Notas iniciais
Agora tem uma personagem da minha outra fic que aparece especialmente nesse capítulo! Acontece um flerte inocente! Por favor, não pensem em nada de fura-olho e tudo o mais! Lembrem-se que eles não se conhecem! Ah...comemoração porque o número de leitores aumentou!! REBOLA*! Seria mesmo muito legal vocês me disserem o que estão achando! Obrigada mesmo! Continuem lendo!!

Depois de sair da Blue Pegasus, Gajeel estava indo para casa, mas lembrou-se que tinha que passar na livraria pra comprar algumas livrinhos para o Gray, aquilo estava demais! Até mesmo o Salamander, aquela coisa obtusa sabia referenciar o Nelson Rodrigues e aquela imitação de dançarinos não, um absurdo. E como o Laxus mandou, era bom obedecer.

Não, Gajeel não tinha medo de Laxus, mas sim uma profunda admiração. Porque um cara que pode dizer que não é nada na vida e ao mesmo tempo é tudo, tem que ser muito fantástico. Laxus tem tantas qualificações que Gajeel apostava que ele tinha trabalhado em todos os lugares dessa cidade.

O cara fez enologia, passou por técnico em eletrônica, dava aula de literatura no cursinho, nossa! Muita coisa, sem falar nas mulheres que passam pela mão do cara, uma mais linda do que a outra. Claro, claro, havia aquela que não se podia elogiar: Cana Alberona. Gajeel a viu uma vez, de relance, quando só morava ele e o Laxus em um apartamento bem menor do que os que eles moram hoje em dia. Ela estava com aquele traje típico pós-coito, a camisa do companheiro e com belíssimas pernas à mostra. Gajeel nunca vai esquecer o soco que levou por causa dessa olhadela, e também, depois disso, até esqueceu do rosto da moça de tanto medo que ficou. Ah, mas Laxus era um cara legal.

Nesses devaneios, ele acabou chegando no sebo de Magnólia, um lugar que ele gostava de frequentar. As pessoas que conviviam com Gajeel superficialmente o considerariam um ogro de primeira categoria, um tonto, mas, no fundo, Gajeel era um homem sensível. Escrevia letras controversas ou ainda subversivas, algumas crônicas, ainda que desconexas. Ele tinha essa necessidade. Ele nunca sonhou em ser rico ou ainda ser um executivo bem sucedido, o que ele queria era trabalhar o suficiente para manter seus hábitos, que consistia em uma comprinha de livros por mês e ir no karaokê toda a semana.

Sim, ele precisava ir à academia. Não era um hábito, mas uma questão de necessidade. Já estava com aquela dorzinha chata nas costas de quem trabalha demais e os pneus insistiam em aparecer. Mas ele não via prazer naquilo. Só que ouviu Laxus dizer que teria a possibilidade de ter aulas de artes marciais. Ah, lutar é sempre bom, mais uma coisa pra extravasar.

Chegando ao sebo, ele foi correndo nas crônicas. Por mais que na época de colégio não fosse o mais estudioso do mundo, ele nutria uma paixão, mais que isso, uma adoração pelas crônicas, já que elas tinham o poder de transformar situações comuns em fantásticas.

Isso significava que até mesmo ele, um cara comum, poderia ser fantástico, dependendo de quem escrevesse sobre ele. Se fosse a cronista do jornal, ele seria infinitamente mais fantástico do que o homem de Ferro. Isso com certeza.

Aproveitou que não tinha que trabalhar hoje, o salário interessante que lhe propuseram e ainda por cima, a “missão” de ajudar Gray e se deixou levar. Acreditava que um compilado de crônicas aumentaria a criatividade de Gray.

Pegou os melhores que conhecia, como o Veríssimo ou ainda o Cony, ah, também pegou um livro do Inácio de Loyola. Quem sabe ajudaria?

Depois que pegou tudo o que queria relacionado a livros e gibis, claro, foi em direção ao vinil e achou um do Magal e depois daquele showzinho do Gray, sem falar no fato de que o homem “molhava calcinhas” e fazia um bom tempo que ele não molhava e muito menos tirava calcinha de ninguém, então, rendeu-se ao impulso e pegou o tal vinil. Sim, vinis são antigos, mas como Laxus era um mega fã de rock, claro que eles tinham um toca discos em casa. Aparentemente, o som era infinitamente melhor, mais limpo e todas aquelas coisas que ele não entendia.

Não interessa! O importante era ver como aquele senhor bizarro na capa do disco molhava as tais calcinhas. Foi passeando pelos gêneros musicais quando chegou ao rock'n roll. Visualizou um vinil do Led Zeppelin, raro. Foi em direção ao vinil com os olhos ávidos, com as mãos cheias e se deu conta que uma mão extremamente clara levantava o vinil tão desejado. Não pensou em nada, só em agarrar aquele braço, chacoalhá-lo até o disco cair, pegá-lo e sair correndo em direção ao caixa. Sem pestanejar, fez o planejado, gritando: “Vi primeiro.”

