Notas iniciais
Apareci coisas lindas, com caps lindo e fresco. Super cool. Sasuke-kun meio falante, mas acho que passa. Gente que quase nunca fala de vez em quando precisa por para fora qqq Enfim, essa não foi a escolhida para ser mensal, por enquanto até dezembro todo mundo é mensal. Weee... Ano que vem as coisas complicam, ai vai ser bimestral mesmo. Então quem lê essa e as outras duas novas, só aguarda que essa semana sai o resto. Boa leitura a todos.;*

Todo o seu corpo doía quando abriu os olhos pela primeira vez. Seus braços formigavam e pode perceber que eles estavam acorrentados bem acima de sua cabeça. Tinha hematomas e contusões em diversas partes diferente, mas não tinha como se preocupar com isso. Ainda estava bastante grogue, não conseguia ver mais do que sombras ou manter os olhos abertos por muito tempo. Um silêncio sepulcral tomava conta do local e ela voltou a apagar, a cabeça pendendo para um dos lados.

Quando os abriu a segunda vez, alguém estava a sua frente, mas seus capturadores cometeram um erro sem igual, mantiveram as pernas dela soltas, percebeu tarde demais que as correntes em seus pulsos sugavam chakra. Em um movimento todo o chakra de seu corpo tinha ido, o homem a sua frente partido ao meio no chão enquanto a cabeça dela voltava a pender para o lado.

Quando abriu os olhos pela terceira vez, sua cabeça doía demais e seus pés estavam acorrentados, não tinha forças e a fome e a sede a consumiam, sua garganta arranhava, parecia seca a vários dias. Não fazia ideia de quanto tempo estava ali presa. Sua reserva de chakra estava tão baixa que mal conseguia senti-la rodar em seu corpo, a melhor e única opção foi voltar a dormir para quem sabe assim recuperar um pouco a energia.

Quando abriu os olhos pela quarta vez a corrente em seus braços e pernas pareciam estar sendo alongadas para que pudesse se sentar. Acumulando o pouco chakra que pode sentir em si conseguiu ferrar com mais um dos seus carcereiros, não sem antes sentir uma descarga elétrica percorrer todo seu corpo, ao que parece as correntes não eram mais apenas sugadoras de chakra.

Quando abriu os olhos pela quinta vez notou que a cela era cinzenta, fria, não possuía janela, estava deitada escorada na parede seus membros não formigavam mais, o sangue tinha voltado a circular normalmente. Por quanto tempo tinha acordado e apagado? A impressão que Sakura tinha é que estava isolado do mundo, esquecida por tudo e por todos.

Quando abriu os olhos pela sexta vez uma bandeja com comida tinha sido deixada ao lado dela, mais uma garrafa d’agua. Apesar da fome só tomou a água. Não confiava na comida, não confiava no lugar, não confiava em nada. Na bandeja não tinha sequer uma faca, apenas colher, era um sopa rala nada apetitosa, mas que ainda assim era desejada por Sakura.

Quando abriu os olhos pela sétima vez à cela continuava escura, mas uma pequena claridade a invadia por entre a janelinha na porta. A luz precária não fazia muita diferença, o breu permanecia, mas para quem já estava a tanto tempo na escuridão ela pode distinguir uma sombra escorada em uma parede a frente, e principalmente pode ver olhos vermelhos a observando da penumbra. Os mesmos olhos que ela viu antes de apagar no rio. O culpado por ela estar ali.

Sakura ergueu o corpo e o queixo, mantendo uma postura segura e orgulhosa, ou o máximo que podia se ter de orgulho e segurança com correntes em volta dos punhos e dos pés. Por mais vulnerável que estivesse não queria demonstrar isso a ele, não mais. Essa tinha sido a promessa que fizera há tantos anos atrás quando Tsunade aceitou treina-la. Não seria agora que a quebraria, não quando estava tão ferrenhamente magoada. Esse era o momento para firma-la com ainda mais convicção.

O homem soltou uma lufada de ar, semelhante a uma risada, ou o mais próximo que poderia se esperar de uma risada dele. Para Sasuke era estranhamente cômico ver aquela falsa postura de mulher confiante e destemida, como se ele não a conhecesse o suficiente. No final o “encontro” deles só aconteceu porque ela estava indo lá, mais uma vez, atrás dele. Junto com o loiro idiota.

— A quem você quer enganar, Sakura? — Sasuke deu alguns passos à frente, deixando que a fugaz luminosidade do recinto clareasse seu dorso.

Sakura sentiu todo o seu corpo se arrepiar, seus músculos enrijecerem, ali estava o causador de tudo, seu algoz e sua presa. Foi atrás dele que ela tinha ido, e agora nas mãos dele ela se encontrava, ela sabia que era Sasuke, mas era bem diferente vê-lo assim. Trincou os dentes, sussurrando com uma raiva mal contida.

