Donzela Guerreira

21 O segredo da guerreira


Notas iniciais
Eu não sei por onde começar, acho que "me desculpe" é pouco. Havia terminado esse capítulo ontem, logo depois que respondi a LoversLover no MP e decidi postar logo. A meta era postar dois capítulos pela minha demora, mas acho que será melhor assim. Alguns contratempos estão acontecendo - problemas que não vejo necessidade de passar a vocês - e isso tem me impossibilitado de usar o notebook para qualquer coisa, inclusive escrever. Mas isso logo irá passar. Acertamos os próximos dois capítulos nas notas finais, certo? Quero dedicar esse capítulo a todos os leitores divos que comentaram nos últimos capítulos. Senti falta de favoritos! Boa leitura. Ps¹: Capítulo completamente BlacKinnon. Ps²: Ben Barnes como Sirius Black e Blake Lively como Marlene McKinnon.

Capítulo 21

O segredo da guerreira

No momento em que Sirius se pôs as botas e abriu a porta, levando uma pesada colher de metal em seu punho, a única arma que pôde encontrar, Marlene já havia ido a certo . Mas era óbvio que ela voltaria para o mesmo lugar onde haviam pescado.

— Maldição! — essa mulher amava meter-se em problemas? Ou somente se sentia atraída para eles? Se os Ingleses não os tinham seguido, onde mais iriam a não ser ao lugar onde os tinham encontrado pela primeira vez?

Sirius rengueou o mais rapidamente possível, perguntando-se se brigaria melhor contra os mercenários com uma colher que quando tinha brigado com uma vara de pescar. No momento em que chegou e pôde ver Marlene lançando a linha de pesca à água, a perna dele pulsava, seu rosto jorrava com suor, e não estava de humor para o desafio dela.

— Moça, tratando de que lhe matem?

— Sh.

— Não me faça calar!

— Há um peixe dando voltas ao anzol — ela murmurou — Aí... aí...

— Não me importa se houver sereias a ponto de morder o anzol! Devemos ir daqui.

— Shh!

Sirius rengueou avançando. Ele podia estar ferido, e ela podia ser obcecada, mas ele pesava o dobro que ela, e se tinha que tirá-la usando a força física, faria-o.

— Oh, maldição, Normando! — ela deixou cair a vara de pesca — Escapou — em seguida a loira girou e o olhou ultrajada — O que pensa que está fazendo? Supunha-se que devia permanecer na cama. Volta para a cabana!

— Você deve voltar para a cabana!

— Não me dê ordens !

Ela suspirou profundamente.

— Está ferido, não deveria estar expondo sua ferida.

— E você é uma mulher, não deveria ser a isca dos mercenários — ela fechou os olhos, Sirius continuou — Maldição, moça! — um músculo se esticou em seu pescoço — E se os Ingleses voltassem?

— Não o farão — ela enroscou a linha na vara e verificou se o anzol ainda estava enganchado — Não vale a pena fazer-se tanto problema por nós dois — ela sorriu sombriamente — Os ingleses passaram um mau momento conosco, além disso, eu nunca havia visto ingleses aqui antes, não tão ao norte. Provavelmente não os veremos novamente.

Sua falta de preocupação era frustrante.

— Me escute bem, minha lady. As coisas não são como eram antes. Há um novo rei na Inglaterra e distúrbios no país.

— Isto não é a Inglaterra. Estamos na Escócia. Estamos sob o reino do rei Dumbledore. Só porque nos encontramos com uns ingleses bandidos...

— Ingleses bandidos — ele disse — onde nunca tinham estado antes.

Ela se encolheu de ombros e levantou um par de trutas que tinha apanhado. Ele suspirou. Não era seu estilo aborrecer as mulheres com discussões a respeito de política. Mas sua perna não era capaz de suportar todo o caminho de volta à choça lutando com a moça. Talvez ele pudesse fazê-la compreender o perigo e então ela cooperaria.

— Este novo rei não tem o apoio de todo os nobres. Dos opositores tirou sua riqueza, suas fortalezas, e seus castelos e foram dados aos favoritos de Riddle. Estes, agora indigentes, começaram a procurar outras terras. Muitos deles foram para o norte. Estão sitiando castelos, castelos escoceses — Sirius tinha sua atenção agora — Mas o Rei Dumbledore não lhes permitirá ficar com fortalezas escocesas. Exatamente por essa razão Sir James foi enviado para Hogwarts.

Ela arqueou uma sobrancelha duvidando.

