Dragon Ball UD
2 O fim dos deuses! A viagem espacial começa!
Anteriormente, em Dragon Ball UD!
Após anos de batalhas lendárias, Goku dedicou-se a treinar Uub, o jovem guerreiro que carrega o espírito de Majin Buu!
Na Sala do Tempo, mestre e discípulo se enfrentaram num combate explosivo, quebrando limites e até colapsando o espaço da dimensão!
Ao final, Goku reconheceu: Uub estava pronto para se tornar seu verdadeiro sucessor!
Enquanto isso, na Corporação Cápsula, Trunks e Mai tentavam equilibrar amor e trabalho, sem imaginar que uma ameaça cósmica se aproximava...
No frio e silencioso vácuo entre os universos, Freeza ressurgia mais perigoso do que nunca!
Ao lado de uma misteriosa anja caída, o tirano reuniu as Super Esferas do Dragão e convocou o lendário Zarama!
Com um único desejo, ele apagou todos os Deuses da Destruição dos doze universos!
Agora, com o equilíbrio divino quebrado, o destino de toda a existência está nas mãos de heróis... que ainda nem sabem a dimensão da ameaça que se aproxima!
Cidade Satã – Fim de tarde
Pan acabava de chegar em casa, os ombros pesados de tédio. A jovem havia passado o dia ajudando seu avô, Mr. Satan, a treinar a nova geração de lutadores da academia local.
E mais uma vez, ninguém estava à altura.
— Eles mal conseguem acompanhar meu aquecimento... — pensou, largando a bolsa na entrada. Tirou os sapatos com um chute e atravessou a casa sem pressa.
No caminho, ouviu a voz da mãe, Videl, falando ao telefone com um tom raramente usado. Ela parecia preocupada. Na cozinha, Chichi lavava a louça com impaciência, resmungando como sempre:
— Esse Goten vive trancado naquele quarto... Só sai pra comer ou jogar esse maldito videogame!
Chichi e Goten acabaram se mudando para Satan City, para a enorme mansão onde vivia Gohan, já que Goku estava longe.
Pan parou diante do espelho no corredor. Usava uma camisa laranja vibrante — um tributo ao seu avô Goku, que estava distante treinando Uub, o garoto destinado a ser o protetor da Terra. Uma calça jeans escura com uma corrente pendente completava seu estilo, e os longos cabelos soltos davam um ar selvagem à sua expressão determinada.
As pessoas diziam que ela se parecia com sua mãe e com a avó. Ela discordava.
— Sou diferente... Sou uma guerreira. E vou provar isso. — pensou.
Ela queria ser mais. Não suportava a ideia de deixar todo o fardo do mundo nos ombros de Uub. Ela também era uma descendente dos Saiyajins. Ela também tinha fogo nas veias.
Foi então que Gohan entrou na sala, usando uma camisa social branca, óculos no rosto e um livro de entomologia em mãos.
— Gohan... — Videl desligou o telefone e o encarou com seriedade. — É a Bulma. Ela está convocando todos para a Corporação Cápsula. É urgente.
Ele franziu o cenho.
— Urgente como? — largou o livro sobre a cômoda. — O que aconteceu?
Videl hesitou por um segundo.
— Os Deuses da Destruição... Todos eles... desapareceram.
O silêncio caiu como uma tempestade.
Pan arregalou os olhos, sentindo um frio na espinha. Nunca tinha visto o tal Bills, apenas ouvia histórias sobre ele, mas... a ideia de todos os deuses sumirem soava como o prelúdio de algo catastrófico.
Gohan tirou os óculos e os guardou no bolso da camisa. Sua expressão mudou.
— E meu pai?
— Whis o levou até lá. Ele já está na Corporação Cápsula junto de Uub e Vegeta. Parece que a situação é mais grave do que imaginávamos.
— Certo. Vamos agora mesmo. — disse Gohan, já se virando. — Vou tirar o Goten da caverna dele.
Pan não perdeu tempo e o seguiu. Queria ouvir também.
Chegaram à porta do quarto de Goten. Gohan bateu uma vez. Nenhuma resposta.
Então abriu a porta.
