Dragon Freezing Slayer Force
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Laxus bufava!! Como que ele podia ter QUEBRADO a porra do celular? Cana demorava muito pra ligar, se bem que ele podia tentar tomar as rédias dessa situação calamitosa e ter uma atitude, não? Ele fazia do jeito que ela queria, mas não porque era um capacho, mas porque ele tinha medo de perdê-la. Por mais que ninguém entendesse o relacionamento deles, que não fosse normal, segundo os padrões sociais, ele sabia, mas sabia MESMO, que nenhuma mulher seria como ela.
Claro, ela era lindíssima, mas era uma mistura bombástica de problemas familiares, baixa estima e vício. Mas e daí? Era ela a mulher! Ele soube quando a viu na faculdade, quando a viu na academia. Só que ela o via pelo que ele era. Cana aparentava conhecer mais Laxus do que ele próprio. Também pode observar o mesmo com ela. Uma conexão assim aparece uma vez a cada um milhão de anos. Não seria ele quem iria discutir sobre isso. Ele soube que a vida dele não seria mais a mesma depois que fizeram amor pela primeira vez.
“Maldito clichê de novela mexicana. Até os clichês rimam com o nome dela. Essa coisa de estar apaixonado não é fácil não! Uma agonia desgraçada e o duro é que nenhuma mulher, por mais gostosa que seja, apaga essa mulher da minha vida! Ela sempre me deixa ir, mas eu quero ficar!! Bosta, eu quero ficar e eu vou ficar! Bora comprar essa coisa de celular, mas deixa eu tomar cuidado para não quebrar o chip também.” Laxus pensou.
O loiro teve que ir para o outro lado de Magnólia, tudo bem que não dava tanto trabalho assim, mas era um empecilho desnecessário. Começou a ponderar a ideia de se mudar, mais uma vez. Mas pra aquela área em particular. Lá ficava tudo, era como se fosse o coração da cidade, as coisas aconteciam ali, então por que não morar lá? Claro, ficava perto da oficina e da antiga empresa do seu avô, embora ele não precisasse mais da ajuda do seu avô, era melhor se manter à distância, só que depois de 7 anos..quem é que se lembra?
Ele se viu na frente de uma excelente loja de aparelhos eletrônicos e pôs-se a passear, como uma criança na loja de brinquedos, quando pediu a ajuda de uma vendedora para escolher um modelo. A moça foi muito solícita, pegou todos os aparelhos que ele pediu e olha que o homem era minucioso, perguntava de processadores, chips, câmeras, configurações. Entendia mesmo, mas não tinha aquele complexo de superioridade.
Só que algo estava fedendo, literalmente fedendo. Repentinamente, o ar ficou empesteado, com um aroma de vinho misturado com cerveja e vômito. Logo após essa sensação asquerosa, uma voz arrastada começou a interromper o atendimento que Laxus estava recebendo.
O cara usava uma espécie de redinha, estilo Chun-li do Street Fighter, mas apenas um coquinho, como se não fosse o suficiente, fedia como um corpo em decomposição e tentava falar algo pra moça, algo que parecia uma letra do Magal.
“Oi...senhorita linda que vai ser minha esposa (soluço), ah, eu te amo, ah, eu te amo meu amor, ah, eu te (arroto) amo. E o meu sangue ferve por você!!”
O sangue que ferveu foi o de Laxus, mas não se sabe se foi pelo palhaço estar atrapalhando seu atendimento ou se foi por ter usado o pobre Magal nessa cantada fuleira. O loiro não gosta de brigas desnecessárias. Usava a força só quando era necessário. Ainda lembrava-se quando socou Gajeel por falar das pernas de Cana pra ele e de uma vez em que ele e Natsu estavam brigando por causa de uma notícia fúnebre. Foram 3 socos certeiros, já que Gray também entrou na dança. Ele tinha muita noção da sua força e só usava quando tinha certeza que seria preciso um movimento mínimo e certeiro, nada de desperdício. Só que ele não sabia o motivo pelo qual estava sedento para quebrar os dentes daquela Chun-li Drag Queen.
