Dos Tons Pastel Ao Vermelho
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês! Espero que gostem e que me deixem suas opiniões.
Beijãooo!
(relevem erros, pois não estou com paciência pra revisar...)
"Desculpe, senhor." Pediu Sam Evans, logo depois de desligar o celular. "Eu não deveria atender, enquanto estou dirigindo, mas era minha ex-mulher e, quando ela me liga, eu sempre fico preocupado, pensando que pode ter acontecido alguma coisa com as crianças."
"Não me ch-chama de senhor, não, Sam. Você deve ser po-pouca coisa mais novo que eu." Respondeu Finn, do banco de trás do carro.
"É uma questão de respeito, senhor."
"Mas você não trabalha pra mim, então não ve-vejo razão."
"Bom... pensando assim. Tudo bem... Finn." Sam sorriu, simpático.
"Melhor a-assim." Hudson retribuiu o sorriso. "Então... cri-a-anças?"
"Sim, sim... meus filhos." A empolgação do rapaz aumentou consideravelmente. "Jake e Grace... eu queria Neytiri, mas perdi essa briga." Ele riu e, olhando no espelho retrovisor, percebeu a expressão confusa de seu interlocutor. "Avatar?"
"Huuum? O f-filme?"
"Isso! Meu filme favorito de todos os tempos! Neytiri é o nome da garota Na'vi que salva o Jake... o carinha que tá usando o avatar." Viu que Finn balançou a cabeça, acompanhando o raciocínio. "Mas, enfim... minha ex não aceitou mesmo." Deu de ombros.
"Você casou e f-foi pai cedo!"
"Nós tivemos o Jake quando ainda estávamos na escola. A gente brigava muito, quase terminou porque ela queria dá-lo pra adoção. Mas depois a gente se entendeu... casou, quando ele tinha três anos... e, pouco mais de um ano depois, veio a Grace. A gente queria um segundo filho, achava que ia ficar junto pra sempre, mas quando a gente começou tudo de novo... fraldas, mamadeiras, choro no meio da noite... as brigas começaram."
"Eu nem po-posso imaginar." Lamentou Finn.
"Agora, ela só grita comigo, como você deve ter reparado. Nada do que eu faço tá certo ou é suficiente! Eu hoje me entendo melhor com o novo marido dela do que com ela, acredita? Eu deixo até ele mandar em mim." Riu. "Ele é meu chefe." Acrescentou, vendo que tinha deixado o outro rapaz confuso mais uma vez, e Finn ficou aliviado por não se tratar de nenhuma perversão entre o segurança de Rachel e o homem que vivia com sua ex.
Logo depois da breve conversa entre os dois rapazes, o motorista estacionou o carro na garagem subterrânea do prédio de luxo em que Finn estivera com Rachel naquela mesma tarde, e a calma que Finn estava conseguindo manter até então, se distraindo com a briga de Sam com a ex-mulher e depois com as explicações do jovem, se foi instantaneamente. Ele sentiu o suor frio em suas mãos e as esfregou na calça repetidamente, respirando fundo para tentar controlar o ritmo dos batimentos de seu coração, mas a ansiedade para ver a Srta. Berry e, principalmente, para saber que tipo de jogo ela faria com ele dessa vez o faziam tremer por dentro.
Sam e Finn entraram no elevador e foram em silêncio até o andar do apartamento de Rachel, onde foram recebidos por uma jovem loira, que informou ao Sr. Hudson que a Srta. Berry o estava aguardando na mesma sala em que haviam conversado naquela tarde. Após ter confirmado as direções que o levariam a Rachel, ele se despediu dos dois jovens loiros e seguiu pelo corredor, respirando bem fundo e ajeitando a postura antes de finalmente adentrar o cômodo, que dessa vez estava bem iluminado.
Por mais que Finn soubesse desde aquela tarde que a Srta. Toda-Poderosa-CEO Rachel Barbra Berry tinha uma vida secreta, que envolvia a prática de jogos sexuais, ele não havia se preparado o suficiente para a imagem que viu naquele momento. Aquela Rachel seria descrita por muitos homens como uma espécie de deusa contemporânea, e talvez se parecesse com uma prostituta de luxo, mas Finn não tinha tanta certeza, pois nunca estivera realmente com uma. Para ele, no entanto, a metáfora perfeita era a de uma criatura selvagem, de uma felina no cio, usando suas melhores armas para atrair o parceiro, marcando território.
