Domingo Bakana

1 Domingo bakana


Notas iniciais
O nome é esse porque sou muito criativa ¬¬'

Uau Domingo Bacana.... Uau Domingo Bacana... Uau Domingo Bacana... *vinheta de abertura

–E com vocês o maior, o extraordinário, o incomparável, inigualável, o melhor... RUKI! –Kai chamando o apresentador

–Boa Tarde Auditóriooo... Esta no ar mais um Domingooo... – Ruki

–Bacanaaa!!! AAeeeeeeehhhh — auditório

–Animação gente, animação! — Reita, animando auditório.

–O programa de hoje esta imperdível... — Ruki

–AAEeehhhh – auditório

–Não é mesmo, Reitinha? — chama o outro ao palco.

–É sim, vocês não podem perder!! — Reita animando auditório

–Teremos a apresentação ao vivo da banda... — suspense — An Café!!!

–AAaehhhhhh... — auditório

–Também teremos a banda Kat Tun...

–Aaaehhhh.... — auditório

–Vocês também não podem perder nossos quadros especiais, teremos uma matéria emocionante em ‘Aconteceu com Eu’, onde um jovem que mora na grande São Paulo passou por algo incrível, não percam!

–Aaaaeeehhh — auditório

–Temos mais... — olha a fichinha. -Também teremos o ‘Dormindo Bacana’ onde um jovem ganhara o quarto que sempre quis... — olha fichinha novamente — E a matéria mais emocionante do dia, no ‘De volta para minha Terra’ um jovem sonha em reencontrar seu tio, a única família que tem. É emocionante, não percam!!! Logo após o intervalo.

