− Não, não, você deve levar isso para o andar de cima, segunda porta do corredor da esquerda. – Steve disse para os carregadores que chegavam trazendo os móveis.

− Senhor Rogers, onde eu coloco esse quadro?

− No terceiro quarto, subindo a escada, corredor à direita. – respondeu Steve.

O loiro estava ficando cansado. Havia chegado a hora da organização dos espaços dentro da mansão. Havia a sala de controle, onde o sistema operacional estava instalado. Pelo menos dessa parte a S.H.I.E.L.D. havia cuidado, e Rogers só precisou se preocupar com as acomodações de cada membro do grupo.

Estavam acabando a arrumação. Steve precisou viajar para Nova York, para cuidar desses detalhes finais e entregar a mansão pronta para o grupo.

E como ele era perfeccionista, queria que nada estivesse fora do que ele mesmo havia planejado.

Depois ele convocaria uma reunião para a inauguração oficial do QG d’Os Vingadores. Mas antes disso tudo, era preciso organizar o espaço. Coisa que os carregadores não estavam tendo muito sucesso.

− Preciso sair um pouco. Só ponham tudo nos lugares onde eu falei e montem. Se fizerem tudo de maneira organizada não terão grandes problemas.

Steve precisava tomar um ar. Em frente à mansão havia um jardim enorme e uma árvore logo ao lado da porta de entrada. Sentou-se embaixo da mesma, encostando as costas no tronco.

O dia estava agradável. O vento tocava em Steve, bagunçando seus cabelos loiros, sempre tão alinhados. Pegou um bloco de desenho do bolso da jaqueta marrom que usava, junto com um lápis. Abriu o bloco e procurou uma folha limpa, que foi encontrar só no final.

Todas as outras estavam ocupadas com desenhos de Tony, em diferentes poses. Havia até uma com Stark nu, que Steve esperava que o moreno não visse tão cedo.

O loiro começou a rascunhar mais um desenho, dessa vez o rosto em perfil do Iron Man. Procurou detalhar os olhos, principalmente.

Já fazia um mês que eles não se viam, e cinco que haviam se falado pelo telefone pela última vez. Steve estava com saudade. Daquele tipo que faz seu coração ser arrancado do peito.

Mesmo que Steve quisesse ligar, sabia que não seria correto. Quando Tony estava trabalhando em coisas importantes, não gostava de ser atrapalhado.



“− Steve, desculpe, mas é importante...

− Engraçado você dizer isso, você é o primeiro que quer ver Bruce transformado. Sempre procurando deixá-lo irritado. Me admira que, agora, vocês estejam trabalhando numa cura.

− Olha, eu não vou perder tempo discutindo isso com você. Eu só liguei para informar. As pesquisas do Bruce já estavam bem adiantadas, e como os equipamentos do meu laboratório são muito mais avançados que os do governo, eu sugeri que trabalhássemos nelas aqui.

− Quanto tempo mais?

− Não tenho um prazo, mas não será tudo feito de uma vez. Assim que terminar essa primeira parte eu volto para casa, tudo bem?

Não. Não estava tudo bem. Era isso que Steve queria dizer. Ele queria seu noivo de volta. Respirou fundo. Seria mais uma coisa que Steve deveria suportar. Não podia ser mesquinho, afinal, a cura para o “problema” de Banner podia significar um avanço enorme no campo da ciência, disso Rogers tinha certeza.

− Ok. – foi tudo que Steve disse.

− Eu também estou com saudade. Muita. Você não faz ideia. Eu já estou tendo sonhos eróticos com você.

− Tony, pelo amor de Deus! – Steve falou do outro lado da linha, meio constrangido. – Não tem ninguém perto de você, têm?

− Não, eu saí um pouco do laboratório, precisava esticar o corpo. Estou na minha sala. Mas é verdade – o moreno dizia, rindo do outro lado da linha – no meu último sonho nós estamos aqui na empresa, e transamos na mesa da sala de reuniões da diretoria. Você não parava de gemer meu nome, nossa, que delícia, precisamos fazer isso.

− Não, não precisamos não.

− E você, não tem sonhado comigo? – perguntou Tony. Esperou alguns instantes por uma resposta – Você sonhou comigo! Depois eu que sou o pervertido!

