Dororo

2 O pacto parte ii


Notas iniciais
le ai se gostar de um comentario se n gostar manda toma no c* se achar nada, manda um beijo ^^

perdoe meus erros de gramatica, segue aqui a segunda parte do capitulo 2

espero que goste Raisa-chan ^.^ (bjao no queixo rsrsrs)

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Após acordar e ver a vista do hotel, Sindelot corre para ver o filho, e percebe que está tudo bem, o pensamento de que aquilo era um sonho havia passado, era a mais pura realidade, como num passe de mágica, da qual se arrependeria amargamente, ele olha para Dororo e o pega nos braços, quando abraça o filho e o contagia com o calor paterno e surpreendido por Lucian, ele aparece com asas na varanda do hotel abaixado, como se acabasse de pousar de um voo, ele ajeita os filetes de cabelo no rosto e começa a conversar novamente com Sindelot, explicando as "clausulas" do pacto, Sindelot fica cego pela fortuna adquirida da noite pro dia, e Lucian o adverte dizendo para gastar cada centavo com muita sabedoria, após explicar tudo Lucian se joga do alto da varanda do hotel, Sindelot corre para ver e enxerga um par de asas negras rodeadas de muita fumaça negra voando por entre os prédios da cidade iluminada pelo sol vermelho, nas horas seguintes ele se dirige ao antigo laboratório de Lucian, estava tudo quase abandonado, apenas um vigia estava no local, o senhor Gura antigo colega de trabalho de Sindelot, ele consegue convencer o vigia de que precisa entrar no prédio, e se dirige a câmara central do laboratório, onde antigamente buscava Lucian exausto do trabalho e o levava em casa, ele mal conseguia raciocinar, espantado e com olhar de choque Sindelot imaginava o futuro de seu filho, e pelo que ele passaria, correu até o computador central, começou a pegar pastas, diarios, manuscritos dos cientistas ex-colegas de Lucian, guardou tudo em uma grande maleta preta e se dirigiu ao carro, estava disposto a examinar cada folha, cada detalhe em busca da resposta, em busca de uma solução, uma alternativa para salvar o filho. momentos antes na conversa Lucian havia citado de 45 demônios amigos de Lucian estavam fracos e precisavam da alma de uma criança para voltar a viver, mas, a alma da criança só poderia ser adquirida com autorização dos pais, legítimos de sangue para que haja a força necessária de romper o lacre de proteção dos anjos, responsável por prender a alma da criança ao corpo dela, quanto mais envelhecemos o lacre vai se desgastando, e quanto mais impactos emocionais, o lacre diminui sua durabilidade, ha relatos de pessoas que viram hospedeiros de demônios por simplesmente ficarem viúvas, a dor da perda de alguém amado(a) é demais e o lacre fica frágil, até mesmo é rompido, e a alma da pessoa fica exposta a todo tipo de possessão, Sindelot chega no hotel, entra em seu quarto e encontra Dororo dormindo tranquilamente, um sono suave tranquilo e aparentemente eterno, ele abre a mala preta e começa a analisar cada documento, e cada relato dos manuscritos e diários dos ex-cientistas desaparecidos, até que encontra algo que Lucian pesquisava incessantemente, o corpo perfeito, com fator de recuperação aumentado 200 vezes mais que o normal, ele começa a ler e reler a pesquisa, encontra páginas rasgadas de alguns pontos mas a parte mais importante está intacta, nota-se um olhar de felicidade misturado com uma dose amarga de arrependimento, saber que para obter o corpo perfeito, seria necessário sacrificar algo de tão grande valor...

semanas passam, e o bebe Dororo dorme tranquilamente, sem demonstrar sinais de desgaste, sono, fome, choro ou necessidade fisiológicas, ele estava sobre efeito completo do sono de Lesharc, conhecido como sono eterno, era um estado em que não se envelhecia, não se via o tempo passar, um coma literalmente, mas para Sindelot, ver o filho naquela situação era como uma tortura, semelhante a martelar uma estaca no próprio coração, até que chega o dia em que Sindelot começa os preparativos do novo ritual, era como um tiro no escuro, e custaria um alto preço, a alma de seu filho, o objetivo era transferir a alma de Dororo para um boneco feito artificialmente pelo próprio Lucian, na primeira vez que isso foi tentado lucian rompeu o próprio lacre de proteção dos anjos e foi possuído por um demônio, ele falhou no processo, mas Sindelot tinha adquirido uma certa experiencia em rituais, o mesmo havia crescido em um templo, e sabia o jeito certo de se fazer o ritual.

as velas são acesas rapidamente, e escuta-se um suave mantra no ar, símbolos começam a aparecer, letras de dourado aparecem no teto e no chão criando uma área neutra espiritual, sem influencia de anjos e nem demônios, o mantra começa a aumentar o volume e a chama das velas começa a aumentar drasticamente, o corpo artificial começa a se contorcer e Dororo acorda chorando e gritando de agonia, o processo de transferência de alma os xamãs diziam que era a dor mais infernal que um mortal poderia aguentar, a alma de um bebe, pura e límpida era forte o suficiente para aguentar a transferência, mas uma vez fora do corpo e sem lacre rompido, o corpo virava uma casca vazia que futuramente seria uma habitação de um demônio esperto o suficiente pra entrar, a alma uma vez fora do corpo nao pode regressar, Sindelot consegue puxar a alma de seu filho, uma pequena esfera branca e brilhosa, pura e alva como a neve, ele a observa por alguns instantes e encosta ela no corpo artificial, que imediatamente rejeita a alma de Dororo, ele percebe que para penetrar o corpo artificial é preciso sangue humano, sempre preparado e completamente sem hesitação, Sindelot corta os pulsos e espalha seu sangue na esfera brilhante do próprio filho, e toca novamente o corpo artificial, a esfera não satisfeita começa a sugar o sangue de Sindelot, e o corpo artificial abre os olhos, dizem que a cor dos olhos de um humano artificial é correspondente a alma que o habita, olhos brancos semelhantes aos de um cego, Sindelot acaricia o rosto de seu filho e sente o corpo vibrar em um ritmo frenético e agonizante, ele consegue sentir a dor e sofrimento do filho dentro do corpo, e cai de joelhos no chão, seu filho nasceu de novo naquela noite...

continua...

Notas finais
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