A Rachel que ele via, deitada em uma poltrona, com as pernas para o alto e cruzadas, balançando sem parar uma delas, e chamando a atenção para o sapato de salto indecentemente alto que estava calçando, e para as pernas incrivelmente longas para alguém do seu tamanho, era a Rachel em seu habitat natural, a fêmea, a caçadora, enquanto a CEO da empresa, por mais que estivesse também no comando, de certa forma era um animal em cativeiro, preso a convenções sociais, enjaulado naquele mundo ainda tão machista, que ela teve que criar personagens para usar em diferentes situações.
"Boa noite, Finn." Ela disse, depois de perceber que ele estava ali há algum tempo e não tomava a atitude de dizer nada, e, com isso, interrompeu as avaliações dele, pelo menos por hora.
"O-oi." Ele disse, tenso.
"Serve um uísque pra você." Ela mandou.
"Eu n-não tenho o ha-hábito de beber, Srta. Berry."
"É só uma bebida, Finn. Não vai te matar e eu quero companhia." Disse, sempre observando seu próprio copo e mexendo no gelo dentro dele, sem olhar na direção de Finn.
Ele colocou muito gelo e apenas uma dose mínima da bebida no copo e ocupou uma poltrona perto da dela, tomando alguns goles em silêncio. Não sabia o que dizer e nem queria olhar fixamente, descaradamente, mas seus olhos procuravam por ela, insistentemente, impulsivamente, e, quanto mais ele a observava, mais se sentia atraído por ela e mais se surpreendia com o seu poder de mudança, e de ficar sempre tão linda, em qualquer um dos papéis.
Não era qualquer mulher que poderia ir das roupas de corte elegante e em tons pastéis que usava no escritório, ao vestido muito justo, muito curto, muito decotado e muito, muito vermelho que quase não a cobria agora, em um único dia. Não era qualquer mulher que ficaria fantástica com os cabelos presos em um coque discreto ou com cachos caindo por sobre seus ombros quase nus. E certamente, só Rachel, entre todas as mulheres que ele conhecia, tinha despertado o seu desejo quando quase tudo estava escondido, e conseguia deixá-lo ainda mais interessado, ainda mais desesperado e cheio de pensamentos primitivos, animalescos, a medida que ia se mostrando.
Rachel terminou o drinque e caminhou até o bar, deixando o copo no balcão, mas tirou dele uma pedra de gelo e começou a puxar, enquanto seguia na direção de Finn, com os olhos grudados nele, claramente provocando-o. Sem saber de onde tirava coragem para isso, Finn encarou-a, deixou o próprio copo em uma mesa de canto e ficou de pé, quando ela estava a apenas alguns centímetros de distância.
"Você tá..." Ele engoliu seco.
"Gostosa?" Ela questionou. "Fala, Finn. Eu quero ouvir você dizer que estou gostosa."
"Muito." Disse, em um suspiro só. "M-muito gos-tosa." Ele se aproximou mais e ousou colocar as mãos na cintura dela, que delicadamente o afastou.
"Pena que eu não posso dizer o mesmo de você com essas roupas." Fez uma careta. "Elas escondem muito! Maaaaas... a gente vai mudar isso, já já." Disse, pegando a mão dele e puxando-o na direção do quarto que eles tinham usado no meio da tarde, depois de torná-lo visível.
Dentro do quarto, ela tirou o colete dele, depois abriu os botões da camisa, e deixou que ele a retirasse, mas não tocou nele nenhuma vez e nem deixou que ele a tocasse. Os dois se olhavam intensamente e podiam ver o desejo crescente se manifestando no outro, nas pupilas dilatadas, na respiração ofegante, nos pelos arrepiados. A tensão sexual era enorme, mesmo o contato sendo nenhum, o que para ambos era uma novidade assustadora e, ao mesmo tempo, absurdamente atraente.