Goten estava jogado no chão, controlando seu personagem em um jogo de luta frenético. Fones nos ouvidos, olhos colados na tela.
Gohan se posicionou bem na frente da TV.
— Aí não, Gohan! Tô no meio do chefe! — gritou Goten, tentando enxergar por cima do irmão.
— Levanta. Emergência. Agora. — Gohan disse, sério, sem humor algum.
Goten pausou o jogo, notando o clima. Ficou de pé.
— O que houve? Aconteceu alguma coisa com o papai?
— Algo pior. Os Deuses sumiram. Todos.
— Quê?! — Goten arregalou os olhos.
Pan sorriu com malícia.
— Já tomou outro fora de alguma garota, tio? Por isso veio jogar?
— Pan! — Goten bufou, mas não conseguiu esconder o sorriso nervoso.
Pouco depois, todos estavam prontos, subindo aos céus. Um rastro de energia brilhante cortava os ares em direção à Corporação Cápsula. A tensão era palpável. Goten carregava Chichi enquanto os demais seguiam voando a toda velocidade.
Pan olhou para o céu alaranjado. O coração acelerado.
— Se até os Deuses sumiram... então algo muito ruim está vindo.
Os jardins externos da Corporação Cápsula estavam lotados. A grama impecável e o céu alaranjado pareciam ironicamente calmos diante do caos iminente.
Pan pousou suavemente no chão e, ao ver uma figura familiar, correu como uma flecha:
— Vovô Goku!
Ele virou-se no último segundo, abrindo os braços com um largo sorriso. A garota o abraçou com força — fazia cinco anos desde que se viram. A última vez havia sido no 28º Torneio de Artes Marciais, antes dele partir com Uub.
— Nossa, como você cresceu, Pan! — Goku comentou, rindo, enquanto bagunçava o cabelo dela.
— E você não envelhece mesmo, né? — ela retrucou, brincando.
Uub acenou discretamente para a garota, que retribuiu com um sorriso. Ao redor, os guerreiros Z mais uma vez se reuniam. Yamcha, Tenshinhan, Chaos, Kuririn, Android 18, Marron, Dende, Mestre Kame... Todos estavam lá. O clima, porém, era diferente.
Tenso.
Pan observava com curiosidade algumas figuras novas — um homem musculoso de olhar intenso, um alienígena de pele laranja, uma mulher de tom esverdeado com um ar misterioso... E Whis, o anjo, que parecia ainda mais sereno que o normal, apesar da tragédia.
Ela logo percebeu quem era o homem de aparência bruta — Broly. O lendário Saiyajin do qual ouvira tantas histórias. Ele a encarou brevemente, mas abaixou os olhos, tímido.
Foi Vegeta quem quebrou o silêncio, como sempre sem paciência:
— Whis, pare de enrolar. Diga logo o que está acontecendo.
Whis bateu seu cajado no chão e uma imagem flutuante surgiu acima dele. Era o vácuo entre os universos. Todos assistiram em silêncio quando viram Freeza, flutuando diante das Super Esferas do Dragão, ao lado de uma figura encapuzada.
— Isso... é recente? — perguntou Gohan, os olhos fixos na imagem.
— De algumas horas atrás. — respondeu Whis. — Freeza usou as Super Esferas do Dragão para desejar a morte de todos os Deuses da Destruição. E, como sabem, isso arrastou com eles os Kaio-Shins ligados por suas existências. Shin... Bills... Todos foram apagados da existência.
Um silêncio mortal caiu sobre o jardim.
Kuririn levou a mão à testa, chocado.
— Isso é... impossível. Como alguém consegue isso?
— Com conhecimento e tempo. — respondeu Whis. — Freeza passou anos reconstruindo seu exército. Mas, claramente, ele estava trabalhando em algo maior com um aliado ainda desconhecido.
— O Lorde Bills morreu diante dos nossos olhos. — a voz de Cheelai tremeu. — Um segundo ele estava comendo ramen... no outro... sumiu.
Whis continuou:
— Meu pai, o Grande Sacerdote Daishinkan, convocou todos os anjos para uma Assembleia Celestial de Urgência. Eu estou atrasado... Mas antes de partir, tinha de cumprir o último pedido de Bills.
