Dragon Freezing Slayer Force
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Não esqueçam dos comentários, eles são mesmo muito importantes!!! Stay with the show!
Aquela tarde foi mesmo muito estranha. Haviam uns boatos de que haveria um protesto por causa de uns custos, Natsu recebeu um telefonema da central pra estar de prontidão porque teria mesmo uma passeata por volta das 19h, o mesmo horário do encontro do Gray e provavelmente o mesmo horário da saída de Gajeel e Laxus. Aparentemente, o loiro também queria cantar.
Ele não gostava daquela parte do seu trabalho, por mais que parecesse infantilidade. Ele também queria poder ir ao karaokê, mas não seria dessa vez, né? Estava pensando em como contatar Lisanna. Não podia ir na casa dela, teria que ligar, mas quando? Hoje não podia, porque se não desejaria vê-la e mesmo em sua licença luto estava em serviço. Também depois de pesquisar mais um pouco, viu sobre o que a Mirajane estava falando em relação à Lucy e Sting, sem falar nas notícias que estavam veiculadas com a vinda dela para Magnólia. O conselho que mandava na cidade, consequentemente no emprego de Natsu, tinha mandado aumentar o vale-transporte e deram motivos esdrúxulos para tal.
Aparentemente, Magnólia tinha um movimento ativista, mas ninguém nunca tinha visto nada, só que quando a Mirajane foi confirmada para o desfile e o valor do cachê dela foi divulgado, a coisa ficou caótica. Só não sobrou pra Mirajane porque seus assessores fizeram um trabalho muito bem-feito e ela não aceitou o pagamento, faria o trabalho pro bono. A popularidade dela aumentaria muito depois disso, sem falar que ela não sabia da situação da cidade.
A base do protesto era essa e Natsu se sentia desconfortável em interferir, mas as instruções eram claras, só estaremos lá pra observar, só que os bombeiros tinham que ir com spray de pimenta. Ah, essa licença que não o eximia dessas tarefas.
Estava arrumando suas coisas quando viu um Gray desesperado.
“O que foi gelinho?”
“Natsu, eu não vou mais! Não vou na casa daquela mulher. Não tenho coragem.”
“Como assim não tem coragem Gray? Você falou que ela era bonita e que você ficou afim. Sem falar que a gente ensaiou um monte ontem e sabe-se lá como, cada um ganhou 7 cuecas do Laxus, poxa isso deve ser um bom presságio, não? Vamos pensar assim.”
“Essa coisa de bom presságio não existe pra mim, seu idiota! Tudo dá errado e muito errado. Ela deve ser um travesti!”
“Bom, você falou mesmo que não toca nas suas clientes, não? Relaxa, cara! Você não precisa ir pra cama com ela se não quiser, a gente te enche o saco, mas você não se prostitui no real sentido da palavra. Você dança e tira a roupa, mas nada além disso. Nunca tocou outra pessoa. Pelo que disse, você está há mais tempo sem sexo do que o Gajeel, não é? Então cara, relaxa. Você não precisa mesmo disso. Primeiro, você não gasta muito dinheiro, já que você nem compra muitas roupas, vive tirando mesmo! Fica frio. Você ensaiou, certo? Então relaxa. Você faz isso pra viver e está vivendo muito bem até agora. Respira fundo, ok? Respira e quem sabe não sai nada legal daí, né? Relaxa. Bom, vamos pensar em outra coisa. Vamos ajudar o Gajeel? Falando nisso, cadê ele?”
Gajeel chega como se fosse um tornado. “Salamander, Gray, ainda bem que estão em casa. “
“Falando no diabo...” Natsu falou
“Preciso de ajuda. Urgente!”
“O que houve?”
“Eu achei a Levy. Sabe, a que a moça linda falou pra mim ontem?”
“Ah sim, você viu a moça linda de novo?” Natsu falou animado.
“Não, eu vi a moça de quem ela falou, seu idiota, não tá prestando atenção?” Gajeel falou.
