Notas iniciais
Capítulo já está editado, espero que gostem, deixo com vocês as notas originais da postagem. "oii gente! alguem ai quer me matar? por favor não me matem! bem gente ta ai espero que gostem! e tambem foi dar credito a nathi por esse cap por que alem de revisar ela tambem ajudou tipo muito a escrever! e por falar na minha maninha de consideração ela enviu uma pedido de desculpa para todas vcs tá lá nas notas finais! por favor leiaam! bjs pra todas vcs!"

Dessa vez Isobel não chorava desesperadamente em meu ombro, ela já estava acostumada a me deixar viajar para casa do meu pai. Dessa vez John não havia nos acompanhado, o que significava que não estava lá para me dar mais uma amostra de seu eterno desprezo.

Quando Marley já estava encaminhado para a ala de animais, pude – finalmente – me desgrudar dos braços de Isobel e correr para o avião.

Não consegui aguentar a viagem acordada, comecei a desconfiar que fosse impossível, era como se houvesse algum feitiço pois toda vez que o avião levantava e meus olhos batiam no verde calmante das árvores, meus olhos se fechavam e me lançavam em um coma profundo.

Acordei com o anúncio de chegada da aeromoça e assim que a multidão de passageiros lerdos sumiu do meu caminho, corri o mais rápido que pude à habitual pilastra da qual Alaric sempre me esperava.

Como sempre ele estava lá, só que dessa vez Damon também, isso me fez correr direto para seus braços – já abertos – e o pegar em um abraço apertado.

Ele suspirou contente e assim que ouviu Alaric bufar me soltou.

— Papai – Disse jogando-me em seus braços.

Ele me apertou um pouco mais forte que Damon e me levantou para me girando pelo saguão, mas não me importei.

— Minha princesa!Como senti sua falta! Nao esqueceu do seu velho, não é mesmo?

Quando percebeu que eu não havia respondido por estar sendo sufocada, ele me soltou e pegou minhas malas e as de Damon as colocando no carrinho de estacionamento.

— Claro que não pai – Ri boba para Alaric – Quem mais eu colocaria no lugar de cara mais legal do universo? John que não poderia ser!

— Você cresceu hein! – Disse Damon espantado.

— Acha mesmo? – Perguntei empolgada.

— Elena, eu estava falando com o cachorro – Retorquiu ele com as sobrancelhas arqueadas e uma sugestão de sorriso no rosto.

Alaric se engasgou repentinamente e gargalhou alto não se contendo e olhando sugestivamente para a caixa de transporte de Marley.

— Também, do jeito que come, pequeno não poderia ser – Disse enquanto o tirava da enorme gaiola e a colocava no carrinho de desembarque.

— Oi Marley!– Exclama Damon feliz – Lembra de mim?

Sorri feito boba com seu jeito de tratar animais como humanos e lhe entreguei a coleira de Marley fazendo sinal para que ele a colocasse e assim que ele o fez, Alaric disse:

— Vamos embora, antes que Lessi apareça e ele queira... Deixa pra lá, só vamos embora.

Tampo meu rosto com as mãos percebendo o que Alaric iria falar enquanto Damon tenta esconder o riso inutilmente e segue junto a mim Alaric.



— Elena controle esse cachorro! – Gritou Alaric assim que paramos no terceiro sinal vermelho – Eu juro que se ele não parar eu arranco o que ele tem de mais precioso!

Marley latia compulsivamente tentando de todo jeito pular a janela que ele mesmo quebrara, Damon tentava segurá-lo pelas patas e eu pela cintura, mas ele tinha o dobro da nossa força, minando todas as chances que tínhamos de vencer a guerra que travávamos contra ele.

Quando o carro avançou Damon o puxou com força – quase arrancando minha pele com as unhas de Marley – e o tirou de cima de mim, o empurrando para seu lado que estava com a janela fechada.

Alaric olhou enraivecido para o vidro do carro que agora não mais existia e disse furioso:

— Você me deve mil dólares Damon, quinhentos por ter dado o cachorro a ela, e quinhentos por todas as coisas que Isobel me fez pagar quando esse monstro insistiu que queria copiar o cachorro do filme!