"Agora, sim... muito gostoso!" Ela disse, se afastando. "Você pode relaxar enquanto eu coloco uma música. Pode tirar os sapatos, se achar que vai ficar mais a vontade, mas pra mim tanto faz. E pode sentar no sofá ou deitar na cama... tanto faz também. Onde você achar que fica melhor pra me ver..." Se virou e procurou pelo olhar dele. "... DANÇAR pra você."
"Ok." Ele engoliu seco, se livrando rápido de sapatos e meias. Escolheu a cama, pois achou que se sentiria melhor nela.
"Dessa vez, eu vou deixar você olhar, é claro." Ela disse, se aproximando do poste de pole dance. "E não vou amarrar suas mãos, por enquanto, mas posso fazer isso, se você não se controlar, ok?"
"Co-co-como assim?"
"Você não pode usar as suas mãos, Finn. Você vai SÓ me olhar... sem me tocar e sem SE tocar, ok?" Ele balançou a cabeça positivamente, apesar de já estar achando aquela tarefa extremamente difícil.
Ela sorriu e começou a se movimentar em volta do poste, despretensiosamente no início, até porque o ritmo da música era lento. Mesmo assim, já era uma visão deliciosa aquele corpo perfeito embrulhado em cor de laço de fita no Natal, esperando para ser desfeito. Os movimentos começaram a ficar mais ágeis, com jogadas de cabelo, agachamentos com as costas coladas ao poste, pernas se abrindo e fazendo o vestido subir ainda mais, pernas e braços escalando o poste, o corpo rodando em volta dele, com leveza. Rachel fechava os olhos e se deixava levar pela música, alisava o mastro, alisava as próprias pernas, os quadris, o colo, ia roçando o corpo no poste, rebolava, passando as mãos pelos cabelos.
Se não houvesse uma regra e Finn não quisesse muito agradar a dominadora mulher a sua frente, ele certamente já estaria com a mão dentro das calças, dando um jeito na já plena ereção de seu membro. Se ele não estivesse curioso para saber até onde iam os jogos de sedução de Rachel ou não se importasse que ela ficasse irritada e talvez não quisesse vê-lo de novo, ele já teria ido até ela e trazido a garota para a cama, para fazer sexo com ela novamente, e dessa vez do jeito dele.
Finn podia ser tímido e não ter muitas experiências, principalmente com jogos, sobre o que, aliás, estava realmente disposto a aprender, mas era homem e já tinha tido namorada. Não era nenhum virgem que não soubesse tocar e dar prazer a uma mulher! Dentro dele, também havia uma fera que a vida tinha se encarregado de reprimir e aquela poderia ser uma oportunidade para lidar com ela, tirá-la de sua caverna, mesmo que ele ainda não soubesse exatamente como.
Na medida em que a música ficava mais agitada, o mesmo acontecia com Rachel, que voltara a abrir os olhos e observava Finn se movimentar nervosamente na cama, mexer nos cabelos, ajeitar os óculos, ocupar as mãos para não fazer o que ela havia proibido que ele fizesse. Encarou o rapaz e agachou, devagar, abrindo as pernas e mostrando a calcinha de renda, tão vermelha quanto o vestido e os sapatos de salto.
Foi subindo o corpo, encostado ao poste metálico, ao mesmo tempo em que deslizada as mãos pelas coxas, do joelho até a barra do vestido, empurrando o mesmo ainda mais pra cima. Rodou em volta da barra de novo e desceu agora de frente para ela, esfregando o corpo no metal frio muito lentamente, deixando que ele pressionasse a sua intimidade, e gemendo alto, sem tirar os olhos de Finn.
Com a mesma sensualidade, olhar provocante e jeito dominador, Rachel caminhou até uma cômoda que ficava em frente a cama e subiu nela, sentando-se de pernas cruzadas e apoiando as mãos um pouco atrás do corpo. Sorriu orgulhosa para Finn, que não conseguiu retribuir o sorriso, mas apenas soltou um suspiro, secando o suor da testa e passando as mãos pela calça.
"Você me quer, Finn?" Perguntou, manhosa.
"Você..." Secou a garganta, porque a palavra quase não saiu. "Você não te-tem ideia!"
"O que você quer fazer comigo, hum?"
