Don't you dare steal my territory.
9 Escolas rivais - a revanche
Notas iniciais
Quando cheguei em casa com a camisola do hospital e sem fôlego todos me encararam surpresos.
– O que você fez? – Perguntou a minha vó que levantou e veio até mim.
– Vim pra casa ué, eu já estava ótima, não precisava ficar sob observação, é entediante sabia? – Jason e Harry estavam rindo.
– Você é mesmo maluca! – Disse Harry imaginando o que eu tinha feito.
– Como saiu de lá, avisamos que você era perigosa e que não era pra deixar você sair – Falou Jason deitado no sofá.
– Ah, então foi você! Tornou as coisas mais difíceis sabia? E mais divertidas também – Contei pra eles como eu saí de lá e eles só davam risada. Minha vó pelo contrário estava bufando.
– Isso não vai ficar assim mocinha! Você não pode simplesmente fugir do hospital... e se acontecesse de você passar mal? – Minha vó estava brava.
– Ooh... falou a senhora que me envenenou, vou subir – Subi de costas pra ninguém ver meu bumbum sexy e fui tomar banho.
Terminei meu banho e fui me deitar, estava cansada, afinal eu corri muito! Depois dessa academia está fora de questão. Adormeci as 20:00 de tão cansada que eu estava de correr pelas ruas de Nova York.
Acordei as 6:00 para me arrumar pra escola. Tomei banho, sequei o cabelo, passei rímel e um gloss incolor. Estava com uma calça rasgada e uma camisa xadrez qualquer. Comi pães de queijo e tomei leite com Nescau. Peguei meu skate, minha mochila e me mandei pra escola.
Chegando lá, Tinha uma multidão de alunos no pátio. Avistei Harry e Jason lá no meio e fui até eles.
– O que está acontecendo aqui? – Perguntei e Harry respondeu.
– Lembra da escola Chesterfield? Aqueles que sequestraram o mascote e ainda ganharam o jogo, pois é, parece que terá outra disputa esse ano. O time de basquete da nossa quer uma revanche. – Harry falou indiferente.
– É obvio que eu lembro, bati em um deles – A verdade é que na real o mascote era eu, sim, fui sequestrada. Não deixa de ser verdade que eu bati em alguns porque quando eu estava no furgão eu deixei os que estavam comigo inconscientes. Eu dirigi o furgão de volta pra Nova York mas quando eu cheguei o jogo já havia terminado. Foi uma confusão total.
Esse ano eu vou me cobrar pelo que aconteceu, não será apenas a revanche do time de basquete como também a minha!
– Ei, Chel? Chel? No que estava pensando, ta com uma cara de quem vai aprontar – Jason falou, eu assenti e chamei ele prum canto.
– Eu tenho um plano e preciso de sua ajuda, você sabe dirigir? – Ele me olhou surpreso.
– Então a senhorita Rachel precisa de ajuda afinal! Sei, mas, porque eu te ajudaria? Me de uma boa razão e talvez eu concorde. – Idiota, esse Jason, vou levar ele só porque ele é o único que eu conheço que sabe dirigir.
– Bom, Eu sei que você adora confusão, Vamos para Washington e você vai adorar isso. – Vi Jason dar um sorriso malicioso...o que eu falei demais?
– E por que eu vou “adorar” isso?
– Esquece eu acho outra pessoa pra me levar, tomara que não seja um psicopata dessa vez – Ele parou atrás de mim e bufou.
– Tudo bem, eu vou, mas tem que valer a pena! Se não... – Eu não ligo pra esse se não...idiota aff.
– Tchau eu te ligo.
– E como pretende me ligar encrenca? Você precisa do meu número pra isso. – Verdade, nem me liguei.
– Toma, pega essa caneta e anota na minha mão – Ele anotou.
– Bom, vou nessa panaca. – Dei tchau e fui falar com alguns “conhecidos” meus.
Fomos para a sala. Foi uma aula chata, eu dormi até o sinal de sair, nem pro recreio eu fui (não estava totalmente recuperada de ontem ué). Meus amigos ficaram me prendendo e repetindo sobre o lance da ponte e tudo mais. Qual é, eu tenho que ir pra casa planejar como vou acabar com os Chesterfield. Quando finalmente me deixaram eu vazei pra casa.
