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9 Capítulo 9 - Catherine e Vartann : O começo


Notas iniciais
Muito feliz pelos comentários. Obrigada!
Esse capítulo trará o começo do relacionamento entre Catherine e Vartann. Não, não mudei o shipper inicial, mas esse envolvimento será necessário para o andamento da história. Mas para compensar, tem um flashback incrível...
Acompanhem!

Algo dentro de mim dizia que esta situação era bem desconcertante, porque mesmo sabendo que deveria largar a mão dele e dizer algo disfarçando o que estava sentindo naquele momento, eu estava presa em seus olhos que também pareciam presos aos meus.

Eu tentava fazer com que minha mão que segurava a sua o soltasse mesmo que fosse só um movimento vão, era como se ele mesmo prendesse minha mão a sua tornando tudo mais difícil.Só Deus sabe qual a luta interna que travava, mesmo que a razão tentasse me fazer voltar ao normal.

Não fazia idéia se havia passado minutos ou segundos e só voltei a realidade quando ouvi o toque estridente do meu celular:

_ Willows! – atendi, saindo do meu devaneio – Sim, já estou a caminho.

Ao desligar o telefone percebi que Lou ainda me encarava com olhos penetrantes.

- Preciso ir, o dever me chama. – sorri.

- É sempre um prazer te encontrar, Catherine. Nos vemos por ai – disse soltando minha mão e se dirigindo ao elevador que dava acesso ao DP.

- Com certeza – respondi e sai em seguida para minha cena de crime.

Estava encrencada, tinha certeza. E não era uma encrenca qualquer, era uma grande encrenca. Um encrenca enorme, gigantesca. E essa encrenca tinha nome e sobrenome: Louis Vartann.Estava atraída, não tinha dúvidas. Como sabia? Simplesmente sabia. Algumas pessoas demoram mais para perceber que estão atraídas por outras, mas no fim das contas, sempre percebem.Quando essa verdade se abate sobre nós só nos resta aceita – La, certo? Não dá para lutar contra. Uma vez que nos sentimos atraídos é caso perdido e só nos resta aceitar.

Era o que devia fazer. Era o que eu ia fazer. Mesmo que me arrependesse mais tarde.

Como a mulher esperta que sempre fui, percebi que Lou me atraía. Cada vez que fechava os olhos, via o sorriso dele e relembrava, para desespero do meu coração, do arrepio que percorreu meu corpo quando nos tocamos.

E tudo muda...
Meu braço sangrava muito, parecia ter quebrado, mas eu ainda apontava a arma para ele.

–Renda-se Christian! – gritei.

– Nunca.

Ele então pulou pela janela atrás dele, andei rapidamente, com dor no braço e pude ver quando ele bateu contra um latão de lixo encostado na parede, pulou para o chão e saiu correndo atirando contra a janela que eu me encontrava. Agachei e peguei meu rádio-comunicador.

– Jim? Responda!

-Catherine? Pode falar.”
– Christian fugiu pelo beco sul, vou ao encontro dele.Estou ferida. Mas não se preocupe, vou ficar bem.

“-Já estou a caminho. Ligarei para alguém já.”
– Obrigada.
Entrei no carro e sai em perseguição ao suspeito e a última imagem que me lembro é de um muro a minha frente...

Acordando depois do acidente

Abri meus olhos e por um momento me arrependi de ter feito isso. Eles arderam devido à claridade. Um barulho repetitivo começava a me irritar e respirei fundo para não implorar que desligassem aquilo.Pisquei os olhos para me acostumar com aquela iluminação exagerada. Assim que meus olhos não me incomodavam mais, olhei ao redor e viu ma pessoa com o olhar vago sentado no sofá próximo a minha cama. Alguns instantes depois, a pessoa voltou a olhar para mim e os mesmos olhos brilharam.Levantou – se do sofá e andou em minha direção. Tentei abrir um sorriso, mas estava fraca demais para isso.

- Graças a Deus você acordou – ele dizia enquanto apertavaminha mão – Vou chamar um médico, já volto.

Assenti.

Senti sua mão se soltar da minha e então fiquei sozinha naquele quarto.A única coisa que me lembrava era das luzes fortes, do barulho do vidro se quebrando, do pneu cantando e um muro de concreto a minha frente. Lembro — me também de algo batendo no meu braço esquerdo e em minha cabeça. Depois disso, só a escuridão que me fazia lembranças.

Não sei quanto tempo estou neste hospital. Sei que foi um acidente, mas não sei se foi tão grave. A porta se abriu e um homem de verd entrou.

- Olá, Catherine! Sou o Dr. Simon e acompanhei seu caso durante esse tempo em que esteve aqui.

