Dois lados do amor
14 O melhor remédio para curar a ressaca
Notas iniciais
— precisamos conversar Clarke.
— Bellamy o que faz aqui?- surpresa era o mínimo o que eu estava de todas as possibilidades que imaginei de quem era o autor das batidas na porta ela era o que eu não esperava.
— posso entrar. – autorizo que ele entre Bell parece abatido estar mais magro.
— o que quer uma hora dessas? – indago logo direta.
— nossa direta em? Clarke eu errei, e me torturo todos os dias por isso, por favor, me perdoe. – sem ação era o que eu estava ao escutar aquilo me deixou surpresa.
— Bell o que você fez me magoou muito, você traiu minha confiança o nosso relacionamento e a nossa amizade, eu não posso simplesmente perdoa-lo sinto muito, mas tudo de bom que tinha entre nós agora é passado. – o vejo balançar como se estivesse negando, percebo que ele esta chorando.
— Clarke eu errei, e me arrependo será que você não vê isso? – ele diz se aproximando de mim, mas à medida que ele avança eu ando para trás.
— Bell eu sinto muito, mas eu já não era mais feliz e sinceramente ter posto um fim no nosso relacionamento foi o melhor pra mim. – sei que essas palavras vão magoa-lo, contudo tenho que ser sincera.
— você não pode jogar cinco anos de relacionamento fora, eu sou o cara certo pra você.
— não mais Bell, nosso erro foi confundir a bonita amizade que existia entre nos com outra coisa. – o vejo fechar a cara.
— ela foi um erro loirinha, você é a mulher da minha vida. – ele tenta me abraçar, mas não deixo, só nesse momento sinto cheiro de bebida.
— e você foi o erro da minha. Sinto muito Bell, mas agora você faz parte do meu passado. – vejo seu olhar mudar de magoa para raiva e isso me assusta Bell era um ótimo homem, mas quando estava com raiva ele ficava imprevisível.
— você tem alguém? – vejo que ele esta se segurando para não explodir.
— Bell vá embora, já esta tarde. – tento desviar do assunto.
— quem é ele Clarke? – ela fala mais alto.
— vá embora. – aumento meu tom de voz.
— eu quero saber, eu tenho o direito de saber. – ele já estava bastante alterado, me afasto dele temendo sua reação.
— Bellamy Blake você não é mais nada meu, então não lhe devo satisfação alguma. – o tom da discussão já era alterado.
Ele andava pela sala como um animal enjaulado, estava alterado pela bebida mais vejo que o peso dos atos dele estavam o atormentando. Aos poucos ele vai se acalmando, os cinco anos do nosso relacionamento chegaram ao fim e eu sequer sinto falta.
— Clarke nos fizemos planos, compartilhamos sonhos será que isso não significou nada pra você? – vejo que ele esta bem mais calmo.
— Bell nos já tivemos nosso momento, mas nosso tempo passou entenda você sempre fará parte da minha história e do meu passado, mas não fará parte do meu futuro, o que tínhamos acabou eu desejo que você seja feliz. – ele concorda com a cabeça, mas sua expressão era de derrota.
— espero que um dia me perdoe. – ele agora chorava muito, eu chorava. Ali bem na minha frente estava alguém que durante muito tempo foi meu amigo e companheiro.
Batidas na porta nos tira daquele clima pesado. Noto o olhar dele para aporta em seguida volta a olhar pra mim, ele vem minha direção à raiva que estava em seu rosto já tinha se esvaído agora era um olhar triste, ele se aproxima e me da um beijo na testa.
— eu espero que você seja feliz Clarke. – aquele foi um gesto de despedida, e eu espero realmente que ele seja feliz.
Vejo Bellamy sair pela porta, em seguida vejo Lexa entrar com cara de quem não estava entendendo nada, assim que a vejo corro para seus braços, eu precisava de um abraço dela precisava me sentir segura e ela era o meu porto seguro, mesmo em tão pouco tempo me sinto segura e amparada ao lado dela. Lexa não falou nada apenas me abraçou forte, ficamos ali por algum tempo ate eu me acalmar.
— obrigado. – digo baixinho entre seus braços.
— eu disse que estaria sempre que precisasse. – ela se afasta um pouco para meu olhar.