Damon apenas deu de ombros como se não ligasse e começou a brincar com o meu cabelo o enchendo de pequenos nós imperceptíveis que só fui descobrir quando um deles ficou visível o suficiente para que eu pudesse ver e bater nele.

Quando chegamos abri a porta do carro com lerdeza fui atropelada por Damon, que me empurrou – derrubando-me no chão – e correu como um doido até a porta de casa.

— Cheguei primeiro – Disse com um sorriso triunfante.

O olhei com um olhar mortal e fui até a porta de casa para abri-la para que Marley entrasse. Logo o mesmo se aventurou pelos corredores da casa e foi seguido por um Alaric preocupado que morria de medo de ter sua mobília estragada.

— Damon! – Gritou Lívia feliz assim que nos viu – Quanta saudade meu filho!

Ele rapidamente correu para os braços da mãe a abraçando apertado e beijando sua bochecha.

— Eu também senti mãe – Respondeu ele feliz.

Ela então voltou seu olhar para mim com um enorme sorriso gentil no rosto.

— Olá Elena! Você cresceu tanto! Está cada vez mais bonita! – Disse soltando Damon e me abraçando com o olhar maternal de sempre.

— Só ser for o cabelo né mãe! – Intrometeu Damon me puxando para perto dele e pegando uma mecha de minha franja – Olha o tamanho disso! – Apontou – Acho que o xampu dela tem fermento.

Ela gargalha alto se virando para o filho e dizendo:

— Fiz bolo de chocolate.

No mesmo instante seus olhos brilharam e ele saiu em disparada para sua casa não se dando o trabalho de fechar a porta por onde entrou.

— Vem Elena – Gargalhou Lívia passando seu braço em meu ombro – Vamos antes que ele coma tudo.

— Se ele já não comeu – disse descrente.

— É uma opção – Riu-se – Mas e você? Está indo bem nos estudos?

— Acho que sim. A maior parte da matéria é chata, então só dou um jeito de acabar com tudo o mais rápido possível.

— E os namorados? Já arranjou algum?

— Não vamos falar sobre isso agora – Murmurei – Mico total falar disso com a mãe do meu melhor amigo.

Ela iria me responder, mas no momento em que passamos pela porta ela avistou Damon na cozinha devorando o bolo como um animal.

—Damon! – Bradou – Você comeu mais da metade do bolo!Essa não foi a educação que eu te dei moleque!

— Quem mandou vocês serem lerdas hein?– Ria-se ele com a boca toda suja de chocolate – Eu estava com fome mãe.

— Vá lavar essa boca e colocar alguma roupa mais velha, não quero ver você sujar sua jaqueta nova!

Ele saiu a passos lentos olhando com carinha de piedade para nós e assim que Lívia se virou ele correu escada acima, gritando algo desconexo.

— Venha querida – Chamou ela – Você deve estar com fome.

Assenti para ela e me sentei na cadeira, pegando um garfo e começando a comer o pedaço de bolo que ela me entregara.

— Então, estive pensando – Começou – Ano passado eu prometi a Damon que levaria vocês dois ao parque, mas aí você teve que ir embora mais cedo então nós cancelamos. O que acha de irmos nessas férias?

— Ah, eu adoraria! – Sorri feliz para ela – Tenho que pedir para Alaric, mas ele com certeza vai deixar.

Ela sorriu assentindo e me entregou outro pedaço de bolo, mas então Damon surgiu, pegando o pedaço do prato e o engolindo.

— Era meu! – Choraminguei

— A culpa é sua! Você come muito devagar! – Defendeu-se com cara de ofendido – E não me chame de chato! Você repetiu isso o ano inteiro.

— Como assim o ano inteiro? – Intrometeu-se Lívia sorrindo carinhosa.

— Essa coisa aí – Apontei-o – Ficava me ligando! Todo dia na mesma hora! E quando eu dizia que precisava dormir, ele retorquia dizendo que se eu desligasse ele nunca mais falaria comigo!