— O último pedido...? — Bulma murmurou, incrédula.
— Sim. — disse Whis. — “Diga a eles que salvem os deuses. E tragam-me de volta.” — foram as palavras exatas dele.
— E como faremos isso? As esferas da Terra não funcionam pra algo assim. — apontou Yamcha.
— Correto. Vocês terão que reunir novamente as Super Esferas do Dragão. Como Freeza as usou no vácuo entre os universos, elas se espalharam pelos Doze Universos.
Todos ficaram em choque com a magnitude da missão.
Goku respirou fundo. E sorriu.
— Então é só isso? Fácil. Eu vou.
— Espere, Kakaroto. — Vegeta avançou um passo. — Se Freeza está por trás disso, você não vai sozinho. Eu vou junto.
— E quem vai proteger a Terra se vocês dois forem?! — exclamou Bulma, cruzando os braços com força. — Se Freeza resolver atacar agora, estaremos perdidos!
Vegeta grunhiu, com raiva. Ele odiava admitir, mas ela tinha razão.
— Então... quem vai? — perguntou Goku, olhando para os amigos. O silêncio voltou a reinar.
Foi Uub quem se adiantou.
— Eu irei. — disse com firmeza. — Meu treinamento com o senhor Goku terminou. É hora de colocar tudo em prática.
Goku não disse nada. Apenas sorriu, orgulhoso.
Whis então bateu seu cajado novamente no chão, e uma nave incomum surgiu ao lado do grupo — seu formato lembrava uma água-viva.
— Esta nave atravessará os universos. Cabem quatro. — informou o anjo.
— Três. — corrigiu Uub. — Eu já estou garantido.
Vegeta olhou severamente para os dois jovens que estavam mais calados do que o habitual.
— Trunks. Goten. Vocês dois vão.
— Hã?! Papai, eu sou presidente da Corporação Cápsula agora! Tenho... responsabilidades! — protestou Trunks, sem conseguir tirar os olhos de Mai, que o observava à distância.
— Fraco. Mole. Patético. — resmungou Vegeta, encarando o filho.
Ele virou-se para Goten.
— E você? Vai usar que desculpa?
— E-eu... — Goten gaguejou. Sua vida resumia-se a videogames e séries ultimamente. Não tinha como inventar nada.
— Ele vai. — decretou Chichi, cruzando os braços. — Vai aprender a ser homem de verdade e parar de ficar trancado naquele quarto!
— Tá... tá bom. Eu vou. — Goten suspirou, derrotado. — Mas não gosto disso...
— Vai ser divertido! — disse Uub, animado, dando um tapinha nas costas do amigo.
O terceiro tripulante ainda era um mistério... até Piccolo dar um passo à frente.
— Eu vou. — disse o namekuseijin, com a voz grave. — Meu poder pode ser útil em outros universos. Aqui, eu seria inútil.
— Senhor Piccolo... — Gohan sussurrou, emocionado.
E então, para a surpresa de todos...
— Eu também vou! — anunciou Pan, erguendo a mão no ar.
Os olhares se voltaram para ela imediatamente.
— De jeito nenhum! — protestou Chichi, já se aproximando.
— Eu sou uma guerreira. — disse Pan, sem recuar. — E estarei com o Senhor Piccolo. Se algo der errado, sei que ele me protegerá.
— Eu cuidarei dela. — declarou Piccolo, colocando a mão no ombro da garota.
Gohan hesitou. O instinto protetor lutava contra o orgulho... mas por fim, assentiu com um leve aceno.
— Só não se meta em confusão. — disse Videl, puxando a filha para um breve abraço. — Se o Piccolo estiver com ela, eu confio que minha garotinha não vai se meter em confusão.
E assim, a equipe estava formada.
A equipe que reuniria as Super Esferas do Dragão.
O céu da Corporação Cápsula já escurecia com o cair da tarde. O vento soprava leve sobre os jardins, balançando as folhas das árvores e os cabelos dos guerreiros. Uma sensação de despedida pairava no ar, como o prenúncio silencioso de que algo grande estava prestes a acontecer.
