Dovahkiin, A Renascença do Caos

3 Dois - A Execução Inocente


Notas iniciais
Recentemente mudei uma coisa na Sinopse. troquei "Paarthurnax" por "Arngeir". Só isso, espero que gostem.

– Saijha, você... Pode me contar uma história hoje? – O menino parecia intimidado em perguntar. Estava deitado sob seu lençol com os pequenos pés se mexendo. A jovem parou de varrer a casa, suspirou e olhou para a outra cama, onde estava a mãe dormindo.

– Tudo bem, Ethan. – Respondeu depois de ter pensado dentro de uma fração de segundos. Vendo que o menino sorrira com tanta alegria, que não resistiu em não fazer o mesmo. – Que história você quer que eu conte? – E sentou-se ao pé da cama, do lado do irmão que pareceu pensativo.

– Eu, bem... Eu não sei... – Ele pensou um pouco mais até algo surgir em sua cabeça. – Ah, já sei! Já sei... Que tal uma sobre dragões? Eu ouvi alguns garotos falando que dragões existiram. Eu acho que eram irmãos... Um deles se chama Grid, mas o outro eu não lembro o nome. – O garoto calou-se por um tempo e fitou a irmã corar suavemente, esboçando um discreto sorriso eu seu rosto. – Saijha, você está bem?

– E-Eu estou ótima! – Balançou a cabeça. – Pois então... Uma história sobre dragões... Hmm... – Ela se levantou formosa como se estivesse dançando, segurou um dos lados da saia e se inclinou um pouco para frente pra falar. – Dragões? Ah, já sei... A lenda do último Dovahkiin. – A frase pareceu ter impacto, simplesmente porque a jovem gesticulava as mãos, completamente num ato formoso. Para o garoto, a irmã era a melhor contadora de histórias que já havia existido.

– Você acha que os dragões vão voltar a existir enquanto estivermos vivos? – O menino perguntou com inocência, sem mostrar ter receio.

– Ora, mas é claro que não. Afinal, o último Dovahkiin derrotou Alduin, e por isso podemos viver sem medo de que os terríveis dragões voltem para nos assustar. – O menino fez uma cara de total curiosidade ao escuta-la. – Bem você quer que eu conte ou não? – Perguntou, tendo um ‘sim’ ligeiro como resposta.

Eles ficaram ali por um tempo, e o garoto não tirava sua atenção da irmã. Algumas vezes se tornando assustadora, outras vezes mais engraçada e descontraída. Uma ótima comentarista. A história durou por um bom tempo, mas parou na metade quando alguém bateu em sua porta, desse jeito a jovem teve de atender a porta.

De longe o menino pôde ver quem era. O homem encapuzado cego do olho esquerdo estava em sua porta. Seu coração acelerou e ficou sem saber o que fazer quando viu a irmã voltar-se para o menino, e ali deu um berro estridente com uma expressão aflita e com lágrimas nos olhos. Em um piscar de olhos a jovem havia sumido, junto de sua voz, e junto do homem estranho, porém um papel havia caído no chão úmido, no mesmo instante. O garoto, mesmo assustado, aproveitou para correr e ler o que tinha escrito ali. “Irmão, eu não poderei mais ficar aqui. Vou precisar de você para ajudar a mamãe com os afazeres da casa, porque talvez eu nunca mais volte. Eu amo vocês dois. – Saijha”

– Filho, me ajude. – Disse a mãe do menino, sorrateira, em pé atrás dele. A frase se repetiu, saindo da boca da mulher, o suficiente para apavorar a criança. Assim como a voz da mulher se modificava a cada frase, sua aparência parecia envelhecer junto, apesar de que seus olhos estavam vidrados no menino. Sua pele lisa passou a se enrugar aos poucos, seu cabelo comprido e pretos como as penas de um corvo se tornaram grisalhos e fracos, e os olhos azuis agora nadavam em uma completa cegueira. Ela continuou a envelhecer até se tornar um defunto horrível, mas não parou de pronunciar. — ... Filho, me ajude. – E seus olhos se tornaram pó.

