Drabble 2024 - Malditas Borboletas
22 Capítulo 22: Maldita Borboleta!
Notas iniciais
Galera, esse ano tá foda! Não to conseguindo responder os comentários e vou priorizar comentar nas histórias de vocês! Mas saibam que eu leio todos eles ♥
A borboleta batia as asas com uma calma irritante. Sem pensar, corri atrás dela, derrubando o que estivesse no caminho — mochila, livros, até um copo que espatifou no chão.
— Volta aqui, desgraçada! — gritei, desesperado.
Ela voava de um jeito esconso, sempre ligeiramente enviesada, desviando dos meus golpes. Na raiva, arranquei a camisa e os sapatos, jogando-os como armas improvisadas. Mas nada acertava.
Antes que eu pudesse impedir, ela escapou para fora, desaparecendo na luz do dia.
Caí sentado, sem fôlego.
Tudo parecia apertado, sufocante, como se eu estivesse preso em uma baiuca velha, decadente e sem saída.
Meu celular vibrou.
Notas finais
Hoje quero responder uma pergunta que muitos têm feito: Qual é o significado da borboleta na história? E, mais importante, por que ela aparece no título? Isso aqui não é um spoiler, mas uma analogia que criei, e acho que vale explicar para enriquecer a leitura! Mas assim, a maior parte dos leitores já entendeu isso rsrs. Só acho legal eu dar meu pontinho de vista!
1. Borboletas no Estômago
A expressão “borboletas no estômago” foi algo muito presente na minha vida, especialmente na infância e adolescência e imagino que de muitas pessoas (LGBT ou não). É aquela sensação incômoda e GOSTOSA PRA CARAMBA ao mesmo tempo, um nervosismo quase paralisante que sentimos quando gostamos de alguém. E é exatamente isso que o Raue vive: uma mistura constante de ansiedade e encantamento, com todos os altos e baixos típicos do primeiro amor. Cada vez que Mateus está por perto, o coração do Raue se embaralha como se estivesse cheio de borboletas inquietas, e ele não sabe se quer afastá-las ou deixá-las ali.
2. O Efeito Borboleta
Outro aspecto importante é o conceito do Efeito Borboleta: pequenas ações podem causar grandes mudanças, às vezes de maneiras imprevisíveis. Aqui eu meio que brinco com essa ideia por meio das mensagens que Raue recebe, que mostram o futuro e o colocam na posição de "tentar mudá-lo". No entanto, alterar o destino sempre tem consequências (muitas delas bem ruins, mas como essa é uma história bem Heartstopper, eu não quis causar desastres). Por exemplo, quando Raue impede que Mateus seja humilhado pelos valentões, ele não apenas evita o que parecia inevitável — ele também ANTECIPA algo que não estava pronto para enfrentar: o beijo. Ao se mostrar para Mateus antes do previsto (naturalmente), ele desencadeia um efeito que o pega desprevenido, mudando o ritmo natural da relação dos dois. Tipo, pensa comigo. Raue foi lá, fez gracinha pro Mateus e isso provavelmente fez o Mateus se encantar com ele. Podia até ser que o Mateus NUNCA olhasse pro Raue com outros olhos sem aquela palhaçada que ele fez. Afinal, quem aqui nunca se apaixonou por um guri bobão das ideia?
3. Por que “Maldita Borboleta”?
O “maldita” do título não é à toa. Raue está lidando com duas coisas que ele odeia: o amor e a incerteza do futuro (viva, Raue parece eu rsrs). Sentir algo tão intenso quanto o primeiro amor o apavora (ainda mais sendo LGBT, algo que ele ainda não entende bem...), e a capacidade de prever o futuro só piora as coisas — ele se vê preso entre tentar controlar o destino e deixar as coisas fluírem. E isso é frustrante, sabe? Amar Mateus é confuso, e enxergar o futuro o deixa exausto e em pânico.
Fale com o autor