— Para que os ingleses não possam ocupar nossa fortaleza?

— Para ajudar a proteger sua fortaleza dos ingleses.

— Oh — ela parecia surpresa — Mas Hogwarts é perfeitamente capaz de defender-se a si mesma.

Marlene era uma mulher orgulhosa, e Sirius não queria começar a discutir.

— Não tenho dúvida, mas aparentemente seu rei não pensa o mesmo — ela grunhiu, ele continuou — Que tenhamos encontrado um grupo de ingleses mercenários significa que já estão aqui, penetrando nos campos escoceses. Não é seguro que uma donzela ande vagando por aí sozinha.

Para seu grande assombro, em vez de protestar, depois de estar um momento pensativa, ela assentiu.

— Tão inseguro como para um Normando ferido — ela reuniu os pescados e a vara de pescar — Ao menos, eu estou armada — ela disse, pondo a faca em seu cinturão — O que é isso? — ela assinalou para a colher e arqueou a testa — Planejava cozinhar aos ingleses até que morram?

[...]

Enquanto voltavam para a cabana, Marlene se obcecou com algo que Sirius havia dito. Podia ser verdade? Os Ingleses mercenários estariam procurando castelos escoceses? Já teriam chegado a Hogwarts? Era possível que tivessem sitiado o castelo?

Parecia impensável. Ainda assim várias coisas improváveis tinham acontecido ultimamente. Sua irmã se casou com um estrangeiro. A Sombra tinha sido descuidada pela primeira vez. E Marlene tinha permitido que o Normando a beijasse. Duas vezes. Talvez a mudança estivesse no vento, revolvendo as folhas do passado. Possivelmente seria uma nova etapa em Hogwarts, um tempo de guerra e derramamento de sangue, uma era de novos inimigos e novas alianças. Essa ideia lhe produziu um estremecimento de ânsia de aventura que lhe percorreu a espinha dorsal.

Mas primeiro teria que arrumar a confusão em que se colocou com o tenente de Sir James, a aventura teria que esperar. De volta na cabana, ela descobriu que a coxa de Sirius felizmente tinha começado a curar-se. A carne ao redor da costura parecia sã novamente.

Ninguém esteve mais feliz em ouvir as notícias que o Black.

— Nada mais desse maldito vinho?

— Não mais — ele sorriu — Brindemos por isso — ela sorriu — Você sofreu mais — disse lhe oferecendo a bota com vinho — Bebe primeiro.

Ele tomou um gole e a passou para ela.

Dias antes, ela teria levantado uma sobrancelha com desdém e ignorado a oferta. Quanto mudara nos últimos dias? Tinham compartilhado comidas, brigas, dor, risadas, e beijos.

Esse jantar fora a melhor comida dos últimos dias. Sirius tinha razão quando afirmava que os Normandos tinham um dom para a cozinha. De algum jeito, com poucas folhas de romeiro e uma cabeça de alho, ele converteu a truta em um festim. Marlene tinha recolhido dois punhados de porotos de uma velha granja e Sirius os tinha cozido com hortelã.

Ela estava tão contente e satisfeita enquanto escutava o chiado das chamas da lareira que mais tarde nessa noite nem sequer pestanejou quando Sirius chamou-a para ir à cama.

— Vem — ele disse, dando tapinhas na cama — É tarde, penso que devemos despertar cedo e ir roubar um ninho para o café da manhã.

— Um ninho?

— Vi perdizes no bosque.

Ela se levantou da lareira e sacudiu a cabeça.

— Necessitaremos muitos ovos de perdiz para encher um estômago.

— Por isso mesmo devemos despertar cedo.

Por quê ela voluntariamente iria deitar-se com ele, não sabia. Depois de tudo, o ar estava menos frio nessa noite, e o fogo ardia calidamente. Talvez Sirius tivesse posto alguma poção Normanda na comida para fazê-la mais maleável e obediente. Ou possivelmente era simplesmente seu apetite satisfeito que melhorava seu humor. Algo que fora, pareceu-lhe a coisa mais natural do mundo deslizar-se na cama ao lado dele e lhe permitir pôr a manta sobre ela.

Até que ele murmurou.

— Esta noite, minha lady, trata de controlar suas paixões.

Ela ficou rígida.

— Minhas o que?

— Não me incomode, ao menos não até que esteja completamente acordado.

Ela lhe deu uma cotovelada no estômago, e ele deixou escapar um gemido, mas não pôde evitar que o rubor subisse a suas bochechas.

