chef – Tudo vai dar certo, você vai ver. Agora, você tem que voltar lá e continuar o programa como se nada tivesse acontecido, como se tivéssemos todo o controle da situação.
Chris — Tá bem. *Ele respirou fundo*
>— Depois do episódio 13 “Nas Garras da Bruxa”
Chris – Puxa, estou exausto! Hoje foi um dia longo. Fui sequestrado por Mapinguaris, Fox voltou a ser gente de novo e agora terei pesadelos com a Cuca. Ah, não me deixe esquecer que o Brady está imunizado. Puxa, que meio de temporada!
Chef – Temos material suficiente para um episódio completo. Tenho certeza que ele dará muita audiência. A propósito, agora que o Fox retornou, a Blair vai voltar a ser um Mico Leão Feroz?
Chris – Nah. O romance dela com o Brady está no dando audiência, e também, o Ken faz parte da equipe agora, está tudo de igual para igual.
Chef deu de ombros.
Chef – Se você prefere assim.
...
Godinez – CARAMBA! ENTÃO AS LENDAS SÃO REAIS?! Isso explica por que coisas tão estranhas aconteceram.
Eles ainda estavam fantasiados de índios, convivendo junto com a tribo e assistindo aos episódios escondidos.
Bernadete – Pois é, corremos perigo de nos esbarrar com eles todos esses dias.
Rene – Tivemos sorte que eles estavam de olho no pessoal da reality e estamos juntos com os índios.
Godinez – Hum... *Ele pegou o celular e discou um número*
Reginaldo – O que vai fazer, chefe?
Godinez — Alô, Raimundo, precisamos de reforços.
>— Antes do episódio 15 “A Receita para Esconder Segredos”
Kirby chorava encostada em uma árvore.
Chef – O que foi, Kirby? Por que está chorando?
Kirby – Chef! *Ela abraçou o homem* Eu tinha perdido a memória, mas agora a recuperei... A Jéssica foi horrível comigo.
Chef — É... Tenho que admitir que sim, mas não posso me envolver nisso...
Kirby – Espera! Você pode me ajudar na minha vingança contra ela.
Chef – Como?
Kirby – Se conseguir me dá provas de que ela não presta, poderia fazê-la pagar por tudo o que fez.
Chef – Ah... Não sei...
Kirby – Por favor! Te dou 10% do prêmio se ganhar, como pagamento.
Chef — Tá bem. *Sorriu*
Kirby – Ai, obrigada, obrigada, obrigada. *Sorriu, abraçando-o*
>— Durante o episódio 16 “Estática para todo lado”
Um caminhão parou entre as árvores, várias pessoas desceram dele.
Godinez – Chegaram, chegaram! *Ele riu*
Raimundo – Desculpe a demora, não estão deixando ninguém entrar na Floresta Amazônica por conta das gravações desse programa.
Godinez – Nem me fale, temos que tirar esse povinho daqui, ou eles estragarão tudo! Mas não se preocupe, eu tenho um plano.
Raimundo – Tudo bem, hum... Por que estão vestidos de índios?
Rene — É uma longa história.
>>Durante o episódio 17 “Digas o que temes e lhes direi o que enfrentareis”
Chris – E vamos logo com isso, ainda quero começar o desafio e...
Um homem apareceu em frente ao Chris. Ele era um pouco rechonchudo e possuía um enorme bigode.
Chris – Epa! O que é? Você é algum estagiário querendo remuneração? Já vou avisando que você assinou um contrato...
Godinez — Não é nada disso, sou o Sr. Godinez, e venho informá-lo que você não tem permissão para utilizar esta área. *Ele estendeu um papel para Chris*
Chris – O que é isso?
Godinez — Você tem 72 horas para cair fora, ou serão despejados à força. E tenho dito.
O homem se distanciou.
Chef – O que ele disse?
Chris — Blá, blá, blá, um monte de bobagens. *Ele amassou o papel e jogou no chão. Continuou a dirigir o carrinho*
...
Godinez se juntou aos outros.
Raimundo – E aí? Acham que vão desistir?
Godinez — Não sei, mas se eles não saírem por bem, sairão por mal. Agora, vamos acabar com aquela área ali e voltamos para pegar esta que está sendo utilizada pelo programa.
Raimundo – Certo! E o que faremos com eles?
Uma jaula enorme com os índios dentro estava ali.
Godinez – Eu sei lá, vamos mantê-los presos apenas para não nos atrapalharem.
Reginaldo – Ei, Chef, onde vamos começar a desmatar?
Godinez — Não, não, hoje faremos algo que lucre mais.
Reginaldo – O quê?!
Bernadete chegou rindo, acompanhada de Rogerio, que carregava um saco nas costas.
Bernadete – Foi super fácil.
Raimundo – O que tem aí?!
Rogerio jogou o saco dentro de uma jaula. A mulher saiu de dentro dele.
Iara – Me soltem!
Raimundo – A sereia?!
Godinez – Por isso pedi para vocês virem, imaginem só o quanto ganharemos com esses seres. Agora, vamos atrás dos bichos de um olho só.
>>Antes do capítulo 18 “Independência ou Berlinda: Isto é um jogo”
Curupira – AAHH!!! *Ele estava nervoso* Tem certeza disso?!
Saci – Sim, senhor. Andei por algumas partes da mata hoje, e estão completamente desmatadas. Fora isso, a Iara e o Mapinguari sumiram.
Curupira — Só podem ser eles, o pessoal do reality, só podem ser eles.
Saci – Mas nós estamos os observando desde que chegaram aqui.
Curupira – Houve movimentações em outras partes da floresta?
Saci – Sim, em toda a parte que fora desmatada, mas só haviam os índios lá.
Curupira — Então não tem outra resposta, os índios não fariam isso. É o pessoal do programa. *Ele ficou pensativo*
Saci — Está pensando na garota? Eu acho que ouvi a voz dela te chamando.
Curupira não respondeu.
Saci – Ih... É bom eu sair daqui antes que sobre pra mim... Fui. *E com um rodopio, ele sumiu*
>>Durante o capítulo 19 “Mentes Congeladas e Coração Derretidos”
Mulher — É o homem das Araras.
Godinez – Ah sim, diga que irei falar com ele. *A mulher assentiu e saiu* Desculpe meninas, vou resolver isso e já falo com vocês. *Ele se levantou e saiu*
Bernadete – Aquela garota de chapéu ficou olhando para o meu casaco de pele, tenho certeza que essa mentira de que fazemos parte da Brigada de Incêndio não funcionou.
Godinez – Guarda Florestal!
Bernadete – Que seja! Tá na cara que elas não são turistas, e tenho certeza que desconfiam de tudo o que fazemos, qualquer um desconfiaria, é só olhar os machados e as gaiolas, essas garotas são problemas.
Godinez – Tem razão. Reginaldo, Rogerio, venham aqui.
Então, enquanto Thiara e Bertha conversavam, uma delas foi atingida por Rogerio na cabeça, desmaiando. Reginaldo bateu na cabeça de Bertha, que caiu sobre a outra.
Rogerio – O que faremos com elas agora, chefe?
Godinez – Coloque-as na gaiola dentro do caminhão. Quero um de vocês de guarda, o resto, é hora de continuar o trabalho. *Ele colocou o celular no ouvido* Olá, Gilberto! Araras vermelhas e azuis?!
...
Todos eles voltaram, com vários animais presos em gaiolas, fora as diversas árvores que haviam derrubado. Rene estava caído no chão.
Rene – Ai... Acho que criou um galo.
Godinez O que houve aqui? Por que a porta do caminhão está aberta?
Reginaldo – As garotas fugiram.
Godinez – Grr... Imprestável! Estamos ferrados agora.
Rene – Eu não as vi... Elas caíram em cima de mim.
Godinez — Tá bem, tá bem... Não vamos nos preocupar com isso agora. Amanhã vamos dar o xeque-mate nesse povo do programa, e vamos terminar logo isso.
***
Chris – Aconteceu em Drama Total – A Corrida Amazônica, nosso top 10 foi dividido em cinco duplas: A roteirista e o fotógrafo, o salva vidas e a animada energética, a rockeira e a garota da moda, a atriz e a previsora do tempo e a primeira dama e o dançarino. Uma corrida de jipe movimentou o jogo, enquanto o desenterrar de trenós tinha uma surpresinha que eu sabia que Giselle encontraria hehe, aquela explosão foi hilária. Mas foi na floresta nevada que tudo virou do avesso, ainda bem que tínhamos as músicas para nos alegrar. Jéssica, Kirby, Bertha e Thiara estavam indo bem, mas sumiram da minha vista. Giselle e Ken foram os primeiros a chegar à linha de chegada, mostrando que ingenuidade e burrice podem ser elementos fortes combinados juntos, ou não, já que Giselle deixou um dos bonecos de neve para trás e eles tiveram que voltar para chegar. Mas Fox e Kirby também ultrapassaram a linha de chegada, pena que eles esqueceram de cantar, e também tiveram que retornar. Por fim, agora sim, Brady e Magia venceram, mas descobriram que apenas um poderia ganhar a imunidade, e a garota deixou para o rapaz. No jogo dos animais, Fox acabou sendo indicado diretamente à berlinda por Thiara, que ganhou a imunidade, enquanto Magia estava, mais uma vez, com o pé dentro de uma berlinda. Brady atendeu ao telefonema, e retirou os votos que ela havia recebido no jogo, mandando Kirby para o banquinho da vez. Para completar, Giselle foi o pivô de revelações de cartinhas que os participantes receberam com afirmações dadas por seus concorrentes, que acabou esquentando ainda mais o jogo. Sem contar, que Kirby tentou desmascarar Jéssica, mas, a atriz passou a perna na garota e conseguiu se safar de novo. Ufa, quanta coisa! No fim, Fox foi o eliminado, deixando os outros 9 ainda mais perto do grande prêmio! Quem será que aguentará a pressão? Quem chamará a mamãe para o salvar? E quais mais laços irão se romper? Descubra neste emocionante episódio de... DRAMA... TOTAL... A CORRIDA AMAZÔNICA!!!