Ethan acordou num susto só, se debatendo em tudo o que tinha a sua volta, mesmo com as mãos amarradas. Tudo não se passava de um sonho que se tornara um pesadelo. O rapaz ofegava, estando completamente desnorteado, e sua vista estava embaçada. A claridade lhe causava uma terrível dor de cabeça, e o balançar da carroça pela estrada de terra lhe fazia Ethan querer vomitar. Ele fechou os olhos tentando se acalmar. De longe conseguia ouvir pessoas gritando iradas, mas estava praticamente cego naquela hora e não poderia ver o que acontecia.

– Ei. – Exclamou alguém sem entusiasmo algum, uma voz conhecida. Laufey.

– Quem está falando comigo? Laufey é você? – Ele engoliu a saliva que estava parada em sua garganta após terminar a palavra.

– Eu mesmo. – Uma resposta curta bastava para Ethan perceber que Laufey não estava nem um pouco contente.

– Grid? Grid, você também está aqui? – Ele mexia a cabeça para os lados. Algo em vão, pois ele não ainda não conseguia enxergar muito bem. Sua voz ainda estava fraca, o que fez continuar engolindo saliva.

– Grid não acordou, ele ainda está sobre os efeitos da merda que injetaram na gente. – A cada palavra pronunciada, Laufey parecia ainda mais irritado.

– O que foi que fizeram com a gente? – Finalmente sua visão começara a voltar, junto de sua voz. Laufey debochou brevemente com um curto som que saíra de sua boca.

– Não me pergunte. Pergunte á ele. – Apontou com as mãos amarrada para o soldado Stormcloack que conduzia o cavalo a puxar a carroça fuleira. Só aí Ethan tomou consciência de onde estava, e porquê estava.

– Oh... – Ele olhou para o lado e encontrou Grid acordando nas mesmas situações que estava antes, se dando conta que estava usando trapos, que na verdade incomodavam muito pela má qualidade do tecido. Na sua frente estava um prisioneiro mal encarado que nem se quer abriu a boca pra falar alguma coisa desde que tinha chegado ali, tinha barba e cabelos grisalhos que eram jogados para o lado. O mesmo possuía vários pares de cicatrizes em seus braços musculosos e bronzeados.

A viagem poderia ser muito bonita se os três pescadores não estivessem á beira da morte. Era tudo tão bonito, a floresta estava magnífica sob a luz do sol, e Ethan deixou-se levar pela beleza natural do lugar por segundos, ele nunca tinha visto uma paisagem tão bela, as cores de outono faziam seus olhos se perderem diante de tudo o que podia enxergar.

– Não consigo enxergar... – Sussurrou Grid, tentando soltar as próprias mãos, sem perceber que estavam amarradas. – Que diabos está acontecendo aqui? Quem está aí?

– Oi, Grid. – Laufey e Ethan o cumprimentaram simultaneamente. Um sem ânimo, prestes a esganar o Stormcloack, e o outro sem prestar muito a atenção.

– O que vocês estão fazendo aqui? – Ele mexia os pulsos frenéticos no alto tentando se soltar de qualquer jeito, tornando o momento meio cômico. – Foram vocês que fizeram isso comigo?! – Grid estava irritado pela primeira vez em sua vida.

– Não. – Respondeu Laufey.

– Estamos na mesma situação que você, e vamos morrer daqui a pouco. – Ethan não prestava atenção nem no que dizia, parecendo estar acostumado com o fato de que sua vida não passaria daquele momento.

O devaneio de Ethan foi interrompido pela gritaria das pessoas que se encontravam dentro de Riften. Os portões estavam abertos, havia mais algumas carroças à frente, que levava outros prisioneiros para seus encontros com a morte. A cidade estava lotada, e o único lugar que sobrava para respirar era o espaço que os sujeitos deixavam para que os cavalos pudessem passar puxando os prisioneiros sobre as carroças. A ira dos cidadãos era tanta que chegava a amedrontar Ethan.

