Dragon Freezing Slayer Force
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Natsu acordou com uma dor de cabeça dos diabos. Aparentemente tinha levado um outro soco de Gajeel. Idiota, era hora de começar a descontar todos esses socos. E de onde tinha saído aquela maldita urticária? Parecia que alguém havia mordido sua bochecha. O ruivo colocou-se a pensar. (Sim, Natsu é ruivo. Ruivo ferrugem porque é o que chega mais próximo da sua compleição verdadeira. Ele podia até pintar o cabelo de rosa, mas ele não tem essa vaidade toda.)
Finalmente tinha admitido a merda que fez com a Lisanna, tinha sonhado com ela. Com aquela noite, aquela maldita noite. Ele queria que ela tivesse reagido. Tivesse batido nele. Nada daquele olhar compreensivo. Ela podia lê-lo como ninguém. O cara encontra a mulher da vida dele com 8 anos e a joga fora. Porque é um idiota. Merda!
Saiu da cama e colocou-se a caminhar pela casa. Lembrou-se de quanto chegou lá.
Tinha discutido com Rogue e Sting por causa da namorada de Sting, a tal Minerva. A garota simplesmente jogou na cara de Natsu que ele ainda gostava da ex, por causa de umas coisas que ela ouviu ele dizendo. E mais uma vez, armou um fuzuê e saiu da casa. Tava chutando umas coisas quando foi pra academia e viu o aviso de Laxus precisando de mais um morador pra Dragons. Quando pegou o tal aviso, teve a impressão de que a sua vida iria mudar muito por causa daquele lugar.
Não poderia estar mais certo. Foi até o halterofilista, pelo menos era o que Natsu achava que Laxus era no momento, perguntou se aceitavam gatos, ouviu o que parecia um rosnado e a sua vida se transformou.
Morar com Rogue e Sting era tranquilo. Eles eram pessoas comuns, meio irônicas e desapegadas, mas era comum. Não tinha aquele clima de companheirismo. Os três treinaram tae-kendô juntos por muito tempo e ficaram colegas. Estudaram no mesmo colégio, mas eles nem chegaram a ser amigos da Lis, só sabiam que ela amava o Natsu e ele a amava. Natsu não sabia da paixão de Sting por Lucy porque ela não estudava no mesmo colégio e os garotos não sabiam dos altos e baixos do namoro de Natsu porque eles simplesmente não eram muito amigos.
Já morar com Laxus e Gajeel era a coisa mais insana da qual tinha notícia. Os dois se achavam os maiorais, ok, Laxus, só que era muito engraçado. Até os socos de Gajeel eram divertidos.
O pior dia foi quando Gray chegou. Gajeel disse que seria só por uns dias. Mas aquele projeto de stripper foi ficando, ficando e quando perceberam, a Dragons tinha mais um integrante. O que não era de todo ruim. Ele devia muito àqueles caras. Nunca o julgaram, a não ser pela suposta alegria excessiva, embora não fosse por implicância e sim por preocupação. Perdera as contas de quantas vezes fez birra por causa de uma menção à morte ou à tristeza. Como se ainda fosse a mesma criança criada pelo seu avô. A mesma criança que não admitia perder para um inimigo invisível que poderíamos derrotar facilmente.
Natsu acreditava que a tristeza era fácil de ser combatida, porque pra ele sempre foi assim. Dragneel Senior o privou de tantas frustrações o quanto foi possível, entretanto, permitia alguma experiência desagradável para que ele soubesse que aquilo existia. Ele não era um cara mau, só não sabia lidar com a tristeza. E nunca imaginaria que essa falha o levaria a perder o que tinha de mais importante: o amor da sua vida.
E se odiava por causa disso.
Agora era saber o que fazer da vida. Porque Lucy tinha dado o primeiro passo. Ela praticamente o deixou e Natsu não pode deixar de pensar que talvez fosse um presente de : Vira HOMÊ” do seu avô. Assume seus sentimentos. Sempre achava ruim com o Dragneel Senior quando ele implicava com a Lucy, só que Natsu colocou-se a pensar e o velho realmente não tinha nada contra ela, só sabia que eles não eram pra ser. “Maldita sabedoria da terceira idade! Esse velho cuida de mim até do além” — Natsu olhou pra cima em uma espécie de agradecimento, com olhos marejados. “ Aff, eu não aguento mais chorar, deixa eu ir tomar café.”