*Abertura*
>>Cabana Feminina, noite.
Giselle:
Yo, I'll say you what I want, what I really really want
(Ei, eu te direi o que quero, o que eu realmente quero)
So tell me what you want, what you really really want
(Então, diga-me o que você quer, o que você realmente quer)
I'll tell you what I want, what I really really want
(Eu te direi o que quero, o que eu realmente quero)
So tell me what you want, what you really really want
(Então, diga-me o que você quer, o que você realmente quer)
I wanna, I wanna, I wanna, I wanna
(Eu quero, eu quero, eu quero, eu quero)
I wanna really really really wanna zig-a-zig ah
(Eu realmente, realmente quero um zigue-zague, ah)
Jéssica — Dá pra calar a boca? Eu estou tentando dormir!
Giselle – Estou feliz por ter voltado de uma berlinda, quer você tenha gostado ou não. E também, o desafio de hoje me despertou novos talentos, acho que seguirei a carreira de cantora, quando sair daqui.
Jéssica – Só se o seu público for um bando de gralhas, e ainda assim, será uma piada para eles.
Blair – Gente, sério que vocês têm que brigar a essa hora da noite? Devíamos ser como um jardim florido em um dia de sol e não como o mar em dia de tempestade... Kirby, gostou da analogia que eu fiz sobre o clima? *Ela não teve resposta* Hãn... Acho que ela já está dormindo.
Na verdade, Kirby estava acordada, mas optou por permanecer imóvel e virada para a parede, não queria ser incomodada. Magia açoou o nariz com um lenço, estava chorosa.
Blair — Está abalada por conta do Fox?
Magia – Sim... Foi duro perdê-lo, assim como o Hank, mesmo que ele falasse meu nome errado, me chamando de Kyrie, quando na verdade é Kylie... Ou era, antes de eu mudar.
Jéssica — Ei! Alguém aí viu a Mia e a Roberta do RBD?
Giselle — Quê? Elas estão aqui? AH! *Ela deu pequenos pulou* Preciso pedir um autógrafo!
Jéssica — É melhor ir rápido, elas estão lá fora, mas estão quase indo embora.
Giselle – AAAAAHHH! *Ela saiu correndo para fora da cabana*
Blair – Ela não estava dizendo realmente...
Jéssica — Deixa ela, deixa... *Deitou-se e se cobriu com o cobertor*
>>Cabana Masculina
Ken estava acordado, olhando para o teto.
Ken – Brady... Está acordado?
Brady – Sim... Por quê?
Ken — Não consigo dormir, nosso quarto ficou muito vazio agora.
Brady — É, imagine se um de nós dois sair, o outro dormirá aqui sozinho.
>>Confessionário
Ken – Definitivamente, eu não consigo pensar em ficar sozinho naquela cabana, ela é muito grande pra mim, eu não preciso de tudo isso.
Enquanto isso, Chris roncava em seu quarto no segundo andar de seu chalé. Alguma coisa abriu a janela, fazendo com que ele se cobrisse ainda mais para se proteger do vento. Uma garra prendeu-se à barra da janela, e alguém entrou. Uma mão pálida pegou o celular do apresentador que se encontrava em cima do gabinete.
Bertha – Eu consegui! *Sussurrou* Peguei o celular dele.
Thiara — Ótimo, agora vamos acabar logo com isso.
Chris bocejou, e seu braço passou pelo pescoço de Bertha, ele ficou abraçado com a garota como se fosse um bicho de pelúcia.
Bertha – Me ajuda!
Thiara – AI! Já sei. *Ela começou a fazer cócegas no homem*
Chris – Hihi... Hahahaha! *Ele soltou Bertha, abrindo os olhos em seguida* O quê? Huh *Fechou os olhos novamente*
Thiara e Bertha se apressaram a caminhar em direção à porta do quarto dele.
Bertha – Droga, o celular dele tem senha.
Thiara — Não dá pra identificar pelas marcas dos dedos?
Bertha — Não! Ele provavelmente deslizou a tela várias vezes.
Thiara – Olha, embaixo tem um leitor digital.
As duas trocaram olhares e encararam Chris. Elas andaram sorrateiramente até ele novamente. Bertha segurou seu dedo indicador, enquanto Thiara aproximou o celular para desbloquear.
Thiara – Pronto. *Ela fez um sinal com o dedão*
Chris – ATCHIM!
Bertha – AH! *Ela deu um soco no rosto dele*
Thiara – Isso era necessário?
Bertha – Ele me assustou!
As duas caminharam em direção à porta novamente. Thiara teclou os números e levou o celular à orelha.
Thiara — Alô? É da polícia? Quero denunciar práticas de desmatamento e tráficos de animais na floresta amazônica.
Bertha – E sequestro, não se esqueça que fomos presas também.
Thiara – Certo, obrigada! *Ela desligou o celular* Eles chegam pela manhã.
Bertha — Ótimo! Mas espera, a polícia vai rodar pela Amazônia inteira em busca desses criminosos? E se não encontrarem? E se eles não forem pegos em flagrante?
Thiara – Eu acho que tenho uma ideia... Te conto no caminho, vamos.
As duas deixaram o celular de volta ao gabinete e desceram pela janela.
Então, amanheceu. Chef martelava pregos em uma parede, ele sorriu ao ver que o refeitório havia, finalmente, sido concluído.
Chef – Isso sim é um trabalho bem feito. *Sorriu*
Chris – Olha só, parece que alguém terminou o serviço. *Chegou sorridente, com uma fita no nariz*
Chef – O que é isso no seu nariz?!
Chris – Acordei com ele doendo, sinto que quebrou. Já liguei para o Dr. Rey para marcar uma nova cirurgia.
Chef – Quebrou do nada?!
Chris deu de ombros.
Chris – A banheira já está preparada para nosso primeiro desafio de cinco partes de hoje?
Chef – Sim, vou buscá-la. *Ele sorriu e correu*
Chris — Não se esqueça de colocar bastante sanguessugas. *Ele gritou, sentindo uma dor no nariz, logo depois* Au.
...
Jéssica entrou na dispensa, olhando para todos os lados para saber se não estava sendo observada. Ela fechou a porta. Ruy estava amarrado em uma cadeira, adormecido.
Jéssica — Acorda. *Ela pegou um copo de água em cima da mesinha e jogou no rosto do garoto, que despertou*
Ruy – O quê?! O que foi?! *Ele viu Jéssica* Ah, Jessie, como vim parar aqui? A última coisa que me lembro é de estar completamente enterrado na neve.
Jéssica — Como sou uma pessoa completamente piedosa, eu te trouxe para cá. *Sorriu falsamente* Aliás, se não fosse por mim, você provavelmente estaria congelado agora, então, de nada.
Ruy – Se não fosse por você eu não estaria enterrado na neve.
Jéssica — Nem queira se fazer de vítima, você começou, lembra?
Ruy — Tá, que seja! Dá pra me desamarrar, agora?
Jéssica — E deixar você solto por aí? Nem pensar, não posso correr esse risco, meu plano é deixar você aí até... Chegar a final, e depois que eu ganhar, eu deixo você comemorar, tá? Agora, se me der licença, eu tenho um desafio para fazer.
Ruy – Espera! Eu estou com fome.
Jéssica — Ah, viu como eu lembro de tudo? *Com um sorriso no rosto, a atriz pegou um saquinho também presente em cima da mesinha. Ela esticou o braço e solto-o no chão*
Ruy – Eu não consigo pegar com as mãos amarradas.
Jéssica — Faz um esforço, tenho certeza que consegue. *Ela arqueou uma de suas sobrancelhas*Não saia daí, hein?! Hahaha.
Jéssica deu às costas para o rapaz e saiu da dispensa, fechando a porta logo em seguida.
...
Blair e Magia tomavam seu café, Kirby se aproximou das duas. Blair sorriu.
Kirby – Bom dia, Magia! O dia hoje irá fazer 15º graus, mas ainda assim teremos chuva, então não esqueça do guarda-chuva, viu?
Magia olhou para Blair e assentiu.
Magia – Obrigada.
Kirby – A propósito, adorei seu cabelo hoje. *Sorriu e se afastou das duas*
Blair encarou Magia.
Blair – Ela me ignorou!
Magia deu de ombros.
Magia – Olha, não deve ter sido fácil ser excluída da sua final, vocês são amigas desde o começo do programa.