– Ah... Finalmente! – Exclamou Grid quando recuperou sua visão. – ... Mas o que é isso que estamos usando? Um saco de batata? – Começou a se coçar um pouco em relação á roupa que estava arranhando um pouco sua pele. Ele então olhou para o homem estranho e sem receio algum, tomou iniciativa para se apresentar. – Olá. – O homem em resposta jogou-lhe um olhar tão frio quanto a própria alma. – Quem é você? – Os efeitos do dardo não teriam sido muito bons para Grid, ele continuava um pouco alterado. Estava parecendo um pateta.

– Fazel. – A voz do homem era firme e grossa, o mesmo virou o rosto para o lado e cuspiu no primeiro centímetro da estrada de pedras que adentrava Riften. O homem demonstrou não querer muita conversa.

– Que lugar é esse? Riften? – Grid Perguntou a si mesmo. – Ótimo, Laufey. Realizando seu sonho? – As mudanças de humor já estavam afetando-o.

– Ora, fique quieto Grid. – Laufey bufou logo após dirigir a palavra ao amigo.

Ethan estava um pouco assustado, sem vontade de interagir com os amigos, tudo era muito diferente do que conhecia em Dawnstar. Recebeu inúmeros xingamentos das pessoas que se encontravam ali, todas elas transbordavam raiva, e o rapaz não deixava de reparar em cada um deles. Toda a beleza que vira antes, sumia aos poucos diante da personalidade mundana daquelas pessoas.

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Magnolia se sentia sufocada diante daquela multidão. Se ela soubesse o que iria acontecer ali, ela não teria colocado o pé fora do orfanato para vender algumas de suas poções.

Os anos se passaram para Magnolia, mas a mesma nunca teve outro lar a não ser o orfanato, e agora já estava com seus vinte e três anos. Após a morte de Hulda, madame Tialfi tinha ficado no comando, e vendo as condições de Magnolia, resolveu adota-la oficialmente. Tialfi conseguia ser uma das mulheres mais doces de Riften, nem mesmo a idade conseguiu deixa-la rabugenta.

Loira de olhos azuis cristalinos, uma pele alva e um corpo repleto de graciosidade. Alta, tendo uma postura digna de uma nobre. Seu rosto era angelical e bem desenhado, o nariz e a boca eram simplesmente perfeitos, mas suas bochechas rosadas davam-lhe um toque especial. Mas como toda bela mulher, Magnolia escondia segredos. O sangue imperial corria em suas veias, e se um mero cidadão soubesse, Magnolia estaria junto com os prisioneiros naquele momento.

Os Stormcloacks tinham sido vitoriosos na guerra civil, e desde então as coisas só haviam piorado para as raças de Tamriel. Elfos, Orcs, Redguards e Argonianos se escondiam dos terríveis massacres que a rainha Rinda impunha contra os mesmos. Khajiits eram um dos poucos que se safavam disso sem precisar viver em lugares protegidos. Muitos dos imperiais e bretões viviam acolhidos pelas facções Redguards, os elfos se recusaram a fazer alguma aliança com qualquer humano de Skyrim, e agora Argonianos e Orcs trabalhavam juntos. Os poucos, assim como Magnolia, conseguiam se misturar no meio de Nords, mas realmente eram muitos poucos que passavam despercebidos.

“Mas de onde veio toda essa gente?”, pensou. A grande maioria daquelas pessoas não morava na cidade, mas tanto os visitantes quanto os moradores de Riften estavam completamente descontrolados. Magnolia estava num aperto só, tudo o que queria naquele segundo era voltar para o orfanato e conseguir respirar melhor. Estava próxima praça central quando seu coração quebrou em pedaços por ver os soldados Stormcloacks destruindo sua barraca de poções, assim como destruíram todas as outras. Olhou em seu redor e percebeu os sacerdotes de Mara implorando pelo perdão dos prisioneiros, tentando impedir que aquilo acontecesse. A cidade era destruída aos poucos a cada vez que todos eles estavam de frente com a morte. O rei Alfadur estava de joelhos em frente ao Mistveil Keep, ele mostrava desespero, e provavelmente aquilo não era pra acontecer. “Parem! Parem com isso!” Magnolia leu em seus lábios. Havia pessoas em cima dos telhados das casas gritando pelo sofrimento dos prisioneiros.

