Don't Forget Me
61 Capítulo 61
Notas iniciais
–O papai vai vim hoje?
Emma continuava apegada a David, a cada dia mais, porém depois que conheceu Elliot, começou a gostar dele também, mas sempre implicava da aproximação da mãe com ele.
–Vai sim, ele vai te levar ao shopping.
–E você vai sair com o tio Elliot?
–Eu vou a uma consulta com ele.
–É mentira, você esta muito arrumada para ir ao medico.
Emma sentou na cama e começou a mexer no estojo de maquiagem da mãe.
–Depois eu vou jantar com ele.
–Você esta namorando com ele?
–Emma!
–E o papai? Você não o ama mais?
–Isso não é assunto para você.
Olivia pegou o batom da mão da menina e a beijou no rosto.
–Você não gostou do tio Elliot?
–É mamãe, mas eu não quero ele morando aqui.
–O papai chegou, vai lá para sala e avise que eu já estou indo.
–Tá mamãe.
–E não bata os pés Emma!
Emma sempre fazia isso com ela, depois de passar o batom, ela pegou a bolsa e segui para sala.
–Oi Liv!-Olivia abraçou o homem e sentaram na sala.-Cade o Noah e a Sophie?
–Com Amanda. No final, eu passo para pega-los.
–Tranquilo. O Elliot esta chegando?
–Papai, você sabia que a mamãe ia sair com o tio Elliot e não fez nada?
Antes de começar uma briga, a campainha tocou e Olivia foi atender.
–Você deveria aprender a interfonar primeiro.
–Foi mal. Oi David.-Elliot cumprimentou o homem e quando ele foi falar com a Emma, ela estava emburrada.-Ei gatinha, porque esta emburrada?
–Você não vai namorar minha mãe tá. Eu não quero.
–Chega Emma, se tocar nesse assunto novamente. Tá de castigo.
A menina se assustou, pelo fato de Olivia ter estourado com ela. Elliot a pegou em seu colo e sentou no sofá.
–Eu não estou namorando com a sua mãe, ela é minha amiga. Não se preocupa, você também será minha amiga?
Ela concordou e Elliot a beijou na bochecha e ela logo em seguida sentou entre Elliot e Olivia no sofá, de frente pro David.
–Emma, lembra que eu e o papai queríamos conversar com você?
–O que eu fiz mamãe?
–Nada meu anjo. Eu quero te contar uma coisa e eu sei que não será fácil.-Elliot segurou a mão de Olivia.-Lembra quando você me perguntou pela vez sobre o seu papai?
–Eu sei que ele está no céu mamãe. Você já me falou isso.
–Não meu anjo, eu também pensei isso. Você desde do começo me perguntou o porque da minha amizade com o tio Elliot, porque ele estava sempre aqui. O tio Elliot não foi só meu parceiro no trabalho, como o meu marido antes do David e ele é o seu papai meu anjo.
A menina olhou espantada e com os olhos cheios de lagrimas para Elliot e depois para David.
–Me desculpa minha filha, se eu pudesse, eu teria evitado o acidente, não teria saído de perto de vocês nunca.
–Papai, você não vai ser mais o meu pai?
–Sempre vou ser seu pai. Você sempre será a minha menininha.-David e Emma se abraçaram.-Só que agora você tem dois pais. E eu e a mamãe precisamos que você entenda uma coisa, nós te amamos muito...mas não nos amamos ao ponto de continuar casados e você precisa aceitar isso.
–Papai e quanto a ele?-a menina cochichou no ouvido de David.
–Ele é seu pai, de uma chance a ele. Mas saiba que tanto o papai, a mamãe e o tio Elliot, te amamos.
A menina ficou no colo de David por algum tempo, ate que Olivia e Elliot tinham que ir ao hospital.
–Você vai ficar bem meu anjo?
–Vou sim mamãe, eu sou grande tá.
–Tudo bem, eu e o Elliot vamos ao hospital e depois vamos jantar. Você quer ir dormir com o David?-ela afirmou com a cabeça e Olivia a abraçou.-O que acha de dar um abraço no Elliot?
A menina olhou para Olivia, depois para David e parou um pouco, como se estivesse pensando e se aproximou de Elliot.
–Eu tenho que te chamar de pai?
–Só se você quiser meu anjo, se não, pode me chamar de tio.
–Então tá. Tchau tio Elliot.-A menina o abraçou.
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Olivia e Elliot estavam retomando a aproximação que tinham antes, ele a enchia de perguntas sobre sua vida, sobre o que tinha começado a lembrar.
–Como esta com o Huang?
–Ele falou que estou indo bem nas sessões e que eu ter forçado lembrar da Emma foi bom. Como estão meus outros filhos?
–Eu conversei com a Kathy e a Maureen, elas conversariam com os outros e contei sobre a sua situação.
–Obrigado Olivia.
–Você faria o mesmo por mim. Ell, vamos? Eu tenho que pegar o Noah e a Sophie com a Amanda.
–Eu vou com você e te deixo em casa.
–Obrigada Ell.
Eles pediram a conta e depois de todo tempo, Elliot continuava com seu jeito cavalheiro.
–Não precisava ter pago.
–Eu sou um cavalheiro e não deixo a dama pegar na carteira.
–Isso parece gayzisse tá e da próxima, se não me deixar pagar ou pelo menos dividir a conta, não saio mais com você.
Elliot revirou os olhos para a morena e segurou na mão dela, seguindo para o estacionamento. De lá, seguiram para a casa de Amanda, Elliot a ajudou o tempo todo, ate colocar os gêmeos na cama.
–Acho que te ajudei em tudo que poderia ajudar Liv.
–Aceita um vinho? A noite ainda nem começou.
–Tudo bem. Você poderia me mostrar as fotos da Emma.
–Claro que sim, eu tinha separado para você.-Olivia o deixou na sala e voltou com as taças e o vinho e pegou o álbum para ele.-Eu não cheguei a separar as fotos, mas é que cada um deles tem um álbum.
–Está tudo bem. Eu fico contente que vocês tiveram o David, nunca terei palavras para agradece-lo. Espero que eu não tenha sido o motivo do termino de vocês...
–Não foi Ell, fique tranquilo. Alguns problemas que tivemos, mas esta tudo tranquilo entre a gente. A Emma só não tem conseguido aceitar isso.
–Ela é uma menina inteligente, vocês a criaram muito bem.
–Ela se parece muito com você, não só fisicamente...
–Como nos atos? É, eu percebi. Mas ela é teimosa igual a você.
–Eu não sou teimosa.
–É!-Ele aproximou o rosto do dela.
–Não sou, você sabe disso.
–É sim, quer uma prova?-ela levantou a sobrancelha, para intimida-lo.-Se eu te beijasse, você por mais que quisesse aquele beijo, você me bateria ou diria que é errado.
–Não, você nem...-ele encostou os lábios nos dela e antes que pudesse fazer algo, ela o tinha afastado.
–Não fale nada.-ele colocou o indicador nos lábios dela.-Eu estava certo, mais uma vez.
Ela encostou os lábios no dele novamente, ele a aproximou de seu corpo e levou uma mão ao cabelos dela, enquanto as línguas batalhavam.
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