Notas iniciais
Finalmente, um novo capítulo... =)
Espero que gostem!

Tudo o que Finn queria era colocar seus braços em volta de Rachel, colar seu corpo no dela, e transformar aquele singelo toque de lábios em um beijo de verdade, de tirar o fôlego. Apesar de ter saído da casa dela havia pouco tempo, sentira falta de seu sorriso, de seu olhar, de sua voz, de seu cheiro, da maciez da sua pele, do gosto da sua intimidade, do calor e conforto do seu interior, e queria poder ter um pouco de tudo isso outra vez. Sentira falta até mesmo daqueles lábios molhados, que tinham estado juntos dos seus por tão pouco tempo, e daria praticamente tudo para conhecer melhor aquela boca, que prometia tanta doçura.

No entanto, estava confuso demais para fazer isso. Afinal, não tinha ideia do que significavam as palavras dela e sua atitude de beijá-lo de repente, quando fora justamente por repelir um beijo dele, que ela o levara a tomar uma decisão e sair de sua casa. Havia coisas que eram mais importantes para ele, agora, do que todas as coisas em Rachel de que sentia saudades. A sua dignidade, o seu brio, a sua liberdade de ação, os seus sentimentos não correspondidos estavam em primeiro lugar, e ele não iria cair no jogo dela e retomar o papel de submisso, se era isso o que ela estava pretendendo conseguir.

"O que isso quer dizer, Rachel?" Perguntou, após afastá-la com delicadeza. "O que você quer dizer com não conseguir aceitar? E o que você pretende, me beijando assim?"

"Quer dizer que eu não vim até aqui só pra dizer que você precisa continuar trabalhando na minha empresa. Quer dizer que, na verdade, eu vim aqui muito mais pra te dizer que eu preciso de você na minha vida, Finn!" Aproximou-se, tocando os braços dele, mas ele se esquivou novamente. "Eu não preciso do quarto de hóspedes vago, de um novo submisso... eu preciso de VOCÊ!"

"Rachel, eu te disse! Eu deixei muito claro que eu não vou voltar." Suspirou, passando a mão nervosamente pela nuca. "Eu continuo querendo você, como eu nunca quis ninguém antes, mas eu..."

"Me quer inteira, eu sei!" Interrompeu. "Você me quer inteira e não só uma parte de mim." Ela finalmente conseguiu acariciar os braços dele, sem que ele saísse do lugar. "Eu te beijei, não beijei? Eu to aqui, te pedindo... quase te implorando. Eu to absolutamente APAVORADA, porque tudo que sempre me protegeu de sofrer na vida foi controlar as coisas e as pessoas, mas eu to disposta a tentar ter uma relação diferente com você."

"Uma relação diferente?" Questionou, ainda desconfiado, sem olhar nos olhos dela, porque aqueles olhos tinham poder demais sobre ele, o que ela percebeu.

"Olha pra mim, Finn." Pediu, e ele, então, arriscou. "Eu sei que você não voltaria como meu sub. Eu vim até aqui, sabendo disso. Dessa vez, é você quem tá dando as cartas. Foi você quem deixou claro que é do seu jeito ou de nenhum." Respirou fundo. "Se eu não aceitar ter um relacionamento de verdade com você, eu não vou ter você de nenhum modo, não é?"

Finn jamais tinha visto ou pensado em ver Rachel daquele jeito! A respiração dela estava pesada, a voz fraca, as mãos suadas e frias, o olhar triste. Ela estava realmente vulnerável, parecia até um pouco perdida. Quis abraçá-la, protegê-la, mas ainda precisava confirmar se o que estava entendendo correspondia de fato à proposta que ela tinha para os dois.

"Tem que ser assim, Rach. Ser um submisso é muito pouco pra mim. É muito pouco, considerando o que eu sinto." Ele pegou as mãos dela, que ainda seguravam seus braços e entrelaçou seus dedos, ao mesmo tempo em que olhava mais diretamente nos olhos dela. "Eu preciso de mais do que sexo e um quarto pra mim na sua casa. Eu não me importo de ser seu e de fazer grande parte das suas vontades, entre quatro paredes, contanto que eu também possa te considerar minha, e possa ser espontâneo com você."

