Don't Stop Dreamin'
12 Acidente
Notas iniciais
_Qual parte de "Isso não é um encontro" vocês não entenderam?_ perguntou a loira irritada com situação. As morenas apenas reviraram os olhos e observaram a amiga sair do quarto.
_Você acha que ela vai se dar bem?_ questionou Vivi encarando Milena.
_Sim. Eu acho sim!_ respondeu a mesma sorrindo.
***
Eduardo ia na direção do quarto das meninas quado eu de cara com Beatriz.
_Bia... _ balbuciou o loiro impressionar com a beleza da menina_Você está linda!
_Brigada! Você também está muito bonito._ elogiou a garota sem jeito. Os dois passaram a se encarar e o silêncio reino entre ambos. A respiração de Beatriz começou a ficar ofegante conforme o menino se aproximava dela.
_Va-vamos?_ perguntou ela com a voz trêmula, ainda hipnotizada pelos olhos castanhos-claro de Eduardo. Este asasentiu dando a mão para a menina e descendo as escadas.
Mosca ainda conversava com Solária. O moreno havia lhe contado sobre a briga com Milena e com o melhor amigo.
_Escute Felipe, uma vez eu briguei com alguém que amava muito. Na verdade, ainda o amo. Não fora a primeira vez. Sabe o que aquela briga resultou? Agressão. E desde então, ele não quis mais saber de mim, nem se quer se pergunta se eu estou bem. Alguns meses depois, ele foi preso. O que eu quero te dizer é que algumas de nossas atitudes podem acabar muito mal._ a moça fez uma pausa buscando a palavra certa_ Se esta é a garota que você ama, não deixe que ela se vá. Nós podemos perder a felicidade com tamanha facilidade que não podemos recuperá-la._ dito isso, a mulher saiu e desapareceu em meio a névoa (POV Autora: Da onde veio essa névoa?)
"Eu não posso te perder, Mili. Não posso." , refletiu o menino afundando o rosto entre as mãos.
***
Samuca estava no laboratório trabalhando em sua nova invenção. Tratava_se de um aparelho capaz de detectar pesadelos e sonhos: o DCP (Detector de Cores do Pensamento). Era uma invenção bem bobinha, mas de muita criatividade. Algo que era praticamente impossível.
"Toc, Toc, Toc"
_Entra._ permitiu o menino concentrado na máquina.
_Samuca, será que dá pra gente conversar?_ perguntou Cris assim que fechara a porta.
_Se você não percebeu, Cris, eu estou ocupado._ respondeu rudemente, deixando a menina impaciente.
_Por que você tá me tratando assim?_ reclamou a mesma se aproximando de Samuca.
_Eu não estou te tratando de nem um jeito.
_Você ainda gosta dela..._ deduziu a menina fitando o chão.
_Não começa.
_Mas, agora, ela namora. Como você ainda não a esqueceu? Você merece alguém melhor que ela.
_Eu não consigo, Cris! Não dá! Tudo o que eu faço eu penso na Vivi. Toda hora. Eu me cansei!_ desabafou o cientista se jogando na cadeira ali presente.
_Eu... Você...
_Desculpa. Mas eu não te amo._ concluiu o menino saindo da sala. Cristina ficou abalada com o que acabara de escutar. De fato, não era o que ela esperava. Nunca imaginara que ele seria tão direto ao dizer aquilo.
_Eu te amo._ disse a menina caindo no chão. Esta fitou o teto esperando que Samuca voltasse na sala e a encontrasse ali, onde ela fingira um desmaio. Mas nada aconteceu.
***
Tecca e Maria estavam na cozinha com Chico preparando um bolo delicioso de maracujá (Nunca comi bolo de maracujá, é bom?). A mais nova mexia a massa enquanto a outra preparava a assadeira.
_Aconteceu alguma coisa, padrinho?_ perguntou Teca ao perceber que Chico estava inquieto.
_Não Tequinha! Impressão sua._ mentiu o cozinheiro.
_Okay..._ respondeu a menina pouco satisfeita com a resposta do cozinheiro.
***
Mosca caminhava na direção do Orfanato quando foi abordado por dois garotos Magrelos de rua com máscaras.
_Passa grana!_ ordenou o mais magro apontando um revólver para o moreno_ Anda! Passa a grana!
_Vai logo cara!_ exclamou o outro mais nervoso. O órfão obedeceu entregando a ambos todo o dinheiro que tinha. Logo, os dois moleques saíram correndo dali.
_Ótimo!_ reclamou o menino em ironia. Seguiu até a faixa de pedestre. O semáforo estava aberto para travessar a rua. Mas, para sua surpresa, um carro vinha em alta velocidade na sua direção.
***
_Alô?_ disse Carol ao atender o telefone da diretoria_ Sim é ela como posso ajudar?... Aconteceu alguma coisa?... Ele mora aqui... Meu Deus!... Claro! Já estoui seguindo pra aí! Obrigada!_ a diretora colocou o telefone no gancho e pegou a bolsa na mesa e saiu do escritório em desespero. Caminhou até a sala, onde encontrou Bel, Rafa,Juca, Binho, Duda, Bia e Thiago.
_Crianças, onde está o Chico?_ perguntou a mulher em meio ao pânico.
_Na cozinha..._ respondeu Thiago.
_Aconteceu alguma coisa, Carol?_ desconfiou Bel endireitando-se no sofá.
_O Mosca... Ele sofreu um acidente!_ revelou a superior.
_O que? Quando? Como?_ perguntou Duda nervoso.
_Eu também não sei! Estou indo para o hospital agora! Rafa avisa pro Chico o que aconteceu, por favor! Juca e Duda, venham comigo!_ os garotos a fizeram o que a diretora pediu. Os dois últimos a seguiram até a van e seguiram para o hospital.
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