Notas iniciais
Oi gente! Quero especialmente agradecer aos comentários do capitulo anterior! XOXO! Vocês são uns fofuxos! Boa leitura!

Bia saíra da piscina. Ia na direção do quarto das meninas. Estava no limite de sua paciência. Passou pela sala. Viu Leticia sentada no sofá e a encarou incrédula.

Subiu as escadas, ainda mais nervosa. E indignada. As cenas dos últimos momentos passaram pela sua cabeça. Entrou no quarto. Colocou uma blusa preta, jaqueta, calça jeans e um par de coturnos pretos. Secou o cabelo e o prendeu em um rabo-de-cavalo. Os fios menores de sua franja falsa caíram em seu rosto. Passou rímel e lápis de olho.

Desceu. Pegou o iPhone na mesinha de centro da sala. Encarou Leticia mais uma vez. A morena fez o mesmo. Incrédulas.

Beatriz saiu do Orfanato. Bateu a porta da frente com força e, o portão, mais ainda. Andou. Talve sem rumo. Já sabia para onde iria.

Após alguns poucos minutos andando, chegou ao seu destino. A praça. Caminhou para perto do lago e se sentou no chão. Ligou o celular. Foi até as músicas e selecionou Rolling In The Deep, da Adele. Colocou-o na grama ao seu lado. Pegou uma pedrinha e a atirou na água.

– Até parece que eu tenho ciumes do Eduardo. Haha. — disse atirando outra. E outra em seguida. Ela estava furiosa.

***

A loira continuara a falar sozinha. Quase não haviam pedras ao seu lado, pois jogara-as no lago. As músicas já haviam mudado.

– Eu te odeio, Eduardo! Odeio! — gritou.

– "Cê" tá meio nervosa, não acha loira? — disse alguém se sentando ao lado de Bia. A mesma revirou os olhos.

– O que você quer Janjão? — perguntou, seca.

– Um milhão de reais. — disse o garoto. Bia lhe mostrou o dedo do meio. — Relaxa, loira.

– Desde quando você pensa que pode me chamar desse jeito? — disse Bia. Janjão riu. — Tá vendo algum palhaço, garoto? — ironizou. O moreno passou um dos braços por seu ombro e encarou o horizonte. A loira arqueou a sobrancelha.

– Não. — respondeu o menino. — Mas eu vi uma gata muito gata por aqui! — Bia bufou tirando seu braço do ombro.

– Se enxerga! — um silêncio momentâneo surgiu. Bia atirou outra pedra no lago.

– Não é assim que se faz! — disse Janjão. Este pegou uma pedrinha, levantou-se e a atirou na água, longe. Beatriz arregalou os olhos. — É assim que se faz! — gabou-se. Se sentou, novamente.

– Tanto faz! — exclamou a loira. — O quê você veio fazer aqui? — perguntou enquanto brincava com a grama.

– 'Tava' só de passagem... E você?

– Nada. Só vim pensar na vida.

– No Duda também? — a verdade era que Janjão escutara Bia reclamar de Duda.

– O quê?

– Eu escutei você falando dele, loira! O que aconteceu?

– Por que eu te contaria?

– Não sei.

Aquele velho silêncio voltou. Bia desligou o celular e o deixou no mesmo lugar. Abraçou suas pernas contra o busto. Encarou o horizonte. Janjão apenas observou a menina.

No Karaoke...

– Porque eu não te perder agora. Eu estou aqui olhando a minha outra metade. O espaço que tinha no meu coração é o espaço que agora você está. Me mostre como lutar agora e eu te direi, baby, 'isso foi fácil'. Eu voltei pra você assim que eu descobri: Você estava aqui o tempo todo. É como se você fosse meu espelho, meu espelho me refletindo. Eu não conseguiria ficar maior com mais ninguém atrás de mim e agora está claro, como essa promessa, que estamos fazendo dois reflexos em um porque você é meu espelho, meu espelho me refletindo...Me refletindo. — cantava* Juca encarando a namorada. A mesma sorria enquanto ouvia a música.

Perto do balcão, Angel observava os dois. Fazia tempo que não via um casal tão apaixonado.

– O amor é lindo, não é papai? — disse a morena sorrindo. Seu pai, que estava no caixa contando o lucro daquele dia, apenas revirou os olhos.

– É Angel... Até alguém pedir um baguette recheado de cheddar! — reclamou o homem. Angel riu. Caminhou até a mesa em que Vivi estava e se sentou.

– Você tem muita sorte, sabia? — disse provocando susto na morena.

– Sim... eu tenho! — afirmou Vivi depois de um tempo e passou a observar o namorado no palco.

No Orfanato...

Chico caminhou até uma das mesas da cozinha. Tinha em mãos uma carta. Na verdade, era a quinta que ele recebera naquela semana. Abriu.

" Caro Francisco,

Sei que parece estranho eu lhe enviar estas cartas. Você não tem me respondido. Enfim, estou voltando para o Brasil. Como está minha filha? E Flávio? Estão bem?

Gostaria de ver a menina. Mas não me apegar à ela. Por favor, ajude-me. Creio que Flávio não permitirá que eu me aproxime dela então preciso de sua ajuda.

Grata."

Era uma carta da mãe de Teca. Chico estranhou o fato dela querer ver a filha. A verdade era que a mulher abandonou a filha e o ex-marido para ser modelo na Europa. Chico não entendia porquê ela queria se encontrar com sua afilhada...

