Dont Forget Me
5 Perdões, perdões, perdões.
E mais dois dias foram desperdiçados dentro de casa e Minhwan na mesma de chocolate quente e talvez, até mais depressivo. Mas, estava salvo por três amigos seus que havia um “plano” nas mangas. Não eram lá aqueles elaborados planos, mas na mente de cada um... iria dar certo.
Minhwan estava pronto. Completamente agasalhado pelo frio que fazia lá fora e o mesmo valia para seus amigos que tinham walk-talks nas mãos. Terminavam de ajeitar as blusas enquanto já abriam a porta, chamando o elevador e saindo afora podendo sentir aquele frio bater contra seu rosto e já o estremecer. Minhwan encolhia-se naquele monte de blusas por ser tão friorento a ponto de aquilo ainda lhe trazer um leve frio.
Hongki, Jonghun e Seung guiavam o baterista até a cidade, de carro, onde estacionou em um lugar qualquer. As luzes acesas por toda parte, casais abraçados, crianças reclamando do frio, restaurantes lotados e era vez do Minhwan. Trazendo ele junto a si, foram parar num daqueles restaurantes luxuosos, românticos.
- Eu não vou entrar aí! – Bufou Minhwan, envergonhado.
- Vai logo! – Seung insistiu.
- O Jaejin está lá na mesa que reservamos! – Jonghun avisou, enxergando-o com certa dificuldade. Hongki começou a empurrá-lo.
- Vai logo, Minari! É sua chance, é agora ou nunca! Mesa 16! Vai!
- Isso não é um drama! – Minhwan continuava tentando não ser levado pela força de Hongki.
- Vai logo!! – Seung ajudou a empurrá-lo, fazendo com que este parasse no saguão e logo ser receptivo pelo garçom que já perguntava a reserva que havia ou se apenas procurar um lugar qualquer.
Que belo lugar era aquele. As pessoas falavam baixo, pois todas eram de alta classe; as luzes estavam leves, criando ainda mais um clima calmo; o restaurante havia uma boa dose de cores avermelhadas nas mesas e as paredes com alguns detalhes em dourado; A música era ao-vivo, por músicos já de idade, porém calmos como a imagem e a música que transmitia; um clima perfeito para se ficar com a pessoa amada.
Estava de cara com Jaejin que estava bem arrumado. Cheio de agasalhos também. O encarava com um rosto assustado e com frieza. Minhwan havia sua cabeça baixa, sentando-se na cadeira e ficaram sem pronunciar uma palavra sequer. Talvez, ainda havia o orgulho barrando os dois.
- Ei... – Minhwan tentou dizer algo, mas mal conseguia falar. Jaejin preferia não responder e não conseguiu.
- O quê? – Jaejin estava com os olhos presos no chão do restaurante, para não olhar para o rosto do parceiro. Minhwan ainda queria insistir.
- Olhe... olhe pra mim.
- Não quero. – Jaejin falhou com a voz rude que tentara fazer.
- Por favor, eu quero me desculpar.
- Está bem na casa do HongGi?
- Como sabe que estou passando um tempo lá?
- Acha mesmo que ele não me contou? – Jaejin voltou o olho ao Minhwan. – Cheio de mimos. Achei que ia voltar para o apartamento.
- Não iria voltar lá. Você estaria lá.
- Não, prefiro ficar num hotel a sentir seu cheiro novamente. – Depois daquelas palavras, Minhwan calou-se por alguns segundos. Mesmo assim, não poderia desistir agora. Suspirou, procurando continuidade.
- E... nós?
- Nós? – Jaejin o olhou.
- É, sabe... nosso relacionamento. – Seu tom era baixo por perigo de escutarem.
- Ah, sobre isso. Não sei, faça o que quiser. – O baixista tentava bancar aquele que não queria nada, enganando além de si próprio, o baterista que parecia com um rosto choroso. Jaejin observou o rosto deste que observava o próprio pé.
- Jae... por favor, me perdoe. – Fungou uma vez e engoliu o choro que estava preste a sair. Era chorão sim e ainda mais perto do baixista que amava tanto e que já o viu tão fragilizado. Sentia como se Jaejin houvesse levado uma parte de si. Logo o garçom estava com a caderneta na mão, pronto para anotar um pedido. O baixista nem ao menos esperou Minhwan olhar o cardápio; apenas recusou.
- Estamos indo embora, certo Minhwan? – Jaejin se levantava da mesa e arrumava a cadeira. O baterista ficou confuso; apenas o acompanhou e acentuou com a cabeça. Retiravam-se do restaurante luxuoso. “Os três espiões” ficaram completamente confusos. Não era isso que haviam planejado, nem ao menos esperavam tais atos.
Minhwan era guiado pelo baixista que permaneceu completamente quieto o caminho inteiro. Já estavam numa rua residencial, nada movimentada. As luzes falhavam de leve como um cenário de filme de terror. O frio estava cada vez pior. Minhwan não se aguentou.
- Jaejin! Para onde estamos indo? – O baixista não se deu o trabalho de respondê-lo. Chegaram ao fim da rua sem saída que não havia mais nenhuma casa acesa e o último poste estava um pouco mais adiante. O que podia se ver era o nariz e parte do corpo de Jaejin. – Jae... não gosto daqui.
- Minhwan. Apenas fique aí.
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