Sentiu o tal braço retesar e uma voz muito delicada e feminina (?) dizendo: “Sinto muito moço, se tivesse visto, tinha pego antes! Será que por gentileza, você pode soltar o meu braço? Está me machucando.”

Gajeel finalmente viu o resto da pessoa que acompanhava aquele bracinho irritante e se deparou com uma das mulheres mais lindas que havia visto em sua vida. Cabelos curtos, platinados, olhos claros, uma boca rosada. Não podia analisar bem o torso que estava coberto com uma camiseta do Slayer que devia ser pelo menos 3 vezes maior do que a pessoa que a estava usando. Ela estava de shorts jeans e chinelos. Soltou o braço dela completamente envergonhado.

“Desculpe moça! Tem um cara na minha casa que adora essa banda e tem pelo menos mais dois que poderiam começar a gostar também.” Ele respondeu, justificando-se.

“Mas e o vinil do Magal? Pra quem é?” -Lisanna perguntou.

“Ah, ah, na..não, isso é pra um outro colega de quarto. Ele é dançarino e tudo o mais. Aparentemente Magal é um excelente “molha-calcinhas.” Gajeel respondeu e depois se deu conta do que disse. “Molha-calcinhas? Quem em sã consciência, no meio de um papo com uma garota dessas fala essa bendita palavra, palavra composta, essa bosta de molha-calcinha? Quem fala essa merda?? Ai, ela está me olhando estranho! Jesus-maria-José! Não é a toa que eu realmente preciso dessa porra de vinil! Está gargalhando na minha cara! Faz tempo que uma mulher não dá risada na minha companhia. Pelo menos pra isso, essa merda serviu. Maldito Gray, vou te bater tanto quando chegar em casa...”

Gajeel estava perdido em seu monólogo mental quando ouviu ao longe a voz dizer algo relacionado a Wando, quando e ele teve que retornar e pedir pra que repetisse.

“Estava dizendo que tem um vinil super raro do Wando ali atrás.”

“Quem é Wando?”

“Como assim? Wando é o mais, usando suas palavras, molha-calcinha que se tem notícia meu amigo! O cara toma banhos e banhos de calcinha! É soterrado por calcinhas em todos os shows! Mulheres arremessam suas roupas íntimas porque ele é FODA!!”

“Já que ele é tudo isso, eu levo porque calcinhas nunca são demais..ops..não foi bem isso que eu quis dizer...mulheres de calcinha nunca são demais..molhadas nunca são demais.....aaaaaaaaaaah...bosta!!!!!”

Lisanna caiu na gargalhada e Gajeel ficou encantado, pois além de linda, era parecia simpaticíssima. Ficou surpreso por não levar pelo menos uma livrada na cabeça, já que ele foi muito bruto na primeira abordagem.

Deu-se conta que ela continuava falando do tal do Wando... “E ele é o campeão dos karaokês, você não sabia? Tem uma música que eu não sei bem o nome, mas que fala meu iaiá, meu ioiô que faz muito sucesso lá. Eu não frequento, mas uma amiga minha que sempre vai, disse que depois de um tal de Shoob doo Bop lá que ela simplesmente adora, as do Wando são as melhores.

(N.A: Magnólia é uma cidade relativamente grande, só que tem apenas um karaokê.)

Gajeel ficou embasbacado. Alguém além dele gostava de Shoob Doo Bop! Por mais que recebesse manifestações inflamadas, não acreditava que os ovos e tomates (quando os mesmos ainda eram baratos) significassem que ele estava indo bem. Só que essa mulher disse que alguém gostava mesmo de sua música e isso era mais que fantástico. Uma pessoa agraciada estava apreciando-o e com esse pensamento, ele migrou pela 3 vez no dia para o mundo dos monólogos mentais...com uma careta no mínimo engraçada.

Lisanna ficou observando e notou o momento no qual o moço a sua frente desligou. Ele saiu do ar, como se tivesse sido desligado. Estava dividida entre preocupação e diversão, primeiramente porque o cara parecia uma vítima de um aneurisma cerebral e outra, achou-o charmoso, apesar de deduzir sua identidade e fez umas notas mentais. O cara era bonito sim e fazia um tempo considerável que não conversava alegremente, sem interesse algum com um cara charmoso. Estava destreinada, só que colocou seu cérebro rápido para funcionar. Ele conhecia aquela atrocidade chamada Shoob Doo Bop, então ele só podia ser o tal Redfox! O dono das fantasias de Levy! Só podia!

Depois de um tempo, Gajeel voltou para fazer uma pergunta crucial! Quem era a tal moça, e a resposta o surpreendeu.

“Minha amiga Levy” A garota disse de prontidão. “Ah, droga, estou atrasada! Deixa eu ir, se não as meninas vão ficar sem café da manhã! Tchau Gajeel! Boa sorte com o Wando e o Magal” Ela se despediu.