"Tudo!" Respondeu, sem titubear, sincero.
"Tudo?" Deu uma risadinha. "Ambicioso você! Eu gosto disso. Mas não, Finn! Não tudo... não hoje. Você tem que escolher uma coisa... uma só coisa pra fazer comigo. O que vai ser?"
"Hum... te tocar?" Perguntou, confuso.
"Bom, você pode me tocar, é claro. Se for essa a sua escolha. Mas, como você é novo nisso, me deixa te explicar direitinho, gostoso." Ele assentiu, atento. "Vai ser uma coisa só e eu não vou fazer absolutamente nada, só você vai. Se você me tocar... e me der prazer assim, pra mim, tá perfeito, mas... eu não vou te tocar, e você não vai poder se tocar enquanto eu estiver aqui e... bom, imagino que isso possa ser um pouco frustrante pra você, por isso talvez seja bom você aproveitar pra escolher outra coisa, já que, dessa vez, eu to te dando escolha... e não vai ser sempre assim."
"E-então, se eu q-quero transar com você, eu tenho que escolher transar e..."
"...e vir até aqui, de uma vez, e colocar essa coisa grande e gostosa com força dentro de mim, e me fazer gritar seu nome, Finn." Ela descruzou as pernas e as abriu um pouco. "Você não quer que eu grite o seu nome, hum?" Questionou, mordendo os lábios.
Ele levantou rápido como um foguete, abrindo o cinto e a calça com destreza, e caminhando até ela, ao mesmo tempo, enquanto ela abria a primeira gaveta da cômoda, pegava uma camisinha e tirava a calcinha, abrindo mais um pouco as pernas, para que ele ficasse entre elas. Com surpreendente atitude, ele tomou o preservativo da mão dela, e o esticou por meu membro, que não tinha se desanimado nem mesmo com a pausa inesperada para explicações feita no meio da brincadeira dos dois. Puxando o quadril dela com uma das mãos, ele usou a outra para levar o pênis à entrada dela, deslizando para dentro da garota com facilidade, sentindo que a excitação dela também era intensa.
Os dois movimentaram os quadris com força e rapidez, e ele teve que unir todas as forças que sequer sabia ter, para conseguir não segurar os seios dela em suas mãos, não avançar a boca na direção de seus lábios, não falar o nome dela, que era proibido mesmo nesses momentos aparentemente tão íntimos. Ela mesma também teve que se segurar, muito mais do que em qualquer momento de sua vida de que pudesse se lembrar, para não pedir o toque dele, os beijos, e outras coisas que estavam fora do combinado, apesar de continuar achando o jogo todo muito excitante, e de ter tido rapidamente a certeza de que ele também o estava aproveitando, já que não demorou nem um pouco para ele gozar, logo depois que ela gritou o nome dele, como prometido.
Depois que os dois recuperaram o fôlego e ele saiu de dentro dela, ela vestiu a calcinha e desceu da cômoda, dando-lhe um sorriso malicioso, que foi correspondido por outro repleto de satisfação, enquanto ele ajeitava a própria roupa.
"Você pode dormir aqui, se quiser. Eu sei que você mora longe, e pode ser que você prefira relaxar, de uma vez. O quarto de hóspedes está preparado pra você e a Brittany tem ordens para te servir um jantar... ou um lanche... o que você preferir." Ele olhava para ela, apenas pensando em como ela podia ser tão impessoal de uma hora para outra, apesar de simpática e educada. Afinal, eles tinham acabado de transar! "E amanhã, o Sam pode te levar até a sua casa, pra você trocar de roupa, de manhã. Ou, se você não quiser ficar, ele também pode te levar agora... não tem problema." Sorriu e ele apenas balançou a cabeça, porque ainda não sabia se queria ficar ou ir. Tudo era tão louco! "Amanhã eu te vejo aqui na mesma hora?" Ela questionou, mordendo o lábio, esperançosa de que ele dissesse sim, mas tentando não demonstrar muita ansiedade.
"Claro. Ama-manhã... na mesma hora." Ele respondeu. E foi o suficiente para que ela sumisse, deixando-o sozinho com seus inúmeros pensamentos, das mais variadas tonalidades.
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