"Eu to aqui, não é?" Afirmou, acariciando as costas das mãos dele com os polegares. "Mesmo com medo de toda essa coisa desconhecida de relacionamento, eu to aqui, te dizendo que eu to disposta a tentar, não to?" Sorriu, timidamente.

"Isso quer dizer que, se eu voltar, a gente vai poder conversar e se conhecer melhor? Quer dizer que eu vou poder te chamar pelo nome e ter a sua companhia fora do quarto secreto?" Foi perguntando, hesitante, enquanto ela assentia positivamente, e o sorriso tímido dela ia dando lugar a um mais largo. "Quer dizer que eu vou poder te fazer carinho e... beijar você?" Terminou o interrogatório e seu rosto também se iluminou com um sorriso lindo, quando ela balançou afirmativamente a cabeça, mais uma vez, soltando uma risadinha gostosa.

"Você pode me beijar, bebê. Vai poder me beijar, sempre que você quiser." Afirmou, sentindo o coração disparar dentro do peito, quando ele largou suas mãos, para segurar com as dele o seu rosto.

"Isso é tudo que eu mais quero, minha linda." Afirmou, já com o rosto bem próximo ao dela e a respiração ofegante, em razão da emoção que tomava conta dele e se traduzia em reações corporais. Então grudou seus lábios nos dela e deu início a um delicioso beijo, cuja intensidade denotava o quanto ele tinha sido desejado, mas que era composto de movimentos lentos, e não apressados, apesar de toda a espera.

Talvez justamente em razão de tanta espera, era um beijo do qual eles queriam tirar o máximo proveito, que eles queriam fazer durar o maior tempo possível e também gravar na memória para sempre. Somente depois que já tinham se separado para respirar, e iniciado um segundo, um terceiro, um quarto beijo, os lábios e a língua começaram a agir com mais urgência, e as mãos dele, que ainda seguravam o rosto dela com delicadeza, bem como as dela, que se agarravam à camiseta dele, como se ela quisesse evitar que ele fugisse, resolveram se movimentar.

Ela se pendurou no pescoço dele, e ele envolveu a cintura dela com os dois braços, aumentando o contato entre seus corpos. Depois, querendo mais, ainda sem desgrudar suas bocas a empurrou em direção a uma parede onde a encostou, apertando o corpo contra o dela. Parou, então, de beijar sua boca para atacar seu pescoço, os ombros, o colo, o pescoço de novo, o queixo, e outra vez a boca, na qual já se considerava viciado. Ela gemia e chamava o nome dele, nunca antes tão gostosamente pronunciado, fosse por ela mesma ou por qualquer outra pessoa. Apertava os ombros dele e esfregava uma das pernas dele com uma das suas, maldizendo mentalmente a calça jeans que estava usando.

Ele foi novamente deixando o beijo lento, até parar e, ofegante, acariciar os cabelos dela, colocando uma mecha teimosa atrás da orelha, enquanto seus lábios se desenhavam em um sorriso torto, que era uma de suas marcas registradas e que fazia covinhas lindas aparecerem em seu rosto. Sem pensar, ela o puxou para baixo e beijou o lugar onde os "buraquinhos" ficavam nas bochechas dele, repetidas vezes, fazendo com que ele desse uma gargalhada gostosa, enquanto a pegava no colo, como se fosse uma noiva, e caminhava para o quarto com ela em seus braços.

Parando próximo à cama, ele a colocou no chão e os dois voltaram a se beijar com calma. Finn puxou a camiseta de seda que Rachel usava para cima e ela levantou os braços, para que ele se livrasse da peça, enquanto encarava seus seios com tanta admiração no olhar, que seria possível a um desavisado jurar que ele nunca os tinha visto antes. Durante mais um beijo, ele apertou a bunda da morena e, incomodado com o grosso jeans que a cobria, agachou na frente dela, para descartar também a calça.

Enquanto ele abria o zíper e os dois puxavam, juntos, a peça de roupa para baixo, ela descia dos saltos e chutava os sapatos para trás. Enquanto ele se deliciava, passando os lábios e o nariz pelas coxas da garota, ela fazia com a blusa dele o mesmo que ele tinha feito à dela, deixando-o apenas com a samba canção de seda azul, que estranhamente combinava com o único item ainda cobrindo alguma coisa em seu próprio corpo.