— Ah mãe, eu nem ligava tão tarde assim – Sorriu ele com a voz fina.

— Ah é? – Estreitei os olhos raivosa – Três horas da manhã não é tarde? Então me diz? O que é tarde pra você?

Lívia olhou o filho boquiaberta com o olhar espantado que logo mudou para um olhar furioso e mortal.

— Por que fez isso Damon? Nunca foi de fazer isso! Não entendo o que está acontecendo?

— Mãe, se você estivesse no meu lugar, garanto que entenderia.

O olhar de Lívia então se tornou triste como se ela compreendesse ou percebesse o motivo, ela se calou e depois de alguns segundos foi em direção à sala parando ao pé da escada e depois a subindo rapidamente.

— Vem Lena – Puxou-me Damon.

— O que está acontecendo Dam? – Indaguei assim que chegamos ao quintal e o mesmo se deitou sobre a grama.

Ele suspirou batendo na grama ao seu lado e me indicando, rapidamente fui até ele e me ajoelhei a seu lado.

— Meu pai de novo – Bufou – Está piorando cada vez mais. Antes ele até se preocupava em fazer as vadias dele gemerem baixo, mas de uns tempos pra cá, ele não liga muito, até as deixa andarem de lingerie quando estou em casa… E tem todo aquele lance dele não ter responsabilidade nenhuma comigo.

Respirei fundo imaginando a felicidade que se explodiria Damon ao ver mulheres semi-nuas em sua frente, desejando por um centésimo de segundo – e logo esquecendo – ser uma delas, para receber atenção de seus pensamentos.

— E você...? – Perguntei incoerente – Gosta... Disso...?

Ele então se sentou sobressaltado me encarando como se eu fosse uma louca ou uma demente que não tinha noção do que falar.

— Está ficando doida? Por que motivo eu gostaria de ver um desfile de mulheres que nem sabem meu nome na minha minha casa? Só de pensar tenho vontade de matar meu pai.

Ele cerrou seus punhos abraçando os joelhos e enterrando seu rosto neles.

Aproximei-me mais tocando seu braço mas não obtendo resposta. Em uma tentativa insegura abracei-o desajeitada, lhe acariciando os cabelos negros e surpreendentemente o fazendo relaxar.

— Vamos parar de falar de mim – Disse levantando a cabeça com um sorriso no rosto – E seu ano? Você não me contou muita coisa, a gente só falava besteira pelo telefone – Riu.

Sorri satisfeita para ele e repeti quase à mesma coisa do ano passado:

— John está mais chato que nunca! Estou o odiando ainda mais!

— Por quê?

— Lembra do acampamento que lhe falei quando você me ligou um dia antes e eu briguei com você porque queria dormir? – Ele demorou um pouco para se lembrar, mas então finalmente assentiu – Então, estava tudo tão bem, até o terceiro dia, John apareceu furioso e me fez voltar para casa com ele, minhas férias teriam sido perfeitas se ele não tivesse aparecido!

— Sinto muito Lena – Disse ele passando seu braço esquerdo em minhas costas.

— Sabe, eu estive pensando – Comecei – Nós poderíamos ensinar o Marley a nadar, vai que acontece uma enchente, ele já estaria preparado. E no filme o Marley é um ótimo nadador.

Damon riu da minha frase idiota, mas por fim concordou, combinando de nos pegar amanhã e nos levar para o rio da cidade.

— ELENA!!!

Damon assustou-se junto a mim e no mesmo instante correu na direção do grito de Alaric, que ao nos ver fuzilou-nos com o olhar.

— Da próxima vez, me avisem que esse cachorro gosta de chocolate.

Ele então desgrudou Marley de sua perna, lhe entregando o chocolate babado que segurava e indo então em direção a cozinha.

— É, ele gosta de Alaric – Murmurou Damon.



No dia seguinte Damon tocou a campainha pontualmente – o que é praticamente um milagre, já que ele era o rei do atraso.

Corri a abrir a porta e quase suspirei ao vê-lo de bermuda e sem camisa.