“Ok, e daí?”
“E daí, seu idiota, é que ela é a cronista. Sabe, a cronista de quem eu tenho todas as crônicas cortadas, sacou? Essa mesma pessoa gosta do Shob Doo Bop e ela vai no karaokê hoje! Eu perguntei pra ela! Preciso de ajuda. Eu não sei o que fazer.” Gajeel falou desconsolado.
Antes que qualquer um dos dois falasse algo pra deixar ele ainda pior, Laxus entra e começa a falar com ele.
“Bom Gajeel, você sabe que a guria é insana o suficiente pra curtir aquele lixo de música, né? Ela então, deve saber quem você é, tipo, saber mesmo! Ela no mínimo deve achar você legal, então é só você não ser o estúpido que você sempre é e boa! Relaxa. Não tô falando pra você fingir, mas evite fazer algumas piadas, sei lá, você tá tentando conquistar a garota, né?”
“Eu já fiz piadas com o tamanho dela.” Gajeel assumiu.
“E depois dessa cagada imensa, o que ela falou?” Natsu perguntou ansioso.
“Ela me pôs no devido lugar e me ajudou a comprar as cuecas.” Gajeel respondeu.
“Espera, você tá dizendo que essa moça ajudou você a escolher as nossas cuecas? Você não sabe mesmo comprar cueca? Ai Gajeel, você não tem salvação, cara. Tá, mas isos é um ponto positivo. Mesmo depois de ser ofendida, se defendeu e ainda foi prestativa.” Laxus respondeu.
“Bom, e daí? Eu tenho chance?” Gajeel perguntou
“Tem chance desde do momento em que ficou sabendo que ela gosta daquela atrocidade chamada Xubi du bopi, cara. Na real, não tem como não ter paixão nisso daí. Pensa, mulher não ia falar de música. Ia falar do cantor. Se ela falou do cantor pra amiga dela, aí sim, é uma coisa mais lógica. Porque eu já ouvi essa música e ela é digna de se esconder pelos próximos mil anos. Só que a moça ainda falou pra amiga dela. Pensa! Isso daí deve ser no mínimo, tesão reprimido. Acho que você consegue dar uns pegas e até mais se você quiser.” Gray colaborou com a discussão.
Gajeel ficou muito bravo com que Gray disse, mas não podia deixar de concodar. Realmente achou estranho o fato dela falar da música pra amiga dela, porque ele mesmo sabia que a música dele era apreciada por poucos, e esses poucos não eram só uma pessoa porque por milagre dos deuses, Levy apareceu. Isso era realmente uma coisa muito boa. Porque ele precisava de amigas também, mesmo que ela não gostar dele como homem, pode tentar ser amigo dela e quem sabe, se não der certo com ela, quem sabe ela pode apresentar a garota de antes, né? Só que não pode deixar de se sentir atraído por aquela menina. Ela era linda, delicada, nada daquilo que achava. E sentia que ela falava a verdade quando dizia que era mesmo a cronista. Poxa, ele tinha que tentar.
“Preciso de dicas de figurino. Pro karaokê.” Gajeel disse.
“Bom, veste roupas pretas porque toda a vez você vem com as roupas sujas de tomate e eu não aguento mais ficar passando água sanitária nesses trapos não.” Natsu falou.
“Concordo. Eu também não, vai de rockstar. Aproveita o cabelão e essas tattoos ae e vamos criar um personagem. Se você sonhar em vestir aquela porra branca que você chama de terno, eu boto fogo nessa porra! Ah, e a gaita? Cadê a gaita? Você comprou e nunca mais usou?” Laxus disse.
“Eu acho que eu perdi essa gaita, cara. De verdade. E também, tem o caso de eu não poder usar ela. A música que a gente escolheu ontem não tem gaita, lembra?” Gajeel respondeu.
“Ah, verdade. Mas como que você fez? Passou no cd, pendrive?” Gray perguntou.