Bulma caminhou até Piccolo, segurando em mãos um dispositivo conhecido por muitos — o Radar do Dragão.
— Aqui, Piccolo. — disse ela, parando diante do namekuseijin. — Este é o único radar que pode localizar as Super Esferas. É mais sensível que qualquer outra tecnologia que temos. Cuide dele com sua vida. Se quebrar... acabou.
Piccolo pegou o radar com as duas mãos, com o respeito de quem segurava um tesouro.
— Pode confiar. Cuidarei com a minha vida. — respondeu com firmeza.
Ao lado, Whis observava o grupo já reunido perto da nave. Ele deu um leve suspiro, e seu tom habitual de leveza foi substituído por uma rara seriedade:
— Se posso dar um conselho... comecem pelo Universo 6. Ele está mais próximo do vácuo onde as esferas se dispersaram. É provável que uma delas tenha caído lá. — Ele fez uma pausa. — Devo partir agora. O que virá pela frente será difícil... mas confio que vocês conseguirão. Pelo bem dos doze universos. Quando acharem, me chamem, eu irei teleportar ela para cá. Tome, leve esse controle, ele me invocará onde vocês estejam.
Sem mais palavras, Whis tocou levemente o cajado no ar. E num brilho suave de luz, desapareceu.
O silêncio tomou conta por um momento, até que a escotilha da nave se abriu com um chiado mecânico.
Bulma havia preparado tudo. A nave estava abastecida com suprimentos, roupas, sensores, cápsulas, comida suficiente para meses — talvez até um ano de viagem. Conhecendo as encrencas do grupo, ela pensou em tudo.
Goten e Uub já vestiam novos uniformes. O de Uub tinha o kanji “Go” (悟) nas costas — presente de Goku, uma marca de orgulho e responsabilidade. Goten, mais contido, vestia uma versão sem o kanji.
Pan, por sua vez, se despedia das amigas Bra e Marron, trocando abraços apertados e promessas de que voltaria mais forte do que nunca.
Lá atrás, Chichi chorava copiosamente, amparada por Videl, que tentava se manter forte por ambas.
— Ela é forte. Vai voltar mais forte ainda, tenho certeza. — disse Videl, com os olhos marejados.
Gohan se aproximou de Piccolo uma última vez.
— Obrigado por cuidar dela mais uma vez. — disse ele, apertando o ombro do mestre que o criou.
Piccolo assentiu em silêncio.
Lá na frente da nave, ele assumiu o posto de piloto, já que, segundo Bulma, “Goten e Uub explodiriam a nave por acidente”, e Pan ainda era jovem demais para o controle.
Os quatro embarcaram.
Uub, determinado.
Goten, nervoso, mas animado.
Pan, com o coração acelerado.
Piccolo, calmo e vigilante.
Os motores começaram a rugir, fumaça e luzes escapavam das turbinas. Um brilho avermelhado crescia sob a nave, enquanto o sistema de propulsão se ativava.
Bulma gritou acima do barulho:
— Não quebrem nada! E voltem inteiros, ouviram?!
Chichi estendeu as mãos trêmulas para o céu, as lágrimas escorrendo sem parar.
— Meu bebê Goten! Pan! NÃO SE METAM EM CONFUSÃO!
Videl, mesmo contendo o choro, acenou firme para a filha.
— Estamos orgulhosos de você, Pan. Vá e mostre quem é uma verdadeira guerreira!
Trunks ficou em silêncio ao lado de Mai, que segurou sua mão com força.
E entre todos ali... Goku apenas sorria. Um sorriso tranquilo, cheio de lembranças. Observava a nave partir com os olhos brilhando, como se visse uma versão mais jovem de si mesmo dentro dela.
— Heh... parece que a aventura está começando de novo. — murmurou. — Assim como foi quando eu e a Bulma partimos em busca das esferas, lá atrás... muito tempo atrás.
E assim, a nave rompeu o céu, cortando as nuvens enquanto deixava um rastro de luz no firmamento. Todos assistiram enquanto ela desaparecia, voando em direção ao desconhecido.
E assim começava a saga entre os universo... Este grupo conseguirá reunir todas as Super Esferas do Dragão? E Freeza, o que ele fará?
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