Cheguei em casa e minha vó veio falar comigo.
– Me ligaram do seu trabalho, você está despedida, contrataram outra pessoa. Parece que você falta bastante. – Minha avó estava com uma cara de brava.
– Sério, que droga! Mas e agora, como vamos pagar as contas?
– Não tem problema Rachel, por sorte eu ganhei um aumento que é maior do que o seu salário, então estamos bem.
– Ufa, então não preciso de outro emprego, valeu vó. – Corri escadas acima, com muito esforço, minhas pernas estavam doendo de ontem.
Fiquei uma hora planejando o que eu faria com meus rivais. Nem almocei. Peguei meu celular e liguei para Jason.
– Alô – Jason estava com voz de quem arressem tinha acordado.
– Oi é a Chel, Se arruma e vem me buscar, vamos viajar agora, descobri que o jogo vai ser a noite. – Falei e ele suspirou.
– Chego aí em 20 minutos. – Com toda certeza ele estava dormindo.
Não demorou muito e escutei a buzina do carro do Jason lá em baixo. Peguei minhas coisas e fomos. Eu iria ficar 4h33 min junto com o Jason. Isso com certeza é tempo demais!
– Vamos pegar a via I-95..é a mais rápida! – Falei olhando o mapa. – e em 2h e pouco estaremos na Philadelphia.
– Assim até parece inteligente.. – Jason falou e riu;
Jason ligou o Rádio e estava tocando Linkin Park — Numb ...Não se preocupe, nenhum de nós cantou!
Jason tinha um carro legal, os pais dele devem ser ricos porque ele tem um conversível. Meus cabelos estão voando e isso é muito divertido. Coloquei meu óculos de sol já que estava pegando sol na minha cara.
Estou começando a ficar enjoada, esqueci meu remédio, droga. O que eu vou fazer? Acho que precisamos parar em algum lugar.
– Ei, Rachel? Está tudo bem? – Jason preocupado? Ta brincando né?
– Não, estou enjoada, viagens me deixam assim. – Nem conseguia falar direito.
– Tudo bem, vamos parar em alguma cidade e vamos comprar remédio pra você, aguenta até lá? — Jason deve estar com medo que eu vomite no carro dele, só pode.
– Sim, vamos passar no mercado também – Juro que não posso vomitar aqui, não mesmo.
– Essa é a Rachel que eu conheço, sempre pensando em comida – Falou Jason e riu.
Chegamos em uma cidadezinha e por sorte o mercado era do lado da farmácia. O que? Sim eu estou pensando na comida e daí?
– Jason compra o remédio que eu vou no mercado, depois tu vai lá. – Falei e ele assentiu.
Comprei Nutella, Doritos, Coca, Chocolate e bala. Quando Jason estava entrando eu já estava saindo. Fomos para o carro eu tomei o remédio e seguimos viajem.
Eu me entupi de comida por um bom tempo até que peguei no sono.
– Ei, Chel, chegamos! – Jason estava me sacudindo e eu acordei.
– Já estamos na escola? – Perguntei confusa.
– Sim eu peguei informação e estamos aqui. – Legal eu dormi o resto da viajem.
– Ótimo, precisamos achar o ônibus que eles vão usar pra ir. – Falei e Jason assentiu.
Entramos de fininho no pátio da escola e fomos para o estacionamento onde estava o tal ônibus. Estava bem afastado da escola, o que era melhor, assim não vão escutar os barulhos,
– Me alcança o spray.
Peguei o spray e escrevi bem grande “perdedores... isso é pelo mascote”. Pichei o ônibus inteiro da lataria até o vidro e é melhor nem comentar o que eu escrevi a mais.
– Ta agora o prego, o mais pontudo – Jason me alcançou e deu uma risadinha.
Furei os quatro pneus do ônibus inclusive o estepe.
Também quebrei todos os vidros. Bom terminei o meu trabalho. Agora eu quero ver quem são os perdedores esse ano. E isso foi pelo meu orgulho que foi ferido por esses idiotas amadores.
Parece que não vão chegar a tempo e vão ser desclassificados. Coitadinhos, to até com pena.
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