Dragon's Heart
7 Capítulo 6 - O Matador de Dragões.
Notas iniciais
No capítulo anterior, numa floresta desconhecida, onde havia diversos encapuzados, como um maior entre eles, podendo deduzir como o Líder dos encapuzados, os mesmos realizando um ritual, com sacrifício uma mulher de cabelos loiros e pele clara, sendo a mesma, Carinne. Porém, tendo o ritual completamente interrompido, onde a garota foi salva por um homem de cabelos negros e vestes formais, estudante de Astronomia. O mesmo era conhecido como Matthew Salvatore, ou Matt como todos os chamam. Por sorte, a dupla havia escapado do encapuzado. No museu principal, onde Wendel e Nathan se encontraram por lá, decifrando boa parte da história por trás das mortes dos dragões, descobriram sobre uma Maldição jogada no Mundo, agora, encontrando Daniel, o Dragon Heart do Gelo, assim como o primeiro Dragon Heart de todos, Sadin Ragen.
ÁREA SUBTERRÂNEA – MUSEU CENTRAL DO RIO DE JANEIRO
— Então você é o primeiro Dragon Heart, do sangue legítimo dos Dragões? – Perguntei para o velhote do outro lado do balcão, vulgo estava em nossas frentes. Realmente, um velhinho daquele por ser o primeiro de todos os Dragon’s Hearts era algo incrível. Nathan olhou com boca aberta, sem saber o que perguntar, mas o único sem estar visivelmente surpreso, era Daniel.
— Sim, sou o primeiro Dragon Heart, assim como aquele que está tentando juntar os cinco para tentar enfrentar o inimigo a partir de alguns conhecidos meus dessa era. Resumidamente, ainda estou vivo apenas para manter-me com meu objetivo na vida, compreende? – O senhor falou com formalidade para todos nós, assim confirmamos com a cabeça. Após terminarmos de comer nosso lanche, o velhote nos serviu com um copo de suco. Nathan retirou de seu bolso, o dente que havia recebido de um senhor, no ultimo restaurante que eu e Nate passamos.
— Bem… Esse dente, e o pedaço de gelo do colar do Daniel, seria uma referência para nos transformarmos, correto? E se perdermos esses itens? – Olhei o dente nas mãos de Nathan, e reparei que eu não tinha nenhum item como referência, então como eu consegui trajar uma armadura de dragão, sendo que não tinha nenhum item próximo a mim? Enfim, prosseguindo, o velhote deu uma risada, apoiando seu queixo barbudo e branco bem feito sobre suas mãos entrelaçadas, apoiada com os braços no balcão, assim encarando a gente.
— Bem, se perderem esse tipo de artefato, o que acho bem improvável, vocês talvez não possam utilizar tal armadura… Por isso são itens preciosos no qual devem ser protegidos e carregado com vocês, compreendem?
— Em meu caso, eu não tenho nenhum item. – Falei, após erguer a mão. Nathan e Daniel me olharam surpresos. Nathan me revistou, como deixei. Realmente, não havia item algum em mim, e mesmo assim, consegui trajar a armadura de Desastre Natural. O velhote me encarou, dando uma risada em seguida.
— Você tem algo precioso… Está em todo lugar, a própria natureza. As nuvens, o ar, as plantas. Tudo que estiver em seu redor que envolve algo natural, será seu item, diferente dos outros… Essa é sua vantagem por ter adquirido a armadura do Dragão Desastres Naturais. – Explicou o velhote, enquanto olhava para a gente, com uma expressão calma e serena. Nathan ergueu a mão novamente, assim dirigindo-lhe uma pergunta breve e direta.
— Enfim. O que quer dizer “O Mundo cairá na Escuridão”, dito no quadro que tinhamos lido anteriormente? – Aquela pergunta fez com que o senhor se ajeitasse na cadeira do balcão, enquanto apenas encarava os jovens, que também estavam curiosos para saber a resposta da pergunta de Nathan. O senhor respirou fundo e disse.
— Muito bem… Vou explicar aos poucos para vocês.
ÁREA DESCONHECIDA – FLORESTA.
— Onde diabos nos metemos…? – Perguntou um garoto de cabelos negros e longos, amarrado a rabo de cavalo. Este trajava um casaco de couro, camiseta social e gravata, assim como calças e sapatos negros. Ao seu lado, havia uma garota de cabelos loiros, vulgo olhos esmeraldas, bastante chamativos. A mesma utilizava um vestido simples, como se fosse de dormir, ou para ficar em casa. A dupla ali, era Matthew e Carinne, vulgo os Dragon’s Hearts de Quazar Cósmico e Águas Profundas. A loira suspirou, assim avaliando ao redor antes de responder.
