P.O.V. Mel.

Decidi ir ao mercado, lá no vilarejo. Vou dar um presente especial pra ele.

Saí bem cedinho, enquanto ele dormia. E comprei todos os ingredientes.

Demorei para encontrar o que eu precisava, mas consegui. No momento em que pisei no castelo ouvi uma gritaria no salão do trono e mesmo sem necessidade fui correndo até lá.

–O que é isso? Pra que todos esses soldados?

–Está á salvo.

Ele veio correndo e me abraçou.

–Claro que estou a salvo. Não leu meu bilhete?

–Tinha um bilhete?

–Sim. Lá no quarto, pregado na porta.

–Algum de vocês pegou o bilhete?

–Não senhor.

–Alguém pegou. Quem foi?

–Aquele fulano ali. Foi ele.

–Como sabe?

–Você tem seus poderes e eu os meus.

Ele quebrou o pescoço do cara e arrancou sua cabeça.

–Bom, agora vou até a cozinha fazer uma coisa e volto logo.

P.O.V. Drácula.

Quando acordei ela tinha sumido. A primeira coisa que fiz foi mandar revistarem todo o castelo e quando não a encontraram comecei a organizar um grupo de busca.

Então como num passe de mágica ela entra pela sala, de vestido e capa vermelha, carregando uma cesta.

–O que é isso? Estamos em guerra com alguém?

–Você está a salvo.

–Claro, não leu meu bilhete?

Ela adivinhou o homem que roubou o bilhete. Niles.

Depois que acabei com ele, ela foi até a cozinha e depois voltou com um colar nas mãos.

–Aqui, fiz pra você. Pra poder sair no sol.

–Sol?

–Isso. Funciona, pode acreditar.

–O que é?

–Verbena, uma erva mágica.

–Você fez isso?

–Foi o que eu disse.

–Como?

–Bruxaria.

–Nossa!

–Já sei, nunca imaginaria que você seria um bruxa. blá, blá, blá.

Você é tão bonita e não tem verrugas, nem cabelo de vassoura piaçava.

–Isso.

–É porque só as bruxas negras carregam sinais. É por que elas fazem mau uso dos seus dons.

–Entendo.

–Vem, deixa eu colocar em você.

Ela o colocou em meu pescoço e disse:

–Viu, tá um gato.

–Gato?

–Quer dizer que está bonito.