“Passei no pendrive junto com umas outras músicas minhas, tá em cima da mesa. Bom, vou tomar banho. Espera, Gray, e o seu encontro? Não é agora não?” Gajeel perguntou.
“Não é um encontro, é um trabalho. E eu não sei se eu vou.” Gray respondeu.
“Por que não?” Os três em uníssono.
“Eu não queria sair com uma moça como ela e cobrar. Eu queria conquistá-la, sabe?” Gray admitiu.
“Bom, Fullbosta, a coisa é assim. Ela sabia quem você era e te contratou. Vai, veja qual que é e não cobre. Você sempre pode ser barman e trabalhar na sorveteria, não foi isso que aquele bebum do Bacchus sempre te falou?” Gajeel respondeu.
Laxus estava com a cabeça longe, mas quando ouviu o nome de Bacchus parou. “ Como assim Gray, você conhece o Bacchus e nunca me falou? Então você sabia mesmo onde a Cana trabalhava?! E NÃO ME CONTOU?????” Laxus urrou.
Gray ficou estático, não podia ir dançar de olho roxo, mas não entendia a relação de Laxus e Bacchus...puta merda, Cana Alberona é prima dele. Mãe de Deus, vou morrer. Ele pensou.
Ele se lançou em direção a Gray e foi impedido por Gajeel e Natsu. “Calma Laxus, ele realmente não sabia. Bacchus é o patrão dele e vive mais bêbado do que um gato no cio, acha mesmo que vai se lembrar de conversar da Cana? E acha que ele não ia te contar? Sério mesmo?? Todo mundo aqui sabe o quão insuportável você fica quando não tem notícias dessa mulher. E ninguém aqui quer isso. A gente quer que você a encontre.” Natsu disse.
Gajeel também completou com o fato do soco que levou por tê-la visto, mas também viu como ela o domou. Ninguém nunca iria em sã consciência esconder uma informação sobre Cana Alberona. Nunca, mas nunca mesmo.
Laxus se acalmou enquanto Gray pegava o pendrive e ia para a casa de Juvia. Foi de moto. No meio do caminho se pegou pensando como tinha chegado a esse ponto, de ter vergonha do que fazia. Ele não devia se sentir mal. Ela sabia dele, sabe o nome dele e já o viu antes. Ela podia achar que ele era um objeto e só isso, mas ele teria a chance de provar o contrário. Era só deixar que Magal e Wando dessem o tom daquela primeira dança.
Ele chegou ao endereço solicitado e entrou no elevador. Os andares pareciam não ter fim, mas finalmente chegou o 7º andar e lá estava o apartamento 77. Chegou à porta e deu dois toques curtos. O tempo que ela demorou para abrir pareceu uma eternidade, mas ele ficou surpreso. Ela parecia ainda mais linda do que na foto, estava com um vestido azul, combinando com o cabelo. A casa estava à meia luz e tinham uma velas e ela tinha colocado uns quadros do Magal e do Wando. Também reparou em um porta-retrato em cima da cômoda, uma foto dela junto com as amigas. Uma foto onde pareciam bem felizes, sorridentes. O desejo por aquela fotografia foi gritante, ele realmente iria levar aquilo pra casa. Bom, agora era só começar, ao menos foi isso que ele achou.
Eles se olharam e não conseguiram falar nada por pelo menos uns 10 minutos. Como não tinha combinado o preço e nem nada, também não tinha nada cronometrado, mas pela foto, ela não morava sozinha, tinha que se virar. Olhou pra ela e viu que ela estava envergonhada.
O incrível é que ela foi quem quebrou o gelo:
Ah, Juvia fez algo errado, Gray-sama? Você está constrangido.”
“Você é a cliente mais bonita que eu já tive. Só isso. Me desculpe, é diferente pra mim também. Eu não sei o motivo, mas deixa eu começar, né? Tempo é dinheiro.”
Juvia ficou meio sentida com aquela constatação, ele estava com ela porque ela estava pagando, entretanto, essa mesma revelação a deixou mais corajosa.