— Vamos? – Sorriu.

Assenti para ele e subi até meu quarto e colocando um maiô discreto, seguido de sandálias fáceis de tirar e uma saída de banho.

Ele sorriu assim que desci as escadas e me ajudou a colocar a coleira em Marley, que pulou de felicidade com a idéia de um passeio – do jeito que ele adora tomar banho, é capaz de Damon acabar sem braços quando o cachorro souber que vai nadar.

— Pai, vamos ensinar Marley a nadar, até mais.

Alaric ergueu as mãos em sinal de adoração e sussurrou um “glória” aliviado.

— Com toda certeza Marley o traumatizou – Sussurrou Dam antes de sairmos.

— Pode crer...



— Dam, você ta ridículo – Disse avaliando Damon que agora colocara uma touca e óculos de natação.

— Ah Lena, ficou bem legal – Falou alto abrindo os braços e dando uma pequena voltinha.

— Isso está muito gay! – Guinchei gargalhando.

Ele me olhou ofendido, logo olhando raivosa para Marley que latiu em concordância comigo.

— Vocês vão ver – Ameaçou – Agora, vamos lá Marley!

Damon tentou pular no lago, mas acabou caindo de pernas abertas, batendo seu ponto fraco em uma grande pedra do lago.

— Ai não! – Gritou ele – Pegou bem nos inteligentes! Agora meus filhos vão nascer burros Lena! Não ria! Eu posso bater em você!

— Desculpa Dam, mas é engraçado demais! – Gargalhei – Mas se serve de consolo, do jeito que você é inteligente, não perdeu muita coisa...

Ele soltou um guincho desesperado, arrancando sua touca de natação e seus óculos azuis deitando por cima da grande pedra com outro gemido.

Depois de muito tempo ele suspirou baixinho, gemendo de dor e se arrastando para a água, emergindo segundos depois com uma expressão aliviada.

Puxei Marley para o lago, mas o mesmo cravou suas unhas em terra firme, ficando entre a beira do lago e a pedra em que Damon se machucara.

— Sai da água e pega o Marley, ele é mais forte que eu, você vai conseguir arrastar ele – Disse para Damon.

Ele assentiu saindo do lago meio desengonçado e arrastando Marley junto com ele.

Após muito esforço Marley se rendeu a Damon e aceitou ser levado para o lago



— Vamos Marley! É só puxar com as mãos e chutar com as pernas! Olhe, Puxa, chuta, puxa, chuta, puxa, chuta! — Instruía Damon.

— Damon, querido, entenda uma coisa — Disse eu em uma falsa calma — Cachorros não assistem a Era do Gelo 2!!!

— Cala a boca, Marley é esperto, vai entender.

Depois de muito instruir, surpreendentemente, Damon conseguiu fazer com que Marley nadasse e em poucos minutos ele nadava melhor que nós dois juntos!

— Chupa Lena! – Dançou Damon – Eu ensinei ele com meus métodos e ele aprendeu certinho! Esse cachorro sabe reconhecer um mestre!

— Eei – Protestei jogando água em sua cara – Eu ajudei! Quem ensinou ele a mexer as patinhas quando estava nadando foi eu e não você.

— É pode ser, somos uma boa dupla Lena – Disse ele vindo para perto de mim.

— É, somos sim – Sorri colocando meus braços em seu pescoço.

— Tudo bem com você? – Perguntou ele respirando pesadamente.

— Sim ué – Respondi sem entender – Por que não estaria?

Ele então piscou algumas vezes e passou seus braços ao redor de minha cintura, sorrindo com o resultado.

— Ele está melhor que nós dois – Sorri apontando para Marley nadando enquanto encostava minha cabeça no ombro de Damon.

— Acho que a convivência com você tornou ele inteligente.

— O que quer dizer com isso? – Sorri voltando-me para encará-lo – Então quer dizer que me acha inteligente?

— E muitas coisas mais – Respondeu ele sério.