Blair – Eu sei, estou me sentindo horrível, mas eu fui sincera.
Magia — Dê um tempo a ela, está bem? Tudo vai se resolver, você verá.
Blair — Tá certo. E pra piorar estou zangada com o Brady, aliança masculina, sério?!
Magia – Bem, eu sei que eu deveria ser contra, mas não acho que tenha sido por mal não.
Blair – Mas foi você mesma que revelou isso.
Magia – Eu sei! Mas é que eu analisei as cartas e percebi que elas estavam muito sensacionalistas, o Brady não queria eliminar todas as garotas, por que ele não eliminaria você. Acho que toda essa história não passou de uma má interpretação.
Blair — É, bom, pelo menos o Brady salvou você da berlinda, não é?
Magia – Acredite, ninguém ficou mais surpresa do que eu. *Ela riu* Ele é um cara legal, Blair, e bom.
Blair ficou pensativa, fazendo biquinho.
...
Ken – Kirby! *Ele corria atrás dela*
Kirby – Ken? O que foi?
Ken — É sobre a Jéssica, você disse que ia resolver aquela história...
Kirby – Olha, a Jéssica me passou a perna, está bem? Eu tinha tudo pronto para desmascará-la, mas ela foi mais inteligente, rápida e ardilosa. Se quer a minha opinião, Ken, é preciso um plano muito bem bolado para conseguir pegá-la, e isso a gente não tem.
Ken colocou a mão no queixo.
Ken – Hum... E se montarmos um?
Kirby – Pode até ser, mas eu tenho a impressão de que ela vive de olho na gente, embora eu não saiba como.
Jéssica assistia a tudo na sala de câmeras, de braços cruzados.
>>Confessionário
Jéssica — Então a Kirby não desistiu de me derrubar e agora está contando com a ajuda do dançarino? Há, boa sorte para ela, adorarei vê-la tentar. *Sorriu*
Thiara – Ei, vocês! Viram o Curupira por aí?
Ken – Ah... Não.
Thiara — Que estranho! Ele sumiu de repente, estou preocupada.
Kirby – Ah, às vezes ele só está fazendo alguma coisa.
Thiara — É, mas eu sinto que algo aconteceu com ele... Estou com um mal pressentimento.
Bertha chegou correndo.
Bertha – Te achei! Vem. *Ela puxou o braço de Thiara*
Thiara – O que foi?
Bertha – Eu fiz aquilo, pra dá uma continuada no plano.
Thiara – Como?!
Bertha – Ah, foi fácil, só...
Brady – Bertha? Podemos conversar? *Se juntou a elas*
Bertha — Hã, agora? É que estou em um assunto meio sério.
Thiara – Tudo bem, são só alguns minutos.
Bertha — Tá.
Bertha e Brady caminharam até um canto.
Brady – Olha, sobre a carta da noite passada, eu sei que você ficou mal, mas isso não significa nada, ok? Foi só um comentário bobo.
Bertha – Foi mesmo! Não vou falar que não me senti magoada, por que doeu. Me senti como se tivesse traído a minha melhor amiga, mas no fundo eu sabia que aquilo não era verdade, então me confortou. Acho que pensei mais na reação da Blair mesmo.
Brady — Então, pode ficar tranquila, está bem? Tenho certeza que ela também sabe que foi bobagem.
Bertha – Ainda estão sem se falar?
Brady forçou um sorriso simpático e assentiu com a cabeça, alisando o próprio queixo.
Chris — (Pelo megafone) Vamos cambada, chegou a hora de mais um desafio.
Giselle – Com licença que eu estou passando e essa imunidade será minha!
Jéssica — Olha só, quem resolveu aparecer, estava lavando o cabelo?
Giselle — Não, procurando por uma coisa. *Ela mostrou a vuvuzela*
Jéssica — AI, NÃO!
Giselle assoprou a vuvuzela, fazendo todos tamparem os ouvidos.
Bertha – Descubram quem deu isso a ela e mande-o prender por este crime pavoroso.
Chris – Amo o caos hehe. Bom, acho que todos devem ficar felizes se eu disser que hoje não tem eliminação, o desafio será de recompensa.
Brady — Sério? Quer dizer, ainda faltam nove participantes e depois desse, só mais seis episódios.
Chris – Surpresas, filhinho, surpresas. A recompensa será uma manhã no SPA, com minha companhia, é claro, já que eu sou a pessoa que mais se estressa durante as temporadas.
Bertha – Ah, com certeza, é você que tem que ficar enfrentando o seu maior medo durante horas. *Revirou os olhos*
Giselle – Pois eu gostei, estou precisando relaxar mesmo.
Thiara – Qualquer um merece mais que a Giselle, só de ter que aturar o barulho da vuvuzela dela.
Giselle – Se reclamarem eu faço de novo! *Apontou para a vuvuzela*
Os participantes começaram a discutir. Ken tampou os ouvidos e agachou.
Chris — Dá pra pararem a feira logo? Eu adoro barraco, mas gosto de ver o sofrimento de vocês também!
Blair levantou uma das mãos.
Blair — Alguém viu a Magia? Ela não chegou aqui.
Chris — Será que ela não escutou o som do meu megafone?
Ken – Eu a vi na cozinha.
Kirby – Eu vou atrás dela.
Kirby deixou o local correndo.
>>Cozinha
Magia cantarolava enquanto preparava sua refeição. A garota sentiu uma estranha sensação quando sentou-se à mesa, cerrando os olhos para os lados. Ela se jogou para o lado, e avistou um dardo passando raspando por sua cabeça.
Magia – Apareça! *Ela se colocou em posição de combate*
Mais dardos foram lançados. Kirby entrou em sua frente e abriu o guarda-chuva.
Kirby – O que está havendo?
Magia – Estamos sendo atacadas.
Uma mulher apareceu diante delas. Ela largou os dardos e pegou a lança. Com um pulo, ela já estava próxima das duas garotas, Kirby tentava acertá-la com seu guarda-chuva, enquanto Magia usava seus punhos, mas a mulher sabia se defender. Magia pegou a lança dela.
Magia — Ahá! *Sorriu, apontando para a mulher*
A mulher segurou na outra ponta da lança e puxou, jogando a garota de cabelos rosas contra a previsora do tempo.
...
Chris – QUE DEMORA!
Chef chegou ofegante.
Chef – Consegui... Essa banheira é mais pesada do que parece...
Chris – Para de drama, sim? E onde se meteram aquelas garotas?
Uma rede fora jogada por cima de todos aqueles presentes.
Giselle – AAAAAH! SEQUESTRO!
Jéssica — Para com isso, quem ia querer sequestrar você?
Giselle – Eu sou a primeira dama, qualquer um iria querer me sequestrar.
Três mulheres carregando lanças apareceram, apontadas para eles. A quarta mulher chegou, carregando Magia e Kirby.
Magia – Pessoal, fujam, é um ataque!
Kirby — Hãn... Eu acho que eles já sabem, Magia.
Chris — Tá bem, tá bem! Podem fazer o que quiserem com todos eles, mas me soltem, eu imploro! *Ele começou a chorar*
—Só queremos que vocês vão embora e deixem a nossa floresta em paz. *Disse uma das mulheres* Retirem suas máquinas, soltem os animais e nunca mais retornem!
Chef – Do que vocês estão falando? Que máquinas? É só uma banheira.
—É óbvio que eles não vão admitir, vamos acabar com eles de uma vez. *Disse outra das mulheres*
Chris – Eu não estou entendendo nada.
Bertha – Esperem, eu acho que já entendi. Retirar máquinas, soltar animais, eu sei o que vocês querem, mas pegaram as pessoas erradas.
Uma das mulheres se aproximou de Bertha.
—Continue. *Disse*
Bertha – Thiara e eu vimos o que estava acontecendo pela floresta, há realmente um grupo praticando crimes contra a natureza, mas não fazemos parte dele.
—Acha que ela está dizendo a verdade? *Indagou uma outra mulher*
Thiara – Ai, não dá pra ficar perdendo tempo. Faz o seguinte, chamem o Curupira, ele pode confirmar o que estamos dizendo.
As mulheres se entreolharam. Com um aceno de cabeça, a outra mulher liberou-os da rede com a lança. Kirby e Magia foram soltas.
—Então você conhece o Curupira?
Thiara assentiu.
—Ótimo, então talvez possa nos dizer onde ele está.
Thiara – Como assim?!
—Ele desapareceu, assim como Iara, Boto, Saci e todos os outros. Achávamos que vocês estariam com ele, mas agora não temos tanta certeza.
Bertha – Foram aqueles malvados, só podem ter sido eles!
Chris – Certo, certo, então já que está tudo resolvido, podem nos dar licença? Temos um desafio valendo uma recompensa para terminar.
—VOCÊS NÃO PERCEBEM QUE TAMBÉM CORREM PERIGO?! Eles estão agindo pela floresta inteira, não demorará muito para chegarem aqui, e quando encontrarem vocês no caminho deles...
Kirby – Ai, nem quero imaginar!
—Eles só descobriram sobre as lendas graças ao episódio do reality de vocês, então vocês têm que resolver isso!
Chef – Ah... Ela está certa! Nós que expomos eles.
Chris – Bah, não me dê lição de moral agora, Chef!