Ele foi ao banheiro pra tentar se compor, só que a tarefa parecia mais do que homérica. Os olhos dele pareciam bexigas, a urticária da bochecha parecia inflamada até e seus lábios estavam rachados. Detalhes que poderiam ser arrumados como o nariz escorrendo e os cabelos desgrenhados foram totalmente ignorados. Jogou aquela água fria no rosto, soltou um palavrão e foi para a cozinha, mas desligado como era, nem reparou que Gray estava desacordado no chão. Sem falar na sala que parecia um palco de guerra. Tropeçou em tudo e finalmente Gray acordou.
“Mas que merda, meu Deeeeeeeeeeeeeus, que merda. Que porra aconteceu aqui? -Natsu se desesperava — Gray, GRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAY, acordaaaaaaaaaaaaaaaaaa!”
“Ai, mãe! Eu juro que eu nunca mais tiro a roupa em batizados! Eu juro, por favor, não me bate mais! Só que aquela pia parece tão fresquinha, por favor, mãe, chega!! — Gray estava delirando.
“ACOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORDA PORRA” — Natsu esgoelava-se.
“Ahn, ahn, Foguinho, tudo bem? Que cara é essa, meu?”
“Você já se olhou no espelho? Parece que foi atropelado por 7 caminhões! E por que a mobília parece que foi arremessada em você?” Natsu indaga.
“Porque ela foi mesmo! Eu tentei mostrar o meu número para o Faísca. Depois de tudo aquilo de crônica e leitura e tudo o mais – Natsu parece mais confuso ainda e Gray continua – Ah, é o seguinte. Estávamos discutindo porque a Lucy e você continuavam juntos, quando é óbvio que não se gostam mais, quando o Gajeel disse que vocês eram reféns do último desejo do Rodrigues, que eu realmente não sei quem é, ok, a questão é que provavelmente meus números seriam mais criativos, caso eu passasse a ler mais, só que como ler eu não gosto, fui até o Youtube e achei o Ney Matogrosso que estava dançando uma música que falava : se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. E eu achei a dança tão fluída que adaptei para a minha realidade.
“Ah, então você se vestiu como uma múmia em decomposição, sem camisa, e foi REBOLAR pro Laxus?” Natsu exclama.
“Bom, Foguinho, é! Só que eu estava tão entusiasmado e ele estava tão relutante em me ajudar que eu tive que blefar seriamente. E eu falei uma coisa indizível e me admira que a casa esteja em pé ainda.” Gray falou timidamente.
“Nudista, o que você falou? Pra casa estar desse jeito e você estar com esse olho quase caindo das órbitas, é porque você falou do avô ou da Cana Alberona, que por sinal, nunca vi na minha vida.”
“O mundo vai acabar mesmo, porque você acertou. Eu blefei que sabia da Alberona. O que eu sei mesmo dela, é que faz uns bicos pro cara que é dono da boate onde eu danço. Ele tem um bar também. Mas isso não significa que ela trabalha mesmo lá e podia ter custado a minha vida isso daí. As coisas que não fazemos em nome da arte.” Gray discursa solenemente.
Natsu se dissolve em gargalhadas. Nem parece que o avô dele acabou de morrer, ele pensa sobre isso um pouco, mas deve ser outro presente, antes dele crescer. Continua rindo, rindo, rindo até perder o ar. “Sério, isso não é em nome da arte, seu imbecil, é em nome do suicídio! Você só pode ser um burro pra fazer uma coisa dessas. Opa, cadê o Happy? Se ele foi soterrado nessa tentativa de assassinato do Laxus, eu mato os dois.”
Foi a vez de Gray convulsionar de tanto rir. “Bituquinha, você apanha periodicamente do Gajeel, dependendo do dia, até de mim. Acha mesmo, que tu, com essa compleição quase que infantil, vai conseguir bater no Laxus? Estou com dó de você.”
Natsu não sabia se batia em Gray ou se ria mais por causa das palavras que ele tinha usado. Decidiu pela segunda opção. “Mas então, o que você leu, pra usar essas palavras? Você sabe pelo menos soletrar 'compleição'?
“Saber eu sei, mas isso não te interessa! Eu li algumas críticas do show do Ney e de suas letras, tinha essa palavra e eu achei bonita. Os caras tem razão, a gente tem que se atualizar. Que nem eu disse. O mercado de entretenimento feminino tá muito concorrido. Serei um diferencial. Falando em diferencial, tenho que mandar fazer os meus novos cartões de apresentação. Quer ir comigo Natsu?”
Natsu ia responder que sim, quando Gajeel entra pela porta deles com uma cara, parecia que tinha ganho na loteria.