Abri a boca para lhe dar uma resposta, mas infelizmente eu não a tinha, o rosto de Damon aparentava um semblante que eu jamais vira na vida, um misto de expectativa e receio. Suspeitei que ele fosse dizer alguma coisa, mas ele simplesmente ficou parado me encarando com cara de bobo.

Esse momento não passou despercebido por Marley, pois assim que ele notou que estávamos parados, nadou em nossa direção e se intrometeu entre nossos corpos e virou de barriga para cima para fazer graça.

— Seu estraga prazer – Riu Damon o sustentando por baixo.

— Você é o nosso bebê fofinho – Disse a Marley pegando suas patinhas e as balançando.

Nisso ele endoidou, se pôs a latir e com um estalo virou-se de novo na água e pulou em cima de mim para me lamber. Damon invejoso do jeito que era tirou Marley de perto de mim e pediu lambeijos também.

— Ei! Devolva meu cachorro! Eu tenho mais direitos a lambeijos que você! – Acusei rindo enquanto nadava até os dois.

— Nós te damos todos os beijos que você quiser Lena – Gargalhou Damon soltando Marley.

O cachorro então se dirigiu para fora do lago e deitou-se sob o sol quente da campina, frustrando minhas esperanças de ganhar carinho.

— Trapaceiro! Não quer mais me beijar! Vê se pode – Falei ultrajada colocando as mãos na cintura.

— Não tem problema, eu compenso isso – Disse Damon vindo até mim e enchendo meu rosto de beijos.

Sem conseguir me conter deixei-me cair nas graças de seus braços e aproveitei cada segundo de seus beijos. Minhas bochechas, testa, maxilar, nariz e olhos foram bombardeados de beijos longos e molhados.

— Acho que Marley está perdoado agora – Suspirei quando Damon cessou seus movimentos e encostou-se em meu corpo.

— Que bom, porque olha, te beijar não é fácil! Você tem gosto de protetor solar... Eca!

– Então me solta! – Gargalhei o empurrando para longe.

Sem premeditar meu movimentos Damon então foi lançado para trás com meu empurrão e antes que ele pudesse vir atrás de mim, nadei desesperadamente para o outro lado do lago. Quando parei para olhar para trás e localizar meu companheiro não o avistei em lugar nenhum. Tal fato me deixou enormemente preocupada. Eu havia afogado Damon?

Tive minha resposta quando senti meu pé ser puxado para baixo e um Damon todo sorridente e de cabelo esvoaçantes segurou minha mão.

Durante aqueles breves segundos que aguentei prender o fôlego embaixo da água pude sentir meu coração explodir de alegria, eu amava Damon e as cores que ele trazia a minha vida. Aquele, definitivamente, era um dos melhores momentos que eu já tivera na vida.

Feliz com essa constatação deixei meu corpo emergir na água e respirei profundamente ao entrar em contato com o ar.

— Está ficando tarde – Falou Damon ao emergir ao meu lado – É longo o caminho até nossas casas, precisamos ir agora para chegar antes do anoitecer Lena.

Assenti brevemente e me nadei até o lado da campina em que Marley tinha se esparramado. Após torcer meu cabelo, coloquei a saída de banho e a coleira em Marley e esperei Damon se vestir para irmos embora.

Damon me acompanhou com o braço direito por cima de meus ombros e a coleira de Marley na mão esquerda até minha casa e se despediu demoradamente de nós dois antes de entrar na sua. Assim que ele se foi, tratei de soltar Marley da coleira e deixar Alaric lidar com suas patas sujas e molhadas.



Duas semanas depois Damon tocava impaciente a buzina do carro da mãe gritando como um louco para que eu andasse logo.

—Mas Lena e se esse monstrinho destruir minha casa? – Perguntou Alaric desesperado apontando para Marley.

— Ele não vai pai. Ele é bonzinho – Argumentei – Se ele ficar um pouquinho agitado de ossinhos coloridos para ele, ele adora, estão lá no meu quarto, pegue eles.

Alaric assentiu com a expressão aterrorizada deixando que eu passasse pela porta e corresse para o carro de Lívia.

— Se esse cachorro destruir algo eu vou prender ele no armário da lavanderia! – Ameaçou ele antes que eu saísse de casa.

