Dragon's Heart

2 Capítulo 1 - Assalto.


Notas iniciais
Sinto muito por estarem saindo pequenos os capítulos. a partir do quinto, que as coisas começam a melhorar. ^^ A partir deste capítulo, que as coisas começam a se encaixar. Aos poucos a história sobre os Descendentes de Dragões, e os próprios Dragões irão ser explicadas, sem pressa alguma, para dar uma animação na história. Enfim, espero que gostem do capítulo! Agradeço desde já!

São Paulo, uma cidade grande obviamente bastante movimentada. Com diversos pontos turísticos e rodeadas por diversos prédios e casas. Aquela cidade histórica do país. Diante de uma das áreas movimentadas da cidade, sendo esta, Barra Funda, uma cidade no centro de São Paulo. Por volta das nove horas da noite, a Estação havia pouco movimento, assim como não havia muita pessoas no tal local. Do lado da estação, onde havia um ponto turístico, o Memorial da América Latina. No caminho para a subida, no qual dava o acesso do famoso Parque da Água Branca, havia três rapazes caminhando em direção a tal local. Um era alto de cabelos longos e negros, caídos sobre o ombro, trajando uma jaqueta negra, blusa branca por baixo, e calça jeans, com sapatos comuns. O outro, era menor, de cabelos loiros e olhos azulados. Trajava uma camiseta azulada com a estampa de um lobo, calça jeans escura, e sapatos Allstar. O terceiro, era um jovem com a face oculta por seu capuz junto de uma blusa negra. Calça jeans e botas de couro masculina.

— Então, onde iremos roubar desta vez? — Perguntou o rapaz encapuzado, no qual fez o loiro dar uma risada.

— Se acalme David. Estou pensando em invadir aquele mercado, atravessando a rua depois da saída do Parque. O que acham? — David, que seria o garoto encapuzado iria protestar sobre as palavras do loiro, mas foi interrompido pelo maior dali. que decidiu falar algo sobre a ideia de ambos.

— Daniel e David... Vejo que estão empolgados para um assalto. Invadir um mercado seria uma ótima ideia, estão esperando o que? Vamos. — David, o encapuzado confirmou uma vez com a cabeça, enquanto Daniel, que seria o loiro, mandou um joia pro maior.
O trio seguiram seu caminho pelo Parque da Água Branca, até sair do local, no qual estava bem parado, o que era estranho naquelas redondezas de Barra Funda. Mas como estava de noite, não tinha o que reclamar. O trio decidiu atravessar a rua, se aproximando de um mercado grande, no qual tinha as pinturas de coloração laranja e branco. Diante de uma porta de metal, onde mais acima havia uma placa grande e chamativa para todas as pessoas, escrito "Sonda Supermercado". O maior dali, deu uma olhada ao redor do local, esboçando um sorriso sádico seguidamente. A rua estava vazia. Retirou de dentro de sua jaqueta, uma barra de metal, rodopiando-a sobre seus dedos num movimento perigoso. David olhou seu companheiro com a barra de ferro.

— O que vai fazer, Lucas?

— Quebrar o Vidro e vamo invadir essa merda! — O maior, conhecido como Lucas respondeu, assim seguindo pela calçada do mercado, olhando as janelas que haviam naquela grande construção. O mesmo sorriu, enquanto o Loiro suspirou, seguindo junto a David. Lucas girou o bastão de aço, e desferiu-a contra o vidro, que despedaçou-se em inúmeros cacos de vidros. Os três colocaram os braços a frente de seus rostos, para não machucar-se após tal ato. Um estranho barulho de apito era ouvido de dentro do Mercado. Era um alarme. Lucas se afastou em alguns passos.

— Mas o que?! Que porra é essa?! — Daniel olhou ao redor. Um barulho de sirene era ouvido a seguir das ruas de Barra Funda, enquanto o trio foi juntando-se em expressão desesperadas. O encapuzado, David apenas olhou para Lucas, e Lucas o encarou de volta sem dizer nada. Aproximando do trio, dois camburões de policias municipal, ligando o farol em ambos. De ambos os carros, saíram um PM de cada, apontando uma arma para os jovens adolescentes. O primeiro policial ordenou a todos.

— DEITEM NO CHÃO COM A MÃO DA CABEÇA, AGORA! — Sem hesitarem, os três deitaram sobre o chão, com as mãos sobre a nuca da cabeça. O outro PM se aproximou dos jovens, revistando suas vestes para confirmar se não havia mais nada além daquela barra de ferro usada para quebrar as janelas do Mercado. Sem nada de armamentos, o outro policial aproximou-se do trio, os algemando e erguendo-os a força, os guiando até um dos camburões. Um terceiro PM saiu do carro, assim abrindo o porta-malas, onde o Policial guiador indicou que os jovens entrassem ali. Assim eles fizeram, e o PM fechou o porta-malas, entrando dentro do Camburão.

