Dons
4 Capítulo 4 - Mortes inesperadas
Alguns dias se passaram e então chegaram as tão esperadas férias. Antes disso fiz minhas provas globais e acho que tirei boas notas. Porém uma coisa me intriga, Ayla e Molly faltaram todos esses dias. Tentei ligar para elas mas não adiantou. Mas hoje já começa as férias. Estou em casa, no meu quarto e então resolvo ligar para Bay. Ela atende no segundo toque.
–Bay! -digo alegremente.
–Eu! -responde ela com o mesmo entusiamo.
–Vai fazer alguma coisa hoje?
–Vou sair com o Kevin. Por que?
–Eu ia te chamar pra sair. Mas tudo bem. -respondo um pouco desanimada.
–Tem certeza? -pergunta ela preocupada.
–Tenho sim. Mande um oi para o Kevin.
–Tudo bem. Vou mandar. Ela diz isso e logo desliga.
Fico sem saber o que fazer, quero muito sair, porém não sozinha. Mas por fim opto por dá uma volta no calcadão da praia. Deixo para sair ao entardecer, pois o pôr-do-sol é lindo visto de lá. Ponho um short curtinho que marca na cintura, uma blusa folgada, all star e prendo o cabelo em um coque caído. Chego à praia que já está bem movimentada, até por que é férias. Caminho um pouco, até que fico um pouco cansada e decido sentar em um dos banquinho públicos que tem no local. Fico apenas olhando para o entardecer, em quando o mar azul intenso engole o sol, em seus variados tons de laranja. Perdida em meus pensamentos extravagantes sinto uma mão em meu ombro. Levo um susto quando me deparo com Nicholas.
–Ah! Oi. -digo ainda assustada.
–Olá senhorita. -responde ele rindo. -Como você está?
–Estou bem. O que você está fazendo por aqui? -pergunto.
–Aqui é um local público sabia? -diz ele, me analisando com aqueles olhos castanhos penetrantes, me observando como se eu estivesse nua. E logo meu pescoço e lábios começam a coçar, e lembro-me do que ocorreu na livraria.
–Desculpe-me. -digo levantando as mãos e sorrindo.
–Vamos dar uma volta? -me pergunta com um olhar malicioso.
–Depende para onde.
–Vamos, por favor. Você está me devendo isso.
–Para onde? -pergunto, até por que sinto uma leve pontada de medo.
–Já ouviu falar no Coffee Bar?
–Já sim. A nova cafeteria. Eu ainda não fui lá. -confesso.
–Então vamos? -pergunta ele sorrindo com aquela boca deslumbrante, revelando dentes perfeitos e brancos.
–Pode ser. -digo sorrindo.
Ele oferece o braço para que eu fique mais perto dele, e automaticamente para minha surpresa eu passo o braço sobre o dele, como se eu estivesse enfeitiçada. Andamos pelo resto da avenida e dobramos a direita. Em uma placa de neon preto com branco, em letras grandes e redondas estava escrito Coffee Bar. O local era bonito, com janelas de vidro e parede de tijolos brancos. Entramos e sentamos em uma mesa do canto, afastada das outras pessoas. Nicholas senta-se na minha frente, ele vira o pescoço para o lado a fim de procurar algum garçom, então vejo que ele tem uma tatuagem em forma de estrela, porém quando pisco ela não está mais lá. O garçom chega e pergunta o que vamos querer.
–Um descafeinado médio.
–Eu quero um cappuccino. -diz Nicholas.
–Apenas isso?- Pergunta o garçom.
–Sim. -responde Nicholas, e eu concordo com a cabeça.
Quando o garçom por fim vai embora Nicholas me olha e diz.
–Estava louco para ver você novamente. -diz ele, e logo eu sei que fico vermelha, pois ele começa a rir.
–Phoby, venha comigo. -diz ele levantando-se e me puxando pelo braço.
–Para onde estamos indo? -pergunto com um pouco de medo -E os nosso pedidos?
–Não se preocupe. -diz, me puxando por entre as mesas e me levando para dentro do banheiro masculino! Já estamos dentro do banheiro e novamente como na livraria não tem ninguém.
–Nicholas, eu não posso ficar aqui. -digo para ele, enquanto ele verifica se não tem ninguém no local.
–Não tem ninguém. -ele me diz isso, olhando maliciosamente para mim, e vem andando em minha direção, então eu vou indo para trás e encontro a pia. Ele fica na minha frente, minha respiração começa a acelerar. Nicholas fica mais perto de mim.
–Nicholas, não podemos ficar aqui. -digo, mas... Mas nada, por que ele não me beija logo? Ele sorri, como se tivesse ouvido o que pensei, e me beija, as duas mãos na minha nuca. Estou com minhas mãos apoiadas sobre a pia. Ele aperta seu corpo contra o meu e estou ficando um pouco inclinada para trás, ele me levanta com facilidade e me põe sobre a pia, que para minha sorte estava seca. Cruzo minhas pernas sobre sua cintura. Ele se afasta para poder recuperar o ar, mas eu o puxo de novo. Prendo uma das mãos em seus cachos e a outra tenta abrir os botões da sua calça. Não sei o que está dando em mim, mas ele é irresistível.
–Phoby você é muito forte. -diz ele ao meu ouvido, mordendo minha orelha meu pescoço. Ele então tira minhas pernas de sua volta e me deixa em pé encostada na pia.
–Não sei de onde você tira essas ideias. -digo.
Ele desce um linha de beijos até meu umbigo me deixando com múltiplos arrepios. Então tudo acontece rápido demais. Sinto um calor percorrendo todo meu corpo e então o banheiro masculino está pegando fogo. Não consigo ver nada, porém sei que antes disso vi um vulto escuro passando por trás de Nicholas. Mas agora estou desesperada não vejo mais Nicholas e o banheiro está um caos. Escuto gritos e correria vindo de fora. Ligo o máximo de torneiras possível tentando de alguma forma amenizar a situação. A fumaça me sufoca e então desmaio.
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