“ESSE FOI O DIA MAIS FOOOOOOOOOOOOOOOOOODA DA MINHA VIDA”!!!!!!! Gajeel chega gritando. De tanta emoção, começa a cantar: “Colorful, Colorful, Shoob Doo Bop, Tremble with love, steel gray metallic, Shoob doo Bop, Shalalala”
“Essa é a PIOR MÚSICA QUE EU JÁ OUVI NA MINHA VIDA, e olha que eu já dancei “quadradinho de 8" pra uma cliente minha, mano! Cala essa boca Gajeel.” Gray se descabelava.
Gajeel não estava nem aí para os chiliques de Gray e continuou sua cantoria, mas foi parado por Natsu que finalmente reagiu aos socos, mandando ele pro canto oposto do cômodo. Gajeel ficou em choque.
“Nem fala nada porque você me bateu até no velório do vovô! Isso foi só pra te acordar, que é o mesmo que você diz quando me bate, oras!” Natsu responde.
“Ok, eu estava precisando mesmo disso. Vou contar pra vocês o que aconteceu. Primeiro: Fui demitido e depois...”
“Tá, eu fiquei com dó dele agora Natsu, você com esse físico mixuruca aí já fez dano cerebral nessa outra anta! -Gray fala desconsolado- Olha aí que merda, como que vamos aguentar os custos hospitalares, putaquepariu!”
“CALA ESSA MERDA DESSA BOCA, GRAY, estou falando! Como eu dizia, primeiro fui demitido, DEPOOOOOOOOIS, fui encaminhado para aquela oficina que eu queria trabalhar, consegui o trampo e eu vou ganhar bem melhor do que na metalúrgica, fui ao sebo, fiquei sabendo que tenho uma fã e conheci uma das mulheres mais gostosas que eu já vi na minha vida. Ah, Gray, também comprei uns presentes pra você, pra ajudar na sua criatividade. Tem uns livros e uns vinis especiais aí, recomendados pela deusa de cabelos platinados.” Gajeel ficou delirando.
“Cabelos platinados...” Natsu pegou-se no meio de recordações. Lisanna tinha cabelos platinados, curtos e lindos. Nem entendia porque ela pintava assim, mas ficava perfeito nela. Aqueles olhos, quando o olhavam sorridente, fazia com que ele se sentisse o cara mais sortudo do planeta. Sem falar nas outras coisas, né? Nas coisas mais quentes, digamos assim. Ele começou a se lembrar dos gemidos dela e começou a corar. O que foi percebido por Gray e Gajeel.
“Oe oe, Salamander, você tá armando a barraca pro Gray, cara? Que porra é essa? Então você não gostava de mulher? É isso? São José Operário! Que porra é essa?” Gajeel alarmou-se
“Tô lembrando de umas coisas, mas fala mais dessa deusa de cabelos platinados.” Ele respondeu parecendo calmo.
“Bom, ela era extremamente branca, tinha uma voz meio fininha, mas calma e olhos muito azuis. Não deu pra reparar bem na comissão de frente porque ela estava com uma camiseta do Slayer, bom gosto essa menina não? Tinha uma boca rosada e umas pernas legais também. Estava com um short que faz você agradecer a Deus pelo verão. Sem falar que uma mulher que consegue ser gostosa com uma camiseta preta, com 4 números além do certo, a mulher tem que ser BOA DEMAIS.”
“Camiseta do Slayer? Preta? Como era o desenho da camiseta? Como é o nome dela? QUAL É O CARALHO DO NOME DELA?” Natsu se alterou.
“Eu não perguntei velho, fiquei babando naquela belezinha e depois ela me contou umas coisas, mas por que você tá nervoso? E você acha mesmo que eu ia reparar em desenho da camiseta? Só reparei no Slayer porque tava bem em cima dos peitos. Que diabos aconteceu?
Natsu lembrou do presente que deu pra Lisanna no segundo ano de namoro. Uma camiseta do Slayer. Achou que ela ia se enfurecer porque não era um presente muito sensível, mas era a sua garota e era sempre surpreendente. Ela não só usou a camiseta, como ela foi o traje de uma das melhores noites da vida deles. Pelo menos achava que era dela também. Sem falar que quando foi pra colocar o nome na república, a parte dele foi o Slayer, justamente por essa camiseta. Lis curtia a banda, ele não. Quase se enveredou por outra corrente de lembranças quando Grey o despertou com um grito hediondo.
“MAGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu não acredito Gajeel, você comprou esse vinil raríssimo do Magal|! Quem é essa mulher? Foi ela quem achou o Magal? E o WANDO??????? Até eu quero conhecê-la!! Por favor!!!” -Gray não se aguentava- Meu Deus! Esse do Wando é mais do que raro.