Os soldados soltaram um urro simultâneo, e finalmente a folia parou. Aquilo parecia ter chamado a atenção de todos. No fundo de seu coração, Magnolia sentiu ânsia de vomita ao presenciar o general Sigurd dar um passo a frente para falar. O homen era grisalho, barbado, forte, e usava a típica farda Stormcloack, vestindo uma cabeça de urso ridícula em si, junto de luvas com as garras do animal.

– Irmãos! – Ele levantou os braços segurando um lista. – Meus dignos do nobre sangue Nord... Ah, como é bom vê-los aqui, comemorando o fim da vida miserável desses sujeitos... – Sigurd tinha um puro tom de deboche ao apontar para os prisioneiros. Os únicos que ainda gritavam eram os sacerdotes de Mara, que Sigurd ignorou completamente. – Como vocês estão vendo, temos mais prisioneiros do que o normal nessa execução... Mas, muito bem. O primeiro de hoje será... Oh, perdões querida... É uma prisioneira, meu queridos irmãos! – Os demais gritaram brevemente, e logo pararam. Sigurd fez uma pausa e aproximou a lista do rosto. – Kaira Gweeth! Senhorita Gweeth é bretã, trinta e dois anos, culpada por assassinato, tortura, e sequestro... Contra a nossa raça... – Ele se virou para a mulher que estava sendo segurada por dois Stormcloacks, sem aparentar se quer alguma expressão. Ele aproximou o rosto do dela e sussurrou. – Senhorita Gweeth, eu espero que saiba que a sua morte é merecida. Mas ainda assim, o seu maior erro foi ter nascido bretã. – Sigurd se virou para o público novamente. – Perdão... Ou morte? – A resposta era mais que óbvia, e o povo clamou pela morte de Kaira Gweeth.

Forçaram a mulher a ajoelhar-se no chão e deitar a cabeça numa pequena plataforma da madeira. O carrasco estava mais do que pronto para passar-lhe a lâmina em seu pescoço, e assim o fez. Ergueu o pesado machado de ébano, que em uma pequena fração de segundos passou atravessou a jugular da mulher. A cabeça da mesma rolou, ainda jorrando um pouco de sangue. Sigurd não perdeu a oportunidade para chutar a cabeça para perto dos cidadãos que soltavam um brado de alegria por ver a mulher sendo decapitada.

– Estão vendo? Estão vendo isso?! – Ele estava furioso, era quase insano de assistir Sigurd daquela forma. – Isso não se passa do escasso de uma mulher, cuja alma é tão impura quanto a própria raça! – Sigurda gritava ainda mais do que os demais Nords, fora de controle.

– Parem! Parem com isso! Vocês estão parecendo animais, parem com isso! – Era o próprio rei Alfadur, se espremendo entre os sujeitos para conseguir chegar até Sigurd. As pessoas ficaram em silêncio para ouvi-lo, e nem se quer se curvaram diante do mesmo. – Sigurd! Você está louco?! Desde quando a minha cidade foi feita para execuções? Olha só o que vocês fizeram, destruíram todas as barracas de venda! – Ele apontou para os destroços que antes eram as barracas. – Minha cidade não será mais uma cidade daqui a pouco, não dá nem pra respirar aqui!

– Hm... – Sigurd olhou para o velho sem dar o mínimo de sua importância, até tomar paciência pra falar com o mesmo. O desrespeito de Sigurd era ainda maior do que os que assistiam. – Ordens da rainha Rinda. – E então empurrou o velho um pouco para o lado para poder continuar, ignorando completamente Alfadur. – Certo... Agora eu convido um Bosmer para ser o próximo, seu nome é Dain... – E prosseguiu a falar.

Magnolia não aguentava mais prestar atenção naquele infame teatro que Sigurd fazia. Um divertimento para os demais Nords. E a fim de prestar atenção em alguma outra coisa, parou os olhos em um dos prisioneiros, provavelmente o mais bonito dali. De alguma forma, Magnolia não conseguia tirar os olhos do rapaz, e ficou olhando para o mesmo por um bom tempo, tentando desvendar quem era o rapaz, pois aquele rosto lhe parecia familiar. Sentiu seu coração gelar quando o rapaz encontrou o olhar com o dela, seria quase impossível no meio da multidão, mas aconteceu.