Blair – Vamos ajudar sim! Custe o que custar.
Os outros participantes também assentiram.
Giselle — Então não vai ter mais SPA?!
Brady — Só uma pergunta, quem são vocês?
—Ah, claro! Nos perdoem. Eu me chamo Aiyra, e essas são Irani, Araci e Raíra. Juntas, somos as Icamiabas.
Os olhos de Ken brilharam!
Ken – Guerreiras amazônicas! *Sorriu*
Irani — É uma forma de nos chamarem, vivemos no subterrâneo, mas fomos mandadas quando a Amazônia precisou de nós.
Araci — Não temos tempo para conversas, enquanto estamos aqui, os criminosos continuam com o trabalho deles.
Ayira – Tem razão, Araci. *Ela começou a desenhar no chão* Há algumas áreas que ainda não foram danificadas, então acho que nós podemos deduzir que são os próximos alvos do grupo.
Raíra — Podemos nos dividir em grupos, para pegá-los em diferentes partes.
Brady – Compreendo. Acho que podemos nos dividir em 4 grupos: Norte, Sul, Leste e Oeste, precisamos desarmar as máquinas, libertar os prisioneiros e impedir que eles continuem desmatando. Vocês conhecem mais a floresta do que nós, então, para cada grupo, haverá uma de vocês.
Ayira – Olha, eu gostei da liderança dele.
Brady ficou vermelho.
Thiara – Eu acho que sei onde eles podem ter deixado os prisioneiros, já que raptaram Bertha e eu por alguns minutos.
Bertha — É, verdade! E eu acho que posso desarmar as máquinas.
Irani – Muito bem, você vem comigo, e você também. *Apontou para Thiara e Bertha* Preciso de mais alguém.
Giselle – Ah, eu, eu, eu. Me escolhe, me escolhe.
Irani – Pode ser.
Giselle – Iupi! Fui escolhida. *Sorriu, abraçando Thiara e Bertha*
Aiyra — Você vem comigo, líder. Quero mais duas pessoas.
Brady – Claro, a Blair e Jéssica. *Sorriu* Hãn, quer dizer, se estiver tudo bem.
Blair — É, acho que sim. *Cruzou os braços desviando o olhar*
Raíra — Você vem comigo, garota, gostei da nossa batalha mais cedo.
Magia sorriu.
Araci – Eu fico com vocês dois. *Apontou para Ken e Kirby*
Ken – Acho que você vai querer escolher mais alguém, sabe, não sou tão habilidoso ou inteligente.
Araci sorriu, colocando a mão sobre o ombro do garoto.
Araci – Eu vejo muita força em você, acho que não poderia escolher melhor.
Ken sorriu envergonhado.
Chris e Chef assobiaram e começaram a dar passos leves.
Magia – E vocês?!
Chris – Ah... É... Oi!
Raíra — Vocês não vão querer ficar aqui sozinhos, vão?
Chef – (Sussurrando) Eu acho que estamos mais seguros com essas mulheres lutadoras.
Chris – (Sussurrando) Certo, fique sempre atrás dela.
Aiyra — Ótimo. Equipes, sigam por seus lados, vamos salvar a Amazônia!
>>Grupo A
Aiyra, Brady, Blair e Jéssica corriam pela floresta.
Brady — Hãn... Você ainda está com raiva por conta da aliança masculina?
Blair – Brady, acho que não é uma boa hora para levarmos sobre isso agora.
Brady – Mas você sabe que eu nunca votaria pra te eliminar, não é? Você é minha namorada!
Blair – Isso é fofo, mas podemos conversar sobre isso depois?
Jéssica arqueou uma de suas sobrancelhas.
>>Confessionário
Jéssica — Parece que o relacionamento da Blair e do Brady esfriou e isso era tudo o que eu queria. *Sorriu* Aquelas cartas foram ideias de gênio mesmo, ninguém pode negar o que está escrito, já que é tudo verdade haha! Agora que estou numa equipe com os dois, vou providenciar para que o namoro acabe de vez. *Gargalhou*
Blair – Vou contar um segredo para vocês, eu não estou brava com o Brady, mas não vou deixar ele saber disso agora. Posso esperar ele correr atrás um pouquinho. *Sorriu*
Aiyra – Shiu, façam silêncio. Acho que vi alguma coisa. *Ela se escondeu atrás de um arbusto, os outros fizeram o mesmo* Vejam.
Rogério usava uma máquina para cortar as árvores, enquanto outros homens guardavam os troncos.
Rogério — O chefinho vai ficar tão feliz, estamos bombando! *Sorria*
Ayira – Que dor ver a floresta desse jeito. *Ela cobriu o rosto com as mãos*
Blair – Calma, vamos dar um jeito. Só precisamos de uma distração para podermos pegá-los, mas o quê?
Jéssica — Podem deixar essa parte comigo. *Ela sorriu*
Brady – Tem certeza? Pode ser perigoso!
Jéssica — Agradeço a preocupação, Bradyzinho, mas eu estava precisando mesmo atuar um pouquinho. *Ela deu um beijo no rosto do salva vidas e saiu*
Brady corou.
>>Confessionário
Brady — Hãn... A Jéssica é linda e legal, e com certeza beija super bem, mas eu sou apaixonado pela Blair, então aquilo não significou nada, eu sei que ela pensa igual.
Jéssica — Com licença... *Ela estava chorando* Eu acho que me perdi.
Os homens pararam para olhá-la, inclusive Rogério.
Rogério — Ei, eu conheço você, não é a Jéssica no programa?
Jéssica — Ah, sim! Uau, sou famosa! Er... Quer dizer... *Voltou a fingir um choro* sou eu mesma, mas eu me perdi do pessoal do programa e agora estou correndo risco de ser eliminada.
Ela se ajoelhou e abaixou a cabeça numa pedra.
Rogério — Coitadinha... *Ele saiu da máquina* Não fique assim, pobrezinha, vou te ajudar a vencer o programa.
Jéssica — Promete? *Ela levantou o rosto*
Rogério — É claro! Não é rapazes?
Os outros homens assentiram.
Ayira saiu de trás do arbusto.
Ayira — Aiá! *Ela derrubou dois homens de surpresa*
Rogério — O quê?! Mas...
Jéssica chutou no meio de suas pernas.
Rogério — Au...!
Jéssica — Nunca mais mexa com a natureza seu pilantra. *Ela deu-lhe um soco no nariz, fazendo-o cair no chão*
Rogério — Au... Au...
>>Confessionário
Rogério — Ela é má... Ui... É sim... Mas é a patroa! *Sorriu* Au...
Brady socou um dos outros homens, e foi acertado por outro. Blair subiu na máquina.
Blair — Hãn... Como será que desliga essa coisa? *Ela começou a apertar vários botões, e a máquina fez vários comandos diferentes. Um homem apareceu atrás dela*
Brady – BLAIR, CUIDADO! *Ele foi acertado por um soco no rosto*
O homem agarrou Blair.
Blair – AAAAH!!! ME SOLTA!
A garota arranhou a mão do homem, que a soltou. Em seguida, Blair socou seu rosto. Ele apertou o último botão e conseguiu parar a máquina.
Aiyra – Parece que terminamos por aqui. Vamos prendê-los e continuar.
Os quatro começaram a prender os bandidos. Rogério ligou, sem que percebessem, o seu walkman.
Rogério — Chefe... Fomos atacados... O pessoal do programa...
Brady colocou a mão em seu olho roxo.
Blair – Brady!
Jéssica a empurrou.
Jéssica — Awn, coitadinho. Quer que eu coloque um gelo?
Brady – Seria ótimo, você tem gelo?
Jéssica — Não, mas vou providenciar assim que voltarmos para nossos dormitórios.
Os quatro continuaram a correr.
>>Grupo B
Irani, Bertha, Giselle e Thiara estavam escondidas.
Thiara – Foi aqui.
Giselle – Ufa, até que enfim, não aguentava mais ter que caminhar, meus pés estão doendo que só.
Irani – Eu não estou vendo nada, quer dizer, há algumas árvores cortadas mesmo, mas não vejo os prisioneiros e nem os criminosos. Tem certeza que era aqui?
Thiara – Tenho sim, mas talvez eles imaginassem que voltaríamos.
Bertha — É, também estou reconhecendo. *Ela ajoelhou para olhar o chão* Parece que passaram aqui a pouco tempo.
Giselle — Você está sujando as suas mãos, sabia?
Irani faz o mesmo que Bertha.
Irani – Tem razão, nossa, como aprendeu isso?
Bertha – Ah, bem, eu faço armadilhas, então eu meio que consigo reconhecer o local ao meu redor.
Irani – Uma garota cheia de habilidades, gostei. *Sorriu*
Thiara – Gente, abaixem! Estou ouvindo passos.
Todas abaixaram, menos Giselle.
Giselle – O quê? Não ouvi o que você disse.
Bertha puxou Giselle.
Giselle – Ai! Por que fez is...
Bertha – Shiiiiu!
Giselle – Shiiu!!! Pra você também.
Rene – Droga, como vou saber pra que lado ir neste lugar lindo e imenso? Qualquer um se perderia, mas claro, o Rene tem que trancar os animais, o Rene tem que colocar as máquinas para funcionar, o Rene tem que levar as ferramentas, eu tenho que fazer tudo e não sou valorizado... *Seu Walkman tocou*
Godinez — (Pelo walkman) RENE!!!! Na escuta?