— Demorou hein – Disse Damon assim que entrei no banco de trás do carro.

— Me desculpe – Pedi sorrindo – Alaric estava me dando um sermão por causa do Marley.

Ele assentiu e começou a mexer no porta-luvas do carro enquanto Lívia se despedia de Alaric prometendo cuidar de mim e ligava o carro.

Poucos minutos depois chegávamos ao enorme parque, que tinha desde brinquedos radicais a brinquedos ridículos como a roda de aviões.

— Lena, nós vamos no experience né? – Perguntou Damon assim que colocamos os pés no enorme terreno.

— Que brinquedo é esse Dam? – Perguntei com curiosidade.

— Aquele ali – Apontou.

Ele apontava um enorme brinquedo em forma de pilastra, que continha várias cadeiras em seu redor que ficavam de cabeça para baixo conforme o brinquedo rodava e dava voltas,verticais e horizontais, indo para cima e para baixo.

— Dam, não está bom só a montanha russa não? – Perguntei arfante.

— Não se preocupe Lena, nós também vamos à montanha russa! – Ele pulou de alegria, pegando minha mão e me arrastando para as cadeiras rotativas que viravam de cabeça para baixo.

— Mãe, vem com a gente! – Pediu ele.

Lívia negou com a cabeça, com os olhos arregalados e depois disse:.

— Eu vou ver o resto da exposição e depois caminhar um pouco no lago, divirtam-se, qualquer coisa vou estar com o celular ligado – Sorriu.

Ela nos olhou carinhosa e então partiu, indo até a barraca de flores e cheirando um buquê de rosas.

— Vamos nesse primeiro! – Sorriu Damon indo em direção às cadeiras dançantes.

Ele então entregou dois ingressos ao monitor, que assentiu e deixou que sentássemos nas cadeiras. Damon sorriu consolador para mim, pois os lugares que haviam sobrado eram longe um do outro.

Depois de muito subir e descer, ficar de cabeça para baixo e ir para a esquerda e direita com velocidade absurda, as cadeiras finalmente pararam de se mexer e soltaram suas travas para sairmos.

Sai meio zonza, logo recuperando os sentidos e avistando Damon, que vinha em minha direção.

— O que achou? – Perguntou assim que parou em minha frente.

— Horrível! Quero só ver o experience!

Ele gargalhou e passou seu braço em meus ombros não me dando outra escolha senão abraçá-lo pela cintura.

— A gente vai na montanha russa agora Dam? – Perguntei erguendo a cabeça.

Ele assentiu e me puxou para a mesma, fazendo a mesma coisa que havia feito nas cadeiras dançantes.

Dessa vez ele sentou ao meu lado, no primeiro carrinho que foi ocupado por mais duas meninas que tinham quase a nossa idade. O familiar frio na barriga me preencheu quando o carrinho começou a se mexer, aumentando ainda mais quando ele começou a subir pelos trilhos. Na primeira descida curta eu torci para aquilo não quebrar pois eu podia escutar os parafusos do brinquedo se estalarem ruidosamente.

O loop estava se aproximando e assim que o fizemos, gritamos juntos sentindo total adrenalina correr por nossos corpos. O carrinho subia e descia por montanhas estreitas e largas, por vezes dando loops menores ou gigantescos, nos causando ainda mais medo e diversão.

Por fim o carrinho parou, chegando a passarela de embarque e desembarque e sua trava de segurança soltou nos fazendo respirar com alívio.

— Isso foi incrível! – Disse assim que saímos do brinquedo e começamos a caminhar.

— Eu sei! – Retorquiu ele animado – Foi demais!

Nós rimos bobos, dando as mãos e correndo para o trem fantasma.



— Vamos Lena vai ser divertido – dizia Damon me empurrando para a fila do experience – Por mim. Por favor..

Suspirei em derrota e assenti, respirando fundo antes de entregar o ingresso ao monitor.

— Dam, senta do meu lado? – Pedi em voz de choro. Definitivamente aquele brinquedo me assutava.