A jovem permaneceu a fita-lo, e o rapaz espreitou os olhos para enxerga-la melhor, até que a multidão gritou novamente chamando sua atenção. O Bosmer acabara de ser decapitado.

– Ethan Wodansberg! – Chamou Sirgurd, e o rapaz que Magnolia fitava, acabara sendo levado até o general. – Nord, vinte e cinco anos, culpado por desrespeito a nossa rainha. – Dessa vez niguém havia gritado, mas os cochichos não os deixaram em paz, exceto Magnolia que olhou para o céu, tendo acabado de escutar algo vindo de lá.

Não era a primeira vez que Magnolia escutava essa espécie de rugido. Um fraco rugido, semelhante a uma brisa forte, ou talvez um trovão distante. Mas dessa vez, tinha sido mais intenso. O rapaz prestes a morrer olhou para o céu juntamente a ela, Magnolia supôs que o mesmo também havia escutado.

– Como ousa?! – Sigurd gritou bem próximo do rosto do prisioneiro. E novamente o ruído vindo do céu era escutado, mas não só pelos dois, agora por toda a multidão que estava em Riften.

– Ouviu isso? – Perguntou Alfadur olhando para cima, assim como a multidão, que agora estava cochichando a mesma coisa.

– Deve ser só o vento... Matem esse verme logo! Ele desonrou nossa raça e não merece mais viver entre nós. – E o empurraram para o chão, fazendo-lhe deitar a cabeça na plataforma de madeira.

O carrasco não fez diferente dessa vez, ergueu o machado em encontro ao pescoço do rapaz. Magnolia conseguiu ver a feição chorosa do mesmo quando não tinha mais nenhuma chance de escapar. Ela sentia uma pontada estranha em seu coração, algo que nem mesmo ela conseguia explicar.

O povo estava sadio para ver o homem que desrespeitara sua querida rainha, mas a lâmina não chegou nem perto de decepar o prisioneiro. Um tremor fez com que o carrasco se desequilibrasse que acabara caindo no chão, mas não só o carrasco havia sentido, assim como toda a multidão que estava em Riften. Magnolia quase fora esmagada pelos dois homens gordos que estavam “cercando-a”. Não demorou muito para que o rugido fosse feito, vindo do templo de Mara, onde os sacerdotes haviam morrido esmagados pelos destroços do templo, e também pelas próprias garras de um dragão.

“Dragão! Fujam, dragão!” As pessoas gritavam apavoradas, algumas corriam, outras caíam e eram pisoteadas, mas já era tarde demais pra fugir, o dragão de escamas brancas já estava ali, e sem dificuldade alguma poderia muito bem matar todos os humanos de Riften.

A jovem simplesmente não conseguia acreditar no que via, a mesma não sabia se gritava de alegria ou chorava de um lado pro outro sem saber o que fazer. Sigurd fora embora com sua tropa Stormcloack, os cavalos já tinham fugido levando as carroças consigo, atropelando algumas pessoas pela frente. O rei Alfadur permanecia junto do prisioneiro dentro do círculo das barracas, enquanto outros dois prisioneiros foram ao encontro do rapaz que se safou da morte, ainda com as mãos amarradas, mas isso não os impedia de correr. Magnolia esbarrou nas pessoas ao encontro com o rei, quase caindo, mas finalmente saiu daquele sufoco, levantando o velho, mas seus olhos ainda procuravam pelo rapaz e os outros dois homens.

– Filok nol fin hokoron, Dovah! – O dragão pronunciava com sua voz tremendamente alta e grossa, e logo após abriu suas asas para circular Riften, simultaneamente soltando um ardido e alto rugido, o fogo que saía de sua boca acabava acertando alguns sujeitos que corriam desesperados.

Magnolia e o rei se entreolharam por segundos, ambos pensando na mesma coisa, como sair dali. Estavam encrencados e as chances de saírem vivos dali eram poucas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.