Rene – S-Sim chefinho... Pode falar.
Godinez — (Pelo Walkman) Rogerio disse que aqueles intrometidos do Drama Total atacaram ele e sua equipe, preciso que você dê um jeito de se livrar dessa galera.
Rene – Claro chefe, mas como farei isso?
Godinez — (Pelo Walkman) SE VIRA!
Rene deixou o walkman cair com o susto.
Rene – T-Tudo bem, chefinho.
Godinez — (Pelo Walkman) Câmbio, desligo.
Rene — Mandão desgra...
Godinez — (Pelo Walkman) Ainda estou na escuta.
Rene – Ah... Desgramadamente lindo, hihi.
Godinez — (Pelo Walkman) Hunpf, e faça rápido.
Rene – Cla... Oxi, desligou na minha cara.
Thiara – AAAH! *Ela deu um chute no rosto do garoto*
Rene – Ai... Ai... Pra quê tanta violência?
Thiara – Diga onde estão mantendo os prisioneiros, e é melhor dizer logo, já estou perdendo a paciência!
Bertha – Acredite, você não quer vê-la sem paciência.
Rene – AH! Pérola e Albertina.
Giselle – Quem?!
Bertha – Foram os nomes falsos que usamos quando nos fantasiamos para investigá-los e acabamos sendo presas.
Rene – E pularam em cima de mim quando fugiram! Doeu sabia?
Thiara – Isso ficou no passado, agora nos diga onde vocês mantêm os prisioneiros.
Rene – Eu não digo nada para vocês.
Irani – Posso arrancar as suas informações por bem ou por mal, você escolhe. E por favor, escolhe por mal. *Ela apontou a lança para ele*
Rene – Ah! Você não faria isso.
Irani – Quer descobrir?
Giselle – Meu filho você já está encurralado por quatro super gatas, revele logo.
Rene – Ah... *Suspirou* Tá, só por que eu já me enchi desse lugar. Sigam em frente, virem à esquerda, há uma caverna próximo do rio.
Bertha – Viu? Não foi tão difícil.
Irani – Vamos levá-lo conosco, por segurança. *Ela segurou no braço de Rene*
Todas prosseguiram.
>>Grupo C
Araci caminhava junto com Ken e Kirby.
Araci – Parem! *Ela esticou o braço, os dois obedeceram* É uma armadilha...
Ken – Ufa, ainda bem que temos ela com a gente.
Kirby assentiu.
Kirby – Eu acho que devíamos seguir por aquele lado, estou sentindo uma mudança de clima vindo dali.
Araci — É mesmo? Eu não estou sentindo nada.
Ken – Ah, é que a Kirby pode prever o tempo, é ótima no que faz, aliás.
Kirby sorriu, corada.
Araci — Então tudo bem.
Os dois seguiram a garota morena.
Kirby – Ah! Essa não.
Aquela parte da floresta estava sendo queimada.
Araci — Não... Não, não, não. *Ela agachou* Isso não pode estar acontecendo.
Ken – Que maldade! Como se não bastasse o desmatamento e o tráfico de animais... *Ele fechou o punho*
Kirby olhou para todos os lados.
Kirby – Temos que apagar esse fogo, precisamos de água.
Irani — Não temos como apagar esse fogo, está enorme.
Kirby – Ainda vai chover hoje, eu sei que vai... Mas será que vai ser muito tarde?
Um barulho assustou os três, e quando se depararam, estavam encurralados por vários homens com machados em mãos.
Reginaldo – Vejam só, então era verdade mesmo.
Irani apontou a lança para eles, Kirby se preparou para brigar, mas foi Ken que atacou primeiro, partindo para cima de Reginaldo.
Kirby – Wow, essa foi uma surpresa.
Ken deu um soco na barriga de Reginaldo, que não surtiu efeito. O homem acertou-lhe um soco no rosto, fazendo-o cair. O garoto levantou-se e tentou acertar outro soco, mas errou e o homem bateu-lhe na barriga. Ken caiu ajoelhado.
Reginaldo — Agora vocês
Reginaldo caminhou em direção às garotas, mas sentiu algo subindo por suas costas, era Ken. Ele estava segurando o pescoço de Reginaldo, enquanto o grandalhão tentava se livrar dele.
Ken – AAAAAHHH!!! *Continuava segurando o pescoço*
Irani lutava contra os outros homens, derrubando todos. Kirby corria, sendo perseguida.
Kirby – AAAAHH!!! *Ela segurou no tronco de uma árvore e girou sobre ele, acertando um chute no homem logo depois. *Isso!
Reginaldo conseguiu tirar Ken de suas costas e jogou-o contra Irani, que segurou o rapaz. Reginaldo fugiu.
Kirby – Eu pego ele!
Irani — Não, destrua as máquinas, é mais importante. *Ela atirou a lança de suas mãos, acertando os sistemas da máquina*
Kirby e Ken socavam o painel de controle da outra, conseguindo danificá-lo também.
Kirby – Sinceramente, estou começando a achar que só isso não vai funcionar, somos poucos contra tudo isso. E também, no fim, a Amazônia continuará destruída.
Irani – Tem razão... Mas há uma forma de resolver isso. Sigam-me.
Ken – Para onde nós vamos?
Irani – Falar com a única que pode reverter os danos causados à floresta.
Ken e Kirby trocaram olhares.
Kirby – De quem estamos falando?
Irani parou de caminhar e olhou para eles.
Irani – A Cuca.
Kirby e Ken se assustaram.
Kirby — Não!
Ken – Definitivamente não. Ela tentou nos destruir da outra vez.
Kirby — Não podemos confiar nela.
Irani — Não temos outra escolha, há um bem maior aqui. E farei o que for preciso para salvar a minha casa.
Irani deu às costas para os dois e continuou andando. Os participantes a seguiram.
>>Grupo D
Chris – Da última vez que andamos tão longe da nossa área eu virei uma criança.
Chef – Eu lembro... *Segurou a risada*
Chris — Está com dor de barriga?
Chef negou com a cabeça.
Magia saltitava pelas árvores.
Magia – Uh, olhem pra mim!
Chef – Menina, desça daí, você vai se machucar.
Magia – Ah, relaxa! Já fiz isso antes. *Ela pulou para outra árvore, mas acabou caindo no chão* OUTCH!
Chef – Eu avisei!
Magia – HAHAHAHA! Quero fazer de novo... Ah, um machucado novo, adorei! Faz tempo que não faço um desses.
Raíra — Tem algo muito estranho por aqui... *Ela olhou para todos os lados*
Chris – Ah! *Ele pulou no colo de Chef* Não diga isso, mulher, já me dá calafrios.
Magia – O que foi?
Raíra — É uma emboscada.
De repente, cordas foram lançadas contra eles, Chris e Chef foram presos, com o apresentador no colo do cozinheiro, Raíra cortou uma das cordas, mas foi presa por outra.
Raíra — Magia, fuja! Vá buscar ajuda.
Magia correu. Um homem apareceu em sua frente, ela pulou sobre ele e segurou em um galho, desaparecendo pelas árvores.
Godinez – Hahahaha! Eu sabia que vocês viriam, estava apenas esperando. Eu avisei para vocês irem embora, mas vocês não me escutaram.
Chris – Chef, quem é o baixinho?
Godinez – Oras, eu apareci pra você há uns dias.
Chris – Hum... Não lembro.
Chef – Nem eu.
Godinez – Argh! Que seja, o fato é que vocês são meus agora, e eu só vou embora depois de concluir meus planos. Vou ficar milionário, e depois de acabar com a floresta amazônica, vou partir para a Floresta Atlântica, Pacífica e o que mais existir!
Chris – Cruzes, esse fugiu da aula de geografia.
Godinez — Silêncio!
Irani — Você não vai se safar.
Homem — Hãn... Chefe, a menina fugiu.
Godinez – Grr... Deixe-a para lá. Ela não vai ser um problema para nós. Vamos terminar essa área, temos muito a fazer ainda.
Os homens assentiram. Chris e Chef se olharam.
>— Grupo B
Irani, Bertha, Giselle e Thiara encontraram a caverna, elas estavam carregando Rene.
Irani – Vejam, há guardas por aqui. É óbvio que não deixariam a caverna desprotegida.
Bertha – Tudo bem, eu quero acertar uns socos na cara de uns babacas mesmo.
Bernadete estava sentada numa cadeira de praia, tomando sol, e bebendo uma limonada. Ela tirou selfie para sua rede social. Seu Walkman tocou.
Bernadete – Na escuta, chefe.
Godinez — (Pelo Walkman) Bernadete, fique de olho na equipe do programa, eles estão se metendo nos nossos negócios. Eu consegui capturar o apresentador, o cozinheiro e uma guerreira.
Bernadete – Fica tranquilo chefe, aqui está tudo limpo.
Godinez — (Pelo Walkman) Certo então, câmbio, desligo.
Bernadete — ... Você ainda está aí, né?...
Godinez — (Pelo Walkman) É... Sim...
Bernadete – Ok... *Ela desliga o Walkman* O quê?!
Giselle saltitava, atraindo a atenção de todos.
