Don't You Love Me Anymore?

12 Capítulo 12 - Final


Na tarde daquele mesmo dia, Tony e Steve voltaram do hospital juntos para Malibu Point, assim que o moreno recebeu a visita do médico e o mesmo lhe deu alta, após verificar que todas as taxas de seu sangue estavam normais e ele estava fora de perigo.

O táxi deixou os dois na entrada da mansão de Tony Stark, a grande casa branca no alto da colina, em frente à praia de Malibu.

Steve abriu a porta da frente, carregando com a mão direita à pequena mala que Pepper havia preparado e levado para Tony no hospital. Com a mão esquerda ele segurava com força as mãos de Stark, como para se certificar que o moreno nunca mais fosse fugir de sua vida.

− Senhor Rogers, é sempre um prazer vê-lo. – cumprimentou a ruiva, que os esperava na sala de estar – Aqui, deixe-me cuidar disso. – disse Pepper, pegando a mala das mãos de Steve.

− Obrigado Pepper. É sempre muito bom vê-la, para ser bem sincero. E obrigado por cuidar do Tony.

− Ei! Eu não preciso de alguém para cuidar de mim. Eu sei me virar. – interveio Stark.

− Sr. Rogers, apenas se certifique de não deixar o Sr. Stark a solta novamente.

− Eu irei me lembrar disso.

− Alôu! Eu estou aqui. – disse o moreno, gesticulando.

− Não faz bem a saúde dele estar sozinho.

− Eu percebi. – Steve olhou para Tony, que estava a ponto de vestir a armadura e socar a cara dele. O loiro riu – Mas não se preocupe. Eu não tenho intenção de ir a lugar nenhum.

Foi o suficiente para Tony suavizar a expressão que tinha em seu rosto. A ruiva, percebendo que não havia mais o que fazer ali, se despediu dos dois e saiu do recinto.

Foi apenas o tempo da porta ser fechada pra Steve abraçar Tony com força, repousando o rosto na curva do pescoço do moreno. Stark levou as mãos até as omoplatas do loiro e eles ficaram assim, por um tempo, somente sentindo o calor do corpo um do outro. Saciando a falta que ambos sentiam após tantos meses afastados, tendo apenas as lembranças para aquecê-los.

Ficaram assim por alguns minutos, até Steve pegar Stark no colo e subir as escadas.

− Eu achei que você nunca iria fazer isso. – disse Stark, beijando o pescoço do loiro.

− Eu estava esperando um momento adequado. – falou Steve, já em frente à porta do quarto.

− Qualquer hora é adequada para amar você, Steve.

Rogers se espantou pela declaração do moreno, que não veio cheia de humor ou sarcasmo. Era apenas a constatação do que havia por dentro, bem lá no fundo do coração de Tony.

Steve deitou Stark sobre a cama de casal e, com as mãos espalmadas na cama, prendeu Tony abaixo de si. Ainda observou o moreno, que segurava sua camisa, puxando-o para baixo, esperando que Steve se aconchegasse sobre seu corpo.

− É muito injusto ter superforça e usá-la contra mim, sabia?

− Eu te amo, Tony. – disse Steve, sério, mirando seus olhos azuis bem no fundo dos olhos castanhos de Tony.

− Apenas me beije de novo, Steve. – falou Tony, se perdendo no olhar do loiro.

Era difícil manter os olhos fixos em Steve por muito tempo. Era como se perder em alto mar. Porém Tony nunca ficava perdido por muito tempo. Era sempre encontrado pelos lábios do loiro. Como agora.

Steve beijou cada parte do rosto de Tony. Começou pela testa e foi passando pelos olhos, bochechas, nariz, queixo, pescoço, até chegar aos lábios de Tony. Só aí o loiro se permitiu, finalmente, aconchegar seu corpo sobre o do moreno, sentindo os espasmos causados apenas pelo encontro dos seus corpos um com o outro.

Os dedos de Tony tocando as costelas de Steve e as mãos do loiro buscando os cabelos castanhos do homem embaixo de si. Tudo acontecendo sem que suas bocas se distanciassem um milímetro sequer.

As roupas que usavam começaram a causar incômodo em contado com suas peles, que agora só desejavam se encontrar mais uma vez, para nunca se distanciarem de novo.

Steve deixou os lábios de Tony e passou a beijar seu maxilar, arrancando pequenos suspiros dos lábios do moreno. Suas mãos deixando os cabelos de Tony e chegando a bainha da camiseta que o moreno usava.

Stark ergueu os braços, sentando-se na cama, permitindo que Steve lhe tirasse essa peça de roupa. Logo em seguida voltou sua atenção aos botões da camisa do loiro, desabotoando e lhe tirando a camisa também.

