Double face
13 Cap. 13: Uma nova amiga
Notas iniciais
A garota finalmente acorda. Ela nos olha espantada. Rick achou melhor não mexermos com ela enquanto dormia. Disse para conversarmos primeiro.
− Mas... o... – Ela olha para a tomada e vê que ainda estava carregando. Põe uma mão sobre a boca e solta uma exclamação.
− O que… você… é? – Pergunto calmamente.
− Pera… eu posso explicar. – Ela fica alarmada.
− Explique logo. – Diz Rick.
− Pera… o que eu falo? Não revelar nada que vocês não descobriram ainda.
− Mas pode nos explicar pelo menos? O que a gente viu?
Ela senta, e encara seus joelhos. Faz um sinal positivo com a cabeça.
− Você é uma maquina certo? – Pergunto. Ela assente. – Então como você pode comer e até sangrar?
− Sou avançada… aposto que vocês nem imaginavam ser possível tudo isso. Tenho umas espécies de bolsas acopladas sob a pele. Nelas há um liquido que faria uma pessoa comum achar que é sangue. E também há um armazenamento dentro de mim. Sou muito parecida com um ser humano. Iria ser feita para ser recarregada cum a luz do sol. Mas, aí eu não poderia ter cabelo.
− Por que você está no lugar dela?
− Da Amanda? É meu trabalho. Fui comprada pelo Sr. Senchill para substituir sua filha morta…
− ELA NÃO MORREU! – Explodo. Fico incrivelmente irado, bato forte na mesa.
− Morreu sim. – Diz a estranha, calmamente. – Ela foi raptada e morta. Mas ninguém, a não ser seu pai…
− Ele não é o pai dela! Ela ainda está viva! E não foi raptada! – Digo – Ele é um imbecil que mandou a filha de criação para um criogênico!
− Nossa… como sabe disso? – Ela e Rick me encaram. Não, eu não havia contado pra ninguém.
− Nos encontramos no limbo. – Digo baixinho.
− O que? – Rick não entende.
− Nos encontramos. No céu, paraíso ou sei lá o que. – Começo a chorar. – Só queria… viver em paz… com ela e…
− Olha… eu não sabia de nada disso. – Disse a robô. – Não sou ruim, apesar de ser uma maquina, tenho sentimentos. Eu posso ajuda-los. O Sr. Senchill nunca saberá. Mas… você sabe onde ela se encontra?
− Nos Estados Unidos. Não sei a localização certa.
− Vou pesquisar. Tenho internet no cérebro, é muito louco. – Ela ri. – Olha, eu sinto muito mesmo. Mas… tem que ter uma condição. Não irei ajudar de graça. Vou pensar no que quero. Ok?
− Não temos outra escolha Lipe… − Diz Rick.
− Pode ser. Mas só é valida se ela voltar ilesa.
Rick levanta. Espalma as mãos e abre um sorriso.
− Então… o que estão esperando para fazermos as malas? Se é para salva-la que seja agora antes que a coragem suma. Vamos seus preguiçosos!
Fico em pé. A robô também.
− vamos de avião?
− não. Seria fácil para o pa… Leandro nos achar. Vamos voando só se for particular.
− Não temos grana!
A maquina ao meu lado se vira pra mim e sorri.
− Deixem comigo. Sou mestre em cometer crimes. – ela esfrega as mãos com cara de malvada.
− Crimes? Ficou maluca? – Ela só pode estar brincando.
− Confie em mim. Sou sua amiga agora… e você quer salvar sua namorada ou não? – Ela me encara.
Não penso duas vezes. Podemos fugir depois. Que se dane a polícia, que se dane o pai dela, que o mundo inteiro se foda!
− Quero. Vamos violar leis.
Juntemos as mãos uma em cima da outra e depois erguemos comemorando. Começa hoje uma aventura incrível, e uma equipe. Uma equipe de amigos.
Demora uma hora. Mas enfim, nos encontramos num ponto de ônibus – local definido por nós – para ninguém desconfiar. Sim eu fugi de casa, a falsa Amanda também.
− Vamos sair da cidade. Isso primeiro. O resto, pensamos depois. – Diz “Amanda”.
− Vamos nos esconder aonde? Com o que vamos? – Pergunto. Minha mochila é pesada. Se formos a pé não aguentarei muito.
− Poderíamos roubar um carro. – Sugere Rick – Ou pegamos um ônibus?
− Um ônibus. – A falsa e eu dizemos junto.
− Escuta ô loira… Eu não vou te chamar de Amanda, qual seu nome?
− Não tenho um nome… Pode me dar um se preferir.
− Vou te chamar de Mandy ok? Quando vier algum mais criativo eu falo a você.
− Gente… − com voz de urgência, Rick acaba interrompendo – Acho que temos companhia.
Olhemos para trás e vemos dez homens todos vestidos de preto segurando armas de choque ou bastões nas mãos.
− Quem são? – Cochicho para Mandy.
− Não faço ideia, mas acho que eles não são nossos amigos.
Eles correm em nossa direção brandindo os bastões. Estamos desarmados, como iremos sair dessa? Mas, porém, temos uma vantagem. Temos um robô do nosso lado. E não é só isso. Rick fez sete anos de artes marciais… Eu é que vou me ferrar, ou talvez… Pego uma barra de ferro que estava próxima ao ponto de ônibus.
− Podem vir negada! Vem que é hoje que desconto minha fúria.
Mas do nada surgem mais vinte pessoas armadas e encapuzadas atrás de nós. Não há como vencer… Trinta contra três? Impossível. Mas não caio sem levar alguém comigo.
Mandy nos reúne para bolarmos um bom plano em segundos.
− Não tenho ideias… dez pra cada ok?
Sem opções assentimos.
Mandy fica cum os dez da frente. E eu e Rick com os vinte de traz. Esqueço-os e deixo os lutar. Tenho que me concentrar na minha própria batalha.
Dois se aproximam de mim, eles vinham na frente. Um estava com arma de choque e o outro com um taco de beisebol.
Atinjo a arma de choque, o que faz com que ela voe. E dou o ferro na cara do homem agora desarmado. O golpe foi tão forte que quebro o nariz dele e abro um corte enorme em seu rosto. Felizmente, ele não é idiota e sai de cena. Tento arrancar o taco do outro, mas ele já está prevenido. Me atinge em uma orelha, sinto sangue escorrer pelo meu pescoço. Dou o ferro em sua perna, ele cai, depois o enterro em seu braço direito. Ele solta o taco e engatinha para fora da luta.
Vem vindo mais, no primeiro atiro o taco de beisebol no meio de suas pernas – Essa doeu – Ele cai no chão. O próximo tenta me atacar no rosto, ele baixa a guarda e dou lhe uma pancada na barriga, ele perde a concentração, então atinjo muito forte em seu pescoço, ele grita de angustia. Não preciso mais me preocupar com este.
Sinto uma apunhalada nas costas, caio no chão. Mas rapidamente derrubo-o batendo em suas pernas e depois o chuto-o. Cinco já eram.
Dessa vez os cinco restantes caem matando – literalmente – em cima de mim. Atinjo dois na cara, um na perna. E os outros eu não consigo. Estou perdendo os sentidos, consigo me livrar de um, mas caio no chão. Perco minha arma e recebo vários choques até ficar inconsciente e apagar.
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