Notas iniciais
Eu demorei muito né?? Me desculpem, mas minha vida estará assim ate junho, mas sempre que der, aparecerei por aqui.

Bati na porta do quarto onde Olivia estava, desde que voltamos da viajem ela esteve distante, longe de todos. Apenas fechada em seu mundo.

–O que foi David?

–Emma, ela precisa de você.

Sentei ao lado dela, o rosto dela, ela não dava nenhum sorriso e aquilo doía em mim.

–Me desculpe, volta pra mim. Esquece sobre divorcio.

Aquela ideia maluca de divorcio, aquilo me atormentava dia e noite.

–Eu quero ficar sozinha, eu preciso.

–Eu sei a dor que você esta sentindo, não me afaste...

–Eu vou embora...

Ela parecia decidida, se eu não lutasse, eu sei que iria. Ela não podia fazer aquilo comigo, ela não podia me deixar, eu a amava, ela podia não acreditar, mas eu a amava muito.

–Eu não vou deixar, você não vai. A gente pode resolver. O que eu fiz não foi tão grave assim. Eu sei que eu omiti as informações.

–Não David, você mentiu. Você nunca ia me contar. Sai daqui, fique longe de mim, eu não quero mais nada com você. Satisfeito? Eu perdi meu filho, nada me liga a você, agora você pode continuar a mentir, mas pra outra.

Ela começou a ficar estressada e fora de si, eu tentei segurar o braço dela, mas ela se afastou, com medo de mim.

–Olivia.

–Sai, você ainda não entendeu? Eu quero você longe de mim, longe da minha filha, longe da minha vida.

Não sabia se o que mais doía era as palavras que me acertaram em cheio ou a distancia. Será que era o fim do nosso casamento, o fim de tudo que vivemos? Eu não podia perder aquela mulher mais uma vez. Fechei a porta e meu corpo deslizou, junto com as lagrimas em seu rosto. Logo senti duas mãozinha segurando meu rosto. Eu precisava ser forte por ela.

–Papai...não chora.

–Emma, desculpa minha filha. Desculpe seu pai.

Ela sentou em meu colo e acariciou meu rosto limpando o resto das lagrimas, da mesma maneira que eu e Olivia fazíamos com ela.

–Papai, você e a mamãe vão se separar?

De onde ela tinha tirado essa ideia? Não que ela estivesse sem razão, se eu não conquista-se Olivia de volta, aquela seria a saída.

–Não Emma, nunca. Eu amo sua mãe, ela só esta triste e chateada com o papai, mas vai dar tudo certo.

–Promete papai? Promete que vai ser sempre nos três?

–Sempre meu anjo, você e sua mãe são as mulheres da minha vida e tudo isso, que tá acontecendo entre o papai e a mamãe é normal tá.

Ela deitou a cabeça em meu peito, ficamos o dois sentados de frente pro quarto de Olivia, eu senti algumas lagrimas molhando meu peito e o corpo de Emma se mexer, soluçando.

–Papai...a mamãe ainda me ama?

–Claro, ela sempre vai te amar, ela só esta triste agora.

–Nem beijo adianta papai?

–Nem beijo, mas o papai quer beijo, um montão de beijos.

Ela me encheu do beijos e abriu o sorriso que eu tanto amava. Passei o resto da noite com ela, dei banho e depois a coloquei para dormir.

Entrei no quarto sem acordar Olivia, não queria brigar, apenas precisava ficar perto dela. Eu fiquei tão necessitado dela, ela não pode me deixar, provavelmente sem ela, eu não vou viver.
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Eu odiava discutir com o David, mas ele me sufocava ultimamente, tirando o fato dele ter mentido sobre o caso do Elliot, eu tinha todo direito de saber, ele era meu marido.

Logo em seguida vem a perda do meu filho, eu já não aguentava tanta dor. Junto com meu filho, eu perdi um pedaço da minha alma, eu não saia desse quarto, quase não comia. Eu me preocupava com o fato de que Elliot podia estar vivo em algum lugar, sem memória, sem comida.

Mesmo falando que eu não estava com fome David trazia comida para mim todos os dias, mesmo eu o distratando ele permanecia ao meu lado, mas como eu conviveria ao lado de alguém que mente para mim e se não tivesse sido a primeira vez?

Estava decidida, eu iria embora dessa casa, junto com a minha filha. Começaria a viver uma vida nova, longe de David, longe de Nova York.

Outra batida insistente na porta do meu quarto, será que o David não entendeu que eu não quero ver ele pelos próximos milênios? Como a batida não para, eu abro a porta e deparo com a pessoa que não via a algum tempo.

Notas finais
Resolvi fazer esse capitulo em primeira pessoa, com os pensamentos deles. Não abandonem a minha pessoa.