— esta tudo bem? – ela me pergunta olhando ao redor analisando se tinha indicio da algo.
— ele só queria conversar. – ela volta me olhar
— que conversar sobre? – Ali esta a Lexa que me pediu para que eu não a afastasse a que me pediu para deixá-la entrar, eu só não tinha percebido é que ela já estava dentro reivindicando cada espaço.
— não, esse foi o ponto final que precisávamos. – ela segura meu rosto entre suas duas mão e sela nossos lábios um beijo calmo cheio de carinho.
— vem. – digo pegando uma mão sua. Ela me olha sem entender muito, e saio com ela a levando para o andar de cima, essa noite eu só quero que ela durma comigo preciso da minha rocha ao meu lado.
— Clarke. – ela me chama me fazendo olhar para ela.
— me deixe entrar. – estávamos no meio da escada e ela me olhava com aqueles olhos que me encantava, ela me fazia me sentir segura como ninguém antes me fez.
— Lexa eu estou quebrada você tem noção do que é uma pessoa assim? – digo desviando meus olhos dos dela. Cada pedra que eu usei para levantar ela estava tirando uma por uma.
— olhe pra mim, eu me recuso a deixar você, não adianta você me mandar ir embora que eu irei continuar voltando, eu me importo com você, estou indo contra a minha razão, Clarke você virou minha cabeça, eu posso ser a sua pessoa só me de uma chance de entrar, deixe que eu cuide de você! – as lágrimas rolam pelo meu rosto, não sei dizer se é amor ou outra coisa, mas posso dizer que estou me tornando dependente dela.
— você já esta dentro, Lexa só não me quebre mais do que já estou. – ela me sorriu de uma forma única, acabei de entregar o que restava de mim a ela.
Entreguei-me a Lexa como nunca havia feito a ninguém, ela disse que estava se apaixonando por mim, mas depois de nossa noite eu tive certeza que já estava apaixonada por ela, quando ela dormiu fique a olhando por um momento, me pergunto se eu realmente era merecedora dela, em toda minha vida sempre fui à pessoa a ser abandonada, começou pelo meu pai depois minha mãe que não abandonou propriamente dito, mas não me deu o amor materno, até meu cachorro Thor me abandonou, e vê alguém querendo cuidar de mim é quase inacreditável, quando estou quase dormindo sinto Lexa me puxar para próximo dela, ela ficou atrás de mim me abraçando como se estivesse se assegurando que eu não iria fugir, e foi assim que nos dormimos de conchinha.
Quando eu acordei vi que estava sozinha na cama, mas o cheiro dela ainda estava nos lençóis, mesmo não estando ao meu lado eu sentia o calor como se ela estivesse ao meu lado, resolvo levantar, faço toda minha higiene matinal e vou procura-la, quando cheguei ao andar de baixo o cheiro de café preenchia o ambiente, ela estava tão concentrada que não notou minha presença na cozinha, vou ate ela e a abraço por traz, mas sem querer acabo a assustando.
— Bom dia.
— bom dia Leãozinho, você e sua mania de me assustar. – ela diz divertida.
— desculpa, não foi minha intenção assusta-la. Digo me afastando um pouco.
— nada disso quero uma reparação adequada. – ela solta a xícara que estava em suas mãos e me puxa para um beijo com sabor da manhã.
— achei que essa reparação seria mais complicada. — Digo ainda com a boca próxima da dela.
— não me dê ideias senhorita Griffin que sou capaz de passar o dia na cama com você. – ela morde meu lábio inferior, acendendo todo meu corpo.
— eu adoraria. – ela me solta.
— mas? – ela pergunta, pergunta já fazendo um bico que eu achei a coisa mais fofa.
— as meninas vão vir hoje aqui me ajudar com o que falta das minhas coisas. – digo dando selinhos no bico.
— tudo bem, mas e a noite? – ela me pergunta com um sorriso malicioso, Lexa eu seu charme.
— você nunca vai parar de jogar esse charminho pra cima de mim. – ela gargalha.
— não, você tem direito a Lexa com pacote completo.
— gosto disso. – voltamos a nos beijar.
O café da manhã preparado por Lexa estava divino, começo a me perguntar se essa mulher não tem defeito. Depois ela foi embora, mas combinamos de que a noite ela passaria aqui.