Com mãos trêmulas, se permitiu tocar o peito de Steve. Pode sentir sob seus dedos o pulsar do coração do loiro. O mesmo de antes. O mesmo de sempre. Beijou o tórax de Steve, enquanto suas mãos desciam até o cós da calça que Rogers usava. Pode perceber uma pequena mudança na respiração do loiro, se tornando mais intensa quando o moreno abriu o zíper e já tocava Steve por cima da boxer.

T-Tony... – gemeu Steve.

Era tanta saudade, mas tanta, que Steve não conteve o gemido que brotou rouco de sua garganta quando sentiu os dedos de Tony lhe tocando, mesmo por cima do tecido de sua roupa de baixo.

Tony apenas se deliciava com tudo que vinha de Rogers. Principalmente quando ele deixava sua inocência de lado e algo dentro dele o fazia virar o mais perfeito pervertido.

Como agora.

Steve deitou Tony novamente sobre a cama, já lhe tirando as peças de roupa que ainda o impediam de ver Stark, completamente. As peças voaram, indo parar num canto qualquer do quarto juntamente com as suas, que se apressou em retirar também.

Finalmente suas peles se tocavam, agora livre dos empecilhos de qualquer peça de roupa. As mãos de ambos livres o suficiente para explorar o corpo um do outro. Tocando. Apertando. Redescobrindo.

Calor.

Era o que sentiam.

Suor.

Era o que resultava.

Necessidade.

Era o que buscavam saciar.

Steve procurou, com mão trôpega, na gaveta da mesinha de cabeceira, o pequeno pote do lubrificante, que ficava no canto esquerdo. Propositalmente o mais próximo à cama possível.

Sem deixar os lábios de Tony um só momento, Steve abriu o pote e lambuzou a mão com o líquido, assim como sua ereção, que já pulsava feito louca buscando por alívio.

Stark olhou para Steve. Ele estava pronto. Preparado para receber o loiro dentro de si, para acabar com a tortura que foi cada dia longe de Steve. Era angustiante a espera, até que Rogers ergueu as pernas do moreno e, com calma, adentrou Tony.

O moreno apertou o lençol sob suas mãos e fechou os olhos, enquanto Steve começava a escorregar dentro dele, num deslizar ritmado. Aos poucos, como quem não tem pressa, indo e vindo dentro de Tony, modificando a dor inicial em ondas de prazer indelével.

Steve aumentou o ritmo dos movimentos dentro de Tony, enquanto sua mão, ainda úmida pelo lubrificante, buscava a ereção, por pouco tempo negligenciada, de Tony.

O loiro e o moreno agora seguiam juntos uma mesma cadência de movimentos, como se não tivessem passado nenhum minuto longe um do outro.

A cada gemido de Tony, Steve aumentava as investidas, atingindo um ponto dentro de Tony que estava levando o moreno à beira da loucura.

− S-Ste-St... – tentou pronunciar, em vão, Tony.

Foi tomado por uma onda de prazer que o fez gozar assim que tentou pronunciar o nome do loiro, que não ficou muito atrás.

Assim que ouviu seu nome, semipronunciado, cortado por gemidos, Steve atingiu o clímax e também se permitiu derramar seu líquido. Retirou-se de dentro do moreno e deitou, arfando, ao lado de Tony.

Ele sabia, ambos sabiam que precisavam tomar um banho. Mas não foram a lugar algum.

Steve se aconchegou sobre o peito de Tony. E o moreno compreendia. Dormiria com ele em seus braços e acordaria nos braços dele, no outro dia, sentindo o calor do corpo de Steve. O bater do seu coração. O ressoar da sua respiração...