“De acordo com ela, Wando é o maior molha-calcinha que se tem notícia. Falando nisso, lembre-me de te espancar, porque você ficou com essa merda de molha-calcinha, molha-calcinha e eu acabei falando isso pra ela. A garota caiu na gargalhada. Fiz papel de idiota.” Gajeel reclamou
“Bom, idiota você já é Gajeel, se ficou com essa coisa fixada na sua cabeça, é porque está precisando mesmo molhar a calcinha de alguém! Quer que eu te dê umas dicas?” Gray tripudiou.
Gajeel ficou rubro e continuou. “Então, ela disse ainda que o Wando é superimportante nos karaokês, e que tem uma amiga dela que gosta do meu Shoob Doo Bop, o nome da guria é Levy.
“Então, você esqueça essa deusa platinada e vamos atrás dessa Levy, né? Porque essa é pra casar! Vamos achar essa mulher,com a qual você não vai ter nada, que te falou dessa Levy, fazer com que essa Levy se apaixone mais por você, porque só sendo apaixonada pra aguentar algo grotesco como Shoob Doo Bop e daí vai ficar tudo bem, né? Aí você aproveita, casa com essa Levy, tem 30 bebês e fica tuuuuuudo certo." Natsu foi logo completando.
“Oras, Natsu, se fosse a minha cronista do jornal eu diria sim, mil vezes sim. Mas sabe, pode até ser ela mesma. A bela moça. Pode ter ficado intimidada com toda a minha beleza e daí inventou tudo isso. Pensando bem, eu acho que a vi no karaokê uma vez e acho que pode ser de lá que ela me conhece.” Gajeel completou.
Natsu ficou puto! Simplesmente PUTO DA CARA. Ele sentia de quem Gajeel estava falando, mesmo com a descrição parca que fizera. A camiseta foi decisiva. Mas faltava uma coisa. “Gajeel, de que tamanho era os cabelos dela?”
“Curtos, meio batidos, dava pra ver a nuca, mas nada muito masculino. Ela tem um rosto feminino demais, aquela boca rosada...deve beijar bem pra caralho...”
POF! O segundo soco desferido por Natsu no dia, seguido de um chute mal colocado nas pernas de Gajeel. O moreno ficou indignado! Ele estava só descrevendo como foi o dia dele e apanhou duas vezes? Talvez seja por luto, então só reagiu e eles ficaram se batendo por um tempo, até ele perceber que Natsu falava pra não se aproximar dela. Então Salamander estava com ciúme de uma garota desconhecida? Ah, vai se foder. Um gancho fez com que acabasse a briga e os dois fossem tomar café.
“Como ela te conhece?” Natsu perguntou.
“Ela disse: “tchau Gajeel.”
Merda! Era só o que Natsu precisava. Lisanna encantou Gajeel e ele se encantou por ela.
O celular de Gray toca nesse momento:
“Alô?”
“O-oi, é o Gray-sa-sama? Quer dizer, Gray Fullbuster, mostrando que o gelado pode ser quente?”
“Sim, é ele.”
“Juvia queria contratá-lo para uma dança particular.!
“Quem é Juvia?”
“Eu sou Juvia”
“Então por que está falando como se fosse outra pessoa?”
“Porque não é normal e Juvia não gosta de ser normal.”
Gray ficou imediatamente atraído por aquela voz e por aquelas palavras e perguntou quando.
“Qual é a sua disponibilidade? Você atende a domicílio?”
“Sim, sim. Mas só depois de comprovar a procedência do cliente, não atendo homens, no máximo casais e eu não toco nas clientes e nem elas me tocam. Tudo bem pra você?”
“Nem se você quiser tocar nelas?”
“Nem se eu quiser, só que se eu um dia querer, ela vai ficar sabendo.”
“Qual é o preço?”
“Negociamos quando eu ver quem é você, pode ser?”
“Por mim está ótimo. Eu estou indo para a piscina de Magnólia, tenho cabelos azuis. Se quiser passar por lá pra comprovar que eu existo, tudo bem. Você trabalha com pacotes ou algo assim?”
“Você gosta do Sidney Magal?”
“Gosto, mas prefiro o Wando.”
“Ook. Tchau..Juvia.”
“Tchau Gray-sama”
Ele caiu no chão de tanta emoção. Nunca achou que seria contratado dessa maneira, que seu marketing daria certo. Claro, ele era stripper, tinha que se cuidar, haviam muitos maníacos malvados por aí, mas nunca tinha dado nada errado. E em relação às clientes, elas não eram pessoas pelas quais Gray se atrairia. Só que algo nessa ligação o deixou apreensivo, mas aquela apreensão gostosa, de emoção, pra saber o que vai acontecer. Agora é só esperar.
“Oe Natsu, quer dar uma volta? Preciso ir comprar umas coisas e passar na piscina de Magnólia, dá pra ser?
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