Ele sorriu carinhoso feito à mãe e me atendeu, suportando meu aperto forte de desespero quando o monitor desceu a trava e afivelou o cinto extra.

— Se eu morrer a culpa é sua – Sussurrei acusativa.

Ele sorriu e riu baixinho, soltando um grito de surpresa quando o brinquedo começou se mexer.

Depois de muito balançar e me apavorar, o brinquedo virou de ponta cabeça ficando por vários segundos suspensos no ar.

— Damon, eu te odeio! – Gritei desesperada – Eu te odeio com todas as minhas forças! Você vai ver só quando eu sair daqui. Você e o tiozinho que está controlando esse brinquedo. Vocês vão ver só.

— Calma Lena. Olha que legal! – Gargalhava Damon.

O brinquedo então despencou, girando com toda a velocidade para baixo e voltando para cima, dessa vez não ficando parado, apenas cumprindo sua volta e voltando transversalmente para meu desespero.

— Sente isso – Gritou Damon apertando minha mão.

Pude ver boa parte dos arredores da cidade de lá de cima e a queda livre só fez meu estômago se contorcer ainda mais. Eu estava voando, era infinita, tinha total certeza disso.

Finalmente então, o brinquedo aos poucos foi diminuindo até ficar totalmente imóvel até liber suas travas e cintos. Isso me fazendo correr para o chão o mais rápido possível.

Damon não veio atrás de mim e ao me virar pude descobrir o motivo.

As duas garotas da montanha russa sorriam e falavam algo para ele e ele para total ódio e desespero meu sorria e assentia em resposta.

Apoiei-me na grade, respirando fundo e recuperando o fôlego os observando.

Por fim elas assentiram e foram embora me devolvendo Damon.

— Quer ir à roda gigante? Não vou te forçar a ir em mais nenhum brinquedo radical, sei que você não gosta – Disse normalmente.

— Não tudo bem – Disse arfante – Eu preciso de água.

Ele assentiu e me acompanhou até a barraca de sucos, comprando um para mim e olhando pelo lugar.

— Em qual brinquedo você quer ir? – Perguntou agitado.

— Se dependesse de mim eu não iria em mais nenhum – neguei.

Ele então respirou profundo, se empertigando todo antes de falar:

— Você se importaria sem eu fosse à torre com as meninas do experience?

No mesmo momento meu peito congelou, logo afundando em água, me esfriando e decepcionando completamente.

— Tudo bem – disse o mais calma que pude.

Ele sorriu e beijou minha bochecha, logo levantando.

— Você é a melhor Lena!

Ele então correu para o enorme brinquedo que subia lentamente para cima e despencava metros abaixo, encontrando logo as meninas e zarpando com elas para as cadeiras, me dando um tchau com a mão quando começaram a subir.

Respirei machucada e levantei da barraca, saindo do ponto de visão dele, ficando perto do cami-cassi e parando para olhar as pessoas que gritavam desesperadamente.

— Então? Quer ir comigo? – Perguntou um menino parado ao meu lado.

— Ham, eu não sou muito de brinquedos radicais – Argumentei confusa.

— Nem eu – Riu-se – Mas quero ir, para não me arrepender depois. Você devia fazer o mesmo.

Respirei fundo, assentindo para ele e entrando na fila de espera.

— Sou Tyler – Sorriu.

— Elena.

Ele assentiu e colocou a mão em minhas costas, me orientando e nos direcionando para as cadeiras do brinquedo já liberado.

Talvez o experience tenha me tirado um pouco do medo, pois ao entrar no cami-cassi e sentir todas as suas voltas não tive a sensação de morte ou medo dela. Apenas adrenalina.

Segurava fortemente o braço de Tayler e assim que o brinquedo parou, o soltei olhando constrangida para ele, que sorriu entendedor e disse:

— Sem problemas.

Gargalhamos e saímos do brinquedo, exclamando afoitos e alegremente o quanto era boa à sensação de rodar e ficar lá em cima.

— Eu senti meu coração na boca na primeira vez que ele deu a volta e rodou lá em cima! – Exclamou ele.