“Tchau...ei..tchau! Mas eu não me lembro de ter dito meu nome pra ela.” Agora ele tinha um nome! Levy! Era o mesmo nome da cronista, mas não podia ser ela, porque os cronistas usavam pseudônimos, então o nome dela podia ser qualquer um, exceto Levy! Droga! Aquilo tinha deixado Gajeel realmente animado, mas seu ânimo se desfez no mesmo segundo. Maldita Magnólia e sua devoção por nomes começados com L! Deveria ter pelo menos umas milhares de Levys, Lívias, Lauras e outras coisas mais! Tinha até um na casa dele: Laxus.

Tinha uma lenda urbana em Magnólia que dizia que as crianças cujas iniciais eram a letra L seriam mais inteligentes, mais capazes ou apenas mais lógicas. Tudo culpa de um detetive que tinha a alcunha de L. O cara era fantástico e resolvia os mais complicados casos! Mesmo sem fontes, o poder de dedução dele era incrível, pena que morreu de diabete.

“Levy! Levy! Ah, mesmo que não seja a cronista, tem uma pessoa com o nome dela que me aprecia, ou pelo menos a minha arte. Mas e a moça? Será que ela também me aprecia? Será que ela é a Levy, mas ficou com vergonha depois de todo aquele papo do molha-calcinha? Eu nem perguntei o nome dela! A primeira mulher com quem eu troco mais de duas palavras e nenhuma delas relacionada a sexo, simplesmente um papo legal e tudo o mais e o idiota nem perguntou o nome dela! Puta merda! Mas saí no lucro! Conversei com uma bela mulher, uma gostosa do c****** e fiquei sabendo que tenho uma admiradora! Porra! Que dia fantástico!

Gajeel ainda permaneceu mais um pouco no sebo, pesquisando sobre ficção científica e tentando observar os cantores similares a Wando e Magal, porque quanto mais calcinhas molhadas melhor.

De volta à república, Gray e Laxus se encontravam em uma batalha em nome da testosterona perdida. Já que Gray estava com um traje similar ao Ney Matogrosso tentando mostrar uma performance ao seu amigo que estava arremessando mais um sofá em cima dele.

Claro que Natsu nem tinha acordado ainda, depois do soco certeiro de Gajeel...

“Por favor Faísca, Eu preciso saber se isso está digno de Magal ou ainda de Ney Matogrosso! Por favor, por favorzinho!! Vocês falaram que eu preciso inovar, fui no Youtube e pesquisei Ney! O cara é fodástico! Pelamoooooooooooooooor de São Vito, me ajuda!!!” Gray apelou. (N.A: São Vito é mesmo o padroeiro dos Dançarinos.)

“Fullbuster, ou melhor, FullBosta, você realmente achou, considerou mesmo a possibilidade de eu, em algum dia de nossas miseráveis e ínfimas vidas, nas quais nem sabemos se somos borboletas ou sábios chineses, querer mesmo ver você rebolando?? Por um acaso está escrito VIADO na minha testa? Seu idiota! Gajeel nem te bate, mas parece que você está pior do que o Natsu baka! Em nome de Thor! Sai com essa merda de saia pra lá! Seu idiota!” Laxus conseguiu gritar tudo isso, sem engasgar e Gray teve a impressão que as paredes tremeram um pouco.

Mas isso não o impediu de tentar o pior blefe que se teve notícia! Blefe, sim porque ele estava a ponto de citar o nome da pessoa incitável e mentir um suposto conhecimento e vínculo que ele não tinha, já que só a tinha visto de relance, porém, tudo era necessário em nome da boa dança.

“Não está, só que eu posso contar pra sua musa magnânima que você, o conde do rock'n roll, aquele que nos acorda com ACDC, Canibal Corpse, Led Zeppelin e Godsmack tem um vinil raríssimo do Magal! Porque eu sei onde...”

Depois de um gancho bem posicionado, Gray podia ser encontrado no canto direito da sala de estar da república completamente desmaiado! Ele mereceu, obviamente! Como ele ousou tentar chantagear Laxus? Ainda usando Cana? E será que ele sabia onde ela trabalhava ou sabia qualquer coisa dela? Ahhh, se ele sabia..iria apanhar de novo por não ter contado. Se deu conta que não sabia mais nada de Cana há um bom tempo e sentiu-se miserável.

Decidiu que esperaria Gray acordar para averiguar bem aquela estória. Mas já que estava com um tempo sobrando mesmo, foi lavar a louça do café e ouviu o celular tocando aquele toque dedicado a uma pessoa especial. Foi correndo e atropelando tudo, pisando em Gray no meio do caminho, mas quando alcançou o aparelho, era tarde! Ela já tinha desligado e de acordo com o acordo maldito deles, ele não liga pra ela! BOOOOOOOOOOOOOSTA! Ficou tão furioso que quebrou o bendito em mil pedaços e rezou para o deus do trovão para que o chip não tivesse quebrado! Ufa, estava inteiro! Não se lembrava se o número de Cana estava no chip ou no aparelho! Merda! Agora mais um gasto que não estava esperando. Bora comprar um telefone novo.

Notas finais
Mais uma vez, eu agradeço aos novos leitores da fic! Por mais que tenham ships normais, tem alguns que provavelmente não vão agradar, só que deem uma chance, ok? Beijão e obrigada mais uma vez.