–Aaaehhhh – auditório

Reitinha continuam animando a plateia...

~~~ Comerciais ~~~

–Estamos de volta com o Domingooo...

–Bacana... -auditório

–Vamos à matéria mais emocionante de Hoje. Um jovem que mora aqui em são Paulo nos mandou uma carta contando sua historia e pedindo ajuda para que ele possa voltar para sua terra natal, vamos a matéria com o Miyavi.

–Oi, eu sou o Miyavi e estou aqui para encontrar o jovem que mandou essa carta para o programa. –mostra a carta para os telespectadores — Vamos ver se ele esta em casa. — aproxima-se da casa e bate na porta.

–Pois não? –pergunta um jovem que atendeu

–É aqui que mora o Uruha? — perguntou educadamente

–Sim, sou eu.

–Foi você que mandou essa carta para programa Domingo Bacana? –mostra a carta para o loiro e para os telespectadores.

–Sim, sim, fui eu... -responde todo feliz — Aoiiii vem aqui! –grita histérico e o dono do nome aparece

–O que foi? –perguntou Aoi meio confuso

–Eles receberam a carta Aoi, eles receberam!!!! — responde o loiro todo feliz.

–Que carta?

–A carta Aoi, aquela que eu mandei, lembra?

–Carta, carta... Ahhh sim, me lembrei... O que? É serio mesmo? Ahhh... — começa a chorar.

–Oi Aoi, eu sou Miyavi, repórter do Domingo Bacana. – apresenta-se para o moreno — Estamos aqui por essa carta –mostra pro moreno e para os telespectadores nós podemos entrar para falar sobre ela?

–Claro entra — Aoi

Depois de todos já lá dentro sentados num pequeno sofá, eis que o apresentador começa a falar.

–Bom, então foi você que mando a carta Uruha?

–Sim, fui eu sim.

–E você a mandou em nome do seu amigo?

–Sim, é que eu vejo o sofrimento dele, tadinho... – passa a mão na cabeça do outro – Eu queria ajudar ele, mas sou tão ‘piiiii’ quanto ele, não tenho grana, então decidi mandar a carta.

–Como você se sente sabendo que tem um amigo que se importa tanto com você? – Miyavi pergunta ao moreno.

–Muito feliz, é bom saber que há amigos verdadeiros não é mesmo? -ainda estava chorando.

–Então vamos ler a carta... –Anuncia Miyavi

‘Querido Ruki, estou te mandando essa carta por que eu preciso da sua ajuda e de todos do Domingo Bacana. Eu tenho um amigo, bom, ele mais que um amigo... Na verdade ele é meu namorado, sabe? Ta mais pra meu marido, mas não somos casados...

Continuando, há algum tempo atrás ele veio pra Sampa pra tentar a sorte aqui, mas ele num teve sorte... E foi assim que nos conhecemos, porque eu também não tenho sorte.

A primeira vez que o vi, ele estava vagando pelas esquinas da Augusta atrás de algo pra fazer, e ele achou... Desde então eu o vi com mais frequência por lá, nós nos falamos algumas vezes e depois de um tempo viramos amigos. E como eu já estava ali ha mais tempo que ele, comecei a lhe dar algumas dicas de negocio, isso até o ajudou um pouco. Depois de um tempo nós decidimos morar juntos pra diminuir as despesas.

Nem preciso dizer o que aconteceu depois de tanto tempo convivendo juntos, não é?

Ahh mas eu vou falar, eu me apaixonei por ele e ele por mim, com toda certeza. Embora isso tenha sido bom, as coisas se complicaram um pouco, por que nem um dos dois queria continuar trabalhando, era meio chato, você sabe... Bom, nós tentamos trabalhar em outras coisas, mas não deu certo, parecia que todo mundo sabia dos nossos antigos empregos.

E agora depois de tanto tempo sem conseguir nada resolvi mandar essa carta e deixar nas mãos de Deus.

Ele veio do Ceara, largou tudo o que tinha lá, largou seu tio, sua única família para vir tentar algo melhor aqui, mas como disse, não conseguiu. Ele sente muita falta de lá, e tenho certeza que se ele tiver a chance de voltar pra lá, tudo vai melhorar, ele será muito mais feliz perto da família, e poderá esquecer-se de sua vida aqui em Sampa, porque foi uma merda.