— Eu também! – Retribui – Minha garganta fechou completamente! Eu nem consegui gritar!

— Foi demais!

Nós gargalhamos e nos afastamos do brinquedo.

— O que acha de ir ao brinquedo 6D? – Perguntou depois de um tempo. – Meus amigos da escola disseram que é muito real.

Assenti com o maior sorriso que pude e corri, junto com ele, em direção ao grande brinquedo em formato de nave espacial.



— Foi Demais! – Riu Tyler.

— Foi! – Gritei – Mais não se compara com o cami-cassi!

Ele assentiu com os olhos arregalados gargalhando junto comigo e começando a caminhar.

— Onde você estava Lena? – Perguntou a voz de Damon atrás de mim.

Ele então me contornou,] parando em minha frente e olhando de mim para Tyler com o olhar raivoso e interrogativo.

— Eu estava no 6D Damon, você já foi lá? – Sorri inocente.

— Não – negou duro – Ia chamar você.

— Mas e suas amigas? – Perguntei curiosa.

— Elas estão por aí. Quem se importa? – Explodiu.

Tyler respirou pela boca, sabendo que devia ir embora e assim o fez, se afastando lentamente depois de despedir-se de mim.

— O que pensa que está fazendo? – Perguntou Damon assim que Tyler sumiu de nossas vistas – Era para você se divertir comigo! Não com ele.

— É, mas você estava com suas amigas! – Argumentei.

— Mais você disse que não se importava! – Defendeu-se.

— E você se importa que eu fique com Tyler?

Ele suspirou abaixando a cabeça e assentindo fraquinho, cortando meu coração e me fazendo arrependida.

— Vem Dam, vamos tomar sorvete, ou comer algodão-doce – Pedi abraçando seus ombros em uma tentativa de amenizar tudo.

Ele abraçou minha cintura e pousou seu queixo em meu ombro, suspirando alto e sussurrando:

— Me desculpa Lena.

— Tudo bem Dam – Disse acariciando seu cabelo.

Ele então se afastou, me levando para a barraquinha de sorvetes e comprando dois pequenos potes para cada um.

— Me dá um pouco do seu Lena? – Pediu Damon com cara de piedade.

— Mas ele é igual o seu Dam! – Argumentei incrédula.

— É mais o seu parece mais gostoso!

Neguei com a cabeça em sinal de descrença e empurrei o resto do pequeno pote, colocando a mão na testa e vendo-o devorar tudo em menos de dois segundos.

— Você é inacreditável! – Disse incrédula.

Ele sorriu galanteador e levantou vindo até mim e se curvando para oferecer sua mão para que eu pudesse me levantar. Assim que o fiz, ele disse em voz suave, não menos galanteadora que sua posição:

— Eu também gosto muito de você senhorita Gilbert.

Sorri concordativa e caminhei junto a ele, pela enorme calçada.



— Senhores passageiros, o vôo 895 fechará as portas em nove minutos – Anunciava a aeromoça.

— Se cuida Dam – Sussurrei em seu ouvido.

Ele assentiu dando tchau para sua mãe e me arrastando até a linha limite de embarque.

— Eu vou sentir sua falta Lena – Sussurrou triste.

— Não sinta – Pedi consolativa. – Pode me ligar quando quiser, mandar sms e até me chatear no Facebook.

Ele sorriu aceitativo e me abraçou apertado sentindo meu coração bater acelerado junto com o seu.

— Se cuida minha princesa – Pediu antes de me soltar e caminhar pelo longo corredor.

Funguei deixando que uma lágrima escapasse de meus olhos e voltei para perto de Lívia que nos encarava amorosa.

— Vamos Elena – Chamou assim que o anúncio do vôo foi fechado.

Notas finais
como vão meninas? Bom, eu sei que demorei, peço mil desculpas, mas estava com tanta coisa! Não culpem a Bia pela demora, porque ela foi totalmente minha, ela já tinha escrito o cap há séculos, quem enrolou fui eu, por favor me desculpem. Vou tentar postar o mais rápido possivel, até lá!