— Só me prejudicam. — Reclamou o loiro, revirando os olhos. David o encarou com ódio. Se não estivesse algemado, teria surrado seu amigo sem dó alguma até desmaiá-lo. Lucas, observando tudo aquilo, não disse nada além de um suspiro breve de decepção.

— Calem a boca! — Gritou o PM motorista, onde os jovens obedeceram sem reclamar. Ligando o camburão, o policial dirigiu o mesmo, saindo aos poucos da área do crime, com o percurso de ir em uma delegacia próxima do local.
O farol da rua havia fechado para o Vermelho, enquanto os PM's sem prestarem atenção, conversando sobre o crime ocorrido a minutos atrás, atravessaram em um cruzamento no sinal vermelho. Vindo do lado esquerdo do cruzamento, uma caminhonete azulada em alta velocidade. O motorista dava risada, devido a estar embreagado no volante. Sem prestar atenção no camburão, a caminhonete azulada colidiu contra a lateral do carro em cheio, onde devido ao impacto, o carro capotou no mínimo três vezes. O encapuzado, no canto do porta-malas, colidiu sua cabeça contra uma pequena janela do camburão, onde morreu com o impacto na hora, com cacos de vidro sobre sua cabeça, e sangue jorrando, assim como ocorreu com o PM motorista. Lucas, o maior e rapaz do meio, feriu-se gravemente devido ao capotamento, com arranhões profundos sobre seu corpo. Daniel se feriu levemente, no entanto com seu braço direito quebrado. O motorista da caminhonete havia morrido com a colisão entre ambos. Nos estroços do carro, o PM do lado do motorista, conseguiu sair de meio dos estroços com dificuldades, se aproximando da parte de trás do carro.

— Estão todos bem?! — Daniel confirmou com a cabeça. Sem poder mexer as mãos — por causa das algemas e o braço direito quebrado -, decidiu mexer as pernas. Com ambas, foi chutando o vidro de trás com força, até despedaçá-los. O PM ajudou o loiro a sair dali, assim como retirou o corpo dos outros dois adolescentes, e tirou também, o corpo do PM motorista. O mesmo pegou uma espécie de comunicador, assim ligando urgentemente para uma ambulância.

— Alô! Aqui é o PM Carlos! Temos três mortos e dois feridos! Repito, três mortos e dois feridos! Houve um acidente a caminho da Delegacia de Barra Funda, próximo do Parque da Água Branca!! — Desesperado, o policial relatou o que ocorreu resumidamente, desligando seu rádio em seguida.

— Caralho, David morreu com a pancada junto do Policial!? Meu Deus! — Daniel desesperou-se também, caindo de joelhos sobre o chão, com os olhos encharcados de lágrimas. Alguns minutos depois, um barulho de sirene era ouvido. A aproximação de duas ambulâncias do SAMU se aproximou do local do acidente. Os médicos retiraram da van seis macas do mesmo, onde colocaram o PM vivo, Daniel, o corpo de David e do PM morto, o do homem da caminhonete e o sobrevivente Lucas, assim, as ambulâncias levaram os feridos e os mortos até o hospital mais próximo de Barra Funda.
Chegando a tal hospital, o loiro estava totalmente desanimado e sem reação. Havia recebido a notícia que Lucas, o sobrevivente único, havia morrido no caminho da viagem. Nos corredores, deitado na maca, Daniel e o Policial foram guiados até uma sala diferente. Dentro da sala, onde o paciente foi deitado sobre a cama do local, o médico se aproximou, entrando em tal sala, assim olhando para o loiro.

— Qual o seu nome, jovem?

— Daniel. Daniel Ragen Silva. — Se apresentou de maneira seca para o médico, que suspirou como reação do mesmo.

— É você que procuramos.

— O que?

— Primeiramente, eu sou Anderson. Aquele que crê em dragões. E você é o Dragon Heart do Gelo, Daniel Ragen. — Daniel ficou mais confuso ainda. Um acidente ocorreu e o médico veio com papos de Dragões? Ele iria reclamar, mas Anderson continuou a sua fala.

— Antes de dizer algo, deixe-me explicar. Sei que está em momentos ruins, mas há piores futuramente. Dragon's Hearts são descendentes de dragões. Eles luta, pela paz e pelo bem de nossa Terra. Você é um dos cinco existentes neste mundo. — Daniel olhou para Anderson com uma expressão de Ué. Descendentes de dragão? Ele ser um dos cinco Dragon's Hearts? Aquilo tudo era novo para ele, obviamente. Aquilo havia o tranquilizado por um momento sobre seus pensamentos.

Notas finais
Enfim mais um capítulo saiu! Espero que tenham gostado deste primeiro capítulo de Dragon's Heart! Deixem comentários sobre como está indo, ou qualquer crítica para que eu possa melhorar ao decorrer dos capítulos! Agradeço desde já. ^^