Don't let me down

2 Capitulo 2: William - Apenas 10 minutos


Notas iniciais
Bom, é um combo!!!!!! Esse capítulo foi escrito por DJDCAL!

POV William

Talvez eu esteja escolhendo muito, ou sendo pessimista, mas as mulheres bonitas parecem ter desistido de ir ao cinema.

Aqui estou eu, todo charmoso e pronto pra ação. Acompanhado dos meus parceiros no crime. Na fila da mais nova comédia romântica e NENHUMA garota chamou a minha atenção ainda! Isso é simplesmente triste.

“Desisto galera, vou assistir um filme de homem mesmo, parece que as gatinhas entraram em extinção” eu aviso para meus dois melhores amigos, John e Lucas.
“A qual é cara, não nos deixe sozinhos! Você não vai querer perder o primeiro amasso cinematográfico do Lucas!” John reclamou sorrindo na direção do nosso amigo menos experiente. Eu, é claro, o acompanhei.

“Até parece que eu vou beijar alguém hoje.” Lucas disse e ambos, eu e John, o olhamos surpresos. Ok, ele não era o maior pegador do mundo, mas o cara conseguia algumas sereias na rede de vez em quando e mesmo quando não conseguia, ele nunca deixou de ser confiante e se gabar por conquistas ainda não alcançadas. “Os soluços do John no final feliz do filme vão quebrar todo o clima da coisa!” ele completou com um sorriso largo desafiando a carranca que John direcionou a ele. Eu explodi em risadas e John me olhou indignadamente, mas isso só me fez rir ainda mais.

Não vá a luta se você não aguenta pancada certo?

“Sério gente, desistam. Vamos ali ver um filme com muito sangue e explosões porque hoje a coisa tá feia por aqui.” Eu tentei fortificar meu argumento gesticulando para o salão lotado de pessoas. Aparentemente todo mundo estava lá hoje. Exceto, é claro, por quem importava.

“Ó homem de pouca fé! Não seja pessimista Will, alguma gostosa vai aparecer.” Lucas tentou me convencer. “Acredite em milagres, certo John?” ele completou, mas a resposta de John não veio imediatamente o que me fez virar em sua direção e vê-lo praticamente babando com olhos vidrados fixos em algum lugar. Lucas balançou sua mão em frente ao rosto atônito do nosso amigo, mas isso não pareceu ter efeito algum e eu já estava considerando ir atrás de um refrigerante pra jogar na cara do meu colega de quarto quando resolvi seguir seu olhar até os sofás perto da porta.

“Amigos, eu acho que o milagre acabou de chegar.” John disse em sua voz deslumbrada.

A mulher na porta era gostosa no nível Tara Banks. Tinha a pele bronzeada num tom de dourado que parecia brilhar. Seu cabelo loiro com mechas escuras era de um encaracolado rebelde e ela tinha olhos verdes enormes. Mas é claro que, já que eu sou um cara, essa não foi a parte que me prendeu.
Essa mulher tinha o corpo mais ridiculamente perfeito que eu já vi.
A regata branca que ela usava tinha um decote em U fundo o suficiente para mostrar a curva entre seus seios maravilhosamente grandes e delineava as suas curvas de um jeito que deveria ser ilegal. Sua minissaia jeans deixava a mostra aquelas coxas grossas que faziam parte de pernas longas levemente tensionadas já que ela estava de salto alto.
O fato que os pais deixam suas filhas saírem de casa usando qualquer coisa que não seja uma burca ainda e surpreeende.
A beldade em nossa frente andou até a mesa com os programas de filmes em cartaz, alcançou um, voltou até o sofá (e sim, eu notei como ela estava rebolando), sentou-se e cruzou as pernas.
Tenho quase certeza que todos os homens num raio de 1 km suspiraram.
“Ok, aqui vou eu!” John disse e foi dando um passo a frente, mas eu e Lucas o seguramos pelo braço.
“Não tão rápido Scott, você pegou a uma ontem, minha vez de tentar!” Lucas protestou.
“Até parece Stevens, você não conseguiria uma garota daquelas nem em um milhão de anos.” John retrucou maliciosamente.
“Nenhum de nós três conseguiria ela, mas eu quero ter a honra de ser rejeitado dessa vez.” Lucas respondeu e eu ri debochado.
“Talvez vocês não consigam, mas eu tenho aquela ali no papo.” Declarei arrancando deles olhares de indignação e descrença.
“Até parece, eu tenho mais chance com uma garota como aquela do que você Peterson! Garotas como ela não gostam de magricelas como você!” John gargalhou em desdém. Ele sabia que esse era o meu ponto fraco. Não que eu seja um saco de ossos ou na da assim, mas eu simplesmente não vejo razão alguma pra levantar todo dia às 6h da manhã e passar duas horas puxando peso na academia igual ele. Prefiro trabalhar só com o rostinho lindo que mamãe me deu. Até porque, se eu fosse musculoso, esses outros dois perdedores que eu chamo de amigos não conseguiriam uma garota nunca. Diga o que quiser sobre mim, mas não diga que eu não tenho coração.

“Cara, eu consigo que ela venha assistir um filme comigo em menos de 10 min.” Simplesmente disse sem demonstrar reconhecimento por seu insulto.

“Duvido!” ele praticamente gritou.

