Dragon's Heart

5 Capítulo 4 - Os Estranhos Ataques.


Notas iniciais
MAIS UM CAPÍTULO DE DRAGON'S HEART! Como prometido, postarei mais um hoje, em compensação de não ter postado semana passada. Amanhã terá mais um capítulo também!! Espero que tenham uma boa leitura. E agora que as coisas começam a se encaixar e ficar mais séria! >:) Espero que gostem!

No Capítulo anterior, Daniel descobriu que na verdade era descendente de um Dragão de Gelo, conhecido como Ragen, a partir de Anderson, um misterioso médico que informou sobre a história dos Dragon's Hearts, no entanto, sem saber o real motivo do desaparecimento dos Dragões. Daniel foi mandado para o Rio de Janeiro, para achar os outros dois Dragon's Hearts, enquanto no Palácio de Montjuich, Carinne foi para uma cabana misteriosa próxima da floresta proibida ao lado do seu reino, onde encontrou um ser encapuzado. Jeffrey escutou o grito da princesa de Montjuich, e foi especificamente em tal local, não achando os dois em tal área. O que será que aconteceu com Carinne?


Museu Central — Rio de Janeiro.

Aquela enorme cidade era realmente incrível, para quem quase nunca saiu do Estado de São Paulo, conhecer uma outra área movimentada como o Rio de Janeiro, realmente era incrível. Eu e Nathan estávamos caminhando em direção ao museu indicado por um senhor estranho que encontramos na lanchonete, onde todos diziam que não o conheciam. Bizarro, não? Enfim. Estávamos caminhando em direção á uma enorme construção chamativa daquela área. Havia várias pessoas, carros, motos. Era realmente uma atração perfeita para pessoas de outro estado, como também pessoas de outros países. Eu estava totalmente boquiaberto ao ver tudo aquilo.

— Então esse é o Museu Central do Rio de Janeiro! — Falei, enquanto olhei em direção a Nathan, que deu risada de minha reação, o que ele esperava ao ver aquela enorme construção.

— É. Aqui é uma das atrações do Rio. Por que pediram pra gente vir aqui mesmo? — Ele perguntou em tom de dúvida, enquanto o rapaz coçava a cabeça, me olhando com uma cara de idiota. Eu gargalhei enquanto coçava a cabeça também, tentando lembrar o motivo. Suspirei em seguida.

— Para saber a história por trás dos dragões, por causa desse dente que a gente recebeu.

— Sério isso? — Ele me encarou com uma expressão mais engraçada. Claramente tornei a dar risada com suas feições, onde ele ficou mais confuso ainda. Após parar de rir, apenas cruzei os braços, pensativo enquanto o respondia.

— Deve ter sido por outra razão também... Temos que descobrir sobre isso. — Confirmei enquanto o rapaz ao meu lado fez o mesmo. Seguimos pelas ruas em direção ao enorme Museu que havia naquele local.

Chegamos no museu, caminhamos até a banca de ingressos, assim conversamos com a atendente, realizando a compra dos mesmos, marcando enfim para vir mais tarde para o museu. Enquanto não era a hora de entrar no mesmo, decidimos andar mais um pouco para mim conhecer aquela cidade, enquanto Nate explicava os pontos de referência da cidade para caso eu passe lá alguns meses ou até morar, explicando como tudo funciona, assim como tomar cuidado com os roubos frequentes, por apesar de ser um belo lugar, era um enorme risco de ser roubado. Lembrei-me da mesma coisa no estado de São Paulo, então nem se quer me surpreendi com isso.

Durante esta pequena caminhada sobre aquele local, Nathan e eu reparamos que havia alguém a mais nos seguindo, no entanto, continuamos a caminhar, desta vez em silêncio para ver se era apenas impressão, o que nos enganamos nessa. Havia realmente alguém seguindo a gente. Ele me encarou, e eu apenas confirmei uma vez com a cabeça. Após esse momento, eu comecei a correr, assim como ele, desviando de caminho para que despistássemos os que nos perseguiam, mas não adiantou. Eu corri pelos becos daquela cidade, enquanto Nathan corria pelas ruas. Nate estava sendo perseguido por um misterioso homem encapuzado, com um pano negro e velho que cobria todo seu corpo. Não dava para ver sua face. Já na rua principal, NAte corria do encapuzado, ficando cada vez mais ofegante, enquanto o mesmo dava risada para o garoto, o que o deixou mais desesperado naquele momento. O ser encapuzado dirigiu uma fala para o garoto.

— Sua amiguinha está com a gente...

— Do que está falando!? — Perguntou Nate, com uma expressão de raiva e confusão naquele momento. Aos poucos, o homem misterioso iria se aproximando de Nathan, enquanto o mesmo dizia enfim.