Giselle – Pela estrada afora, eu vou bem sozinha, levar esses doces para a vovozinha. Hey! Dancem comigo, meus amores.
Bernadete — É aquela participante?! *Ela levantou num pulo* Peguem-na!
Giselle dançava no meio dos homens, se esfregando neles. Alguns dançavam juntos com ela.
Giselle – “Gigi Canhão” na área, minha querida. O sonho dos homens e o pesadelo das mulheres.
Bernadete olhou para trás, dando de cara com as outras garotas. Ela riu.
Bernadete – Olha só, parece que ela não está sozinha.
Rene – Bernadete, fui capturado! Elas me obrigaram a trazê-las aqui.
Bernadete – Eu disse para o chefe que você ainda ia nos dar trabalho e estava certa. Mas tudo bem, querem libertar seus amiguinhos? *Ela mostrou as unhas compridas* Vão ter que passar por cima de mim.
Thiara cerrou os olhos, encarando a garota.
Thiara – Sem problemas, então.
Bernadete – AAAAHH!!!!! *Ela correu em direção à garota, e as duas brigaram com as unhas como se fossem espadas*
Giselle continuava dançando, mas ela parou ao perceber que era encarada pelos homens.
Giselle — Hãn... Não querem mais dançar? Hihi... AAAAAAAHHH!!! *Ela pulou sobre um deles*
Bertha e Irani ajudaram ela. Um dos homens subiu na máquina e ligou-a, ele dirigiu em direção às três.
Bertha e Irani pularam para o lado, para se esquivarem da máquina. Giselle pulou para dentro, batendo no homem que estava dirigindo e o jogou para fora.
Bertha – Isso, Giselle! Agora desliga.
Giselle – Ah... Como faço isso?
A máquina continuava a andar, os homens restantes correram da máquina.
Giselle – AAAAAH SOCORRO!
Bertha escorregou para debaixo da máquina, prendendo-se à ela enquanto andava. Ela abriu a portinha que havia ali e desconectou os fios. A máquina parou.
Giselle – Ufa!
Bernadete empurrou Thiara contra a caverna, fazendo-a bater contra a parede.
Bernadete — Não é tão perigosa, não é, rostinho bonito? *Ela riu e deu um tapa no rosto da garota*
Thiara fitou a garota, Bernadete ficou assustada.
Thiara – Sabe o que eu mais amo nas onças? Elas são belas, mas também são ferozes.
Thiara empurrou Bernadete e partiu para cima dela, a derrubando no chão.
Thiara – Isso é pelo tapa no meu rosto. *Ela devolveu o tapa na cara* Isso é por sequestrar o meu namorado. *Ela deu outro tapa* Isso é por fazer mal aos animais e à natureza. *Deu mais um tapa* Isso é por usar pele de chinchila em seu casaco. *Acertou mais um tapa* E isso... É por que a sua roupa não combina nem um pouco. *Ela deu um soco no nariz da garota, que acabou desmaiando*
Irani – Vamos. *Ela entrou na caverna, acompanhada das outras. Elas encontraram a jaula*
Rene olhou para os lados, pegou Bernadete no colo e correu dali.
Bertha – Gente, oi.
A jaula estava lotada com todos: Ali havia Iara, Boto em forma de gente, Saci sem seu capuz, os índios, Curupira e os Mapinguaris.
Bertha abriu a jaula, assim que se libertaram, Curupira abraçou Thiara, beijando-a.
Thiara – Isso foi...
Curupira – Inesperado?
Thiara – Demorado. *Sorriu*
Iara – Meu espelho! Eles roubaram meu espelho! *Ela estava sendo segurada pelo Boto*
Mulher – Obrigada por nos ajudar, aquele pessoal fingiu ser parte de outra tribo apenas para viverem escondidos com a gente *Ela estava com um bebê em seus braços*
Irani – Todos vão ficar bem, não se preocupem.
No entanto, a máquina que estava do lado de fora bateu contra a caverna, que começou a tremer.
Bertha – A caverna vai desabar, corram!
Os índios saíram primeiro, seguidos dos Mapinguaris, do Boto com a Iara, do Saci, da Irani, Giselle e Bertha. Thiara foi puxada para trás com o Curupira, quase sendo atingida por uma das rochas que barrou a passagem deles.
Bertha – Thiara, Curupira, vocês estão bem?
Thiara – Estamos sim, mas não vamos conseguir sair por aqui.
Irani – Vamos tirar as pedras.
Curupira — Não, sigam em frente. Nós damos a volta e saímos por outro lado, encontramos vocês depois.
Bertha – Tudo bem. Mas o que aconteceu?
Eles olharam e viram um dos homens, o que Giselle havia jogado da máquina, correndo para dentro da floresta.
Giselle – Se queria me ver de novo era apenas pedir, meu filho.
Bertha — Já liberamos os presos, vamos derrotar eles de uma vez por todas.
Saci — Não vou ser de muita utilidade sem meu gorro.
Giselle – Nem precisa, Perninha, temos algo bem melhor do nosso lado. *Ela sorriu, subindo na máquina* Quem quer uma carona?
Bertha — Hãn... Não sei se é uma boa ideia...
Giselle – Ah, qual é, engenheira! Se essa belezinha der problema, você conserta.
Bertha revirou os olhos.
>>Grupo D
Magia caminhava sozinha pela floresta. Ela começou a tremer e chorar, estava perdida, pensou. Ela encostou em uma árvore e escorregou as costas, abaixando a cabeça.
>>Confessionário
Magia – Naquela hora eu me vi completamente sozinha, como no desafio do fatorfobia. Mas pelo menos lá eu sabia que estava de olho em mim, mas desta vez... Eu não sabia se voltaria a ver a galera...
Uma luz fez com que Magia levantasse a cabeça. Ela sorriu ao ver o que estava em sua frente, era a Mula sem Cabeça.
Magia — Você voltou! *Ela abraçou o pescoço da Mula*
>>Grupo C
Ken — Só uma perguntinha... Onde necessariamente vamos encontrar a Cuca?
Araci – Onde mais? Em sua caverna, é claro.
Ken – V-Vamos entrar no covil da Cuca?!
Araci não respondeu. Eles adentraram a caverna. Ken e Kirby deram as mãos, eles passaram por uma cortina roxa, e logo a caverna ficou ainda mais escura do que antes. Ken se assustou com uma aranha subindo a parede. Olhos amarelados brilharam no breu.
Cuca – O que vieram fazer aqui?
Ken estremeceu.
Ken – A voz é ainda mais aterrorizante do que eu me lembrava.
Kirby — Só manter a calma.
Araci – Cuca, eu vim, em nome da Amazônia, te pedir um favor.
A risada esganiçada fez Kirby e Ken apertarem as mãos um do outro, ela demonstrava frieza.
Cuca – Eu?! Ajudar?! Por que eu faria isso?!
Araci – Por que tudo que conhecemos está sendo destruído, e só você pode restaurá-lo com sua magia.
Cuca – A minha dúvida não foi respondida.
Kirby – Por que você também mora aqui, e se você não ajudar... Vai morrer junto com tudo.
O rosnado da bruxa fez com que os dois dessem um passo para trás. Araci continuou.
Cuca – Certo... Me convenceram.
Um estalo de dedos pôde ser ouvido e, num passe de mágica, a caverna clareou. Um caldeirão com um líquido verde borbulhava no meio da caverna. Mas o que mais chamou a atenção deles, era as condições em que a bruxa se encontrava, estava fisicamente fraca, com olheiras e os cabelos despenteados. Ela aparentava estar muito fragilizada. Sentou-se em seu sofá rasgado.
Cuca – O que estão olhando?
Kirby e Ken desviaram o olhar.
Cuca – Eu sei... Estou horrível. Culpa de vocês, é claro.
Kirby — Você tentou nos matar, lembra-se?
Cuca – Ah, eu só estava brincando. E depois, foram vocês que invadiram a minha área. É, foram dias difíceis... Mas agora vocês estão aqui, pedindo a minha ajuda, dependendo de mim, podiam aparecer mais vezes para o chá das cinco.
Araci – Cuca, não temos muito tempo. A cada minuto que passa mais árvore cai, está um caos lá fora e até queimando, eles estão. Você precisa nos ajudar a derrotá-los e restaurar a nossa casa.
Cuca – Ui, a coisa parece estar bem feia mesmo. Infelizmente, não posso fazer nada por vocês.
Kirby – O quê?! Não viemos até aqui para você negar ajudar a gente.
Ken – Kirby... Shiiu.
Cuca – Eu não estou negando por vontade própria, garota... Mas depois que o amigo de vocês destruiu o meu livro, a magia se foi quase que inteiramente junto. Eu vivo de magia, se ela tivesse cessado, eu estaria morta agora.
Ken – Se dependesse de você, nós também.
Os olhos amarelos de Cuca fitaram Ken, e ele se escondeu atrás de Kirby.
Ken — É verdade.
Araci – Tem que ter algum jeito de você recuperar a magia.
Cuca sorriu.
Cuca — Engraçado você dizer isso, por que tem mesmo.
Ela levantou-se com delicadeza, caminhando até o canto da caverna. Pegou o baú no chão e abriu-o. O livro estava lá, completamente destruído.