Nunca tinha sentido aquela vontade contra um desconhecido antes, iria se deixar levar, avaliaria o quanto o cara aguentaria e descarregaria aquela tensão. A culpa era desse fedido, quem manda atrapalhar as compras dele?
Bom, Laxus estava pensando que as coisas seriam mais fáceis porque o homem estava completamente embriagado, mas mesmo assim, sua compleição era quase igual ao do próprio Dreyar. “Ah, foda-se, esse cara tá fedendo e me atrapalhando.”
Claro que a abordagem foi menos violenta. O ébrio estava quase tocando na vendedora que o olhava com nojo, desdém e uma espécie de pena quando Laxus o alcançou e começou a balançá-lo “suavemente” e inciaram o “diálogo”:
“Oe, oe,onii-san, para de me chacoalhar assim, vou vomitar velho!”
Laxus ficou com tanto nojo que foi obrigado a retrucar
“Mas quem é o escroto que se embriaga nessa hora da manhã???”
“Eu tomo o caralho que eu quiser, na hora em que eu quiser! Ninguém tem nada a ver com essa porra, mas presta atenção, você tá atrapalhando eu dar uma cantada nessa gracinha aqui”
“A gracinha aqui tá me vendendo um celular, que por sinal estou precisando! Tem como você dar em cima dela depois? Tem?”
O celular do fulaninho começa a tocar algo parecido com Matanza e de repente ele exclama:
“Falando em celular...merda, é a Alberona!”
Como assim?????????????? –Laxus começa a divagar_ Cana ligou pra esse desgraçado?? Mas que merda é essa? Ela tá namorando ele? É esse o namorado dela? Namorado porra nenhuma, agora que eu mato esse desgraçado. Não me interessa essa merda de trato, vou arrebentar esse maldito, cato o celular dele e falo com ela.” (N.A: Não existia nenhuma outra Alberona em Magnólia para Laxus e ele incrivelmente estava certo.)
Só que Laxus não imaginava que o homem atender aquele telefone seria tão benéfico para ele. O pobre diabo atendeu direto no viva-voz e Laxus ouviu o início do diálogo que realmente mudaria sua maneira de ver o relacionamento deles.
“Neee-chan, como você tá??” Bacchus, bêbado como um gato no cio, apertou direto no viva-voz!”
“Bacchus, tá certo que eu bebo bastante, mas você é caso de internação! Eu toh aqui no bar pra buscar as coisas da Kinana e fico sabendo que você passou a noite na zona! Sem falar que você MOOOOOORA NA ZONA! Puta que pariu! Fala onde tá a porra da chave que eu tenho que pegar as coisas da Kinana! AGORA|!
Laxus percebeu que ela estava incrivelmente sóbria e furiosíssima, mas não conseguiu deixar o ciúme reprimido. Aquele bêbado conseguia ligações de Cana, sabia dela! Eles convivem!!! Não que Laxus e Cana não convivam, mas a convivência deles se resume em lençóis e motéis caros, com sentimentos reprimidos e corpos expostos, tanto a dizer, tanto medo...e Cana fala tão livremente com aquele cara..Laxus não pode deixar de sentir pura inveja.
“Yare, yare. Cana,- Bacchus continuou no seu discurso dionisíaco- se você não fosse a mulher mais linda, maravilhosa e inteligente que eu conheço, sem falar que é a minha prima-irmã mais querida, eu mandava você ir pro inferno de patinete, mas como você é essa deusa etílica...vou dizer pra você procurar! Já que parece mais sóbria do que eu, benzinho.”
“Prima-irmã? Cana tem um primo em Magnólia? Bom, se eu bem me lembro, ela tinha o pai e mais um parente, mas um primo-irmão?- Laxus pensava. Entrou nessa correnteza mental e duelava com ela para poder prestar atenção à conversa. E que porra é essa de primo-irmão? E como parece que ele está dando em cima dela?”