Na sala...

Cris escrevia mais uma postagem para o seu blog. Era sobre paixões impossíveis. Tentara falar com Samuca naquela tarde mais uma vez, em vão. O garoto fechou a porta na cara dela. Literalmente.

Mili e Pata assistiam à ' As Vantagens de Ser Invisível'. Pela quarta vez. Era o filme favorito das melhores amigas. Enquanto assistia ao filme, a mais velha também trocava mensagens com Mosca pelo celular. O garoto lhe dizia que estava ansioso para receber alta.

Ana desenhava no outro sofá. Thiago divertia a garota, que se encontrava entre risos. Tati também não conseguia parar de rir com as piadas. Binho, que estava enciumado, iniciara uma competição para saber quem era o mais engraçado. Neco também entrara no jogo.

Dani percebeu a aproximação de Thiago e Ana. Estranhou. Chamou Teca em um canto para conversarem.

– O que você acha que 'tá' rolando entre aqueles dois? — perguntou, insegura, para a amiga. Teca inclinou-se para o lado.

– Thiago e Ana. Acho que nada. Ela é muito inocente pra ele. Logo seu 'boycrush' desencana! — afirmou. — Está mesmo 'in love' com ele, não é?

– Talvez. — respondeu Dani. Teca se juntou à Mili e Pata. Dani continuou a observar Thiago. Estava se apaixonando pelo moreno.

Duda, por sua vez, estava um tanto inquieto. Desde sua "briga" com Bia, ele não vira mais a loira. Estava preocupado. O sol já estava se pondo. Seus nervos ficaram à flor da pele. Decidiu, então, ligar para Juca. Talvez ele tivesse encontrado com Bia no Karaoke.

– Alô? — disse.

– O que você quer? — perguntou Juca, do outro lado da linha.

– A Bia tá aí com vocês?

– Por que estaria?

– Não sei. Ela sumiu.

– O quê? O que você fez pra ela? — gritou o moreno. Duda se espantou e não respondeu. — Quer saber? Eu vou desligar esta chamada acreditando que você está brincando comigo e voltar para o meu jantar com a minha namorada!

– Tá! — disse Duda. O telefone ficou mudo. O loiro bufou.

Na praça...

– Apareceu uma menina nova no Orfanato. — contou Bia a Janjão. Após algum tempo a loira decidira revelar ao moreno o que acontecera. — Ela surgiu do nada.

– E qual é o problema? — perguntou Janjão, confuso.

– O problema é que ela é uma atirada! Mal chegou no Orfanato e já sai beijando todo mundo! — disse a loira. — Dá pra acreditar que ela ia beijar o Eduarado?

– E daí?

– Oras! Ele é um tarado! Babaca. E a menina mal chegou no Orfanato...

– Você está com ciúme!

– O quê? Ele disse isso também. Mas não é verdade! — gritou. Janjão se assustou e se levantou.

– Pense como quiser. — disse saindo.

– Janjão! — chamou Bia. O garoto virou-se. — Você acha mesmo? — perguntou e ele assentiu. — Droga.

– Relaxa loira! E mais: aquele ali é um galinha. Não merece seu ciúme. — disse Janjão. Bia arqueou a sobrancelha. — Vamos esquecer isso, okay?

– Tá. — concordou Bia. — Eu odeio ele.

– Eu sei. Eu também. — disse Janjão. — Tá afim de comer um cachorro-quente? — propôs. A loira riu. Levantou-se e foi até o carrinho de lanches que havia na praça. Os dois pediram a comida e refrigerantes. Sentaram-se em um dos bancos e passaram a conversar sobre assuntos diversos. Descobriram que tinham mais coisas em comum que pensavam.

Mais tarde...

Janjão e Bia caminhavam tranquilamente até o Orfanato. Já havia escurecido e a menina sabia que tinha de voltar pra casa. Moravam na mesma rua, então decidiram ir juntos.

– Está entregue, loira. — disse o moreno quando se aproximaram do portão do Raio de Luz.

– Obrigada. — disse Bia. — Até que você é legal. Não é tão ruim do jeito que eu pensava. — afirmou rindo.

– Você também não. — o menino se aproximou. — Não esquece de assistir Game of Thrones! — avisou. A loira assentiu.

– Não esquecerei. — a menina abriu o portão e entrou. Já estava entrando quando o moreno a chamou.

– Bia!

– Hum?

– Qualquer coisa é só dá um grito! — disse. Beatriz não entendera. — É só me chamar. — corrigiu Janjão. A loira assentiu. Se despediram e então ela entrou. Havia se divertido com o seu "inimigo" naquela tarde. E adorara.

Infelizmente sua felicidade acabou ao fechar a porta de entrada do lugar e dar de cara com Eduardo. Bufou.

– Onde você estava? — perguntou o loiro irritado. Ficara aquele tempo todo esperando-a. E quando olhou pela janela e a viu com Janjão ficou com raiva. E ciúmes. — Eu te fiz uma pergunta!

Continua...

Notas finais
*0* I'm sorry May, mas não teve beijo... Não se preocupe! Antes do fim da temporada terá! *** Bom cupcakes, como a maioria votou: Don't Stop Believin' será o nome da nova temporada! (Ocorreu um erro de gramática nos nomes e eu só percebi essa semana! Não se preocupem! ) Espero que tenham gostado do capitulo♥ Deixem seus reviews aqui em baixo na caixa de comentários! XOXO