Dois lados do amor
19 Tragédia anunciada Part I
Notas iniciais
— LEXA – fora o estampido foi a única outra coisa que eu escutei, era um grito da Clarke, o olhar de desespero que vi nos olhos dela foi a ultima imagem que tive antes de apagar.
... Mais um dia triste em nossa amada cidade, um atirador invadiu o Boston Hope Hospital e abril foco contra seus funcionários, a relatos de pessoas que conseguiram fugir do local que afirmam terem vários mortos, ainda não temos um numero preciso, mas se fala em mais de cinco pessoas mortas. Afirmam também que o atirador procurava por pessoas especifica dentro do hospital. Voltaremos com mais noticias...
Os jornais do país inteiro noticiavam a tragédia que chocou uma nação inteira.
Horas antes...
Clarke Griffin
— Leãozinho, vamos nos atrasar. – já era segunda vez que Lexa me chamava, irônico é o motivo de estamos atrasadas e todo dela, eu avisei que se ele não insistisse em me acordar daquela forma todas as manhãs não estaríamos atrasadas.
— Lexa a culpa é toda sua. – digo dando um selinho nela.
— amor, não me lembro de você reclamando quando eu estava. – ela me olha com aquele olhar safado dela. – quando eu estava cuidado dos seus interesses. – diz com aquele sorriso maroto dela.
— então para de me apressar que o meu cabelo não é o seu que você acorda ele já esta no lugar. – ela ri.
Era mais uma plantão é hoje eu ficaria como interna da Dra. Gold que por ironia do destino é ex-namorada da Lexa.
Sobre ela Lexa me prometeu contar a história delas, mas ela me disse que mesmo sendo passado Costia era uma boa pessoa, mesmo com meu ciúme evidente mais tento não aparentar, mas é notória a tensão que Lexa esta esses dias. Eu a amo muito embora ela não tenha dito “eu também te amo” como resposta, Lexa gosta de demonstrar o que sente agindo. Ontem ela me deu uma tartaruga como presente O Juba esse foi o nome que Chris deu a ele. O gesto de ter me dado a tartaruga e em seguida o que ela disse me deu uma paz interior e uma certeza de viver a cada dia ao seu lado como futuro possível.
— Leãozinho sabe o porquê eu comprei esse bichinho? – ela me diz quando já estávamos em casa deitadas na cama, eu estava com minha cabeça sobre seu peito.
— não faço ideia.
— ela vive entre trinta a cinquenta anos, já seremos vovós a essa altura e eu poderei falar do dia que dei ela a você sem esquecer do perrengue que a Regina passou. – ela me disse sorrindo, confesso que na hora que ela me falou isso me deu um frio na barriga, ela falou em netos, o que me fez pensar que Lexa esteja projetando uma vida toda estável com uma pessoa tão quebrada como eu.
—eu amo você Lexa. – ela sorri e me beijou. Nossa noite foi intensa nos amamos até chegarmos a exaustão.
Ainda não contei minha história pra ela, mas vejo que não posso empurrar por muito tempo, Lexa já fazia planos e ela merece saber a verdade, não faço ideia de como será sua reação, mas devo isso a ela.
A Dra. Gold é uma mulher totalmente diferente do que imaginei, ela era muito animada e simpática, quando soube que eu sou a atual namorada da Lexa ela me deus os parabéns sem vestígios de ironia ou despeito, se existiu alguma coisa entre elas isso ficou no passado.
Dizem que antes da tempestade vem a calmaria, curioso é que esse plantão estava muito calmo, poucas entradas no PS ate os bebês mais apressadinhos não estavam com pressa nesse dia, os dois partos que Dra. Gold fez oram já planejados, era relativamente um dia calmo.
Estávamos no berçário era por volta de duas horas da tarde quando o bip de todos daquele setor mostrava código preto, mas o que era código preto? Vi doutora Gold ficar tensa, ela já era branca estava quase transparente.