— Não sei do que você pode estar falando — ele abriu a boca para responde-la, mas parou, virou a cabeça minimamente e recuou outra vez para as sombras.

Ela não compreendeu a mudança até ouvir um barulho longínquo que ia se tornando cada vez mais alto e próximo, alguém se aproximava. Subitamente a porta foi aberta e de supetão alguém usando a característica capa da Akatsuki entrou. O rosto coberto por uma máscara laranja. Aquele membro ela não conhecia e nunca tinha ouvido falar também.

— Ora, ora, veja quem está acordada — disse o mascarado. Sakura não se virou para ele, manteve os olhos em Sasuke apesar de mal vê-lo agora. — Não duvido de que seria um prazer conhece-la em outras circunstancias — ela trincou o maxilar, voltando sua atenção ao homem que caminhava em sua direção. A vontade que tinha era de se encolher no chão, mas não o fez. Não queria deixar transparecer o seu temor.

— O que quer comigo? — vociferou, entre dentes, com os olhos verdes faiscando de tanto fúria torcendo para que a raiva escondesse o seu pavor. O mascarado deu uma risadinha baixa.

— Você? O que te faz pensar que quero algo com você? — ela ia responde-lo, mas ele próprio chegou a resposta dando uma risada e apontando para as correntes — Claro, claro... faz sentido pensar desse jeito. Mas particularmente eu não tinha interesse em prende-la. Apesar de agora me parecer apropriado tê-la aqui — ele não se virou para Sasuke, mas inclinou a cabeça de uma forma que a fez se virar novamente para o ponto obscurecido as costas dos dois. Ele se agachou a frente dela e a graça parecia dançar no único olho visível dele — Não é por ele tão pouco, mas é interessante, eu acho interessante essas reviravoltas que a vida dá.

— O que quer afinal? — o som da risada dele ecoou pela cela. Ele ergueu a mão enluvada fazendo o sinal de não para ela com o indicador.

— Você não está em posição de fazer perguntas, minha cara e por hora acho que mantê-la aqui com suas próprias duvidas e questões será a melhor coisa a se fazer. — ela não insistiu, mas ele já parecia esperar por isso — Não concorda comigo, Sasuke? Parece bom, não parece? — ele também não disse nada, mas seu silêncio foi resposta o suficiente para Tobi. Ele se levantou maneando a cabeça e fazendo o caminho para o lado de fora. — E por favor, querida, pare de atacar os meus guardas ou terei que tomar medidas mais drásticas para conte-la. — com esse último aviso ele saiu. Sakura continuou tensa, os músculos endurecidos.

O som dos passos dele foi se distanciando pelo corredor e como se tivesse se soltado de alguma amarra invisível Sasuke se desencostou da parede em que estava. Os olhos de Sasuke não estavam mais na forma do sharingan, agora estavam negros como noite, negros como o breu que a cercava. Sakura os fitou intensamente, assimilando o que aquelas palavras realmente significavam. Não era ela que eles queriam. Não planejavam prende-la, mas agora era vantajoso. O que isso significava?

Um nó se formou em seus estômago e um bolo em sua garganta. A única coisa que ela conseguiu sentir foi asco do homem a sua frente, desprezo. Aquele não era Sasuke que ela conhecia, aquele não era o garoto que um dia ela tinha gostado. Olhando bem no fundo daqueles olhos, ela não via nada, vazios e opacos. Naquela pessoa não habitava nada, nada que a fizesse sentir um pingo de compaixão ou solidariedade com seu antigo companheiro, apenas desprezo e pena.

Sasuke manteve os olhos cravados na figura miúda a sua frente, que mantinha o olhar quase tão duro quanto o dele. Tão incomum tê-la o encarando desse jeito. Desviou o olhar, caminhando em direção a saída.

— Não faça nada impensado. — fechou a porta ao sair, ela ouviu o barulho do trinco, em seguida os passos macios.

Sakura arqueou o corpo para frente, queria deitar, seus braços e pernas doíam tanto, queria comer, queria sair dali, queria chorar, queria acabar com aquele maldito, queria descobrir o que estava acontecendo. Mas todas essas coisas estavam inalcançáveis para ela, só podia chorar, porém isso ela não fez. Resolveu dormir e sonhar com seu Naruto e seu sensei, imaginar onde eles estavam e o que faziam. Se estavam em Konoha relatando o seu desaparecimento ou ainda nas redondezas do suposto esconderijo. Porém ela acabou sonhando com um olho negro em uma máscara laranja e um amigo que tinha se tornado um inimigo.

Um fim de noite nada bom, exatamente igual aos outros dias.

Página: Fleur D'Hiver

Notas finais
E ai, meu povo? O que acharam do capitulo? Sakura como está? E o Sasuke? Malvadinho tentation. qqq Comentem, seus lindos, opinem, elogiem, critiquem. Vamos debater, adoro ver o ponto de vista de vocês. Beijos e até breve.;*'