Ele se ergueu de onde estava, deslizando as duas mãos pelo corpo dela, das pernas passando pelo quadril e pelo abdômen, e chegando aos seios. Tocou os dois pequenos montes com leveza, enquanto beijava o espaço entre eles, e ela fazia carinho em seus cabelos e suspirava, de olhos fechados. Depois beijou os dois, experimentou o sabor com seus lábios e com sua língua, sugou e mordiscou, provocando arrepios em todo o corpo dela.

Finalmente, ele a guiou até a cama, e ela se ajeitou, espalhando os cabelos por todo o travesseiro, enquanto ele se ajoelhava ao lado dela e tirava, devagar, sua calcinha de renda, dando beijos quase sutis demais em toda a sua perna até chegar aos pés. Depois vieram beijos bem menos discretos dos pés até a virilha, que fizeram com que Rachel sentisse o latejar entre suas pernas, já presente havia algum tempo, aumentar drasticamente.

"Por favor, bebê." Ela implorou, quase chorosa, quando percebeu a língua dele deixando a lateral de sua intimidade e os lábios encostando em seu abdômen, próximo ao umbigo.

"Por favor o que?" Perguntou, afastando os lábios da pele dela apenas o suficiente para fazê-lo, e voltando a beijar seu ventre.

"Me toca... me chupa, qualquer coisa." Respondeu, ofegante.

"Não." Falou, sério, levantando a cabeça e encarando-a, com um sorriso malicioso nos lábios. "Eu vou te tocar quando EU quiser. Vou te lamber e te chupar, quando EU quiser." Deslizou o nariz pela barriga dela, se embriagando em seu perfume e mergulhou a língua em seu umbigo, recebendo um gemido alto em resposta. "Você é minha." Acrescentou, satisfeito, escorregando o corpo, para ficar por cima dela, e puxando seu lábio inferior com os dele.

Apoiando-se em um dos cotovelos, colocou uma das mãos entre seus corpos, finalmente tocando o sexo dela, que dobrou uma das pernas, para lhe dar maior acesso. Deslizou, com facilidade, dois dedos por entre os lábios e, então, para dentro dela, enquanto o polegar desenhava círculos sobre o clitóris.

"Ah, Deus, Finn! Ah, bebeeee!"

"Que delícia, Rach!" Falou, encarando o rosto dela, que era a tradução perfeita do prazer. Não sabia se o que lhe dava mais tesão era a voz dela, quase cantando seu "apelido", a língua dela, umedecendo os próprios lábios, as unhas dela cravadas em suas costas ou a molhada e quente excitação da garota em volta de seus dedos. "Minha Rachel, tão pronta pra mim! Tão minha!"

"Sua." Ela assentiu, enquanto movia os quadris, aumentando a fricção com os dedos dele. "Sua, Finn! Sua." Repetiu, enlouquecendo-o de vez.

Então, ele escorregou os dedos para fora dela e tirou a cueca, rapidamente. Deitou-se sobre ela e, encarando o rosto exoticamente lindo que ele tanto amava, penetrou-a devagar e fundo, repetidas vezes. Não demorou muito para que encontrassem um ritmo e uma posição perfeitas, e o prazer foi crescendo, e crescendo, até explodir e deixá-los como dois bobos, sorrindo lado a lado, na cama, enquanto esperavam os corações desacelerarem e os pulmões se recuperarem de seus esforços.

"Linda!" Ele foi o primeiro a se virar na direção dela e se apoiar em um dos cotovelos, fazendo carinho em seu rosto."Minha linda. Minha Rach. Meu bebê." Falou, dando um beijo no pescoço dela a cada pausa.

"Isso é estranho." Riu. "Mas, estranhamente, não é ruim." Declarou, mais séria.

"Não é ruim?" Reclamou, fazendo careta.

"É bom, Finn. É gostoso te ouvir falar assim, na verdade. Eu só tenho que me acostumar com tudo que isso significa." Explicou, ficando também sobre um dos braços.