O amanhecer enviou seus raios de luz através dos ramos. Mas não foi a luminosidade o que tinha despertado Sirius a não ser um ruído. Algo se movia entre as folhas para fora da cabana. Algo maior que um camundongo ou um esquilo ou uma perdiz. Algo que podia ser um melhor café da manhã que ovos. Cuidadoso para não perturbar Marlene, Sirius roubou a faca que a loira mantinha a seu lado, e em seguida tentou desprender-se de seu abraço. Era impossível. Logo que ela sentiu que ele se movia, despertou.

— O que acontece? — ela murmurou adormecida.

— Estou tratando de me levantar.

Ela o olhou agudamente. Logo, de repente se deu conta que uma parte dele se levantou debaixo da perna dela, e rapidamente moveu sua perna.

Ele sorriu brandamente e se sentou.

— Moça luxuriosa.

— Aonde vai?

Ele estalou sua língua.

— Tão ansiosa, não se preocupe, voltarei para sua cama logo — ele se penteou o cabelo para trás.

— Tenente presunçoso — ela o golpeou levemente no ombro — Aonde vai com minha espada?

Ele ficou de pé, tocando sua perna ferida, estava sanando, em uma semana estaria como nova.

— Vou caçar qualquer besta que ande lá fora.

Uma pisada forte se ouviu, seguido pelo som de pasto sendo talhado e mastigado.

— É uma vaca.

— Uma vaca? — ele sacudiu a cabeça — Não, é uma cabra ou uma ovelha.

— Digo-lhe isso, é uma vaca.

Ele se encolheu de ombros.

— Comeremo-la de qualquer modo.

— Espera — ela se esfregou os olhos e tirou o cabelo de seu rosto, em seguida caminhou para a janela. Marlene espiou através das portinhas, arranhando o quadril — Não pode matar essa vaca.

— É obvio que posso — ele tirou a faca — Uma punhalada direto na garganta e...

— Não, não matará essa vaca.

— O que quer dizer?

— É dos Weasley.

— Os Weasley?

— Sim, dA’Toca, não vê a marca na coxa?

Ele se reuniu com ela na janela, a besta tinha chifres e um círculo marcado perto da cauda.

— É a marca deles — Marlene explicou — Uma importante família do clã vizinho a Hogwarts.

— Ah — Sirius pressionou seu polegar contra o borda da faca, provando seu fio — Então não lhe importará compartilhá-la com seus famintos vizinhos.

Ela agarrou sua mão.

— Não o faça.

— Espera, me contaram que os escoceses roubam gado todo o tempo. Não é uma espécie de jogo entre clãs roubar gado mutuamente?

— Roubar, sim. Matar, não.

— Certamente Lorde Weasley não negaria a Lady Marlene uma miserável vaca, mataremos esta e lhe daremos uma de Hogwarts em troca quando retornarmos.

Ela sacudiu a cabeça.

— Não sem seu consentimento.

Ele suspirou. Estava faminto, e essa besta aí fora podia alimentá-los por semanas. Era uma pena perder toda essa carne. Mas talvez ele pudesse despertar o voraz apetite dela.

— Sabe, posso fazer um assado, suculento, suculento, tão tenro que se derreterá em sua língua.

Mas a obcecada moça não mordia o anzol. Ela parecia pensativa olhando através das portinhas.

— Poderíamos não matá-la, entretanto...

— Sim?

— Suponho que podemos tirar leite à besta.

A boca de Sirius se estava fazendo água com a ideia de um assado. Mas sua sugestão prometia algo. Com leite, ele poderia fazer vários tipos de molhos para acompanhar as presas que apanhariam. Com um pouco de paciência, até poderia fazer manteiga ou um queijo suave.

— Minha lady, a ideia é brilhante — ele disse, passando-lhe a adaga. Sirius esfregou suas palmas — Faz muito que não o faço, mas penso que posso obtê-lo. Levarei o balde e o banco — ele podia imaginar a expressão de êxtase de Marlene quando provasse um de seus pratos favoritos acompanhados de morangos com nata.

Se somente Sirius tivesse sabido a malícia que ela tinha em mente, lhe teria espalmado o traseiro nesse mesmo instante. Marlene o olhava com olhos inocentes enquanto ele caminhava crédulo com o balde e o banco na mão para realizar uma tarefa impossível. Era um velho truque, um que se fazia a cada menino escocês. Ela sorriu em antecipação, metendo-se debaixo da manta, aguardando seu retorno .

