Dont Worry
1 Dont Worry
Notas iniciais
Espero que a Fou-san não esteja OOC demais! Tive dificuldades pra fazer a parte dela!
Êpa, é minha primeira fic sem OCs, devemos comemorar HAHAHA. É difícil para mim não meter alguém diferente no meio da história.
Kissu!
Ela já podia ouvir seus passos enquanto o garoto de cabelo branco se aproximava. O andar dele era escandaloso e de alguma maneira irritante a ela, de modo que Fou acabara por se acostumar com o som. Os passos pararam então repentinamente e a voz de Allen Walker ressoou casualmente pelo cômodo.
– Como está indo, Fou?
– Estou indo bem – ela respondeu, sem se mexer. Continuou infurnada naquela parede, pois não queria olhar na cara dele agora.
– É mesmo? Fico feliz.
– Então você vai voltar? – perguntou com uma voz desinteressada. – Achei que estivéssemos sem tempo.
Ele notou que ela já o esperava. Sorriu um pouco.
– Você é um Exorcista estranho – ela disse de repente.
– Isso foi grosseiro – ele disse, meio que rindo. – Por que acha isso?
Ela deu risada.
– Idiota... Porque, Walker, você ama humanos e akumas. Só por esse motivo.
Ele riu também. Era bastante irônico, realmente, mas não era um bom motivo para ele ser um Exorcista estranho. Ficaram poucos segundos em silêncio.
– Vou dormir, estou cansada – ela disse simplesmente. Mas depois de alguns segundos, acrescentou: – É melhor você vir me ver de novo! Senão...
Allen sorriu. De fato, viria. Nunca se esqueceria do que Fou fizera por ele. A lembrança de quando estava sendo carregado e ela se transformou em uma cópia dele para distrair o akuma nível 3 passou por sua mente de novo. Ela fizera aquilo de forma tão solene, como se estivesse pronta para morrer por um ideal... Proteger aqueles que precisavam fugir. Mas Allen jamais poderia deixar que isso acontecesse.
Ele estendeu o braço, estirando o polegar num sinal positivo, embora soubesse que ela não prestava atenção nele naquele momento.
– Estou indo – disse finalmente.
– Adeus, Walker.
Ele sorriu novamente.
– Até outra hora, Fou. E... Obrigado.
Ela não respondeu. Ele entendeu como uma deixa para ir embora. Não podia demorar, até porque os outros o esperavam.
Depois da despedida, Bak Chan não sabia muito bem o que fazer. Tinha trabalho, isso era verdade, mas não estava com a mínima disposição para fazê-lo agora. Deixou-se então andar pelo Quartel General e seus pés o levaram sem hesitação até onde poucos minutos atrás Allen Walker havia estado. Ele parou ao perceber onde fora parar, mas agora já era tarde, pois Fou já escutara seus passos.
Ela não fora dormir realmente, estava pensativa demais para isso. Só queria que Allen fosse embora de uma vez para não prolongar algo que poderia se transformar numa melação sentimental. Odiava despedidas. Ela reconheceu os passos de Bak, porém nada disse a princípio. Notou que ele parara e a partir daí não se movera mais. Bak, entretanto, ficara encarando a parede como se de algum modo pudesse fazer com que o tempo voltasse e ele não tivesse tomado aquele caminho.
– O que você quer, Baka Bak? – perguntou Fou, finalmente, quebrando o silêncio.
Ele não respondeu. Ou levou tempo demais para responder embora não tivesse percebido, porque Fou insistiu:
– Vai ficar aí parado que nem um idiota?
Ele respondeu com um leve dar de ombros.
– O que quer que eu faça?
– Responda-me o que veio fazer aqui – ela disse, começando a irritar-se. – Quer dizer, além de testar minha paciência.
Ele baixou o olhar para o chão.
– Na verdade, não sei – respondeu. – Pode aparecer para conversarmos cara-a-cara ou vai ficar se escondendo?
Embora contrariada, ela obedeceu, saindo de lá com o cenho franzido de raiva.
– Como ousa insinuar que eu me escondo? Não sou covarde como você!
Ele suspirou.
– Tem razão, sou um covarde – admitiu.
Ela parou de caminhar até ele, franzindo o cenho mais ainda e olhando-o com estranheza.
– O que você tem hoje? Além de não estar reclamando dos meus xingamentos, ainda concorda comigo? O que fez com o Baka Bak?
Ele ergueu os olhos para ela.
– Não é nada – mentiu. – Acho que a partida de Walker me colocou na realidade de novo.
– Hmm. Ele já foi não é? – comentou, mudando de assunto e já não parecendo irritada. – Ele veio se despedir de mim.
Bak sorriu.
– Você gostou daquele garoto, não é?
Fou lhe lançou um olhar afiado.
– Ele é um garoto interessante e tem bons ideais, mas nada mais que isso. Por quê?
Ele baixou o olhar e balançou a cabeça. Fou o olhou com interesse, e depois de notar uma coisa, franziu o cenho, aproximando-se alguns passos.
– Está nervoso?
– O quê? Por quê? – disse um tanto imediatamente demais.
Fou apontou para Bak.
– De novo, Baka Bak.
Ele ficou ainda mais nervoso ao perceber que estava começando a ficar com manchas.
– Ahh. Não, na verdade...
Ela estreitou o olhar.
– Você por acaso está com... – ela parou, olhando para o chão e imediatamente balançando a cabeça. – Não – murmurou consigo mesma, um tanto alto. Ele não podia estar com ciúmes. Começou a rir da ideia. Fou boba, claro que ele não estava com ciúmes de Allen Walker! Que ideia!
Bak a encarou por alguns segundos, começando a se despreocupar com as manchas.
– Fou – chamou.
– O quê? – ela olhou para ele com o habitual olhar sarcástico e presunçoso.
– O que ia dizer?
Ela balançou a cabeça.
– Não, não vou falar, é um pensamento um tanto constrangedor de tão ridículo. Acho que consegui ser mais idiota do que você graças a isso.
– Ia perguntar – ele a ignorou. – Se eu estava com ciúmes do Walker?
O sorriso irônico dela se desmanchou.
– Como você... – ela parou, sem conseguir terminar a frase.
Bak cerrou os punhos, tentando acalmar-se.
– Porque é verdade.
Ela o ficou olhando por alguns segundos e então sorriu de um modo que Bak nunca a tinha visto sorrir antes. Parecia ser levemente benévolo e condescendente, o que não combinava com a personalidade de Fou, embora estivesse em sincronia com a situação.
– Você é mesmo um idiota, Baka Bak – ela falou.
Ficaram mais um tempo em silêncio. Idiota, pensou Fou. Por que não toma a iniciativa? Será que eu tenho que fazer tudo nessa droga?
Mas assim que pensara isso, os punhos de Bak Chan se cerraram e ele caminhou com determinação até Fou. Os lábios dele tocaram os dela com delicadeza, mas foi tão repentino que ela se surpreendeu. O sentimento naquele momento foi indescritível. Provavelmente algo que nem mesmo humanos, akumas ou qualquer outra criatura seria capaz de entender, pois pertenceu apenas a eles, Bak e Fou. E então eles se separaram. Olharam um para o outro, tentando esconder o brilho que contrastava com suas íris, demonstrando a felicidade por finalmente aquele momento ter chegado. Agora não precisavam mais brincar de mentir um para o outro.
– Eu preciso aprender a parar de te subestimar, Baka Bak – Fou finalmente falou, sorrindo sarcasticamente.
Notas finais
Por favor, digam se a Fou ficou OOC, estou tão preocupada com isso x_x'
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