Continuei em silêncio vendo aquele homem se aproximar de minha cama.

Vartann observava de longe e ao mesmo tempo falava ao celular.

- Seus amigos te amam muito, sabia? Eles se revesaram aqui para dormir com você e os outros ficaram até o horário de visitas acabar.

- O que aconteceu, doutor? Digo, sei que sofri um acidente –falei ao médico que olhava alguma coisa nas anotações feitas desde que estou aqui.

– Quanto tempo estou aqui?

- Bom, você está aqui há três dias. Você perdeu o controle do carro enquanto perseguia um suspeito e bateu em um muro de concreto. Antes,você havia sido baleada no braço esquerdo e por esse motivo, precisará de fisioterapia. Também bateu a cabeça e sofreu traumatismo. Essa pancada foi a causadora do coma.

Vartann se aproximou da cama e começou a passar a mão carinhosamente pelo meu rosto. Demorei um pouco para perceber que estava chorando.

O médico saiu do quarto, deixando Lou e eu sozinhos. Ele me abraçava forte, como se quisesse mostrar que não estava sozinha. Respirei fundo secando as minhas lágrimas e olhei para seu rosto que me olhava preocupado.

- Não quero te ver chorando. Por mais que esteja triste, não quero te ver assim. Não sou seu amigo Grissom, mas...

Continuei em silêncio. Por que ele tinha que mencionar Gil justamente agora? Escutei seu celular tocar e ele se afastar de mim para atender. A simples menção ao nome de Gil me fez perder em pensamentos...

Flashback
No domingo, as meninas queriam que eu saísse com elas, mas recebi uma proposta de uma visita que me agradava mais. Havíamos brigado de uma maneira nunca igual antes e faltando poucos dias para ele embarcar rumo a New York para uma palestra de entomologia, voltamos a nos falarmos com decência.Antes eram apenas “ois” seguidos de “o que você quer...”. deixamos essa fase para trás .

Ele teve um dia difícil. Tinha recebido uma má notícia e eu coloquei na minha cabeça que precisava mesmo vê – lo. Dessa maneira, falaria que não o queria como mais nada além de amigo e poderíamos recomeçar sem brigas. Tinha certeza que tudo ficaria bem.

Eu estava no meu quarto, com um rabo de cavalo , um short de pijama e uma blusa de Yale. As meninas estavam lá fora se maquiando para saírem e uma delas, Stephanie Watson entrou e disse:

_ Você não vai se arrumar? Logo ele chega ai.”

Confesso que não entendi o porquê daquilo e disse que já estava pronta, não precisava me arrumar para ele. Minha outra amiga, Laura,basicamente arrancou minha roupa a força e me jogou embaixo do chuveiro com a seguinte frase:

_ “Vá se arrumar,amiga e ficar pronta para ele.”

Não adiantou tentar lembrar a ela que eu não queria que ele me achasse linda, o objetivo era exatamente o contrário, mas cedi facilmente.Afinal, nunca gostei de ficar desleixada e também precisava passar o tempo.

Não tive aquela precisão para escolher a roupa, escolhi uma que fosse segura: blusa preta de sair à noite e calça jeans. Como não pretendia deixar o quarto, resolvi que ficaria descalça ou com um par de chinelos velhos que estavam largados em algum canto da casa.

Não preciso dizer que fui inchada, mas dessa vez meu conforto falou mais alto e não cedi. Além do mais,o que ele pensaria se o recebesse com um par de scarpins pretos? Todo o plano iria por água abaixo e ele ia pensar que eu, de fato, queria conquistá – lo.

Fiquei pronta e comecei a folhear algumas revistas de moda .Sabia que ele logo chegaria, mas não estava nem com pressa e nem ansiosa. Estava feliz, era apenas isso. Chovia então ele demorou um pouco mais que o previsto.O telefone tocou, era ele avisando que chegaria em 15 minutos e que queria que eu descesse. Não entendi direito... Será que ele não queria subir? Será que ele ia me levar a algum lugar? Será que eu devia trocaros chinelos? (Sim, consegui pensar isso tudo e mais um pouco que não me recordoagora num espaço que mal cabe em um suspiro).

Bom, pensei: — “Ele deve estar com vergonha de subir sozinho.”

E mostrando como o conhecia bem, foi a primeira coisa que me disse quando me encontrou na portaria do prédio. Queria que fosse recepcioná-lo. Foi essa a palavra que ele usou. Achei cortês e educado. Fiquei pensando nisso enquanto esperávamos o elevador: “Venha me recepcionar...” Acho que eu precisava mesmo de algo para pensar...Mas com ele ali tão próximo a mim, não consegui pensar em nada. Só dei um sorriso bobo, maior do que eu esperava.