"Isso significa, senhorita..." Fingiu solenidade, enquanto enrolava um pedaço de cabelo dela nos dedos. "...que eu vou te fazer muito feliz, e cuidar de você. Eu cuido muito bem do que é meu, sabia?" Brincou.

"Você é demais, sabia?" Perguntou e o empurrou para o próprio travesseiro, dando início a uma nova bateria de beijos na boca, que em seguida desceram para o pescoço, peitoral, abdômen, quadril e coxas.

Rachel, no entanto, estava menos controlada do que Finn, e não conseguiu provocá-lo por muito tempo. Logo colocou a boca exatamente onde ele a queria, roçando primeiro a ponta de seu membro com os lábios, depois passando a língua por toda a sua extensão, até finalmente sugá-lo, enquanto ele agarrava os seus cabelos e investia contra ela, até gozar emitindo um som gutural.

Ele retribuiu o maravilhoso sexo oral, meia hora mais tarde, na cozinha, depois que ela, vestida apenas com a camiseta dele, escolheu sentar-se no balcão ao invés de usar um dos bancos como ele, para comer sorvete de morango com nutella. Era claro que, com ela balançando as pernas longas e bronzeadas bem na frente dele, o sorvete e o doce de chocolate iriam acabar parando no corpo dela, e servindo de pretexto para que a brincadeira começasse.

Depois de voltar para o quarto, conforme Rachel prometera, passaram um tempo conversando. Ele contou praticamente tudo sobre a vida dele, e ela todas as coisas que estava preparada para contar. Havia alguns aspectos delicados de sua vida que quase ninguém conhecia e que ela nem tinha certeza se Finn realmente precisaria conhecer um dia. Não se sentia culpada por omitir algumas coisas, enquanto ele parecia tão aberto, porque eram coisas que, se ela pudesse, apagaria até da própria memória.

Transaram mais uma vez, após um tempo, e estavam novamente conversando, abraçados e trocando carinhos, quando Finn a pegou de surpresa, após um beijo mais longo.

"Eu sou louco por você, sabia?" Disse, sorridente, e ela espelhou seu riso. "Eu te amo, Rachel Berry." Declarou, sem medo.

"Ama?" Ela se mexeu, desconfortável, na cama, e seu sorriso desapareceu, imediatamente.

"O que foi, meu amor?" Perguntou, sentando-se, como ela tinha feito. "O que acon-?"

"Você disse que me ama, Finn." Interrompeu, nervosa.

"Porque eu amo, Rach. É verdade... eu te amo." Assegurou.

"Mas..." Respirou fundo, tentando não entrar em pânico. "Não diz mais isso, bebê... por favor."

"E por que não?"

"Porque eu não sei se sou capaz de te amar de volta. Eu não sei se sou capaz de AMAR, Finn."

"Ei." Ele segurou o rosto dela entre as mãos e a fez encará-lo, rindo. "Você vem até aqui, me pede pra ficar com você... me deixa te chamar pelo seu nome, dizer que você é minha, fazer amor com você, na minha cama, e honestamente acha que não me ama?" Questionou, franzindo a testa, e ela o olhou, confusa. "Você não precisa dizer de volta... AINDA. Mas eu sei que me ama e é isso que importa." Sorriu torto, largando seu rosto.

"Quem é esse cara confiante pra caramba que tá aqui na minha frente e o que ele fez com o meu Finn?" Ela perguntou, relaxando, e ele gargalhou.

"Foi você quem acabou fazendo esse meu lado aparecer, meu amor." Declarou, deitando abraçado a ela de novo. "Eu também não fazia ideia de que eu podia ser assim." Comentou, honesto.

Rachel ficou pensando em silêncio na ironia que era ele ter se tornado seguro e ela ter se transformado em uma mocinha frágil na presença dele. E, ao pensar melhor, percebeu ainda que a ironia ia muito além!

Afinal, as coisas tinham mudado de uma maneira totalmente descontrolada e, ainda assim, ela nunca estivera tão feliz em toda a sua vida!

Notas finais
Reviews talvez ajudem o próximo cap a sair mais rápido!
Não gosto de falar esse tipo de coisa porque parece chantagem, mas a verdade é que pouco comentário faz, sim, a gente desanimar e não ter vontade de escrever. =/
Até a próxima! Beijos a todos! =D