— Dra. Gold o que é esse código preto? – a pergunto sem ter noção ainda que esse dia se tornaria um dos piores de minha vida.
— o motivo dele eu não sei, mas sei que boa coisa não é. – pude ver que ela estava com um olhar de angustia.
— o que faremos? – pergunto saindo ao lado dela do berçário e indo para o posto de enfermaria que era próximo.
— ATENÇÃO. – ela grita chamando a atenção de todos os funcionários. – quem não trabalhar neste andar peço que se retire agora mesmo, vão pelas saídas de emergências, só quero que fique aqui as equipes de enfermeiras, Internos e residentes do setor. – pude ver surpresa nos olhos das pessoas, que se misturava com a curiosidade.
Um forte estampido foi ouvido, assustando algumas pessoas, junto com as equipes de enfermeiras começamos a evacuar o pessoal não necessário do setor, ficando no máximo sete pessoas dentre elas eu e Dra. Gold.
— Dra. O pessoal não necessário já estava fora. – digo e vejo que ela tem lágrimas nos olhos.
— o que está acontecendo? – outros dois estampidos foram ouvidos assustando mais ainda as pessoas que estavam ali.
— atenção — dessa vez ela falava baixo reunida com todos ali. – acabo de falar com o chefe da segurança ele me informou. – vejo sua voz ficar tremula, até suas mãos estavam tremendo. – tem um atirador no prédio. — quando ela disse isso às pessoas entraram em pânico. – pessoal fiquem calmos, ele não está neste setor. – agora três estampidos foram ouvidos mais um pouco distante agora. – preciso de mais duas pessoas aqui comigo, não podemos deixar a UTI neonatal sem ninguém, o restante quero que evacuem os pacientes que podem ser removidos.
Mesmo com medo a equipe isso comigo incluso começamos a retirar os pacientes que podiam ser removidos, Costia estava com uma paciente que devido ao pânico entrou em trabalho de parto justo na hora errada.
— Dra. Gold o andar esta quase todo vazio, só a UTI que tem dois bebês que não tem condições de serem removidos. – digo e vejo que ela tentava se controlar o máximo possível na frente da paciente.
— com licença Sarha vou dar as ultimas instruções a minha equipe, mas logo volto. – ela me puxa para fora da sala. — vá junto com o restante da equipe para fora daqui Clarke, só ficará aqui eu é a paciente dispense o restante da equipe. – ela diz bem baixo.
— você não tem condição de cuidar dela e da UTI sozinha.
— Clarke você não tem noção do que esta acontecendo? Têm pessoas sendo mortas aqui, um lunático armado entrou em uma das salas cirúrgicas é matou quase todos lá dentro. – quando ela diz isso foi inevitável não ter medo, mas logo em seguida veio Lexa em minha cabeça, meus amigos. Lágrimas já escorrem pelo meu rosto.
— não posso, vou ficar aqui. — ela segura forte no meu braço me dando um olhar frio.
— escute aqui garota, não é hora para heroísmo, eu só irei ficar por causa da minha paciente que não tem condições de ser removida, faça o que estou mandando, já falei com Lexa é o setor dela já foi evacuado. – quando ela me disse que Lexa estava bem fiquei aliviada.
Dois estampidos foram ouvidos agora muito próximos.
— vá — ela praticamente me empurrou.
Assenti com a cabeça e comecei a me encaminhar a saída, quando olhei pra trás a vi voltar para junto da paciente.
Quando já me encontrava nas escadas de emergência Octavia me ligou.
— Clarke graças a Deus você atendeu, estou louca tentando fala com você. – era notário o nervosismo na voz dela.
— estou bem O, e você e os outros? – tento acalma-la.
— Raven esta comigo Collins estava na Cardiologia. Ainda não conseguimos falar com ele.
— e a Lexa você já consegui falar com ela. – noto que minha amiga ficou muda.
— Octavia o que você sabe? Diga logo! – escuta a respiração dela ficando alterada.
— Octavia me diz logo.