Espero que vocês leiam essa carta e possam nos ajudar, quero muito ver o Aoi feliz, ele tem que voltar pra terra dele, ajudem!!!!’

–Ahh Uru, você diz coisas tão lindas. – Aoi

–Eu sei amor. – abraça o moreno que chorava.

–Então contem um pouco das suas vidas aqui.

–Bom, eu vim aqui pra trabalhar... Pra ver se eu conseguia mais dinheiro, mas foi difícil arranjar emprego e depois de meses procurando, eis que eu achei um em uma boate, mas o que eu ganhava lá mal dava pra me sustentar, então fui obrigado a fazer um bico nas ruas, foi assim que eu conheci o Uru. –sorri amavelmente para o loiro – Ai deu pra ganhar mais uma graninha, mas as vazes faltava o que comer.

–É... A vida aqui é muito difícil. E eu acho que o melhor pra ele agora é voltar para o Ceara, lá ele tem o tio pra ajuda-lo...

–Mas eu só vou se você for Uru. – falou o moreno em tom triste.

–Aoi, eu também não quero ficar longe de você... –abraça o outro

–Bem, você pode levar um acompanhante na viagem de volta, se quiser. – diz Miyavi iluminando a cara dos outros dois.

–Então eu vou mesmo? –Aoi

–Vai sim, é por isso que estamos aqui! Você foi escolhido, suas historia emocionou a todos do programa. –Miyavi

–Aaehh, eu vou voltar pro Ceara, pro meu Ceara. -abraça o loiro e chora mais ainda.

–Que bom amor, que bom! –Uruha diz alegre e beija o moreno.

–Bom, nós com certeza teremos uma vida melhor lá, podemos esquecer as coisas que fizemos aqui...

–Nós temos que começar a arrumar as coisas não é mesmo? Pra irmos logo. –Miyavi

–Sim, sim... Vamos, vamos logo. –Aoi

Aoi e Uruha pegaram tudo o que tinham e enfiaram em uma mala, sim, só uma.

Estavam muito felizes por conseguirem sair do muquifo em que viviam e por terem a chance de tentarem uma nova vida em outro lugar.

Aoi não via a hora de ver seu tio, que era como um pai pra ele.

Como de costume no programa, antes dos dois de irem embora, eles foram levados para fazerem compras, se arrumarem e comerem para chegarem em melhores condições em seu destino.

Em seguida foram ao aeroporto e Aoi ficou bobo com o tamanho do avião, ele nunca tinha andado em um antes, ele tinha vindo de ônibus pra São Paulo, essa seria a primeira vez que ele voaria pelos céus.

–Enfim chegamos ao Ceara, o voo foi rápido, como vocês estão se sentindo? – perguntou Miyavi

–Eu estou muito feliz, finalmente voltei!! – Após dizer isso, o moreno se ajoelhou e beijou o chão.

–Até que aqui é legal, pelo menos até agora... Pensei que fosse, sei lá, meio fim de mundo. – Comentou Uruha

Depois de umas duas horas andando de carro, eles chegam ao seu destino final, um bairrozinho que ficava próximo a Campos Sales. O carro parou próximo a uma casa e Aoi ao ver que se tratava da casa de seu tio se desesperou e começa a chorar. Miyavi desceu do carro e foi até a entrada da residência bater palma.

–Oh de casa! –chamou

–Oi, quem é? –perguntou um senhor que apareceu na janela.

–Eu estou procurando o Senhor Pata, ele esta? — Perguntou Miyavi

–Mas sou eu mesmo, seu moço. — respondeu Pata

–Ah... O senhor poderia vir até aqui falar comigo?

–Claro, tô indo já ai. — caminhou então em direção de Miyavi com seu cigarrinho de palha.

–Bom, eu estou aqui por que tenho um recado e uma encomenda para o senhor.

–Oras, pra mim? De quem é moço? — perguntou Pata

–O senhor tem algum parente longe? Assim, bem longe mesmo?

–Tenho sim, tem meu sobrinho moço, foi ele que mandou algo? — falou já ficando emocionado

–Seu sobrinho é o Aoi? – perguntou Miyavi

–É ele mesmo, ele ta lá em Sum Paulo e faz tempo que não tenho noticias dele. Ta tudo bem com ele? – perguntou um pouco nervoso

–Esta sim, foi por isso que vim falar com o senhor. Eu o conheci lá em São Paulo e como eu disse que estava vindo pra cá, ele me pediu para te dar um recado e uma encomenda.

