Dois lados do amor

20 Tragédia anunciada part II


Notas iniciais
boa noite povo voltei, com mais um sofrido capitulo e ai quem vcs acham que vai morrer? hoje vai ter dois capítulos, segundo Alexx como vc descobriu a cidade que eu moro? terceiro preparem seus lencinhos... desconsiderem os erros e comentem mesmo que seja para me xingar.

Emma Swan

Lexa (o cachorro) foi o responsável que me levou a dormir no sofá, minha mulher ficou tão indignada quando soube que eu sabia o que a irmã dela estava planejando, que me chutou do nosso quarto. Mas acredito que ainda são os hormônios do tratamento dela. Já meu pequeno rei amou o presente embora ele tenha gostado mais da tartaruga que Lexa deu a Clarke.

Difícil agora seria controlar a expectativa da Regina em relação a gravidez, hoje pela manhã a peguei se olhando no espelho mais especificamente para seu ventre, esse pode até ser um desejo recente para Regina mas sem duvida é o que ela mais anseia, como se fosse um sonho de toda vida, tenho certeza que essa mulher vai me deixar louca quando estiver gravida.

Todo plantão era o mesmo sacrifício de deixa Chris na Creche do hospital, o apego dele a Regina é tão grande que me deixa com ciúmes embora seja um sentimento mesquinho meu. Hoje foi emblemático ele se agarrou a perna dela que para soltar eu tive que prometer dá a ele uma tartaruga igual a da tia Clarke (ele chama Clarke de tia), depois desse drama todo fui trabalhar, mas vi que Regina ficava muito mexida toda vez que era para deixa-lo lá.

Estava trabalhando em um caso complicado, uma vitima de acidente automobilístico com um quadro de afundamento craniano e com graves traumas nos membros inferiores, Lexa estava nesse caso comigo. Quando os primeiros estampidos foram ouvidos, deixando todos no centro cirúrgico assustados.

— isso foi um tiro? – minha cunhada perguntou. Todos ficaram calados, depois mais três foram ouvidos, era possível ouvir a gritaria do lado de fora.

— Fora o anestesista quero todos fora dessa sala. – digo já imaginando que disparos dentro de um hospital boa coisa não seria.

— eu vou fica. – teimosia é o segundo nome da minha cunhada.

— eu não perguntei se você vai ficar eu estou mandando TODOS se retirarem AGORA. – os vejo se entreolharem quando os primeiros começam a sair.

— Emma eu vou ficar. – começo a me arrepender de não ter deixado Regina dá umas palmadas naquela teimosa.

— Vá, quero que tire Regina e meu filho daqui Lexa, eu não posso sair estou com um crânio aberto se eu sair meu paciente morre. – digo a olhando, só tem uma pessoa que confiaria que faria de tudo para tirar minha mulher e filho dali essa alguém era Lexa.

— vá Lexa, Regina é louca o suficiente de vir até aqui e você sabe bem disso. – ela concordar com a cabeça e sai.

Assim que ela sair peço que o anestesista aumente a dose da anestesia e também se retire, não arriscaria a vida mais ninguém. Escuto mais um disparo dessa vez muito próximo. Pouco tempo depois escuto passos entrando no centro cirúrgico, nesse momento só consigo pensar na minha família, como eles seguiriam meu filho que tão pouco tempo convivi com ele.

— ultimas palavras Dra. – um homem negro alto fala apontando uma pistola em minha direção.

— se você atirar em mim agora esse homem irar morrer. – digo o olhando.

— ele esta praticamente morto, e você não pode salva-lo sozinha. – ele diz engatilhando a arma.

— eu prometi a mulher dele que faria de tudo para salva-lo e é o que estou fazendo. – digo e volto a olhar para o que eu estava fazendo.