Cuca – Se eu conseguir reconstituir meu livro, eu posso absorver a magia de volta.
Araci — Faça.
Cuca — Só preciso que todos coloquem a mão sobre ele, enquanto eu faço o feitiço...
Kirby – Espera! *Encarou-a* Qual o preço?
Cuca – Como?
Kirby – Se fosse tão simples você poderia ter feito sozinha há muito tempo. Há um preço a se pagar, qual é?
Cuca – Bom... Certo, preciso de um sacrifício...
Ken – O QUÊ?!
Cuca — Não é um sacrifício de verdade, ninguém vai morrer, mas a pessoa precisa, por livre arbítrio, permitir que eu tome a sua energia vital.
Kirby – E quando você ia nos contar? Quando já estivéssemos com a mão no livro?
Cuca – Não... Sim. Tá, tem mais uma coisa, no meio do processo, a pessoa vai se transformar em uma estátua.
Ken – Igual aconteceu com o Fox?
Cuca sorriu mais uma vez.
Cuca – Bom, ali não foi um sacrifício, mas foi divertido do mesmo jeito.
Ela foi encarada pelos três.
Cuca – O quê?! Eu transformo de volta quando recuperar meus poderes.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Kirby — É muito arriscado.
Araci — É a única maneira.
Ken se distanciou das garotas, cobrindo a boca com as mãos.
Kirby – Ela pode estar mentindo.
Cuca — Você está me ofendendo.
Araci – Ela não está mentindo, está?
Cuca – Eu faria isso?!
Ken – Eu faço! *Todas olharam para ele* Eu faço isso.
Kirby – Ken...
Ken – Nem tente me impedir, Kirby! Não precisamos dos três, eu me sacrifico. Vocês duas ficam aqui, e se ela não cumprir a palavra dela, vocês vão estar aqui com ela.
Cuca – Completamente poderosa. *Sorriu*
Ken – Mas eu preciso fazer isso, Kirby! Eu nunca fiz algo extremamente grande, nunca fui de me sacrificar, mas agora eu tenho essa chance, e vou me sacrificar por algo maior.
Cuca – Ele tem muita coragem, não é?
Kirby — Você tem certeza?
Ken assentiu, sem hesitar.
Araci – Eu disse que via força em você, garoto. *Sorriu* Certo, mas se sentar nos enganar... *Ela apontou a lança para a bruxa*
Cuca – Eu adoraria transformar essa lança em, não sei, o que acha de um chicote? Combina com você. *Ela estendeu a mão direita para Ken* Vamos logo com isso.
Kirby abraçou Ken.
Ken – O que eu preciso fazer?
Cuca – Coloque a mão esquerda sobre o livro. *Ele obedeceu* E a direita, segure a minha mão.
Ken assentiu.
Cuca – O processo pode ser um pouco... Doloroso. Você vai sentir como se estivesse morrendo.
Kirby fechou a cara.
Cuca – Mas... É só uma sensação. Logo você vira estátua, e continuará sentindo dor. Mas só o tempo de eu te trazer de volta... Ou não. *Sorriu, olhando para Kirby e Araci* Estou brincando, eu hein.
Ken — Tá, beleza. *Ele segurou a mão direita dela e fechou os olhos* Pode fazer.
Cuca fechou os olhos e proferiu as palavras do feitiço. Os dois foram envoltos de uma energia negra, Araci e Kirby ficaram assustadas. Ken começou a gritar, ele estava sentindo uma dor muito grande, ao contrário da bruxa, que não sentira qualquer desconforto. O livro começou a ser restaurado, a pele de Ken tornou-se seca e pálida, ele não conseguiria tirar a mão do livro nem se quisesse, e Cuca apertara a outra mão. O rapaz caiu de joelhos, perdera as forças para manter-se de pé. Pouco a pouco, seu corpo começou a ser empedrado, e quando os gritos finalmente cessaram, o rapaz já estava completamente petrificado.
Kirby – Ken... *Ela alisou o rosto de pedra do garoto*
Araci olhou para Cuca, ela alisava o próprio rosto, se olhando no espelho. Estava rejuvenescida, sua risada alta e maquiavélica tomou conta do pequeno espaço e o livro parecia novo.
Kirby — Você já conseguiu seus poderes de volta, agora cumpra o que prometeu e traga o Ken de volta.
Cuca olhou para a garota com um olhar superior. Araci apontou a lança para a bruxa, e com um estalar de dedos, a lança tornou-se um chicote.
Araci – Sua...
Kirby – Eu acabo com você. *Ela tentou proferir um golpe, mas foi parada pelos poderes de Cuca*
Cuca – Acalme-se... Eu só estou testando a magia, faz um tempo que não sinto isso. *Sorridente, ela soltou Kirby e encarou Araci* Tenta usar o chicote, tenho certeza que fica melhor em você. Agora, vamos trazer o herói de volta. *Ela posicionou as mãos sobre o corpo empedrado e mais uma vez, uma magia negra tomou conta do local. Lentamente, o corpo de Ken foi voltando ao normal. Quando estava terminado, Ken caiu no chão, tremendo*
Cuca – Foi divertido, não foi? Podemos fazer isso mais vezes.
Kirby – Ken, Ken... Tá tudo bem. *Ela encarou Cuca* Devolva a energia vital dele.
Cuca revirou os olhos e bateu palmas três vezes, Ken sentiu-se melhor.
Cuca – Satisfeito? *Ela cruzou os braços*
Araci – Muito bem... É melhor irmos.
Cuca – Isso, podem ir, saiam da minha caverna antes que eu expulse vocês do jeito legal.
Araci – Cuca... Você vai restaurar a floresta quando tudo terminar, não vai?
Cuca – Ei, eu acabei de ser leal a vocês, podem confiar em mim, está bem?!
Araci – Certo... Vamos, crianças.
Araci deixou a caverna, acompanhada de Kirby e Ken, as duas o ajudavam a caminhar. Cuca ficou sozinha novamente.
>>Grupo A
Alguns homens corriam pela floresta, estavam com armas nas mãos. Aiyra, Jéssica, Brady e Blair desceram das árvores atirando dardos tranquilizantes contra eles. Todos desmaiaram.
Jéssica — Ferrou, estão portando armas de fogo.
Brady – Isso é preocupante, Ayira?
Ayira – Sim... Mas tenho certeza que não usaram em nenhum animal...
Blair – Gente, o que é isso? *Ela andou lentamente em direção ao buraco da árvore e retirou uma caixinha de dentro, possuía detalhes em azul e lembrava uma caixa de música*
Brady – Parece uma caixinha boba.
Ayira — Não... Não é... É a caixa de Pandora.
Jéssica — Que nome besta para uma caixa... O que a caixa tem a ver com a mitologia grega? Não vai me dizer que os deuses realmente existem.
Ayira – Bom, isso talvez nunca saberemos, mas a caixa recebeu esse nome por significar a mesma coisa que a caixa de Pandora da mitologia Grega.
Brady — Não sou lá um bom conhecedor de Mitologia, mas ela não remete a tudo de ruim que os gregos colocaram dentro dela?
Ayira – Sim, exatamente.
Blair se assustou e deixou que a caixinha caísse no chão.
Ayira — Não é preciso temê-la. *Ela pegou a caixinha* Na Caixa de Pandora também havia esperança. Na realidade, essa caixinha só faz mal se cair em mãos erradas.
Jéssica — E o que essa caixa pode fazer?
Raimundo — Não é a caixa, mas sim o que há dentro dela. *Ela estava com as duas mãos no bolso da calça*
Os quatro olharam para o homem ali parado. Ayira entregou a caixinha para Blair e apontou a lança para o homem.
Raimundo – Muito obrigado por a encontrarem para mim, mas eu a quero. *Ele retirou uma das mãos e estendeu-a* Para o bem de vocês.
Ayira – Vai ter que me enfrentar para tê-la.
Raimundo – Ah, tudo bem! Mas os meus brinquedinhos são diferentes dos seus. *Ele retirou a outra mão da calça, o qual portava uma arma. Ele atirou, Blair empurrou Jéssica, fazendo com que a bala acertasse na árvore, as duas engatinharam para atrás do arbusto. Brady e Ayira se esconderam atrás dela.
Jéssica — V-você me salvou *Ela parecia chocada*
Blair – Claro que sim, você é minha amiga.
Jéssica não respondeu.
Jéssica — Blair...
Blair – O quê?!
Elas escutaram os passos do homem se aproximando.
Jéssica — Fuja. *Ela saiu de trás dos arbustos*
Blair — Jéssica, não.
A ruiva pulou em cima do homem, derrubando-o. Blair se levantou e correu, com a caixinha em mãos.
Ayira – Vai com ela. *Empurrou Brady, correndo em direção à Raimundo*
Brady correu atrás da namorada.
Raimundo pegou a arma que estava no chão e atirou, obrigando Ayira a desviar. Jéssica se escondeu. Raimundo correu para onde Blair e Brady haviam seguido, apontando a arma para trás. Ayira ameaçou seguí-lo, e ele atirou novamente, mas não a acertou.
Ayira – Vamos, temos que seguir.
Jéssica — Você quer ir atrás de um homem armado?! Você é louca?!
Ayira — Então eu vou, vê se consegue encontrar ajuda.