–Pois diga logo, qual é o recado? –perguntou Pata aflito.

–Ele pediu para lhe dizer que esta tudo bem com ele e que mesmo com tudo de ruim que esta acontecendo, ele esta bem e logo volta, pelo menos assim que conseguir.

–O meu sobrinho ta bem, que bom... -fala aliviado

–Agora a encomenda esta lá no carro. Eu vou ter que ir lá buscar, mas antes disso será que você tem alguma mensagem para mandar pra ele?

–Mensagem? –perguntou sem entender

–É... O senhor pode falar o que quiser que nós vamos gravar e depois entregar a fita pra ele. -explicou

–Ah, eu quero falar uma coisa sim...

–Pode falar, Pega o microfone. –estendeu a mão e entregou o microfone para Pata.

–Aoi, meu sobrinho, meu filho... Sinto muito sua falta viu meu neguinho, sinto falta das nossas noites tocando viola, tomando uma cervejinha, cantarolando. Sinto muita falta de conversar com você. Meus dias já não são mais os mesmos desde que você se foi meu filho. Volta pra casa vai, eu to te esperando, volta!

Enquanto isso no carro, Aoi estava ouvindo toda a conversa e não parava de chorar.

–Bom Pata, eu vou até carro buscar a encomenda tudo bem?

–Ta, eu espero aqui.

Miyavi saiu em direção o carro e depois de alguns minutos reapareceu com Aoi ao seu lado.

Pata ao perceber quem estava se aproximando não aguentou e começou a chorar.

–Esta aqui a encomenda!! –Miyavi

~~ câmera lenta on ~~

–Aooi...

–Tioo... –vai em direção ao tio, chorando.

–Aoi...

–Titio... -e enfim os dois se abraçam chorando

~~ câmera lenta off ~~

–Aoi meu filho, você voltou... –falou Pata visivelmente emocionado

–Ah tio que saudade, senti tanta sua falta... — Aoi estava com o rosto molhado por suas lagrimas que nã paravam de escorrer.

–Que bom meu filho que você ta aqui agora...

–Ahh tio... – chorando – Eu nunca mais vou embora...

Depois de algum tempo de chororô, eles se acalmam. Aoi apresentou Uruha para seu tio e contou um pouco das coisas que viveu em São Paulo, dizendo que a única coisa boa que aconteceu foi conhecer Uruha. Depois de mais algumas conversas, Miyavi os interrompeu, afinal o programa tinha que continuar...

–E agora vamos aos presentes que foram doados pelo programa ‘Domingo Bacana’... – diz Miyavi

Eis que aparece um caminhão com um monte de eletro doméstico, roupas, sapatos, brinquedos...

– Vocês podem doar os brinquedos se não quiserem... – comentou Miyavi

–Que? Imagina. Eles serão dos nossos bebes. – falou Uruha animado.

–Como assim? –perguntou Miyavi

–Nós vamos adotar crianças para sermos uma família de verdade. – respondeu Uruha

–Sim, sim. Agora sim nós seremos felizes. — Aoi então abraça Uruha e Pata

–Muito obrigado por realizar meu sonho Ruki, que deus lhe abençoe... – diz Aoi para câmera

–E assim acaba mais um ‘De volta para minha terra!’, mandem suas cartas, o próximo pode ser você. –Miyavi bem empolgado apontando para tela.

E de volta ao palco

–Não chora Ruki... – comentou Reita próximo ao apresentador

–É que foi tão lindo Reitinha... — abraça o outro

–Eu sei, eu sei... – seca uma lagrima que saiu sem querer

–VOCES ESTÃO NO AR!!!! – grita Kai

–Ahh, desculpem... – Ruki empurrou Reita para lado. – E esse foi o ‘De volta para minha terra’. Espero que vocês sejam muito felizes juntos Aoi e Uruha... E Pata também, não é mesmo?

E assim, com esse quadro emocionante encerramos o programa de hoje, até o próximo domingo, com mais um DOMINGOOOOOO...

BACANAAA...- auditório

Fim

Legenda:

Ruki — apresentador

Reita — animador de plateia /Liminha (entendeu: Reitinha = Liminha ¬¬)

Kai — narrador

Miyavi — repórter

Aoi — Infeliz que voltou pra casa

Uruha — Infeliz que ajudou outro infeliz a ir pra casa, e ainda foi junto.

Pata -Tio

"Uau Domingo Bacana.... Uau domingo bacana... Uau domingo bacana... "–vinheta de abertura. *