“VÁ PRA P***QUE TE P**** E FALA ONDE TÁ A PORRA DESSA CHAVE! SE VOCÊ NÃO QUISER QUE EU COLOQUE FOGO NESSA BOSTA!”
“Eles tem uma boa convivência! Aposto que esse idiota sabe onde ela mora! Cretino! Esse fedido sabe onde ela mora e eu não!! –Laxus não conseguia pensar racionalmente. Foi pego em um loop e não conseguia pensar friamente, só pensava em bater em Bacchus, mas sabia que precisava ouvir o que eles estava dizendo, já que o idiota estava no viva-voz.-E eu ainda acho que eu amo essa mulher!! Na verdade, eu amo, mas essa merda me deixa nervoso, mas não tão nervoso quanto ele saber onde ela mora e ela estar no bar dele!! Puta que pariu!! E zona??Como assim zona? De prostituição???? E ela sabe disso???
“Caninha, meu amor, toda essa papagaiada está me deixando sóbrio o suficiente pra que até eu saiba que se você colocar fogo no meu barzinho lindo, as coisas da Kinana estarão perdidas do mesmo jeito, sem falar naquele CD do Led que eu surrupiei da sua casa!”
“Esse cretino a chamou de amor? Eu só que a chamo de amor, na verdade ela nunca retribuiu, mas, CD? Led? Esse desgraçado sabe onde ela mora e ainda a roubou!!! Vou matá-lo! Do jeito que ele é, deve ter pego bem o cd que eu dei pra ela!!!
“VOCÊ FEZ O QUE????????????????????? AQUELE FOI O CD QUE O LAXUS ME DEU, FOI O ÚNICO PRESENTE QUE ELE ME DEU E VOCÊ SABE O QUANTO É IMPORTANTE PRA MIM. NEM AS MENINAS RELAM NELE. E VOCÊ, SEU VERME DESPREZÍVEL MISERÁVEL PEGOU O MEU CD?????????????? MAS EU VOU QUEBRAR A PORRA DESSA CASA AGORA!!”
Nesse momento, o coração de Laxus nunca bateu tão rápido! Cana era muito desapegada, disso ele sabia! Ela era desapegada com dinheiro, roupas, profissão. Não se ligava a nada e nem a ninguém! Aparentemente, já que ela não mora mais sozinha. Porém, o fato dela achar o Cd muito importante deixou Laxus infinitamente satisfeito e feliz. Ele era um homem de quase 2 metros de altura que estava se sentindo um menino quando viu seu primeiro festival de fogos de artifício. Seu coração estava assim, ela iria admitir que o amava, se bem que só o fato dela estar a ponto de destruir um lugar por causa do cd era mais do que uma declaração de amor, era a constatação que ela realmente o amava! Não era jogado ao vento! Era ela assumindo que algo dele era importante e caro a ela! Naquele momento, Laxus estava com uma cara orgásmica! Como se tivesse feito amor com sua musa, e se ele pensasse bem, ele tinha feito mesmo! Feito com que o amor surgisse, já que o apego, que era o único tabu deles foi quebrado.
Ele estava pensando nos únicos presentes que trocaram em um dia ébrio qualquer. Ele lhe deu esse Cd e ela lhe deu uns fones de ouvido, com um spike de cada lado. Em um primeiro momento, Laxus achou essencialmente frio, já que ele tinha feito o CD com músicas que lembrassem os momentos, mas ela deu um presente tão comum. Só que ele não sabia que Cana sabia que ele gostava do Magal e tinha vergonha disso. Era pra ele se divertir. No final das contas, ele usou os fones para o que ela tinha pretendido e ele nunca ficou sabendo desse gesto de abnegação, já que tinha quase matado Gray por causa da possibilidade dele contar pra Cana sobre essa falha no gosto musical. Na verdade, tinha um recadinho dentro de um dos fones, só que Laxus é uma pessoa bem cuidadosa e aquele fone é preciosíssimo, então ele ainda não o derrubou e não viu o bilhetinho carinhoso que ela deixou.