“Ok, vamos apostar então! 30 pratas dizem que eu consigo que a gostosa venha assistir um filme comigo em 10 min ou menos.” Desafiei olhando John nos olhos. Lucas nunca aposta contra mim porque, segundo ele, as chances de vencer uma aposta comigo são tão pequenas quanto às chances de ganhar na loteria.
Ele está certo.

John também sabia disso, mas é claro que ele não desistia de tentar. Mesmo sendo um brutamonte de quase dois metros de altura o cara está sempre tentando provar sua masculinidade apostando contra mim. Eu não me importo. O dinheiro que ele perde dá 20% da minha renda mensal.

“Feito.” Nós selamos o acordo com um aperto de mão (no qual ele quase quebrou meus dedos por sinal) e eu fui em direção a minha próxima conquista.
Andei a passos lentos em direção à garota, eu precisava de tempo pra pensar em qual seria a minha fala para quebrar o gelo. Afinal nesse tipo de situação primeira impressão é tudo.

Ela analisava o guia de filmes em cartaz como se sua vida dependesse disso... Ou como se não soubesse ler. E foi assim que eu decidi qual seria a minha estratégia. Cheguei até ela e disse:
“Decisão difícil né?” pude ver um discreto sorriso que passou como um relâmpago por seus lábios e sabia que as chances estavam ao meu favor.
Mas ela era esperta, rapidamente esconde a satisfação que toda mulher sente quando um homem se aproxima dela pondo uma máscara de confusão e ingenuidade e dizendo:
“Desculpe. O que?”
“O filme. Parece que não temos boas opções hoje.” Eu repliquei pegando pesado no sorriso simpático sem deixar de ser interessado. Se esse sorriso fosse um livro, seria um Best-Seller.
“Realmente, mas eu acho que já decidi.” Ela disse ameaçando levantar-se.
Em circunstâncias normais eu a deixaria ir depois arranjaria um jeito de descobrir onde ela estava sentada no cinema e comprar o acento ao seu lado (o dono do cinema é meu amigo). Esse seria o jeito certo, infalível de conseguir uma garota daquela, mas eu não tinha tempo para jogar do jeito seguro. Felizmente eu nunca tive problemas em ser ousado.
“Será que você se importaria em dividir seu guia comigo?” disse me sentando ao lado dela no sofá, levemente consciente dos dois pares de olhos que me fitavam pelas costas. Se eu perdesse essa aqueles dois otários que eu chamo de amigos nunca mais me deixariam em paz.
“Claro” ela disse me estendendo o guia e ameaçando levantar novamente. Eu olhei no relógio, eu tinha apenas 7 minutos agora então fiz um movimento desesperado e a toquei no braço para que ela não levantasse.
“Qual é, me ajude a escolher... alem do mais eu não posso deixar uma garota linda como você ir sozinha assistir um filme. É anticavalheiresco.” Terminei com uma piscadela de lado completa com um meio sorriso.
Sim, eu sabia que essa era provavelmente a pior cantada já dita desde “Você é o ovo da minha marmita” e pra muita gente essa fala não teria funcionado. Mas como eu sou eu e sei muito bem como virar uma situação ao meu favor...
“Você realmente acabou de me dizer isso?” ela me perguntou indignada e levemente divertida acomodando-se no sofá novamente.
“Desculpe... Eu sempre falo besteira quando estou perto de uma garota tão bonita e bem vestida...” Eu abaixei a cabeça me fazendo de frágil. Ela deu uma risada doce e foi assim que eu soube que estava funcionando.
“Sério mesmo que você acabou de tentar a cantada de coitadinho?” ela gargalhou. Ótimo.
“Ei, não culpe um cara por tentar!” eu gargalhei com ela. “Além do mais, não é como se você tivesse muitas opções melhores aqui hoje...” Eu gesticulei para o cinema lotado.
“Como assim? O cinema está cheio de gente!”
“Mas ninguém a sua altura.” Resolvi massagear o ego dela um pouco. “Sério, com quem você sairia? Os nerds indo ver algum filme de abdução alienígena que você nunca vai entender? Os bombados sem cérebro que estão aqui pra ver a nova cinebiografia do Mike Tyson? Ou quem sabe você queira os homens acima de 40 anos indo ver o filme de ação da semana, mas vão sair antes dos trailers acabarem e entrar na seção para maiores de 18?” eu apontei para cada grupo marcando bem a minha voz com sarcasmo exagerado enquanto ela gargalhava ao meu lado. Eu estava ficando sem tempo para ser sutil.
Olhei no relógio: 5 minutos
“Encare os fatos, eu sou a sua opção mais viável!” disse me forçando a não soar desesperado. Essa é a diversão da conquista. Não importa o quanto a garota seja fácil, ou a confiança que eu tenha em minha lábia, eu sempre tinha aquela tensão antes da palavra final. Aquele frio na barriga que se tem antes de subir na montanha russa. Esse era o meu esporte favorito.
“Ok. Estou indo ver Anoitecer parte 2, quer vir comigo?” ela disse apontando para a capa do filme no guia e eu bufei em pensamento. Odeio todo e qualquer filme com vampiros.
“Mas é claro, amo os filmes com vampiros!” eu sorri pra ela.
O que eu não faço por uma aposta...
Começamos a andar em direção à bilheteria falando sobre o filme que veríamos. Quando ela estava no meio de um comentário sobre a trama do filme eu olhei no relógio. Uma conquista em 7 minutos. Quase bati um Record. Cheio de orgulho virei o rosto para minha dupla de amigos e sorri.

O Jantar de hoje estava pago.