— nunca prometa o que não vai poder cumprir. – escuto dois disparados, senti um baque no meu corpo, mas não sentia dor. Olha para baixo e vejo duas perfurações uma no ombro e outra no meu abdômen. Aos poucos vou ficando com a visão turva, vejo ele se aproximar e encostar o cano da arma na minha cabeça, e nessa hora eu só pensava em Regina em como fui feliz ao lado dela.

Regina Mills

A vida é uma zombeteira nata, hoje pela manhã eu queria matar a Lexa e o Lexa (cachorro), minha irmã me aprontou uma que me deixaria irritada a semana toda, mas vejam só como a vida é frágil, pois agora estou com minha duas mão enterradas no peito dela tentando estacar uma hemorragia, enquanto minha mulher estava na sala ao lado sendo operada por uma pediatra e uma interna com três tiros, ao meu lado esta Costia, o hospital esta um caos e pela primeira vez eu não sei o que fazer, Lexa estava cada segundo mais fraca e eu não sei o que fazer.

— Mills! Acorda estamos perdendo ela. – sou tirada dos meus devaneios por Costia chamando minha atenção.

— eu sei, ainda não achei a fonte da hemorragia. – os sinais vitais de Lexa estão caindo e meu desespero só aumentando.

— tem muito sangue aqui, não consigo ver nada. – Costia que me auxiliava também não achava a fonte do problema. Vejo Clarke entrar na sala, meu sangue gela, para ela esta aqui tinha duas opções ou Emma estava viva ou estaria ... não consigo continuar olhando para ela, seja o que for meu foco seria Lexa, minha irmã precisava mais do que tudo de mim.

— sente ao lado dela fique falando com ela. – digo, vejo que ela vai falar alguma coisa, mas não deixo. – Clarke seja qual for a noticia vai ter que esperar não posso me desconcentrar.

Volto meu foco total a tentar salvar minha irmã, ao fundo escuto Clarke falar com ela.

— achei. – Dra. Gold quase grita.

— onde? – mas antes dela me responder os aparelhos alertam para uma parada cardíaca, Lexa estava entrando em colapso pela grande perda de sangue.

— droga! Temos que resolver isso antes de reanima-la. – Vejo Clarke gritar com minha irmã, ela estava desesperada, Lexa estava ali morrendo em minhas mãos.

— onde Costia? Ela pega minha mão e leva até o local, era quase imperceptível ,mas estava lá, não poderia demorar muito Lexa estava nos deixando.

— pronto? – Costia já estava com tudo preparado para o procedimento de reanimação. Afirmo com a cabeça, ela me passa o aparelho.

— Carregar, afastar. – a corrente elétrica faz o corpo da minha irmã impulsionar pra cima. Olho para os monitores, mas nenhuma alteração.

Clarke Griffin

Vê Lexa naquele estado me quebrou da pior forma possível vi a vida dela se esvaindo bem na minha frente e eu não podia fazer nada. Regina me fez fica ao lado dela, o que me desesperava era ver ela pior a cada minuto. Chego próximo do ouvido dela e suplico que ela não me deixe.

— Lexa não, você não tem esse direito, Alexandra você me fez uma promessa cumpra com sua palavra. Digo acariciando o rosto dela que estava tão pálido.

— Achei. – Costia deu um grito, seja o que for parecia ser tarde, Lexa estava me deixando, sinto meu rosto banhar de lágrimas, não podia ser verdade ela me prometeu que seria meu porto seguro e agora estava me deixando.

Escuto Regina pedir para afastar, mas eu já não prestava mais a atenção para nada, ver Lexa naquela situação me fez desejar a morte.

— Lexa você é e sempre será o amor da minha vida, por isso não me deixe eu preciso de você Lexa.

Mais uma vez elas tentam sem sucesso reanima-la.

— que nos reencontraremos novamente. – Beijo sua testa e me retiro daquela sala, meu mundo acabara de vir a baixo, perder Lexa nunca daquela forma não parecia realidade, sinto minhas pernas fraquejarem minha visão ficar turva, e tudo ficar escuro.

Continua...

Notas finais
volto logo... só respirem...