− Eu te amo, Steve. – disse o moreno, por fim, enquanto anelava os fios loiros de Rogers.

~~~****~~~

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar

− Tony, você ainda não está pronto? – perguntou Steve, impaciente, olhando para o relógio.

− Relaxa, já estamos em casa mesmo, é só descer as escadas.

− Claro, mas não acha que será muito inconveniente se chegarmos atrasados na nossa cerimônia de casamento em nossa própria casa? – Steve pegou o terno de Tony e ajudou o moreno a se vestir.

Steve vestia um terno preto, com colete também preto, camisa branca e uma gravata borboleta, também na cor preta. Os cabelos loiros alinhados, nenhum fio fora do lugar. Estava simples, porém impecável.

− Sabe o que eu quero fazer agora?

− Descer e acabarmos logo com isso?

− Não, eu quero tirar a sua roupa e fazer sacanagens com você no chão da sala.

− E quando você acha que vai crescer?

− Não pretendo, tão cedo.

Steve fez o nó da gravata de Tony, finalizando a indumentária do moreno. Stark estava vestido com um terno branco, camisa vermelha e gravata convencional, branca. Steve tentou ainda dar um jeito no cabelo de Tony, mas sem sucesso.

− Seu cabelo combina com você, sabia? Os dois são revoltos, não param no lugar.

O toque macio que Steve sentia só fez crescer dentro dele uma vontade de beijar Stark e não parar mais. O moreno entendeu o olhar do loiro e o trouxe mais pra perto de si, colando seus lábios nos dele.

Suas mãos na nuca de Steve tocando a pele e os cabelos do loiro. Era impossível separar-se dele.

O universo conspira a nosso favor
A consequência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Os convidados aguardavam, com certa ansiedade, os noivos aparecerem. Tony contratou um juiz, que já havia chegado e os aguardava, também. Todos os membros da S.H.I.E.L.D. e dos Vingadores foram convidados, inclusive Bruce, que não compareceu a cerimônia, obviamente.

Mais alguns minutos de espera e os dois apareceram. A cerimônia seria realizada na varanda da mansão, de frente para o mar. O juiz tomou seu lugar à frente dos noivos e começou a apresentação. Após as formalidades de praxe, os dois assinaram o livro de registro, assim como os padrinhos, Pepper e Rhodes para Stark; Natasha e Clint para Steve. Por último e talvez o mais importante, Stark e Rogers trocaram as alianças.

Era real e verdadeiro. Ambos pertenciam um ao outro a partir daquele momento.

− Eu queria dizer algumas palavras. – pronunciou Stark em meio à salva de palmas dos presentes – Não são muitas, eu prometo. “Steve, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Com você ao meu lado, eu me tornei uma pessoa diferente. Uma pessoa melhor. Porque eu tenho o melhor ao meu lado. Não consigo imaginar minha vida sem esse milagre, que é você, nela. Então eu só posso dizer que te amo. Mais que a mim mesmo. Porque eu só sou realmente feliz por você estar ao meu lado. E lembre-se bem dessas palavras: eu te amo. Você não costuma ouvi-las com a frequência que merece, mas saiba que não passa um único dia onde eu não acorde agradecendo a sua existência e o fato de você me amar.”

Steve ouviu aquela declaração com lágrimas nos olhos. Era sempre uma alegria ouvir Tony dizer que o amava, já que o moreno não abria o coração, comumente.

− Eu também quero dizer algumas coisas – sorriu Steve, entre as lágrimas que surgiam, segurando bem forte nas mãos de Tony – “Tony, eu vivi uma vida inteira sem saber o que era amar, realmente, alguém. Passei setenta anos congelado, vivendo de memórias passadas e achando que nunca acordaria do pesadelo. Até que esse dia finalmente chegou. Eu acordei num mundo novo para mim, diferente. E pude entender o propósito de ter sido esquecido por tanto tempo. Eu não poderia ter acordado em outro tempo, pois eu precisava acordar para você. Você, Tony Stark, deu o sentido que a minha existência precisava. Deu paixão aos meus dias. E eu sei, eu sinto, que minha vida só tem algum sentido nesse século porque você existe. Eu te amo de uma maneira que jamais me imaginei capaz de sentir. E espero compartilhar o resto da minha vida ao seu lado.”

Ao terminar os votos, Steve sorriu, olhando para Stark.

Ambos trocaram o primeiro beijo da certeza. Certeza que nada, nem ninguém, nem o tempo e nem à distância poderiam mais separá-los.

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar...

Notas finais
GENTE T_____T Acabou. Sim, este é o último capítulo de DylmA. Pouco mais de um mês de postagens e chegamos ao final. E eu queria agradecer a cada um de vocês que dispensou alguns minutos da sua vida para ler essa fic. E agradecer duplamente aqueles que dispensaram um minuto a mais, comentando. Aqueles que mandaram o feedback via twitter, um grande abraço. Eu queria abraçar a cada um/uma e apertar e não soltar mais. Sei que nos encontraremos em breve, mas sim, já sinto saudades dos comentários de vocês. Desculpe qualquer coisa, viu? Imaginem que doeu separar meu OTP master. Chorei muitas lágrimas enquanto escrevia. Mas agora são águas passadas. A música super casamenteira é do Nando Reis e da Roberta Campos: De Janeiro a Janeiro. Um grande abraço =* PS.: Eram assim que eles estavam vestidos para a cerimônia do casamento: http://i173.photobucket.com/albums/w57/Doce_angel/Capas%20Fanfic/Dylma.jpg PS2.: Fiz um final para o Bruce. Irei postar em breve =*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!