Ayira e Jéssica seguiram por caminhos opostos.
>>Confessionário
Jéssica — E lá estava eu, desprotegida, abandonada, sem forças para prosseguir. *Ela colocou a mão na testa* O que acharam da minha dramatização? Eu merecia um Oscar, não é?!
Jéssica — Ai... Que droga, viu? Eu preferia mil vezes os desafios do Chris!... Tá bom, que ele nunca saiba que eu disse isso.
A atriz escutou barulhos galopantes em sua direção.
Jéssica — Ai não, um exército deles está vindo aí... E agora? Eles estão vindo... A cavalo?
Magia — Jéssica! *Ela sorriu ao encontrar a colega*
Jéssica — Magia? *Ela sorriu ao vê-la sobre a Mula Sem Cabeça*
Magia – Sobe aí, garota. Quais as novidades?
Jéssica — *Ela subiu na Mula* Olha, nem queira saber.
Magia – Ah, entendi, não quer falar sobre isso, assistiu a novela hoje?
Jéssica — Não...
Magia – Nem eu. Vamos, Mula!
Mula galopou.
Jéssica — Ela sabe pra onde está indo? Ela tem olhos, por acaso?
A Mula relinchou.
Magia – Ela se ofendeu com a sua pergunta.
...
Blair e Brady encontraram o chalé de Chris. Eles entraram por lá. Raimundo apareceu logo atrás, ele atirou, mas não acertou nenhum dos dois. Ele entrou também. Blair e Brady subiram as escadas, virando na porta que dava no quarto de Chris. Ela entrou no guarda roupa e ele se escondeu atrás da porta.
Raimundo — Não adianta se esconderem... Eu ouvi os passos de vocês. *Ele entrou no quarto apontando a arma para a frente. Percebeu a porta do guarda roupa entreaberta e aproximou-se. Neste instante, Brady saiu de trás da porta e agarrou-o por trás. Raimundo deu-lhe uma cotovelada na barriga, e em seguida, bateu com a arma em sua cabeça. Brady caiu desmaiado. Antes que pudesse se virar, Blair abriu a porta e bateu com a caixinha na cabeça do bandido. Ela correu e ele a seguiu.
Blair desceu novamente as escadas, ela chegou na porta quando ele apareceu.
Raimundo – Parada, garota! Agora, você vai me entregar a Caixa de Pandora, é o que eu quero.
Blair virou-se lentamente para ele.
Blair — Você até pode me matar, mas eu não vou te entregar.
Raimundo – Matar? *Ele riu* Isso é bala de borracha, o que está achando, que sou algum bandido?! Mas... Por outro lado... *Ele retirou uma dinamite no bolso* Isso sim é perigoso. Ou você me entrega a caixinha, ou eu jogo essa dinamite dentro do quarto onde o seu namoradinho se encontra. Vai fazer BOOM!
Não havia outra saída para Blair. Ela começou a chorar, mas não tinha dúvidas do que faria. Estendeu o braço para entregar a caixinha para o homem.
Raimundo – Inteligente da sua parte. *Ele saiu pela porta carregando o objeto*
Blair subiu as escadas para encontrar-se com Brady. Raimundo passou pela porta, deparando-se com Ayira. Ela apontou a arma para ele. Não vendo outra forma de escapar, Raimundo pegou o isqueiro e acendeu a dinamite, jogando contra o chalé de Chris, que explodiu.
Raimundo – Seus amigos estão lá! E aí, vai salvá-los ou virá atrás de mim?! *Ele correu para o lado oposto*
Ayira hesitou, mas correu em direção ao chalé em chamas. Magia chegou galopando sobre a Mula logo atrás, com Jéssica com ela.
Magia – O que aconteceu?
Jéssica — Ayira, onde estão Brady e Blair?
Ela não respondeu. Magia e Jéssica se olharam assustadas. No entanto, Magia viu pela janela a roteirista, com enorme esforço, saindo do local com Brady.
Magia – Pulem na Mula! *Ela e Jéssica desceram do animal*
Blair jogou Brady, ainda desacordado, pela janela. A Mula conseguiu pegá-lo. Em seguida, ela pulou, conseguindo o mesmo feito.
Ayira – Que bom que vocês estão bem.
Blair tossiu.
Blair – Raimundo... Ele pegou a Caixa de Pandora.
Ayira – Ele fugiu...
Brady começou a tossir também. Ele abriu os olhos devagar, encontrando o rosto de Blair.
Brady – Vencemos?
Magia – Bem... Acho que vai dar pra salvar alguma coisa, pelo menos.
E então, uma enorme explosão aconteceu.
Magia — É, agora não dá pra salvar mais nada. *Ela deu de ombros*
>>Grupo D
Chris e Chef ainda estavam amarrados, com o apresentador no colo do outro.
Chris – Chef... Será que você pode coçar o meu dedo mindinho?
Chef — Você está de tênis.
Chris – Ah, é...
Rene – CHEFE!!! *Ele chegou correndo, junto com Bernadete*Moiô, moiô.
Godinez — Quê?
Bernadete – Aquelas garotas descobriram o nosso local e libertaram os presos.
Godinez – Mas... Como isso aconteceu?
Bernadete encarou Rene, que estava visivelmente assustado.
Bernadete — Não imagino.
Godinez – Grr... Não tem problema, eles não poderão com a gente.
Rene – Chefe, a essa altura, muita gente já sabe, é melhor irmos embora. Daqui a pouco a polícia chega e...
Godinez — Polícia? Hahaha. Tipo essa? *Ele apontou, e alguns policiais se encontravam amarrados com a boca coberta. Ele pegou o Walkman de um dos policiais* Tudo limpo, nada fora do normal acontecendo na Floresta Amazônica!
Rene e Bernadete sorriram.
Bernadete – Como isso aconteceu?
Godinez – Parece que nos denunciaram, mas estamos em maior número e estamos armados. Nada pode nos deter, nada!
Chris e Chef se entreolharam.
Chris – Ferrou...
>>Grupo B
Dentro da máquina, Giselle carregava Irani, Bertha, Iara e Saci, enquanto o Boto, os Mapinguaris e os índios as seguiam caminhando.
Giselle – Isso é demais, hehe!
Iara – Nunca fiquei tanto tempo sem me olhar no espelho, ai que pesadelo. *Ela começou a chorar*
Bertha — (Sussurrando) Sério, eu preferia passar uma temporada inteira com a Giselle com esses 20 minutos com a Iara.
Irani riu.
Três saíram dos arbustos.
Bertha – Giselle, para, vai atropelar aquelas pessoas!
Giselle – Onde é o freio? Saiam da frente, SAIAM DA FRENTE!
Bertha apertou um botão e a máquina parou.
Giselle – Ata. *Sorriu*
Irani – Araci, que bom que são vocês.
Kirby – Bertha!
Bertha – Kirby!
Ken – Bertha!
Bertha – Ken!
Giselle – Giselle! *Levantou a mão*
Kenzinho – Papai.
Ken – Kenzinho! *Ele correu para abraçar o bebê* Awnt... Queria que o Emmett pudesse te ver agora. *Ele beijou o bebê, que sorriu*
Kirby – Que bom que vocês estão bem... Menos a Giselle. E conseguiram salvar a todos!
Giselle — Graças a mim, não é? *Sorriu*
Bertha – Ah, claro, você foi uma grande heroína. *Reviro os os olhos*
Ken – Mas... E a Thiara? *Ele devolveu o bebê à mãe*
Bertha – Ela está bem, não se preocupem.
Irani – Por onde vocês andaram? Conseguiram parar alguma máquina?
Araci – Sim, mas... Descobrimos que eles também estão queimando as árvores.
Ken cerrou os punhos novamente.
Giselle — Ué, mas aqui já faz tanto calor.
Irani – Eu já me cansei deles! Está na hora de atacarmos com tudo!
Todos assentiram.
Giselle colocou a tiara em sua testa, pintando as bochechas com terra.
Bertha confeccionou para si luvas de madeira, e para Ken, um arco e flechas feito de madeira e cipós. Kirby tinha uma espada de madeira, e prendeu os cabelos num rabo de cabelo.
Kirby – Estamos prontos.
Todos levantaram as mãos.
Araci – Isso!
Irani – Ah, eu adorei seu chicote, onde você encontrou?
Araci — É uma longa história...
***
Raimundo se encontrava sozinho próximo a uma cachoeira. Ele abriu a caixa de Pandora, dando um sorriso enorme logo depois.
***
Thiara – Tem certeza que a saída dessa caverna é por aqui? Eu já estou ficando arrepiada.
Curupira – Eu nunca me perco, bom, na floresta pelo menos.
Thiara — Já estamos caminhando a horas, Curupira. E parece que cada vez descemos mais...
Curupira – Espera... Tem algo aqui.
Eles andaram mais um pouco, com Curupira passando as mãos pela parede da caverna. Um bicho pavoroso virou o rosto para eles, assustando-os. Parecia que iria atacar, mas um assobio fora o bastante para fazê-lo recuar. Os dois olharam na direção de onde o som havia vindo, e para a surpresa de Thiara, o rosto lhe era muito conhecido.
Por baixo do capuz, com os cabelos dourados, Ruby sorriu amigavelmente para a garota.
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