Laxus estava tão feliz, tão distraído que mal percebeu quando uma moça atraente de cabelos azuis(?) começou a falar com Cana.
“Cana-san! Aqui é a Juvia! Fique calma por favor! Onde você está?”
Mas que nome é esse? Juvia???
“JUVIA? ONDE VOCÊ ESTÁ??? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM ESSA MULA DO BACCHUS???”
Pelo menos concordamos que ele é mesmo uma mula.
“Cana-san, fale mais baixo por favor, você está no viva-voz.”
Poxa, pra que você foi avisar isso pra ela.
“E que merda está fazendo que não desligou isso ainda??? E por que você tá me chamando de Cana-san? Eu moro com você faz tempo o suficiente!! Juvia, o que está acontecendo?”
Como?? Aquela moça MORA com Cana??Então é a hora de eu ir e falar com ela certo? Ué? Onde ela está? Cadê aquele bêbado??? Cadê aquele fedorento?
'MAAAAAAAAAAS QUE MERDA É ESSA?? MOÇA? COMO VOCÊ DEIXA AQUELE ESCROTO SAIR CORRENDO DAQUI? E AQUELA MALUCA DE CABELO AZUL? POR FAVOR!! MEEEEEEEEEEEEEEERDA” Laxus esbraveja.
Ele se coloca em disparada, mas é detido pelos seguranças da loja, que alarmados com a confusão, chamaram as autoridades e ele ainda estava com um celular na mão. Só não foi preso porque a vendedora tinha dito que aquele era o ex-namorado que estava fazendo confusão e que Laxus tinha defendido-a. Depois de quase 1 hora de explicações, ele saiu apenas para comprovar que o casal tinha sumido. Tinha descoberto 3 coisas importantes: Cana morava com uma moça, tinha um primo-irmão e o amava! Ele não se cabia de felicidade. Ficou tão feliz que realmente esqueceu de comprar o celular e foi embora. Foi repor o estoque de bebidas da casa que estava incrivelmente baixo nos últimos dias. Iria com certeza colocar aquele povo na reabilitação.
Ah, sim, ele voltou pra buscar o celular depois de umas 2 horas, quando foi tentar ligar pra Cana e se deu conta que estava com os pedaços antigos no bolso. Voltou pelo mesmo caminho, soltando impropérios e de tanta raiva, depois de comprar o aparelho novo, conseguiu bloqueá-lo por um dia.
Na república, que estava incrivelmente silenciosa, Gajeel, que estava se recuperando dos socos de Salamander foi fuçar nos vinis que tinha comprado e se deparou com aquele do Magal. Não entendia o motivo que Gray e Laxus( por mais que não admitisse) gostavam daquele cara.
O tal molhar calcinha estava realmente incomodando Gajeel. Fazia uma muito tempo que não sabia o que era uma mulher. Lisanna (da qual ele não sabe o nome) foi a primeira mulher com quem ele trocou mais de 5 palavras que não tinham nada a ver com o trabalho dele e era linda. Só que o Salamander se comportou como se a conhecesse e isso era muito bizarro.
Só que aquela gata tinha lhe dado um nome. Levy! Levy é uma garota que conhece a música de Gajeel, então pelo menos bom gosto ela tem (coisas da paixão). Ele não achava que a garota com quem tinha conversado era a tal Levy, ela não parecia uma garota conversando com o cara que admira, ou com o ídolo, porém, ela não estava mentindo. Não hesitou em nenhum momento quando falou da outra moça, portanto, devia ser verdade. Gajeel se pôs a pensar e colocou o vinil do Magal pra tocar e depois de ouvir “ o meu sangue ferve por você” estava achando que a amiga da moça era alguém que ele procurou por toda a vida e tudo o mais.
“Preciso de uma cerveja. Hora de escrever umas músicas pro karaokê de amanhã.”
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