–E com vocês, o maior, o extraordinário, o incomparável, inigualável, o melhor... “Ruki” !!! –Kai chamando o apresentador

–Boa Tarde Auditóriooo....Esta no ar mais um Domingooo...–Ruki

– Bacanaaa!!! AAeeeeehhhh.... — auditório

–Animação gente, animação. –Reita, animando auditório.

–O programa de hoje esta imperdível... –Ruki

–AAEeehhhh... –auditório

–Não é mesmo Reitinha? –chama o outro pro palco

–É sim, vocês não podem perder o/ –Reita animando auditório

–Teremos a apresentação ao vivo da banda...-suspense-...An café

–AAaehhhhhh... –auditório

–Também teremos a banda Kat Tun...

–Aaaehhhh... –auditório

–Vocês também não podem perder nossos quadros especiais, teremos uma matéria emocionante em “aconteceu com eu”, onde um jovem que mora na grande São Paulo passou por algo Incrível, não percam.

–Aaaaeeehhh... –auditório

–‘Olha fichinha’ -Também teremos o “dormindo bacana” onde um jovem ganhara o quarto que sempre quis...-‘olha fichinha novamente’ -E a matéria mais emocionante do dia, no “De volta para minha terra” um jovem sonha em reencontrar seu tio, a única família que tem, é emocionante, não percam... Logo após o intervalo...

–Aaaehhhh... –auditório, e Reitinha continuam animando a platéia...

Após os comercias, aos merchans e há algumas matérias aleatórias eis que o programa volta....

–Estamos de volta com o Domingooo... –Ruki

–Bacanaaaa...-auditório

–Vamos a matéria mais emocionante de Hoje, um jovem que mora aqui em são Paulo, nos mandou uma carta, contando sua historia e pedindo ajuda para que ele possa voltar para sua terra natal, vamos a matéria com o Miyavi.

–Oi eu sou Miyavi e estou aqui para encontrar o jovem que mandou essa carta para o programa –mostra a carta — vamos ver se ele esta em casa. –bate na porta.

–Pois não? –pergunta um jovem que atendeu

–É aqui que mora o Uruha? –pergunta educadamente

–Sim sou eu.

–Foi você que mandou essa carta pro programa? –mostra a carta

–Sim sim, foi eu...-responde todo feliz — Aoiiii vem aqui! –grita e o dono do nome aparece

–O que foi? –pergunta meio confuso

–Eles receberam a carta Aoi, eles receberam... –fala o loiro todo feliz pro outro.

–Que carta?

–A carta Aoi, aquela que eu mandei, lembra?

–Carta, carta... Ahhh lembrei... O que? É serio mesmo? Ahhh... –começa a chorar.

–Oi eu sou Miyavi repórter do domingo bacana. -se apresenta para o moreno -Estamos aqui por essa carta, nós podemos entrar para falar sobre ela?

–Claro entra. — Aoi

Depois de todos la dentro e sentados num pequeno sofá eis que o apresentador começa a falar.

–Bom, então foi você que mando a carta Uruha? -Miyavi

–Sim fui eu sim.

– E você mandou em nome do seu amigo. -Miyavi

–Sim, foi eu quem mandei, é que eu vejo o sofrimento dele, tadinho... –passa a mão na cabeça do outro –Eu queria ajudar ele, mas sou tão fudi...‘piiiii’ quanto ele, não tenho grana, então decidi mandar a carta.

–Como você se sente sabendo que tem um amigo que se importa tanto com você? –Miyavi pro moreno

–Muito feliz, é bom saber que há amigos verdadeiros, ne? -ainda chorando.

–Então vamos ler a carta...-Miyavi.

‘Querido Ruki, estou te mandando essa carta, porque eu preciso da sua ajuda e de todos do Domingo Bacana, eu tenho um amigo, bom ele mais que um amigo, na verdade ele é meu namorado, sabe, ta mais pra meu marido, mas não somos casados... continuando, há algum tempo atrás ele veio pra sampa, tentar a sorte aqui, mas ele num teve sorte, foi assim que nos conhecemos, porque eu também não tenho sorte.

A primeira vez que o vi, ele estava vagando pelas esquinas da Augusta, atrás de algo pra fazer e ele achou... desde então eu o vi com mais freqüência, nós nos falamos algumas vezes e depois de um tempo viramos amigos, e como eu já estava ali a mais tempo, comecei a lhe dar algumas dicas de negocio, o ajudou um pouco, depois de um temp, nos decidimos morar junto, pra diminuir as despesas, ne.