“Quer dançar?” Juvia perguntou.
“Mas eu vim aqui dançar pra você. Não com você.” Gray respondeu desenxabido.
“Se é diferente, por que então não mudar mais isso? Vamos dançar? Não precisa ser lento, nem junto, só dançar. E por que tem que ser igual ou normal? Vamos lá?”
Gray estava mesmo bem envergonhado, mas assentiu. Sem antes colocar o Cd escolhido para a música. Claro que aconteceu algo e os cds mudaram e ele acabou colocando um do White Stripes. Aquela musica : “I don't know what to do with myself.”
Ele se desesperou. “Deus, por que eu não peguei o pendrive da bolsa? Esses cds são pra eu ouvir em casa! Eu não tenho uma performance pra eles. Eu nem sei dançar essa porra de música lenta. Eu só vi o clipe por causa da pole dance da Kate Moss! São Vito, fodeu tudo.
Ele ficou gago, travado, morrendo, já que não era essa a ideia e nem era esse o show que ele faria, mas ficou surpreso quando virou seus olhos para a moça de olhos e cabelos azuis e viu que ela dançava harmonizando com a melodia, sem falar que ficou encantado quando ela lhe estendeu a mão.
A mão foi aceita e eles procuraram se harmonizar, acostumando-se com a música, com o aroma e com o corpo de cada um.
Gray estava nas nuvens. Aquela mulher era maravilhosa, cheirava bem e nem pisava no pé dele. Aquilo era o mais próximo de um encontro que ele teve nos últimos 5 anos. Ele pedia em silêncio para o seu padroeiro que não acabasse agora.
Ela estava cantando com Jack White e não era desafinada, muito pelo contrário. Ela cantava direitinho e ele sentiu quando ela se recostou em seu pescoço, ficou muito nervoso, mas continuou a dançar.
Depois de um tempo, ele sentiu o corpo dela se afastar e se sobressaltou, sentindo logo em seguida as mãos dela em sua nuca. Encarou-a por longos segundos e ficou surpreso quando ela veio em sua direção. Foi um selinho casto, nenhum deles tinha fechado os olhos ainda, mas Gray queria mais. Uma faísca dentro dele fez com que ele aprofundasse o beijo e fechasse os olhos.
Ele estava nas nuvens, que beijo maravilhoso. Era como se ela fosse um oásis e ele estivesse morrendo de sede, a beijava como se o mundo fosse acabar e iria se ele não tivesse aquela mulher. Não pensou em mais nada a não ser naquele corpo, naquela pessoa que o estava vendo como pessoa, mesmo depois dele ser um idiota e lembrar o motivo de estar ali. E se ela achasse que é um prostituto? |Era só não cobrar. Lembrou-se do que Natsu disse e continuou com os carinhos. Foi em direção ao sofá e se deitou sobre ela. Não percebeu nenhum olhar de contrariamento e continuou.
Beijou aquele pescoço alvo e deixou algumas marcas, enquanto ela se ocupava de despir sua camiseta. Que ironia, o stripper sendo despido. Ela o arranhava, o exigia para si. Ele continuou com sua expedição pelo colo de Juvia e chegou àqueles seios maravilhosos. Não se conteve, lambeu aquela parte e sabia que estava indo pelo caminho certo quando ela gemeu o seu nome com aquele honorífico que ele nem sabia que merecia.
Aquela pele era doce demais pra ser ignorada, ele tinha que provar mais. E mais. Enquanto ela não o mandasse embora, ele não pararia. Só que a garota não era passiva assim, ela se sentou sobre ele e começou o mesmo tratamento. Beijou o pescoço dele e deixou uma marca, beijou seu mamilo esquerdo e depois o direito, arrancando gemidos dele. Há quanto tempo ele não gemia assim com uma mulher? Há quanto tempo ele se amava sozinho? Havia perdido as contas, mas não era o momento de pensar nisso, era o momento de aproveitar.
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