Um tempo mais tarde, quando ele entrou na choça, ela fingiu dormir, jazendo quieta na cama, suas costas para a porta.

O balde golpeou o chão, seguido pelo banco.

— Muito divertido — ele grunhiu e ela se escondeu, contendo a risada. Seus passos se aproximaram dela — É muito travessa pequena Diabinha — um de seus joelhos se afundou no colchão, apanhando-a debaixo da manta. Os olhos de Marene se abriram, e ele plantou seu outro joelho, apanhando-a entre suas pernas — E deve pagar por sua malícia.

A qualquer outro homem ela o teria atirado da cama com um violento chute. Mas Sirius tinha aprendido suas mutretas. Ele sabia que ela confiava no fator surpresa e em truques, por isso estava preparado para rebater cada uns de seus movimentos.

— Sai de cima de mim — ela murmurou, lutando para liberar seus braços, que também estavam presos debaixo da manta. Era difícil brigar com Sirius quando ela também estava tratando de conter a risada. Cada vez que o imaginava lá fora com o balde e o banco, tratando de encontrar ... de encontrar... as úberes do touro dos Weasley, a risada lhe subia como a espuma da cerveja.

— Oh, pensa que é gracioso, verdade? — sua voz era séria, mas seus olhos brilhavam divertidos — ela se mordeu o lábio — Acredito que te ri de mim — ele a desafiou.

Ela sacudiu a cabeça, mas uma gargalhada escapou de sua boca enquanto imaginava o touro.

— Aha! Ri-te!

Ela sacudiu a cabeça novamente, mais veementemente.

Em seguida ele descobriu um de seus segredos melhor guardados. Os dedos de Sirius se meteram em suas costelas e começaram a lhe fazer cócegas. Ela teve tempo de gritar — Não! — uma vez antes de dissolver-se em uma corrente de risadas, seu corpo sacudindo-se em espasmos.

Ele a atacou impiedosamente, em seguida se deteve para lhe permitir recuperar o fôlego.

— Lamenta agora sua malícia?

Ela o olhou seriamente, algo nada fácil em meio de suas risadas, e sacudiu a cabeça. E logo ele começou novamente. Sirius parecia conhecer cada um dos pontos vulneráveis, desde suas costelas até a base do pescoço e a crista do osso do quadril. Ela ofegou rindo-se e sacudiu sua cabeça até enjoar-se. Ele lhe deu uma pausa novamente.

— Te desculpe, cativa, e deterei minha tortura.

Marlene sorriu.

— Por que deveria me desculpar ? Foi sua culpa...

Ele retomou as cócegas.

— Deveria te desculpar — ele disse — Porque o animal me poderia ter matado — ele fez uma pausa na sua tortura para dar um dramático estremecimento — Deveria ter visto a luxúria nos olhos dessa besta quando comecei a lhe apertar seu ... seu... úbere.

Ela estalou de risada ante sua vulgaridade, e ele voltou para as cócegas até que ela esteve ofegante e débil. Finalmente, ela não pôde tolerar mais.

— Rendo-me! — ofegou.

— O que foi isso? — ele fez uma pausa — O que disse?

— Ouviu-me, rendo-me.

— Ah. E sua desculpa ?

— Desculpe — ela concordou e ele saiu de cima dela, sorrindo triunfal — Desculpe — ela repetiu, rodando para um lado, e adicionou — Por sua própria estupidez — ele lhe deu uma palmada no traseiro.

— Vamos, Diabinha. Temos que procurar ovos.

Ela deveria estar indignada. Ninguém tocava o traseiro de uma Guerreira de Hogwarts. Mas, como podia ofender-se quando ele a olhou fazendo uma piscada de olho?

Precisamente quando ele havia se transformado de inimigo em companheiro, ela não sabia, mas algo tinha mudado entre eles. Provavelmente se devia à brincadeira que lhe tinha jogado ou simplesmente por essa descarga de risadas, mas agora se sentia de bom humor e liberada. Já não eram sequestradora e refém. De fato, ela e Sirius era como camaradas, compartilhando uma aventura no bosque.

Marlene encontrou muitos ovos de perdiz escondidos em um arbusto denso, e Sirius bateu-os fazendo um omelete com o último pedaço de queijo. Até tinham encontrado umas nozes em uma velha árvore do granjeiro. Enquanto comiam a omelete, Marlene se perguntou se poderia comer essas bolachas de aveia seca novamente. Depois da comida, Sirius pegou a vara de pescar e a converteu em uma rede para apanhar aves. Juntos se aventuraram na parte mais densa do bosque. Enquanto o Black perseguia um ganso, Marlene sacudiu a folhagem de um arbusto. Um par de perdizes correram em pânico, mas Sirius não foi o suficientemente rápido para as apanhar.