Nem preciso dizer o que aconteceu depois de tanto tempo convivendo juntos ne? Mais eu vou falar, eu me apaixonei por ele e ele por mim, com toda certeza, embora isso tenha sido bom, as coisas se complicaram por que nem um dos dois queria continuar trabalhando, era meio chato... bom, nós tentamos trabalhar em outras coisas, mas não deu certo, parecia que todo mundo sabia dos nossos antigos empregos, e depois de tanto tempo sem conseguir nada resolvi mandar essa carta, e deixar nas mãos de Deus.

Ele veio do Ceara, largou tudo que tinha lá, largou seu tio, sua única família, para tentar algo melhor, mas não conseguiu, obvio, ele sente muita falta de lá e tenho certeza que se ele tiver a chance de voltar pra lá, tudo vai melhorar, ele será muito mais feliz perto da famíli, e poderá esquecer de sua vida aqui em sampa, porque foi uma merda.

Espero que vocês leiam essa carta e possam nos ajudar, quero muito ver o Aoi feliz, ele tem que voltar pra terra dele, ajudem...’

–Ahh Uru, você diz coisas tão lindas... –Aoi

–Eu sei amor. –abraça o moreno que chorava.

–Então contem um pouco da suas vidas aqui. -Miyavi

–Bom, eu vim aqui pra trabalhar, pra ver se eu conseguia mais dinheiro, mas foi difícil arranjar emprego e depois de meses procurando, eis que eu achei um em uma boate, mais o que eu ganhava lá, mal dava pra me sustentar, então fui obrigado a fazer um bico nas ruas, foi assim que eu conheci o Uru... –sorri pro loiro –Ai deu pra ganhar mais uma graninha, ne? Mas as vazes faltava o que comer.

–É, a vida aqui é muito difícil e eu acho que o melhor pra ele agora é voltar pro ceara, la ele tem o tio nee... –Uruha

–Mas eu só vou se você for Uru... –fala chorando.

–Aoi, eu também não quero ficar longe de você... –abraça o outro

–Bem, você pode levar um acompanhante na viagem de volta, ne? –fala Miyavi sorrindo

–Então eu vou mesmo? –Aoi

–Vai sim, é por isso que estamos aqui! –Miyavi

–Aaaehhh, eu vou voltar pro ceara, meu ceara. –Aoi abraça o loiro e chora mais ainda.

–Que bom amor, que bom. –Uruha

–Bem, nós com certeza teremos uma vida melhor lá, podemos esquecer as coisas que fizemos aqui...

–Bom, vamos arrumar as coisas, ne? Pra irmos logo –Miyavi

–Sim, sim... vamos! –Aoi

Ambos pegaram tudo o que tinham e enfiaram em uma mala, estavam muito felizes e Aoi não via a hora de ver seu tio.

Como de costume, antes de irem, os dois foram levados pra fazer compras, se arrumarem e comerem para chegarem em melhores condições em seu destino.

Foram ao aeroporto, Aoi ficou bobo com o tamanho do avião, ele nunca tinha andado em um antes, ele tinha vindo de ônibus pra São Paulo, essa seria a primeira vez que ele voaria.

–Bom, nós já chegamos ao Ceara, o vôo foi rápido, como vocês estão se sentindo? –Miyavi

–Eu estou muito feliz, finalmente voltei. –Aoi beija o chão.

–Até que aqui é legal, até agora... pensei que fosse o fim do mundo –Uru

–Então chegamos! –Miyavi

–Sim, sim. –Aoi.

Depois duas hora andando de carro, eles chegam ao seu destino, uma cidadezinha que ficava próximo a fortaleza, o carro parou perto a uma casa, ao ver a casa, Aoi já se desesperou e começou a chorar, Miyavi desce do carro e foi até a entrada da residência, batendo palma.

–Oh de casa! –Miyavi chama batendo palma.

–Oi, quem é? –pergunta um senhor que aparece na janela.

–Eu estou procurando o Pata, ele esta?

–Mas sou eu mesmo moço. –responde Pata

–Ahh, o senhor poderia vir até aqui falar comigo?

–Claro to indo. –caminha em direção de Miyavi com seu cigarrinho de palha.

–Bom, eu estou aqui porque tenho um recado e uma encomenda pra você.

–Oras, pra mim? De quem é?