− Não... quer dizer... talvez...

− Me conta. Eu quero saber. – Tony disse, sua voz ganhando uma sonoridade diferente através do telefone.

− Bem, nós estávamos no píer. Era de tarde, o sol estava bem forte no céu. Você estava beijando meu pescoço enquanto suas mãos tentavam tirar a minha camisa...

− Hum... que mais?

− Eu abri o zíper da sua calça e comecei... você sabe... a te tocar...

− Ai que gostoso... continua...

− Tony?

− Steve... vai...

− Onde você está? – Steve perguntou e ouviu um gemido vindo do outro lado da ligação. – Você está se masturbando?

− Não para de contar, você está estragando o clima.

− Você é impossível!!!

− Nunca ouviu falar em telesex?

− Tony, preste atenção. Estou indo pra Nova York. Assim que terminar tudo por lá eu vou te entregar a chave da mansão, em mãos.

− Tá, tá, senhor “não curto sexo diferente”.

− Se eu voltar e você estiver na empresa, eu vou passar aí.

− Tá. Pode vir.

− Sério?

− Sim. Eu vou te levar pro banheiro. – disse Stark, rindo – Ou para a sala de reuniões... pensando bem, a sala é melhor.

− Tony, é sério...”.



Stark estava sentado no refeitório da companhia, comendo seu almoço. Aqueles dias estavam sendo difíceis. Com o auxílio de Bruce eles haviam terminado de construir um aparelho de radiação portátil, o que auxiliaria as vítimas de câncer no tratamento dessa enfermidade.

Depois de quinze dias de trabalho árduo, eles concluíram esse experimento com êxito. Agora ambos trabalhavam numa coisa muito maior: a mutação causada por raios Gama.

Em poucas palavras, uma cura para Bruce.

O cientista era seu amigo, e Stark queria ajudá-lo, mesmo não entendendo o porquê Bruce desejaria retirar essa mutação do seu DNA.

Tony a achava o máximo.

Mas agora, totalizando um mês, seu coração estava ansiando por outra coisa. Não só seu coração, mas seu corpo também.

Tony estava com tanta saudade de Steve que, se na última ligação deles, o loiro não tivesse percebido o que ele estava fazendo, era certo que Tony teria ejaculado no banheiro adjacente a sua sala.

− Faltou tão pouco... – disse Stark para si mesmo.

− O que faltou? Tem algo na pesquisa que eu não percebi?

− Bruce, que susto!

− Tem dez minutos que eu estou na sua frente, Tony. Como você estava olhando para o nada, pensei que estivesse tendo alguma ideia em relação a minha pesquisa. Nada de novo?

− Não. – desconversou Tony, se ajeitando na cadeira – Mas levei os algoritmos para Jarvis analisar, ver se ele encontra algo que não enxergamos durante esse tempo.

− É uma boa ideia. – disse Bruce, retirando os óculos e pousando-os sobre a mesa – Seria uma boa ideia também se saíssemos um pouco daqui. Mentes cansadas não trabalham bem. E sua cara não está nada boa.

− O que tem ela?

− Falta de melanina. Você precisa de sol. E relaxar.

− Talvez você tenha razão, Bruce. Podemos fazer isso amanhã.

Sim, seria mesmo uma boa ideia. Tony precisava de um momento de descanso, estava se esforçando demais; aliás, não só ele.

− Hoje precisamos enviar os equipamentos para os primeiros testes, Bruce. Eu cuido da parte burocrática, não se preocupe. – disse Tony, se levantando da mesa.

Seria melhor que adiantasse hoje o que ele havia planejado para o trabalho, amanhã.

Notas finais
Gente, oi *--*

Olha eu quero agradecer a todas vocês que têm acompanhado DylmA. Amo a todas.

Os reviews são lindos e mesmo as reações de ódio e rancor, sejam Stoner ou Stanner, me fazem feliz do mesmo jeito.

Acho que tô conseguindo alcançar meu objetivo *sim é tudo friamente calculado [risada das trevas]*

Obrigada por lerem e estarem comigo e com os lindos Steve, Tony e Bruce.

Bjo =*