Levou-lhes a maior parte do dia, mas finalmente conseguiram caçar um par de perdizes, e no caminho de volta à cabana, Sirius cortou erva-doce e outras ervas selvagens. Ela se ocupou de depenar as aves, e lhe ordenou que descansasse a perna. Para sua surpresa, Sirius não discutiu e logo o ouviu roncar na cama. Ela sorriu, detendo sua tarefa por um momento para estudá-lo. Suas feições eram mais suave quando estava dormido. Sua testa era lisa e suas pestanas roçavam sua bochecha. Seu cabelo, caía sobre sua testa lhe dando um ar de malícia.

Ele despertou enquanto ela estava observando-o, e nesse instante, ela viu que ele sabia que ela tinha estado observando-o, pois seus olhos brilhavam com picardia.

— Deixou-me dormir muito, minha lady.

— Quem pode te despertar? — ela o provocou, voltando ao perdiz — Dorme como um morto.

— Pelo contrário — ele disse, estirando-se languidamente — Me acordei com o olhar de uma mulher me admirando.

Ela sentiu sua face avermelhar-se.

— Eu não estava... admirando...

Ele sorriu e cuidadosamente se sentou. Deus, ainda desalinhado, era tão bonito como o demônio.

— Por que, minha lady, ruboriza-te?

Ela atacou o perdiz por vingança.

— Não.

Sirius pôs seus pés lentamente no chão.

— Não tem que esperar eu dormir, sinta-se na liberdade de me admirar em qualquer momento.

— Não te estava admirando. Estava calculando seu valor para pedir o resgate centavo por centavo.

— Centavo como centavo, eh? — Sirius ficou de pé e caminhou para ela, seu sorriso, largo — E eu estava vestido ou despido?

Seu rubor se aprofundou. Maldição, até em uma a batalha de inteligência, ele parecia superá-la. Sirius teve piedade pela pobre donzela ruborizada e deixou que sua pergunta ficasse sem responder. Sabia quando suficiente era suficiente. O rubor dela o surpreendeu. Depois de tudo, ela tinha falado sem vergonha ou candura ante os mercenários, usando todo tipo de sugestões e vulgaridades. Ela tinha sacudido seus quadris e tinha exibido seus seios com entusiasmo descarado. Por que ela se sentia incômoda pelo fato de ter sido apanhada olhando-o fixamente, ele não sabia. Ele estava muito acostumado aos olhares das mulheres.

Sorrindo ante a curiosa contradição de Marlene, ele se ocupou de untar as perdizes com uma pasta de erva-doce e ervas. Desfrutava em impressionar a loira com sua comida. Ela se mostrava tão agradecida chupando os dedos, fazendo sons sensuais de prazer em sua garganta. Quase foi com dor que pensou no retorno deles para Hogwarts, quando ela já não necessitasse mais de seus serviços como cozinheiro.

Era uma pena que não tivesse mais provisões, com alguns adicionais a mais a comida seria perfeita. E os olhos de Marlene mostrariam êxtase. Ele supôs que teria que conformar-se lhe oferecendo outro tipo diferente de êxtase. Ele sorriu maliciosamente. Ontem ela o tinha deixado beijá-la. Ele se perguntou que outras liberdades lhe permitiria essa noite.

Umas poucas horas mais tarde Sirius estava na cama, apoiado sobre seu cotovelo, enquanto ela examinava sua ferida.

— Os pontos devem ficar mais uma semana — declarou, limpando a ferida com um trapo úmido.

Ela poderia lhe haver dito que teria que viver com eles para sempre, isso não o importava. Sua mente estava vagando em pensamentos muito mais interessantes como o braço dela roçando perigosamente perto de sua entre perna. Antes, quando ela usara o vinho, ele somente podia se concentrar na dor de sua ferida. Agora ele sentia o roçar da manga dela sobre sua coxa, a suavidade de seus dedos sobre sua carne, a calidez de seu corpo enquanto se sentava a seu lado na cama.

Enquanto Marlene se preparava para pôr a atadura, ele deixou escapar um suspiro profundo.

Ela o olhou intrigada.

— Não há beijo? — ele perguntou.