O dia se passou rápido, Raven e Octavia me ajudaram a organizar o que faltava, a tarde já dava indicio de ir embora, mas o que eu não sabia era que elas levaram uma garrafa de tequila, quando dei por mim, nos três estávamos pra lá de alegres, Octavia achou uns CDs da década de noventa que nem eu sabia de onde tinham vindo, quando vi ela e Raven estavam dançando ao só Spice Girls Wannabe , Octavia me puxou para nos junto delas, a noite chegou e a farra continuava e a garrafa já estava vazia. Bebemos uma garrafa de vinho que a O achou não sei onde. No final das contas Raven já dormia no sofá, Octavia dormindo debaixo da mesa de centro (não me perguntem como ela foi parar lá)e eu estava só respirando jogada no carpete da sala.
Acordei com uma dor de cabeça monstruosa, meus olhos doíam só de pensar em abri-los, meu corpo todo doía, desejei a morte, escuto a porta ser aberta mas não tenho forças nem para abrir os olhos.
— Clarke levante-se, o almoço esta pronto. – Era ela, meu deus eu não me lembro de nada.
— minha cabeça dói. – digo com a voz arrastada.
— Tome esses comprimidos, levante e tome um banho. – ela senta ao meu lado me entregando, mas cadê a força para sentar na cama.
— eu não consigo. – se minha cabeça não doesse tanto eu poderia até sentir vergonha, mas a dor não permite.
Sinto ela me ajudar a sentar, vou abrindo meus olhos aos poucos, meu quarto esta parcialmente escuro, as cortinas fechadas deixavam pouca luminosidade entrar. Vejo a expressão dela fechada. Tomo dois comprimidos com um senhor copo d’água. Ela me ajudou a levantar, noto que estou de pijamas e não faço ideia de como vim parar em minha cama. Lexa me ajudou a me despir, depois ela saiu e eu tomei um banho o que ajudou bastante no meu estado.
Quando finalmente tenho condições de descer encontro Lexa, Ravem e Octavia, mas essas duas estão tão mal quanto eu, só que estavam com as mesmas roupas de ontem e com uma cara de derrota.
— Lexa que horas você chegou? – pergunto a vendo servir três pratos de uma coisa verde.
— ontem à noite. – quis me espancar ali mesmo, mas minha cabeça ainda doía e só isso já era castigo o suficiente.
— ainda bem viu loirinha se não Raven teria se afogado no próprio vomito. – Octavia fala um pouco mais recomposta.
Olho chocada para minha amiga que estava com um cara de zumbi que era de dá pena.
— tome sua sopa verde Clarke, garanto que se sentirá melhor. – pode sentir pelo tom de voz dela o desgosto daquela situação, mas resolvo não falar nada naquela altura eu calda ainda estava errada.
Após a sopa milagrosa aos poucos nos três estávamos ressuscitando, Lexa estava em meu quarto segundo ela estudando para uma cirurgia que ela faria no dia seguinte. As meninas se foram embora no meio da tarde, era chegada a hora de enfrentar a fera. Quando entro no quarto ela estava dormindo com o notebook ainda em seu colo, retiro toda a bagunça que estava sobre a cama pondo na cômoda ao lado. Vejo-a despertar e me encarar.
— Clarke, precisamos conversar. – ela diz seria, não sei de onde veio tamanha ousadia minha mais começo a me despir, Lexa não desvia o olho da cada movimento meu retiro peça por peça ficando totalmente nua, ela não tirava os olhos dos meus seios já tinha reparado que ela gostava deles, mas agora vejo que ela tem uma tara por essa parte do meu corpo.
— você ainda quer conversar? – uso meu tom de voz mais baixo deixando sensual. Ela levanta de supetão da cama puxando meu corpo de encontro ao seu, ele olha nos meus olhos e me da aquele sorriso cafajeste que eu descobri naquele momento.
— não, definitivamente eu não quero conversar. – ela me beijou de forma gulosa, me possuindo como dona, Lexa reivindicava cada pedaço do meu corpo. Nossa noite foi intensa e terminamos suadas com nossas forças exauridas, acabei de descobrir que sexo é o melhor remédio para curar a ressaca.
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