–O senhor tem algum parente longe?

–Tenho sim, meu sobrinho, foi ele que mandou algo? –falou já ficando emocionado

–Seu sobrinho é o Aoi?

–É ele mesmo, ele ta la em São Paulo e faz tempo que não tenho noticias dele, ta tudo bem com ele?

–Ahh ta sim, foi por isso que vim falar com o senhor, eu o conheci la em São Paulo, eu disse que estava vindo pra cá e ele me pediu para te dar um recado e uma encomenda.

–Pois diga logo, qual é o recado?

–Ele pediu para lhe dizer que ta tudo bem com ele, que mesmo com tudo de ruim que ta acontecendo, ele ta bem, e logo ele volta, assim que conseguir.

–O meu sobrinho ta bem, que bom...-fala aliviado

–Agora a encomenda ta lá no carro, eu vou ter que ir lá buscar, mas antes disso, você tem alguma mensagem pra ele?

–Mensagem?

–É, o senhor pode falar, nós vamos gravar, depois eu entrego a fita pra ele.

–Ah eu quero falar uma coisa sim...

–Pode falar, tó o microfone.

–Aoi, meu sobrinho... –começa a falar olhando pra câmera. –Meu filho, sinto muito sua falta viu meu bichinho, sinto falta das nossas noites tocando viola, tomando uma cervejinha, cantarolando, sinto falta de conversar com você, meus dias já não são mais os mesmos desde que você se foi meu filho, volta pras casa vai, eu to te esperando, volta.

Enquanto isso no carro, Aoi esta ouvindo toda a conversa e não parava de chorar.

–Bem Pata, eu vou la não carro buscar a encomenda ta?

–Ta, eu espero aqui.

Miyavi sai em direção o carro e depois de alguns segundos reaparece com Aoi ao seu lado.

Pata ao perceber quem estava se aproximando não agüentou e começou a chorar.

–Ta aqui a encomenda –Miyavi

( mode slow on)

–Aoi...

–Tioo... –vai em direção ao tio, chorando

–Aoi...

–Titio...-e enfim os dois se abraçam chorando

(mode slow off)

–Aoi meu filho você voltou...

–A tio que saudade, senti tanta sua falta.

–Que bom meu filho, você ta aqui agora...

–Ahh... –chorando –Eu nunca mais vou embora...

Depois de algum tempo de chororo, eles se acalmam. Aoi apresenta Uruha para o tio e conta um pouco das coisas que viveu em Sampa, dizendo que a única coisa boa que aconteceu foi o Uruha e depois de mais algumas conversas Miyavi os interrompe, afinal o programa tem que continuar...

–E agora vamos aos presentes que foram doados pelo programa domingo Bacana... –Miyavi

Eis que aparece um caminhão, com um monte de eletro doméstico, roupas, sapatos, brinquedos...

–Bom, vocês podem doar os brinquedos se não quiserem... –começou Miyavi

–Que? Imagina, eles serão dos nossos bebes. –Uru

–Como assim? –Miyavi

–Nós vamos adotar crianças para sermos uma família de verdade –Uruha

–Sim, agora sim seremos felizes. –Aoi Abraçando Uruha e Pata

–Muito obrigado Ruki, por realizar meu sonho, que Deus lhe abençoe...-Aoi

–E assim acaba mais um “De volta para minha terra”, mandei suas cartas, o próximo pode ser você. –Miyaviaponta pra tela

De volta ao palco

–Não chora Ruki...

–É que foi tão lindo Reitinha...-abraça o outro

–Eu sei, eu sei – seca uma lagrima que saiu sem querer

–Vocês estão no Ar – grita Kai

–Ahh, desculpem. –Ruki soltando Reita – E esse foi o ‘De volta para minha terra’ espero que vocês sejam muito felizes juntos... e assim encerramos o programa de hoje, até o próximo Domingooo...

–Bacanaaa...-auditório

Fim

Notas finais
Uma historia idiota que precisa de explicações Eu escrevi essa fic baseada na ‘Art of life’ (outra minha) mas essa não é uma continuação dela, eu só usei o mesmo tema(?) Por que Ceara? Minha família é toda de lá, embora nada parecido tenha acontecido com algum deles, ao menos que eu saiba, eu gosto do fato do Aoi parecer cearense, e isso é algo que minha mãe me disse quando o viu pela primeira vez (depois de dizer viado) Desculpa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!