O local era uma enorme floresta, diferente da anterior, era mais viva, com folhas esverdeadas e uma grama fofinha. Porém, não havia nenhum animal que convivia ali, desde pássaros como coelhos e lobos naquela área. O que era mais estranho, era que os jovens estavam em frente de uma espécie de portão rochoso e antigo, com escritas que nem se quer dava para entender ou ler, devido á estarem totalmente destruídas.
— Parece que estamos perdidos de novo… Jeffrey deve estar muito preocupado comigo! – Falou Carinne, que logo lembrou que precisava voltar ao Palácio de Montjuich, porém, lembrou de algo sobre aquelas escritas, explicadas por Jeff quando pequena. A mesma correu em direção aos escombros, com sua mão delicada, deslizando-as sobre as rochas, assim como no portão de pedra, especificamente sobre as escritas. – Isso aqui… Me parece algo que o Jeff me ensinou quando pequeno…
— Sabe o que é isso? – Matt se aproximou da loira, observando de perto aquelas escritas ilegíveis, assim como tocou-as também, sentindo uma pressão forte. De repente, o mesmo com a pressão, foi atirado violentamente contra uma árvore, praticamente a destruindo pelo impacto. O jovem caiu sobre o gramado, com dor, e totalmente imóvel, enquanto Carinne logo correu em direção ao mesmo, desesperada.
— Você está bem, Matt?! – perguntou em desespero, com as mãos sobre as costas do mesmo, que tossiu sem ar, assim se ajoelhando de maneira dificultosa, onde encarou o portão de longe, assim já sabendo sobre aquilo.
— Beleza… Estamos num lugar onde ninguém conseguiu chegar para contar a história… Aqui é… — Matthew ia continuar sua fala, mas de repente, uma energia maligna caiu sobre aquele espaço, onde com a onda de ar atirou-se para todo lado, como reação, as folhas e o gramado começaram a morrer, com as árvores apodrecerem. Diante da dupla, havia um homem trajando um sobretudo encapuzado de coloração negra. Sua expressão desta vez, era serena e mais calma do que o comum, o que não dizia em questão de sua energia das Trevas. O ser ergueu-se diante dos dois, assim cruzando os braços.
— Isso mesmo, Matthew, você acertou. Aqui é o Cemitério dos Dragões. E enfim, querem mesmo saber quem eu sou…? – O encapuzado comunicou-se com os dois de maneira formal e sem agressividade alguma. Por um momento, no coração de Carinne e Matt, eles sentiram o desespero de modo em que apenas conseguiam encarar o rapaz encapuzado, assim mantendo-se em um silêncio no qual era um clima tenso naquela área.
O encapuzado passou a mão sobre as runas, onde apenas suspirava de maneira calma, assim sorrindo para os dois ali, enquanto voltou a encará-los, cruzando os braços de maneira tranquila, dando passos lentos em direção aos dois jovens, que se não reagissem, algo de ruim iria acontecer, devido a terem se metido diretamente com o líder dos encapuzados. – Olhem… Vou dizer uma coisa. Tive falhas tentativas de matar os Dragon’s Hearts do Fogo Infernal e dos Desastres Naturais, que aparentemente, vão me dar MUITO trabalho… Mas como vocês resolveram se meter comigo pessoalmente, não permitirei que saiam daqui vivos, após interromper meu Ritual para trazer meu verdadeiro corpo… Sabe como é horrível viver num corpo humano limitado em questão de poder mágico? Eu posso simplesmente morrer se eu usar todo o meu poder… Então preparem-se.
— Ele queria matar os outros dois? Temos que achá-los o mais rápido possível!! – Matthew falou, logo levantando-se rapidamente. Este ergueu a mão, onde de repente, seu braço foi coberto por uma matéria negra, onde era visto vários pontos coloridos, sendo estes, estrelas. Era uma parte da armadura de Quazar Cósmico. O mesmo apenas ergueu seu braço, onde de repente, um enorme brilho ocorreu sobre aquele espaço. O encapuzado, para não cegar-se, colocou seu braço á frente do corpo. Quando tudo voltou ao normal, Carinne e Matthew não estavam mais lá. O encapuzado, sem enfurecer-se, apenas suspirou, alisando seu queixo com o polegar e indicador, enquanto aparentemente estava pensando. Logo decidiu-se a o que fazer.
— Quem está me dando mais dificuldades… É o Sadin, aquele maldito…. Ainda está vivo para cumprir sua missão… A não ser que eu mate-o primeiro. – Fazendo uma movimentação com a mão, de repente dois encapuzados surgiram atrás do líder, que assim, sem dizer nada, os dois confirmaram com a cabeça, sendo assim, saltaram pelos galhos podres. O encapuzado líder caminhou até o portão destruído, assim alisou aquelas runas, no qual estavam protegidas para que ninguém entrasse. Suspirou de maneira calma, assim sorriu. – Não se preocupem… Logo logo darei um jeito de varrer essa humanidade, assim como trazê-los de volta, meus caros irmãos… Eu, o Matador de Dragões, criarei um mundo onde apenas nós dominaremos…
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