— Vejo que não a conhece... Muito bem, venha comigo que você evitará um grande trabalho para nós! — O homem avançou em direção a Nathan, num pulo. Mas o jovem foi esperto e saltou para o lado, rolando sobre o chão em seguida. O encapuzado caiu sobre o solo, e Nate se levantou imediatamente. Por estar em pânico, seu corpo foi coberto por uma energia avermelhada, onde em seu bolso, havia um brilho vermelho e forte o suficiente para ser visto de longe. Nathan pegou o dente, que estava reagindo com seu pânico naquele momento, onde como mais uma reação, seu corpo foi coberto por um enorme tornado flamejante, o que surpreendeu o encapuzado.

— Droga!! Não era pra ter acontecido isso!!

Enquanto o encapuzado disse isso, o tornado de fogo dissipou-se, onde um ser de uma armadura totalmente vermelha, com detalhes dourados, e draconianos, onde possuía longas asas "velhas" e uma enorme cauda vermelha. Aquele garoto de armadura avançou num vôo em direção ao encapuzado, dirigindo-lhe diretamente e em uma velocidade em que o mesmo não acompanhou, recebendo um soco pesado e impactante sobre o peitoral. Aquilo era uma força totalmente sobre-humana obviamente. O encapuzado com tal impacto, foi atirado fortemente contra um carro, amassando o mesmo, e disparando o alarme. Nathan se surpreendeu com aquela força, onde sua armadura vermelha desfez-se em chamas avermelhadas. Percebendo o que aconteceu, o mesmo correu de novo, para fugir do encapuzado inconsciente, olhando suas duas mãos, onde uma delas continha o dente que em instantes atrás, estava brilhando.

— ...O que aconteceu ali?!

Agora, nas vielas do Rio de Janeiro, desta vez quem estava fugindo de um outro encapuzado de pano negro e velho, era eu. Eu corria mais rápido, no entanto, o encapuzado era realmente ligeiro em questão disso. Eu escutava risadas vindo do mesmo, o que me deixou mais desesperado ainda. Nervoso com a situação, gritando enquanto corria.

— SAI DO MEU PÉ, CHULÉ!! — O homem misterioso gargalhou, onde viu um lixo mais pra frente. Eu passei pelo mesmo, onde no momento em que o encapuzado passou, este agarrou a tampa metálica do lixo, mirando em minhas pernas. Lançou a tampa como um disco, onde conseguiu acertar em cheio sobre minha canela direita, me fazendo tropeçar e cair sobre o chão rolando a alguns metros a frente. Ele realmente tinha uma boa pontaria, assim como uma grande força sobre-humana, o que me surpreendi bastante. O que diabos era ele?

— Filho da Puta!! — Resmunguei baixo, enquanto aos poucos, este se aproximou de mim, aos poucos, o medo tomou meu corpo, não conseguindo nem se quer me mexer. Apenas tremi de medo perante á aquele rapaz de capuz. Eu morreria daquela maneira? De um jeito em que nem eu saberia o motivo? O rapaz se aproximou de mim, sorrindo sadicamente. Eu estava estranhando uma coisa. Meus sentidos apurou-se drasticamente, onde com o fluxo do ar, eu pude sentir as nuvens movimentarem-se lentamente, assim como senti a direção dos ventos ao redor daquele espaço. Aos poucos, o clima estranhamente iria fechando: As nuvens movimentaram-se mais rápido, no qual cobriu o céu de nuvens negras. Aquilo havia chamado a atenção do encapuzado, que estranhou o motivo estranho do tempo ter fechado de repente.

— É agora que tu vai rodar na minha mão que nem beyblade, filho da puta!! — Gritei, onde com coragem, me levantei e me joguei contra o encapuzado, derrubando-o sobre o chão. Mas este era mais forte, conseguindo me empurrar contra a parede numa força surpreendente. Eu tossi sangue com aquilo, limpando minha boca em seguida. Disposto a lutar, meu corpo de repente foi coberto por um enorme tornado de vento, que com sua força, atirou o encapuzado contra a parede do beco. O tornado desfez-se, onde eu estava trajando uma armadura simples e esbranquiçada. Diferente das outras, armaduras vistas, eu não tinha asas, e sim uma capa. Tinha a mesma aparência draconiana, mas de maneira mais simples que as outras apresentadas. A armadura era branca, com detalhes cinzas e prateados brilhantes. Aproveitando-me daquilo, sem entender, desferi um soco direto em seu rosto, no qual com a força, este foi atirado novamente contra a parede, mas desta vez, a destruindo, e deixando o mesmo inconsciente. Ouvindo aquele estrondo, onde me surpreendi com aquela força, eu decidi fugir dali. Subi o muro da viela, e passei a saltitar pelas casas do Rio, assustado, até ouvir um chamado familiar.