Ela levantou uma sobrancelha, dúbia e ele a olhou, com inocência.

— Estou seguro que é por isso que se sanou tão rapidamente.

— Sim?

— Oh, sim — wle adicionou muito seguro — Nada é mais forte que o beijo de uma bela mulher.

— Oh, agora sou bela? — ela poderia havê-lo dito ironicamente, mas seu rubor a traiu.

Ela gostou do elogio dele.

— Mais bela que uma rosa florescendo, mais linda que uma pomba...

— Se te beijar a ferida, deixará de recitar esses versos?

Sirius aparentou ofender-se, e lentamente assentiu. Ela se inclinou para frente e lhe deu um beijo rápido sobre sua ferida, e seu cabelo suave roçou o interior de sua coxa. Ele se estremeceu, perguntando-se se ela sabia o que causava a ele.

Enquanto ela pôs a atadura, Sirius assinalou seu nódulo, raspado durante a briga com os mercenários.

— Tenho outra ferida aqui.

Ela o olhou desconfiadamente.

— Suponho que necessita um beijo também?

Ele assentiu e ela sorriu travessamente, mas o beijou. Em seguida ele assinalou com seu dedo no osso do maçã do rosto onde tinha a marca de um punho inglês. Sacudindo sua cabeça ante a malícia dele, lhe deu um leve beijo aí também. Em seguida ele assinalou seus lábios. Ela replicou.

— Boa tentativa, mas não.

Ele se encolheu de ombros.

— Ao menos não te nomeie o machucado em meu traseiro.

Brincando ela o golpeou no peito, tirando-o do apoio de seu cotovelo. Ele lhe devolveu um leve empurrou no ombro. A mandíbula de Marlene caiu, e o empurrou novamente. Sirius puxou seu cabelo loiro. Contendo a risada, lhe agarrou a mão.

Ele se levantou e lhe deu rápido beijo nos lábios. Ela grunhiu.

Ele a beijou novamente.

— Basta de...

Sirius a interrompeu com outro beijo.

— Canalha, o que está...

E logo outro.

— Basta!

E outro.

Ela tentou fechar seus lábios, mas a risada estalou entre eles.

O sexto beijo foi quase impossível, pois ela ria com vontade. Ele se moveu para seu pescoço. Mas a inteligente moça teve sua vingança enquanto ele roçava a pele debaixo de sua orelha. Os dedos demoníacos de Marlene encontraram suas costelas e começou a lhe fazer cócegas.

Suas mãos instantaneamente tentaram agarrar as mãos dela, e Sirius ofegou contra seu pescoço. Mas Marlene era rápida como uma abelha, atacando-o aqui e lá, encontrando seus pontos mais vulneráveis. Logo sua risada ofegante se uniu a dela até que finalmente Sirius conseguiu apanhar suas mãos. As pôs nas costas e sorriu vitorioso.

— Diabinha — ele disse, sorrindo — Uma moça malvada, malvada.

Ela se retorceu contra seu aperto, mas sem muito esforço, e nesse momento Sirius deu-se conta do segredo do prazer de Marlene. Ela não era uma amante. Ela era uma guerreira. O que esquentava o sangue de Marlene era a luta. A chave para ganhar seu afeto era brigar com ela, com palavras, com ações. Ela gostava de brigar, gostava da excitação, da agressão. Ele sorriu. Ele podia dar-lhe briga por toda a vida.

Notas finais
Por que os próximos dois capítulos também serão BlacKinnon, Sah? Bem, sim, os próximos dois capítulos serão completamente BlacKinnon, justamente para acelerar a estória deles e os mandarem de volta a Hogwarts. Jily volta no capítulo 24 com muitas surpresas #HarryCurtiuIsso. Antes de vocês comentarem quero agradecer a todos os leitores - fantasmas ou não - que se dão o trabalho de acompanhar DG. Muito, muito obrigada. E para aqueles que estavam com dúvidas sobre a fic quando Jily chegasse ao fim, SIM, nosso casal maravilha ainda aparecerá em BlacKinnon, assim como BlacKinnon e Jily em Meadowpin. Já que todos estarão em Hogwarts. Beijos e espero que tenham gostado do capítulo. Nosso cronograma ficou assim: Quinta-feira terá capítulo 22 e Domingo capítulo 23. Jily ficará para quarta da próxima semana. Alguém já leu as fics de Maah? E as da Tess? Não acredito que nunca passaram pelas fics da MrsAquarius? Vocês não sabem o que estão perdendo. Beijos²!