— os primeiros ataques foram no setor da ortopedia, disseram que é onde têm mais mortos, mas não sei dizer nada dela, também não a vejo por aqui. – paro onde estava Costia tinha me dito que tinha falado com ela e que ela estava bem. Tento ligar imediatamente para Lexa, mas seu celular só da caixa de mensagem, tento o celular de Regina e quem atendeu foi Collins.
— Regina onde você esta?
— não é a Dra. Mills Clarke e o Finn, estou indo para a Creche com ela buscar o Chris.
— você sabe da Lexa?
— estamos tentado falar com ela e a Dra. Swan mais ultimas noticias era que elas estavam em cirurgia. – meu mundo veio a baixo era sinal que Lexa não estava fora do hospital como Costia disse. Volto com tudo escadaria acima. Paro onde estou quando escuto mais três tiros pela proximidade era bem próximo a pediatria.
Corro como posso de volta para onde Costia estava vejo que a paciente estava em trabalho de parto, quando ela me vê fica chocada.
— eu disse pra você ir embora. – ela agora já fala gritando.
— Lexa. – foi só que disse.
— não podemos fazer nada por ela agora. – a paciente volta a gritar fazendo toda força que podia.
— vou ao seu auxilio visto que a criança já estava quase nascendo. Cinco minutos depois o menino veio ao mundo, Costia me entregou a criança enquanto cuidava de finalizar o procedimento com a mãe.
— Leve-o daqui Clarke, a segurança desse menino é sua obrigação agora. – ele me olha com uma suplica, ela não podia sair à mãe estava perdendo sangue.
Assim que saio do quarto do paciente dou de cara com o senhor Jaha pai do meu amigo Wells que faleceu há poucos meses atrás, seu rosto era de puro ódio, não reconhecia aquele homem, lembro-me dele sempre como um homem coerente, justo, mas agora parecia um espectro. Via a morte em seus olhos. Noto que ele tem uma pistola em uma das mãos, ele aponta pra mim, foi nesse momento que tive certeza que morreria ali mesmo.
— senhor Jaha o que esta fazendo, sou eu Clarke amiga do seu filho. – eu estava petrificada, não conseguia me mover.
— você foi uma boa menina Clarke, mas se tornou uma deles. – me diz com tom de voz frio que me deixava mais assustada do que já estava.
— eu salvo vidas, e você esta as tirando o que te faz ter esse direito? – só de pensar que ele pode ter matado Lexa me da um embrulho no estômago.
— eu sou um pai que procura justiça. – ele grita.
— e isso é justiça? Todos aqueles que você matou são filhos de alguém, esposos, esposas não importa sua dor isso não te da o direito de executar inocentes. – grito de volta, e dessa vez o encaro.
— suas ultimas palavras Clarke. – ele diz engatilhando a arma.
— deixe o bebê vive. – ele assente com a cabeça, vou até um canto do corredor colocando a criança no chão.
Quando volto a olhar para ele vejo Lexa atrás dele. Tudo foi tão rápido ela da uma pancada na cabeça do senhor jaha o deixando tonto. Ela corre até mim pegando em meu braço me jogando dentro da sala onde Costia estava fechando a porta, tento voltar, mas a Dra. Gold me segura. Os barulhos de uma luta corporal eram evidentes, o bebezinho que tinha ficado no chão agora berrava, o som de objetos caindo ao chão se misturava com o urro de dor que acredito que era do senhor jaha. Por um momento houve silêncio até ouvir o pior som de todos um único disparo, me solto de Costia e quando abro a porta Lexa estava segurando uma das mão seu abdômen.
— LEXA. — Ela me olha com os olhos arregalados depois caindo no chão em seguida, corro a até onde ela esta caída na hora já não ligava mais pra nada, só queria estar com ela. Ela esta imóvel, o tiro foi muito próximo do coração, tento pressionar o ferimento, mas alguma coisa encosta na minha cabeça. Ali seria o meu fim, mas não me importava com mais nada.
Continua...
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