Chegamos ao meu andar. Fui imediatamente empurrando a porta. Ele fez um gesto de que iria abrir a porta do elevador para mim e pra falar a verdade, eu não teria percebido se ele não tivesse falado

:- “Você acabou com minha tentativa de romantismo.” Foi provavelmente a terceira ou quarta coisa que ele falou. (Vamos contar os “ois”que foram decentes dessa vez).

Entramos no apartamento e fomos direto para o meu quarto. Sentamos em minha cama, um do lado do outro. Estávamos muito próximos, mas não encostados. Por vezes, ele pegava minha mão e eu, em alguns momentos, deitava minha cabeça no ombro direito dele.

Conversamos sobre sua viagem a NY e começamos a comparar o tamanho das duas cidades.Em algum momento da conversa ele segurou a minha mão e a entrelaçou com a dele e meu coração bateu tão forte que eu achei que fosse parar. Fiquei um pouco brava, pensando: “ Que droga! Estava tudo indo tão bem,precisava começar a sentir isso justo agora?”

Esperei um pouco e tirei minha mão. Fiquei quieta, precisava me lembrar de como respirar. Perdi completamente o rumo da conversa.Levantei de um salto e não sei porque, resolvi trancar a porta.Ele estava encostado na parede, meio deitado, meio sentado na cama e eu sente ide frente para ele com as pernas cruzadas. Provavelmente, comecei a tagarelar sobre alguma coisa aleatória. Eu não me lembro bem sobre o que. Costumo fazer isso quando fico sem jeito ou nervosa.

Ele me interrompeu e disse:

- “Vem aqui, me abraça.”

Fiquei um pouco sem fala, mas me aninhei no peito dele, próxima ao pescoço. Envolvi meus braços o abraçando e fiquei quieta, pensando: “inspira, respira.” E, logo em seguida ele disse:

“– Melhor assim, agora você pode continuar falando.”

Ele me transmitia paz e segurança e perdi a vontade de conversar sobre qualquer coisa. Resolvi ligar o rádio e nele tocava uma canção de Ronan Keating ( When you say nothing at all).

(Nota: Essa música, na minha opinião, é o tema "Grillows").

http://www.youtube.com/watch?

v=LU9OE1tE7ps&feature=player_embedded&noredirect=1

When You Say Nothing At All

It's amazing how you can speak right to my heart

Without saying any word, you can light up the dark

Try as I may I can never explain

What I hear when you don't say a thing

CHORUS:

The smile on your face

Lets me know that you need me

There's a truth in your eyes

Saying you'll never leave me

The touch of your hand

Says you'll catch me wherever I fall

You say it best when you say nothing at all

All day long I can hear people talking out loud

But when you hold me near,

You drown out the crowd (drown out the crowd)

Try as they may they could never define

What's been said between your heart and mine

CHORUS TWICE:

The smile on your face

Lets me know that you need me

There's a truth in your eyes

Saying you'll never leave me

The touch of your hand

Says you'll catch me wherever I fall

You say it best when you say nothing at all

(You say it best when you say nothing at all

You say it best when you say nothing at all...)

The smile on your face,

The truth in your eyes,

The touch of your hand,

Let's me know that you need me

Quando Você Não Diz Nada

É incrível como você consegue falar diretamente ao meu coração

Sem dizer uma palavra, você consegue iluminar a escuridão

Tente como eu. Eu nunca vou conseguir explicar

O que eu ouço quando você não diz nada


Refrao:

O sorriso em seu rosto

Me faz saber que você precisa de mim

Há uma verdade em seus olhos

Dizendo que você nunca vai me deixar

O toque da sua mão

Diz que você vai me segurar onde quer que eu caia

Você diz isso melhor quando você não diz nada


Durante o dia eu posso ouvir pessoas falando em voz alta

Mas quando você me abraça

Você abafa a multidão (abafa a multidão)

Tente como eles, eles nunca poderiam definir

O que foi dito entre o seu coração e o meu


Refrão 2x

O sorriso em seu rosto

Me faz saber que você precisa de mim

Há uma verdade nos teus olhos

Dizendo que você nunca vai me deixar

O toque da sua mão

Diz que você vai me segurar onde quer que eu caia

E você diz isso melhor quando você não diz nada


(Você diz isso melhor quando você não diz nada

Você diz isso melhor quando você não diz nada...)


O sorriso em teu rosto

A verdade nos seus olhos

O toque da sua mão

Me faz saber que você precisa de mim

Ele entrou em êxtase, pediu para eu ficar quietinha, que a única coisa que ele precisava era ouvir essa música e olhar para mim e então entender o brilho que eu tinha para ele.