— WENDEL!! — Era Nate. Eu avistei o mesmo de longe, e saltei até meu companheiro, de armadura mesmo. Pousei á sua frente, respirando ofegante, enquanto seguidamente perguntei desesperadamente para o tal.

— O que diabos está acontecendo aqui?! Fui surpreendido por um encapuzado e... — Nathan me interrompeu, pedindo para que eu me acalmasse naquele momento, onde eu fiz o que este pediu. Suspirei novamente, observando minha armadura desta vez.

— Achei que sabia de algo. Mas enfim. Eu também fui protegido por uma armadura estranha e vermelha, graças á esse dente que o velhote deu. A sua armadura é semelhante á minha, mas é branca e cinza, e não possui asas. Bem... Sobre os encapuzados que nos atacou: Eu não faço ideia nenhuma. — Eu me aliviei quando este disse que trajou uma armadura também. Imagina que loucura, eu ser o único que trajou uma armadura enfrentando um encapuzado com uma força sobre-humana. Bizarro até demais para minha pessoa! Meu corpo foi coberto por uma camada de vento, onde fez desaparecer a armadura prateada e branca. Suspirei novamente.

— Caras estranhos... E qual é a dessas armaduras?

— Deve ser algo relacionado ao que o velhote pediu pra gente ver no museu... — Nathan disse, assim como reparei que estava ficando quase de noite já. Paramos para refletir um pouco o que ele disse, assim lembrando dos bilhetes/Ingressos que compramos durante o dia.

— Museu? MUSEU!! — Gritamos ao mesmo tempo, onde começamos a correr novamente pelas ruas, em direção ao museu central do Rio, para não perder dinheiro atoa, assim como descobrir mais sobre essa bizarrice de armaduras e Dragon's Hearts, o que agora, se tornou algo totalmente novo para a gente, e ainda mais, interessante, o que deseja matar a nossa curiosidade sobre o que realmente aconteceu.


Aeroporto de Guarulhos — São Paulo.

Guarulhos, uma das grandes cidades de São Paulo, no centro. Claramente uma metrópole imensa coberta de prédios e casas, sendo assim, uma cidade em boas condições, como também uma das cidades mais movimentadas e conhecidas em SP. Em tal cidade, havia um Aeroporto, mais conhecido como o Aeroporto Internacional de Guarulhos, próxima daquele local, onde havia diversos carros em direção ao mesmo, servido mais para levarem as pessoas para viajar ou algo do tipo, destacado ali, havia um Palio 2010 preto, no qual havia dois jovens na frente. O Motorista era um rapaz de cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Sua pele era clara, e trajava roupas brancas típicas de médico. Ao lado, no banco da frente de passageiro, havia um rapaz mais jovem. Este era loiro, de pele clara e olhos azuis, Trajava uma camiseta azulada, com uma estampa escrita New York, assim como no fundo, um desenho de vários prédios de tal cidade, calças jeans e um tenis Allstar.

Se aproximando do Destino, Anderson parou o carro, assim deixando o loiro sair do carro, que foi até a parte do motorista, estendendo a mão direita livre, para cumprimentar e agradecer ao médico.

— Obrigado, Anderson.

— Espero que não roube novamente eim? — Disse o médico, entre risos enquanto Daniel deu risada também, assim fazendo um gesto de capitão, como se fosse uma promessa para o médico que o ajudou.

— Mas é claro que não farei. Renovarei minha vida novamente. — Os dois cumprimentaram-se e por fim, Anderson saiu com seu Palio para fora do Aeroporto, seguindo de volta para sua cidade natal Barra Funda, enquanto Daniel, com uma feição mais disposta, caminhou em direção ás escadas rolantes, para localizar-se e ir em direção á seu bloco de viagem para o Rio de Janeiro, e enfim, realizar sua missão de encontrar os dois Dragon's Hearts que havia lá, dito por Anderson. Serrando seu punho direito, sorrindo em seguida, determinado e mais disposto. Um novo jovem e enfim, renovado após sair do mundo dos roubos e crimes.

— Beleza, vamos lá!

Notas finais
Espero que estejam gostando do desenvolvimento da história e dos personagens! ^^ A partir do Quinto Capítulo que a história começa a ficar mais séria. Enfim, espero que tenham gostado. Deixem um comentário com críticas e sugestões, ou que estão gostando! Isso me motiva cada vez mais! Agradeço desde já. ~~