Eu não entendi, mas também não discuti. Fiquei quietinha,sorrindo e olhando fixamente nos olhos dele. Ele colocava as mãos sobre o meu rosto, me tampava, descobria, alisava meus cabelos e não parava de me olhar.

As emoções foram ficando mais fortes.Gil me puxou para seu colo e me beijou. Senti seu membro enrijecer entre minhas coxas, enquanto enfiava a língua em minha boca. Pedia minha língua e a sugaval oucamente, suas mãos percorriam cada parte do meu corpo. Minhas pernas estavam bambas de vontade de senti – lo dentro de mim. Ele puxou o laço da minha blusa, revelando meus seios. Arrancou minha calça me deixando somente de calcinha.

Continuou me beijando e a boca passou a descer, começando aos sussurros em meu ouvido até chegar aos meus seios já durinhos, arrepiados, esperando aquela boca os tocar.Ele sugava como se quisesse tirar algo deles. Percorria toda sua extensão com a língua, brincava com os dedos, mordiscava e voltava aos mamilos. Parece que ele sabia que aquele era o meu ponto fraco. Eu já havia tirado suas roupas e sentido aquela intumescência perfeita em minhas mãos.

Só em sentir seu membro pulsando e ele ainda com a boca em meus seios sentia que meu gozo não ia demorar. Fervíamos de tesão. Fiz com que ele se sentasse em minha frente de joelhos, fixando meus olhos. Fui até seu ouvido e disse – lhe que estava louca para tê – lo dentro de mim. Senti – o agitar –se na ânsia de que eu o fizesse logo. Mordisquei sua orelha, beijei molhadamente seu pescoço descendo corpo abaixo até a barriga, enquanto minhas mãos vasculhavam cada parte do corpo dele. Segurei e comecei a lamber a cabeça de seu membro, fazer movimentos circulares com a língua e descer toda aquela haste como se fosse um delicioso pirulito.

Ele delirava. Ainda olhando em seus olhos, via que não se aguentava mais de desejo, que eu o devorasse de vez, colocasse todo em minha boca, aumentasse o ritmo do sobe e desce... tanto fiz que sussurrou pedindo que continuasse. E fiz, ele gemia de prazer em minha boca, eu sugava prazer, muito prazer, era delicioso. Chupava com mais força, alternava o movimento, queria fazê – lo gozar em minha boca e me lambuzar toda. Isso quase aconteceu, porém, ele disse que não seria naquele momento.Puxou– me forte, atirou – me na cama, abriu bruscamente as minhas coxas, deslizou dos pés até minha vagina, chupava e mordia minhas coxas, não tocando ainda meu clitóris ou nenhuma outra parte, mas me deixava louca com aquilo.

Eu me contorcia de prazer, prendia – o com as coxas tentando deslizar para dentro de mim. Tive que pedir para ele me morder, até tapinhas pedi naquele momento. Também não queria gozar no oral. De joelhos, fiquei de costas para ele apoiada na cabeceira da cama e quase uma ditadora, ordenei que me penetrasse. Fui prontamente obedecida. Apertava seu membro dentro de mim o máximo que podia, não havia coisa melhor. Parecia que ele estava guardando aquele vigor só para esse momento.

Penetrava – me com uma fome, uma volúpia que jamais seria esquecida. Pediu que eu ficasse por cima porque disse sempre ter tentado imaginar minhas expressões de prazer. Disse que desde o momento que me conheceu, seu sempre fiz parte de seus sonhos eróticos e que era a realização de uma fantasia.

Ouvir aquelas palavras soou como um aviso de que um vulcão entraria em erupção dentro de mim. Meus gemidos vinham inevitavelmente. Sentada no colo dele, ouvi ele me chamar de amor: “Vem pra mim, amor!”

Assustei – me, mas amei e pedi que falasse mais. Eu gemia e rebolava freneticamente até que senti seu membro latejar e quanto mais o sentia, mais eu cavalgava sobre ele pedindo que gozasse. Senti — o gozar dentro de mim e gozei também. Nos abraçamos e ficamos um bom tempo assim, em silêncio.

Olhei no fundo dos seus olhos e disse:- “Eu te amo! Eu nunca deveria ter me esquecido disso.”

Ele não sabia o que dizer, só ficava ali sorrindo, sem saber o que fazer e eu disse:

- “Acho que a gente realmente merece se beijar agora.” Ele não disse uma palavra, apenas me beijou e foi o beijo mais longo da história. Ao final, ele disse:

- “O beijo também combina.” Quando paramos de nos beijarmos, eu estava por cima dele, me afastei um pouco de sua boca e disse olhando um pouco pra cima e encontrando seus olhos:

- “Você merece ser beijado devagar.” (Essa frase tem história pra gente, mas não vai ser retratada agora).

Fim do Flahsback